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sábado, março 21, 2020

Na sagração da Primavera

Há um quarto de século fomos todos (exploradores e explorados, algozes e vítimas, intervenientes e espectadores desatentos) sujeitos a uma sacralização: a do limite dos 3% para os défices orçamentais. Quem não o tinha deveria tender para ele, quem já o observava merecia o prémio de entrar para a União Económica e Monetária… desde que fosse consistente nos 3%. Portugal estava entre estes últimos (com o sacrifício bem custoso dos do costume, dos trabalhadores).
Mudaram os tempos (poucos) mas não teriam mudado as vontades dos que predominam na correlação de forças. Estava escrito, e o que está escrito é para se cumprir. Embora dependa de escrito onde.

E Portugal, sempre na “linha da frente” dos obedientes que não dos disciplinados, encheu-se de brio: 3% é muito, somos capazes dos 0%! Mesmo que isso pudesse implicar a entrega de empresas fulcrais e de sectores essenciais a grupos privados transnacionais, mesmo que se tivessem de sacrificar, primeiro, adiar depois, direitos dos do costume, sempre mercadorizando o que não pode ser mercadoria e mais precarizando o que deveria ser estável. Artificializando o progresso social.


O sagrado mantinha-se sagrado. E fora de riscos de heresia. Pois se se almejava mais que o tal 0%, se se afirmava pretender o que seria mais que equilíbrio.
De repente, por esta data da sagração da Prima vera, a surpresa: face à gravidade da situação económica-financeira (ou financeira a arrastar a económica), a Comissão Europeia anuncia a heresia: os 3% deixam de ser sagrados.
Depois, será a re-escalada da dívida. Quando ainda não estão pagas – longe disso – as dívidas e custas resultantes da sacralização dos 3%.

O capitalismo tem manhas que agridem o humano e a sua inteligência. Tem que se lhe retirar as más caras e travar a vocação suicida, de que não se esquivam por saberem que a longo prazo estão todos (eles!) mortos e quem vier que feche a porta ou faça os enterros, se houver quem.


quinta-feira, maio 23, 2013

Reiteramos, hoje, a nossa posição contrária ao euro e à UEM



... e, se nunca estivemos sozinhos,
muito acompanhados estamos agora,
e mais poderemos estar
- e é preciso que estejamos -,
dentro e fora de fronteiras!

segunda-feira, maio 13, 2013

O prós e contras de hoje - os reformados, pensionistas e idosos

Avisa-me, hoje, quem nunca quis saber do MURPI (movimento unitário dos reformados, pensionistas e idosos), que o Prós e Contras de logo à noite vai ter participação do APRe (associação dos reformados e pensionistas).
Acho positivo e agradeço!
Mas porquê quem sempre ignorou, ou até teria combatido se não tivesse ignorado, o MURPI, é tão... APRe? Interrogo-me, embora julgando saber a(s) resposta(s):
  • apesar de, sendo unitário, procurar a mobilização de todos, o MURPI tem uma conotação - que não nega - que é a de se inserir numa luta mais larga, tão larga que só tem o limite da luta de classes;
  • o APRe nasce num "momento de aperto", defende justos interesses de um estrato da população agredido por uma política, e é justa a sua luta;
  • assim sendo, ainda bem que vai à televisão, e gostaria que fossem os dois movimentos em unidade e colimação; 
  • mas, saibam-no os seus aderentes ou não, o APRe até pode estar a servir para "partir a espinha" a movimentos unitários como MURPIs e "coisas" dessas... que se procuram inserir numa luta (mais) global.
(como bem se recorda
- quem se quer recordar... -
do nascimento de "coisas"
como a UGT,
que lá vai fazendo o seu "papel"
... e com pessoal com as melhores intenções)

Mais uma semana de expectativas...



  • Última Hora

    Cavaco Silva convoca Conselho de Estado

    O Presidente da República convocou para a próxima segunda-feira
    uma reunião do seu/dele órgão consultivo.


