segunda-feira, dezembro 07, 2015

Extracto de "diário" face a notícias

07.12.2015

(enquanto na França, enquanto na Venzuela)

Há dias-sim.

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Como há dias-não.

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Como há dias assim-assim.

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Como há dias assim-assim… sim!

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Como há dias assim-assim… não!

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Este está a ser um dia sim e assim –assim… não!

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As duas coisas misturadas.

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António Machado disse que Caminante, no hay camino/se hace camino al andar”, e não nos cansamos de no-lo dizer, e de o dizer a outros, para que outros connosco caminhem.

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Mas Machado disse mais, antes de dizer isto e depois de isto dizer, e muito mais temos de nos dizer e de dizer aos outros… que nós somos.

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Por pouco que seja!

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O caminho não é sempre em frente,  feito de auto-estradas sem limites de velocidade e sem portagens, de estradas sempre rectas e sem curvas, sem outros a caminhar a nosso lado (ou em contra-mão) e em velocidades que assustam até chocarem em desastre final (para eles e para nós-outros).

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Há, por vezes, que andar para trás (embora nunca se volva exactamente às "casas de partida" e aos lugares de antes de começar a caminhar); há, muitas vezes, que dar dois passos ao invés do passo em frente, para que, depois, se dêem passos em frente, no caminho a fazer “al andar”.

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Enquanto, aqui, porque aprendemos a História e na História nos escoramos, estamos a dar pass(inh)os, noutros lugares e espaços, se dão passos atrás nos caminhos abertos e sempre com obstáculos e intercepções e interesses que não os nossos, a quererem travar-nos o passo. 

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Mas, como mais dizia Machado, “… Al andar se hace el caminho/y al volver la vista atrás/ se ve la senda que nunca/se ha de volver a pisar./Caminante no hay caminho/sino estelas en la mar”.

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Ou, mais prosaicamente: a luta continua!

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Contínua!

1 comentário:

Olinda disse...

È,a luta continua.E a poesia de Machado carregada de esperança,ajuda.Mas,estou triste,mais pela República Bolivariana e as consequencias que trará a toda a América Latina.Bjo