Bem..., agora só falta o Tribunal Constitucional!
Se chegar a tempo.
E espera-se que sim. Para "ajudar" ao depois. Ao depois do adeus.
A quê?... Tem de ser a ESTA POLÍTICA!
sexta-feira, março 22, 2013
... e depois?...
... um governo patriótico e de esquerda, como diz o PCP; um governo de esquerda contra a "troika", como disse o BE?
Caberá ao povo escolher.
Para o que terá de SE informar, e de SE esclarecer contra o verdadeiro massacre ideológico comunicacional.
... não foi bonito...
A intervenção de Jerónimo de Sousa no debate, porque trouxe o País à Assembleia da República, obrigou o 1º Ministro a fazer uma espécie de "strip-tease".
Mostrou as dificuldades do governo na sua dependência estratégica, fez sair fumos coloridos de tubos de palco, ilustrou o desconhecimento do que passa fora da "boite", a realidade portuguesa. Não foi bonito o que mostrou, embora tivesse sido... ternurento.
... e tem de mudar. A POLÍTICA!
Depois de ter tirado um Lacão da cartola, para procurar apagar uma incómoda e pressionante interpelação ao governo do PCP - por não poder apresentar uma moção de censura por já ter apresentado, oportunamente, uma em Outubro -, ontem mesmo o PS resolveu avançar com a moção de censura.
A política continua... E tem de mudar!
Dia D + 1 - a mudança inevitável! De quê?
A acompanhar o debate quinzenal na AR.
Depois do dia de ontem... a tentativa de regresso ao "ping-pong", À "redutora redução" do debate político à alternância que há 36 anos nos conuziu - com resistência e luta...que continua, crescente - à situação em que estamos e sofremos.
E se voltar atrás, para encontrar as raízes da situação é, como se ouviu ontem, "regressar à pedra lascada" é uma imagem que ilustra bem o nível a que se pretende remeter, ou descer, o debate político.
O governo, perante a interpelação de ontem (e a moção de ontem de hoje), alimenta o ambiente com a chantagem insistente dos... credores que, intervencionando pela "troika", nos tutelam. Mas quem nos "ocupa" não são os credores directos, é uma "troika" político-ideológica em noma de uma dívida que importa discutir. Para pagar, e respeitar, o que seja o resultado do que for soberanamente negociado.
E vamos assistindo à modalidade do "ping-pong". De má qualidade.
Moção de censura! Sem pressões...Em que termos? A quê?
no sapo:
Líder do PS propõe moção de censura ao Governo (Renascença)
António José Seguro considera que o Executivo de
Passos Coelho "falhou todos os objectivos" e que o país "assim não vai lá".
Notícias Relacionadas
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
"Não sou pressionável"!
Curioso... e nós a pensar que sim. Desculpa lá, ó Seguro (de ti?).
Mas não se percebe muito bem o mais que quer dizer quando diz isso e isto e mais o que está entre aspas, e mais o que segue a este parágrafo, quando fala de Mário Soares e de Manuel Alegre:
«Gostava de clarificar uma coisa: "Eu não sou pressionável, decido em função das minhas convicções e ouvindo as pessoas que devo ouvir", disse. O secretário-geral do PS referiu depois que a "realidade do país impressiona", já que muitos portugueses "vivem uma situação dramática, com quase um milhão de desempregados e com o país em recessão económica".»
Em que ficamos?, as pessoas que deve ouvir não o pressionam, a realidade do País não o pressiona... só o impressiona?
E tem muito respeitinho pelos referidos colegas de partido (o que é muito bonito)... mas eles não o pressionam. 'tá dito, pronto. Decide em função das suas convicções: não é pressionável. Ponto final.
É impressionante...!
Venha de lá essa moção de censura.
Em que termos?
À política?
Ao pacto de agressão?
quinta-feira, março 21, 2013
ESTA POLÍTICA não é para (4)... jovens
ESTA POLÍTICA não é para jovens. Vê-se pelos números, sente-se no tempo que se respira em cada casa, onde eles, os jovens, estão já a mais porque forçados ou nos faltam porque forçados a partir.para longe.
Quem puder, pare, escute, olhe!... e informe-se
15:00 Plenário
Interpelação ao Governo (PCP) sobre "A situação nacional, a urgência da demissão do Governo e da rejeição do Pacto de Agressão; Por uma política alternativa para o progresso do País"
direto
Etiquetas:
democracia representativa E participativa
Um Dia D
A democracia tem duas vertentes.
A institucional/representativa e a participativa. E há avanços qualitativos em democracia quando as duas vertentes se articulam, quando encontram formas de convergir, e fraternizam. Como estará na teoria, ao contrário da prática em que uma subordina a outra, reduzindo-se, redutoramente, a participativa a escolher os "actores" da representativa, e esta - e estes - passa a ser... a política, de que os "outros", os representados, seriam os espectadores passivos nos intervalos (vazios de participação) entre os actos eleitorais.