    SERÁ... o quê?
    Daqui a uma semana!..
    Os "timings" deste senhor...

    No pântano, lá se vai
     "encanando a perna à rã"...

Também lá estivemos

TVI24:

Política

CDU está «em condições» de governar

Líder comunista considera que o Governo está hoje «mais fraco» por causa da luta dos portugueses

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também lá estivemos
(um/uns no meio 
de muitas centenas,
no mega-almoço
em Alpiarça)
foto de 2009
mas que podia 
ter sido de ontem...

sexta-feira, maio 10, 2013

Resumo, hoje


Intervenção de Jerónimo de Sousa na Assembleia de República


"Por opção,

 

o governo não toca

 

nos grupos financeiros"




No debate quinzenal realizado hoje 

na Assembleia da República, 
o Secretário-Geral do PCP confrontou o Governo 
com as opções políticas de concentração da riqueza 
nos grandes grupos económicos e financeiros, 
enquanto inferniza a vida aos trabalhadores 

e ao povo, 
roubando salários, destruindo serviços públicos, 
afundando a economia.

quarta-feira, maio 08, 2013

Uma política e um governo - as desigualdades

Uma política e um governo patrióticos
e de esquerda
As desigualdades na sociedade e no território
- dimensões do desenvolvimento capitalista

Uma sessão (auto e altero) informativa e de esclarecimento. Em Coimbra. Na Casa da Cultura. Uma sala cheia (cerca de 150 participantes) e intervenção final de Jerónimo de Sousa.

domingo, maio 05, 2013

Reproduzindo... com a devida vénia:


de as palavrassaoarmas.blogspot.pt:

Sábado, 4 de Maio de 2013


NÃO HÁ TEMPO A PERDER!

1.     Maria Luís Albuquerque era directora financeira da REFER.

2. A REFER contratou swaps tóxicos enquanto Maria Luís Albuquerque era a sua directora financeira.

3. Maria Luís Albuquerque é nomeada secretária de Estado e tutela o IGCP.

4. O IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública), sujeito às orientações de Maria Luís Albuquerque, define o que são swaps tóxicos.

5. O IGCP, tutelado por Maria Luís Albuquerque, vem dizer que os swaps tóxicos contratados pela REFER enquanto ela era directora financeira não são, afinal, tóxicosapenas exóticos.

6. A REFER fica com os prejuízos e Maria Luís Albuquerque continua a ser secretária de Estado de Vítor Gaspar (um ministro tóxico ou exótico?), dá-lhe total cobertura.

"Contratos da Refer foram inteiramente adequados e transparentes" 

diz Maria Luís Albuquerque

"Assumo total responsabilidade pelos contratos da Refer"
confirma Vitor Gaspar

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«Presidente do IGCP pode ganhar até 10 mil euros por mês»

O Governo autorizou nesta quarta-feira salários mensais até 10 mil euros para o presidente da Agência de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), João Moreira Rato, e até 6998 euros e 7960 euros para os dois vogais. (Lusa 10/04/2013)

«Processo entre a Câmara de Milão e quatro bancos resultou numa pena total de 90 milhões de euros, condenação de gestores bancários a penas de prisão e num acordo extrajudicial no valor de 450 milhõesJPMorgan e Deutsche Bank entre os condenados. Governo usa precedente legal

«Tanto Vítor Gaspar como Maria Luís Albuquerque se congratularam com a criação de uma comissão de inquérito a estes contratos, considerando ser o meio adequado para o apuramento das responsabilidades, mas permitindo "manter confidenciais" um conjunto de informações "que não podem ser tornadas públicas neste momento "de modo a salvaguardar o interesse do Estado".»
in «Dinheiro Vivo», 30.04.21013
Ou seja, podemos saber tudo o que eles querem que saibamos.
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NÃO HÁ TEMPO A PERDER!






















com a autorização implícita
e o agradecimento ao Cid Simões

sexta-feira, maio 03, 2013

À hora da sopa... ensopado de coelho...



Do expresso (com sublinhados e parenteses):

Declaração ao minuto

Idade da reforma passa para os 66 anos



20h26 - Nenhum governante propõe medidas como estas de ânimo leve (e consciência pesada). São mudanças que dizem respeito ao nosso futuro coletivo, por isso a responsabilidade por elas cabe a todos os portugueses
20h25 -Se mantivermos a nossa capacidade de cumprimento e de reforma seremos uma voz dominante (nem cantas bem nem nos convences!). A nossa margem de manobra ainda não é grande, mas é grande a margem de confiança que inspiramos na Europa
20h24 -Por vezes não nos apercebemos como estamos próximos do exemplo irlandês (cujo é?... mas há outros se mudar o r em s: islandês!)
20h23 - Efeitos irão chegar. Este é o momento para dar prioridade ao investimento produtivo (pelos privados que especulam se a especulação lhes for mais favorável, independentemente das consequências sociais?!) 
20h22 - Finanças públicas sustentáveis devem ser vistas como objetivo comum. Todos os projetos políticos precisam quee as contas públicas batam certo
20h21 - A escolha não é entre austeridade e ausência de austeridade. è entre cumprimento e o incumprimento, com a provável saída do euro (a chantagem!... como se ela fosse um busilis)
20h20 - Voltar para trás seria virar as costas ao crescimento e ao emprego. (... continuar será voltar as costas a quê?)
20h19 - Portugueses ouvem todos os dias soluções fáceis. A crise em que o país mergulhou é demasiado séria para não sermos sérios na análise das nossas escolhas (então porque é que não são quando asanunciam?)
20h18 - O Governo tem reduzido os consumos intermédios na Administração Pública. Portugal tem o quinto valor mais baixo na Europa (quais Europa?)
20h18 - Diminuimos as despesas de funcionamento dos ministérios e nas empresas públicas (aqui não há números... e aqui é que seria fácil de haver se o governo governasse...)
20h17 - Atacamos as rendas excessivas como nunca tinha sido feito (quais?, onde?)
20h16 - Os sacrifícios valerão a pena. Falhar agora seria desperdiçar os sacrifícios feitos até agora e isso não pode acontecer. estamos na reta final da estratégia desenhada (por quem?, quem foi o desenhador?)
20h15 - Não deve haver qualquer dúvida sobre a nossa abertura para dialogar (alguém tem dúvidas?!)
20h14 - estas medidas prefazem cerca de 4,8 mil milhões até 2015 (isto é de perto de 5 mil... equantos disse o Gaspar?)
20h12 - Queremos minimizar a contribuição adicional, associando-a ao andamento da nossa economia
20h11 - Aumento da idade da reforma para os 66 anos
20h10 - Iremos propor a alteração da idade mínima legal de passagem à reserva na GNR e PSP, para os 58 anos de idade
20h09 - Precisamos aumentar as contribuições dos contribuintes para os subsistemas de saúde (imoderadamente)
20h08 -Com o plano de rescisões por mútuo acordo e a reorganização dos serviços públicos estimamos abranger cerca de 30 mil efetivos 
20h07 - Precisamos de aprofundar a convergência dos funcionários públicos aos do regime privado
20h06 - Chegou o momento de avançar para uma reforma do Estado, com medidas estratégicas. Queremos discutir todas as medidas com os parceiros sociais e partidos (que têm estado a fazer senão a tomar medidas estratégicas? DE CLASSE!) 
20h05 - Hesitar agora seria um golpe na credibilidade e caminhar para um segundo pedido de resgate.
20h04 - Regresso aos mercados é crucial para o financiamento do Estado Social. 
20h04 - Já baixamos o déficit público, mas temos de o baixar ainda mais. 
20h03 - Chegou o momento de relançar o investimento privado (e o público?)
20h03 - Não iremos aumentar os impostos. 
20h02 Encontrar medidas que substituam as perdas orçamentais e levar a cabo poupanças para os anos futuros, de perto de 4 mil milhões de euros (em que número ficamos?)
20h01 Estou certo que todos compreendem uma avaliação positiva da sétima avaliação.Não o ser seria um revés
20h - Tivemos de lidar com as consequências do Tribunal Constitucional (bom começo!)