A institucional/representativa e a participativa. E há avanços qualitativos em democracia quando as duas vertentes se articulam, quando encontram formas de convergir, e fraternizam. Como estará na teoria, ao contrário da prática em que uma subordina a outra, reduzindo-se, redutoramente, a participativa a escolher os "actores" da representativa, e esta - e estes - passa a ser... a política, de que os "outros", os representados, seriam os espectadores passivos nos intervalos (vazios de participação) entre os actos eleitorais.
Hoje, há que acompanhar o dia. Depois da moção de censura que o PCP oportunamente apresentou reflectindo o que se vem passando nas ruas, na multidão das múltiplas manifestações, apenas lhe ficou o recurso institucional a uma interpelação, cuja proposta final é a de que a Assembleia da República se junte, sem ambiguidades, ao sentimento geral, - que "personalidades" têm explicitado -, de que há que mudar de governo e de politica. E começam os ses, para que a badalada reunião de ontem do PS terá procurado a partidária resposta (qual ela foi se verá logo...).
Se os deputados do PS vierem a apoiar os termos claros da interpelação, juntando-se ao PCP e à esquerda que diz ser, perde viabilidade a táctica do PR de colocar na actual composição da AR a responsabilidade de fazer esta curva no plano institucional, a partir de arranjo (seja ele qual for) na "troika" interna, e perde viabilidade porque o que é dito passará a ser feito ainda que, ou mesmo que... temporariamente. E o governo só poderá cair. Hoje? Amanhã ou depois!
Se os deputados do PS se vierem a abster (com maior ou menor violência), esse truque de Cavaco Silva ganha viabilidade e força, e a AR fica com a "batata quente nas mãos", com a "troika" interna PS-PSD-CDS a ter de continuar a sua "obra", por mais que o PS brame a sua oposição, se diga de esquerda, acuse a esquerda de não o apoiar (como se ser de esquerda fosse apoiar um Partido que de esquerda se diz, independentemente da polítca de direita que faça e dos arranjos que faça à direita no que é essencial na democracia apenas representativa, e por isso muito pouco ou nada democrática).
(Como todos!)
Debate «O Euro e a divida - Défices estruturais»
19 de Março, Lisboa
De Jerónimo de Sousa:
.
Intervenções de João Ferreira do Amaral, Economista («Eu não creio que haja solução dentro do Euro»), de José Lourenço, membro da Comissão para os Assuntos Económicos do PCP («O povo português tem o direito inalienável a decidir o seu destino»), de Agostinho Lopes, membro do Comité Central («O euro não foi um problema de ignorância, foi e é uma opção política do grande capital e das potências dominantes da Europa»), de Octávio Teixeira, Economista («Resta-nos a saída unilateral, tanto quanto possível negociada»).
.
quarta-feira, março 20, 2013
ESTA POLÍTICA não é para (3) reformados
É gente, pessoas, seres humanos, que venderam a sua força de trabalho durante décadas e que, do salário daí resultante, dessa venda de horas de vida, lhe foram descontadas, mensalmente, verbas para comporem reservas para terem acesso a direitos como cidadãos, como seres humanos. A ter rendimentos monetários apesar do desemprego, apesar de percalços na saúde (ou de felizes maternidades), para os anos de idade avançada sem se ter de continuar a mais força de trabalho vender.
Essas reservas foram calculadas - acturialmente - tendo em conta estatísticas e previsões fundamentadas técnico-cientificamente, entre outras sobre a espera(nça) de de tempo de vida.
Entretanto, houve quem tivesse resolvido "aplicar" essas reservas acumuladas e consignadas. Em especulações várias e algumas fraudulentas e criminosas, em interesses particulares.
Pois agora vem dizer-se que são escassas as reservas, que os reformados têm de se conformar e ver reduzidas as reformas. Que estão a viver "tempo demais", que tudo se resolverá(ia) se se reduzisse o seu tempo de vida. E noutras áreas se faz por isso...
ESTA POLÍTICA não é para reformados. Tem de mudar, se se quer que eles continuem a viver cada vez mais. Como o passado da História o permite
De Chipre, uma resposta!
A decisão tomada no parlamento de Chipre tem o maior significado e terá inevitáveis consequências. Não só em Chipre.
Ao rejeitar o "entendimento" entre o governo e a "troika", em que nenhum deputado votou a favor do acordado, apesar da maquillagem a que foi sujeito, depois de terem esticado tanto a corda aquando do anúncio, o parlamento cipriota antecipou-se às manifestações daqueles que representa institucionalmente. Um lição! Como tantas que se podem colher em Chipre. E noutros pequenos paises como a Islândia.
E agora? Fala-.se de um plano B. Com a certeza de que os deputados eleitos pelo povo cipriota não estão desligados de quem os elegeu para o representar.
Como consequências, a partir de um pequeno País, de 800 mil habitantes, percorre a União Europeia, a Europa, o mundo capitalista, uma onda de hesitações. Que era previsível. Por quem sempre afirmou a existência de alternativas para o desastre.