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/idade-da-reforma-passa-para-os-66-anos=f804548#ixzz2SGCgyA5Y

obrigado pelo bom trabalho

Mas isto é inevitável?


... ou é puxar a corda até rebentar?

Mais austeridade e mais cortes na função pública é o que se espera do discurso de Pedro Passos Coelho, às 20h00.
“Um ataque ao Estado” e aos trabalhadores, prevêem os sindicatos.

Notícias Relacionadas

(do sapo)

segunda-feira, abril 22, 2013

Para nós... vens de "expresso"!


do "expresso"

Barroso diz que política de austeridade "atingiu os seus limites"

Presidente da Comissão Europeia reconhece que se cedeu demasiado a "conselheiros tecnocratas". "Não fizemos tudo bem", admitiu.
Daniel do Rosário, correspondente (do Expresso) em Bruxelas

Durão Barroso diz que a austeridade atingiu o máximo  Durão Barroso diz que a austeridade atingiu o máximo
O presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que, apesar de "fundamentalmente certa", a política económica implementada na Europa, centrada na redução dos défices "atingiu os seus limites".
Para Durão Barroso, para serem bem sucedidas, estas políticas, além de bem concebidas do ponto de vista técnico, devem ser capazes de granjear um "apoio politico e social mínimo".
"Politica e socialmente, uma política que é apenas vista como austeridade é claro que não é sustentável", afirmou o presidente da Comissão Europeia esta manhã, em Bruxelas, numa conferência sobre "Federalismo ou Fragmentação".
Barroso defende por isso que a política de correcção dos défice e da dívida, que sublinhou ser "indispensável", deve ser combinada com "um ênfase mais forte no crescimento e medidas de crescimento a curto prazo": "Temos dito isto, mas temos que dizê-lo de forma ainda mais clara senão, mesmo que as políticas de correcção do défice sejam correctas, (...) não serão sustentáveis politica e socialmente".
"Sei que há conselheiros tecnocratas que nos dizem qual o melhor modelo, mas que quando perguntamos como o implementar, dizem que isso já não é com eles. E isto não pode acontecer ao nível europeu", diz o presidente da Comissão Europeia, que acrescenta que, além de precisar de uma política económica "correcta", a Europa precisa garantir "os meios para a sua implementação e (...) aceitação política e social": "Foi aqui que penso que não fizemos tudo bem".


E ele?, não estará a "passar das marcas"?
Anteontem, abriu as portas da nossa casa 
(com as chaves que lhe emprestámos...) 
a três cúmplices, para, 
 em conluio, propalarem mentiras 
que justificaram uma guerra.
Depois, veio dizer, batendo no peito,
que fora enganado (mas bem pago foi...).

Ontem, parceiro de uma troika,
foi protagonista, sem tuges nem muges,
de uma estratégia
que, como foi previsto e prevenido,
está a ter gravíssimas consequências 
económicas e sociais (e as duas juntas).
Pois, hoje, com punhadas no peito,
vem afirmar que teria havido (sei lá...)
excessos, exageros, erros, 
que "não fizeram tudo bem!"
(não conseguiram convencer as gentes a aceitar 
mais ainda, não foi?),
que teriam esticado demasiado a corda...

Vejam lá! 

Se calhar ainda temos de ter pena dele
por ter cedido demasiado 
aos "conselheiros tecnocratas"...

terça-feira, abril 16, 2013

Não se pode sair de casa... mas há que ir para a rua, que lutar!

Tive de ir lá abaixo. À cidade, à farmácia (nada de grave!).
No caminho, soube da carta de Passos Coelho a Seguro, e da resposta da "troika" a Seguro. Muito se escrevem estes gajos...
Tudo isto me dá náuseas, e é por causa de náuseas (estas não minhas) que sai de casa para ir à farmácia. Mas o que mais me irritou foi o comentário do... comentador. Só falava em consensos e no "líder da oposição". É de analfabeto. E voluntariamente analfabeto! 
NÃO HÁ "LÍDER DA OPOSIÇÃO"!, e muito menos Seguro é "líder" na oposição a este governo e a esta política! Que passe, rapidamente, a assumido cúmplice, com o apadrinhamento de Cavaco e da "troika". O que tem de mudar é a política, é a "troika" que tem de emigrar e não os portugueses!

Depois, na farmácia e no encontro com amigos, foi um desfiar de situações complicadas - e algumas muito delicadas - e de mágoas que cobriram de cinzento, de desespero, o dia de sol.
No regresso, re-ouvi o noticiário das cartas e o comentador do "líder". 

Há que lutar. Que mobilizar para a luta. Mas a predisposição (de tantos...) é para o desespero e a fuga, para a emigração. HÁ QUE LUTAR!  

terça-feira, abril 09, 2013

Entre Vitores


extractos de uma espécie de diário:

09.04.2013
Entrámos num ciclo/circo Vítor Bento.
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O que tem a ver com o lançamento do livro “Euro forte, euro fraco – duas culturas, uma moeda: um convívio impossível?”, à volta do qual se faz uma campanha que tomo como uma provocação (política) à seriedade e abordagem democrática, informativa, pedagógica, de temas muito importantes para a nossa contemporânea idade no sentido mais restrito, do quotidiano. 
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O discurso é fácil e falso, com o toque do “como eu disse” e do “como eu previ” (ou "como eu alertei" à Cavaco).
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Não li ainda o livro-pretexto, mas irei lê-lo embora me seja bastante o que li na Visão, no Expresso, no Público.
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E considero já ser bastante por auto-suficiência,  por soberba de “não ir aprender nada”?
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Não!, aprenderei decerto alguma coisa, mas o fundo político, o dado (do jogo dos ditos) mais relevante está atirado para o tabuleiro com toda a campanha à volta do personagem.  
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Aliás, como há décadas comento, esta é uma diferença fundamental: “nós” lemos - e devemos ler - tudo de todos, para fazer a critica (e aprender), e encontrar as formas de intervir para transformar; “eles” sabem tudo, mesmo do que de nada sabem, analisam números certos, exactos, às décimas, não representam coisa nenhuma, prevêem ... quando já aconteceu o que, nalguns casos, anatematizaram quando previsto por outros.
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Também fazem a habilidade de usar palavras e expressões como consensuais, ou que em consensuais tornam que não correspondem a nada de sério, de verdadeiro, de minimamente (uso a palavra:) honesto!

(obrigado, Rogério)
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O que é, para Vitor Bento – e extrapolo – “extrema esquerda”?; quem é que disse que “não se deve pagar aos credores”?; quem é que disse – assim! – que “devemos sair do euro”?: quem é que, entre tantas propostas alternativas feitas, concretas e realizáveis, fez esta, assim?
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Já agora, para partir para outra, sempre disse – também gosto de prever, mas depois de analisar as dinâmicas e os fundamentos ideológicos, se acaso os há... como é o caso – que o ideólogo deste governo era Vítor Gaspar, mas agora (as)salta-me uma ideia: se Vítor Bento tivesse sido o ministro das finanças em Junho de 2011, como foi hipótese, talvez hoje estivéssemos no seio de uma campanha a propósito de lançamento de um livro de Vítor Gaspar, com este ou com outro título mais gasparino e menos bento…

domingo, abril 07, 2013

Depois de um sábado de ressaca e num domingo de espera

Sábado, ontem, foi um dia de ressaca para as "coisas públicas" portuguesas.
Reuniu o conselho de ministros, reuniu o primeiro-ministro com ao P da R. Foram avaliadas, em colectivo e individualmente e a-dois (aqueles dois!) as consequências da decisão-parecer do Tribunal Constitucional que, em resumo, "chumbou" o OE2013.
Hoje, espera-se uma comunicação anunciada do primeiro-ministro em funções, que já se sabe não será a morte anunciada (ou o anúncio da morte) do seu governo. Anunciará o quê? De antemão se espera que vá dizer "cobras e lagartos" dos juízes do TC, que dramatizará e se vitimizará até mais não, eventualmente informará sobre futuras remodelações no governo (o que estará a ser cozinhado com o CDS-PP, ou seja com PP), sendo difícil de prever a imediata cedência ao que, por ser tão óbvio, não quererão fazer: devolver Vitor Gaspar ao serviço financeiro transnacional, de que tem estado, aliás, em dedicadísimo destacamento funcional.
Haverá, num domingo de bastidores, muitas manobras - sobretudo partindo de Belém - para atrelar o "maior partido da oposição" a "soluções" de recurso. Que não solucionariam nada mas que adiariam este doloroso estertor de uma política que tem contra si as gentes, as massas. Mas massas com grandes parcelas susceptíveis de se iludirem. E que importa, vitalmente, continuar a informar e a mobilizar.

sábado, abril 06, 2013

Curiosamente, e isto é uma maneira de dizer.

Curiosamente, e isto é uma maneira de dizer..., o parecer do TC poderá ter colocado, aparentemente, a batata quente nas mãos do P da R e do PS, ou, melhor dizendo, de um Seguro. Ambos "às aranhas".
Se, repito: se o governo tomar a única posição politicamente inteligente e decente (há destes "casamentos"?!), demite-se.
Feito isto - se  feito for - o P da R ou convoca eleições - o que manifestamente não quer, até porque entraria na mais gritante contradição com o que tem dito -, ou procura uma "solução" em que entre o PS, como é - de há muito - o seu desejo. Ao fazer isto, o que fará Seguro?, o que não é mesmo que dizer o PS.

No entanto, a nosso ver, a solução deste embróglio está noutro lado. Está na luta contra esta política. Que apenas se pode reforçar acima destes "jogos de bastidor" ou de cúpulas que nem copular sabem. Embora não pensem senão em copular quem tem de continuar a luta. E de a reforçar.

Há o exterior, e os credores, e os mercados, e o FMI, e a U.E.? Ah, pois há. Mas também há (ainda?!) Portugal e os portugueses.

sexta-feira, abril 05, 2013

quinta-feira, março 28, 2013

Chipre - esclarecedor

28.03.2013                          



O Chipre só tem uma solução!
                                                                                                             
Ângelo Alves
O desenrolar dos acontecimentos no Chipre, sujeito a um autêntico assalto comandado pela Alemanha por via do Eurogrupo, levanta um sem número de questões. Tentaremos por isso centrarmo-nos apenas em alguns aspectos chave da situação.
Uma primeira nota vai para o carácter sistémico dos acontecimentos. Não estamos apenas perante um roubo descarado ao Chipre, criminoso de todos os pontos de vista, incluindo o político e de relacionamento entre Estados. Nem apenas perante um acto de chantagem descarada sobre todo um povo como o demonstrou o ultimato do BCE ameaçando com uma autêntica bomba atómica financeira.
Estamos também perante um novo patamar de desenvolvimento da crise do capitalismo na União Europeia. Um patamar em que o processo de extorsão de recursos para a esfera financeira e de centralização e concentração de capital atinge um nível superior e é decidido à margem de qualquer controlo político, é esse o «modelo» de que vem agora falar a Comissão Europeia. É a total submissão do poder político ao poder económico, como o comprova o facto de o roubo às poupanças dos cipriotas e aos activos de centenas de pequenas e médias empresas ter sido decidido em Berlim, acordado em Bruxelas e imposto ao Chipre sem passar sequer pelo seu Parlamento.

Mas os acontecimentos no Chipre demonstram ainda um outro traço do desenvolvimento da crise do capitalismo. E esta é a segunda nota: o aprofundamento das contradições entre diferentes sectores do grande capital e por consequência entre potências económicas capitalistas no contexto do aprofundamento da crise. A medida de roubo às poupanças tem objectivos que demonstram até que ponto vai, no contexto da continuação dos processos de desvalorização de capital típico de uma crise de sobreprodução, a guerra económica entre sectores do grande capital.
O confisco criminoso das poupanças depositadas nos dois maiores bancos cipriotas tem duas consequências imediatas: a mais do que previsível fuga de capitais do conturbado Chipre para o «seguro» centro da Europa, mais propriamente para os mesmos mega bancos alemães; e a perda de muitos milhares de milhões de euros por parte de sectores do capital russo. Ora o que motivou parte da violência desta medida foi exactamente o que está por detrás das medidas que até agora vinham sendo tomadas em relação a países como Portugal. Ou seja, as economias do «centro» da Europa tentam a todo o custo construir cordões sanitários em torno do «seu» grande capital. Para isso arrasa-se economias, cria-se o caos económico e social e transfere-se para a periferia as ondas de choque da crise. O que é relativamente novo na situação do Chipre é que essa «exportação» de perdas é feita já não só para a periferia da União Europeia mas também para a Rússia. E é isso que está a irritar de sobremaneira Putin, defensor acérrimo dos interesses do grande capital russo e das suas máfias.

A terceira nota vai para a hipocrisia. Tenta-se justificar esta medida com a ideia hipócrita de que o sector financeiro cipriota estava sobredimensionado porque a sua economia tem uma forte componente de offshore. Ora os que agora afirmam isto são os grandes defensores da liberalização de circulação de capitais, os mesmos que se recusam a taxar o capital e as operações financeiras, aqueles que nem querem ouvir falar do fim de offshores como o Luxemburgo ou a Madeira. Hipocrisia pura para tentar justificar um roubo.

A quarta e última nota vai para o que não se fala. É que em Abril o Parlamento cipriota vai ser chamado a votar o «verdadeiro» memorando da troika. E nesse memorando estão todas as medidas que Portugal bem conhece. Cortes em salários e pensões, destruição de serviços públicos, privatizações, aumentos de impostos, etc... Com um acrescento: os falcões estão de olho nas reservas de gás recentemente descobertas em Chipre. Portanto, como afirma o AKEL, a solução está fora do quadro do memorando, e essa é a única solução!

e haverá (muito) mais
sobre Chipre

terça-feira, março 26, 2013

Censura a quê?


no sapo:

Moção de censura do PS avança na quinta-feira (Renascença)
A moção de censura do PS ao Governo será entregue na quinta-feira na Assembleia da República, sendo debatida em plenário a 3 de Abril. O texto irá apontar a violação de promessas eleitorais, o falhanço das políticas do Governo, a perda de autoridade e credibilidade do Executivo e o facto de o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não ter voz na Europa.

Na troika,
no pacto de agressão,
na política, enfim...
não se toca?!

segunda-feira, março 25, 2013

Semana de choques, surpresas, pressões e muitas manobras... etc.

os maquiavelismos do Largo do Caldas
(e as pressões para remodelações)
os "choques eléctricos" do gajo do FMI
as esperas do Tribunal Constitucional
a violentíssima moção de censura do PS
(sem beliscar no pacto de agressão?!)


QUE EMENTA!!!



e a luta continua!
contínua!