E a confirmação da certeza de que haverá um futuro outro.
E a confirmação da certeza de que haverá um futuro outro.
terça-feira, março 19, 2013
ESTA POLÍTICA não é para (2) os trabalhadores...
Todas as medidas de austeridade começam pelos cortes de salários ou outros rendimentos dos trabalhadores. Procurando dividi-los, argumentando com as desigualdades e nivelando por baixo.
Todas as medidas de redução de custos se concretizam por redução de trabalhadores ou de passagem a situação de maior precariedade. Com o paleio técnico da produtividade e da competitividade, enquanto outros custos e desperdícios se agravam.
Sempre que se fala de reformas (do Estado), as primeiras palavras são relativas aos trabalhadores dos serviços públicos. Como se estivessem "a mais", como se fossem apenas encargo da Nação e peso sobre os contribuintes.
Quando se fala em ter de cortar despesas (4 mil milhões, ou 8 mil milhões... uma coisa assim... num espaço de tempo a determinar) para equilibrar o que já se sabe que não será equilibrado, a tesoura vai logo direita aos rendimentos dos trabalhadores.
Ao terem de se aumentar as receitas porque os os cortes, as reformas, as reduções, a austeridade, tudo falhou, os aumentos são nos impostos que mais atingem os trabalhadores: o IVA, o IRS e os seus escalões.
Está visto que ESTA POLÍTICA não é para os trabalhadores.
Diria mesmo que é contra os trabalhadores. Contra a classe operária e todos os trabalhadores. Por mais que a revistam de ouropéis de défices e dívidas públicas.
a caminho de quê?...
,
No "expresso" para Lisboa, a ouvir a "antena aberta" de RDP1 e os noticiários.
Como se estivesse a "tomar o pulso", a ouvir, de umas outras maneiras, coisas que deixei ditas ao abrir o blog.
A confirmação profunda de que se estão a "passar coisas". Que se tentam malabarismos verbais e operacionais nas cupulas do capital fiinanceiro e dos seus mandatários políticos... para agitar e, simultaneamente, acalmar as hostes! Mas há atenções despertas que até há pouco estariam dormecidas ou sonolentas.
Temos tanto do nosso futuro nas mãos! E quando digo nosso não é meu e teu, destes que somos hoje. É mesmo do futuro NOSSO. Também dos de ontem e dos de amanhã.
No dia de hoje: CHIPRE. Duas ou três notas
no sapo:
Cipriotas decidem hoje entre o euro e a protecção russa
(Económico)
O Parlamento cipriota vai hoje votar o resgate
europeu de dez mil milhões de euros, que inclui a controversa taxa sobre os
depósitos. A votação estava marcada para domingo, mas foi adiada por duas vezes
devido à falta de apoio político ao acordo assinado pelo Presidente Nicos
Anastasiades.
~~~~~~~~~~~~~
Chipre é um "caso de estudo", é um "tubo de ensaio", é um espaço especial num sítio estratégico, é uma encruzilhada. De povos e história.
Um dos países que mais veio a este "blog". Por todas as razões. Quando era silêncio porque exemplo calado, agora porque é "esticar da corda.
Só três ou quatro notas para que não se perca o contexto.
Um povo em luta de libertação e independência. 800 mil numa ilha ocupada há quase 40 anos, ilustrando a "solução" de dividir para impedir perigosos avanços (Coreia, Vietnam... Portugal, sim!, pela longitude Rio Maior e o governo a transferir de Lisboa para o Porto).
Chipre: um muro a separar o País e a capital. Dos dois lados um mesmo povo.
Uma forte implantação de forças do progresso social, um partido comunista (AKEL) com forte apoio eleitoral e defensor infatigável da unidade do povo e da soberania nacional.
Até há pouco, às eleições de há semanas, um presidente vindo desse partido - de que saiu de secretário geral para ser Presidente da República -, uma composição do parlamento com muito importante, decisiva, participação do AKEL.
Ao mesmo tempo, uma espécie de off-shore, o capital transnacional infiltrado e um sistema bancário-financeiro frágil e com comandos no exterior. Uma situação instável, um ilha rodeada e ocupada por interesses e com apetitosos recursos em volta. Uma localização sempre estratégica. Sul da Europa, Turquia, Médio Oriente, Norte de África
Um incidente com um barco para o Irão e um incêndio e tragédia "estranhos", aproveitados numa campanha até ao (im)possível e (in)admissível para atacar e fragilizar o presidente, assim se preparando as eleições. Que se perderam (e ganharam) por pouco. Só depois, as "negociações" e a entrada de uma "troika". Até aí, apenas uma alternativa para a resposta a criados e ampliados problemas financeiros. Porque, antes, cenários alternativos como de recurso à Rússia e à China.
Neste quadro e dinâmica, jogo tão forte que parece demencial, tanto que até Cavaco Silva clama por falta de senso. A novidade do ataque pelos depósitos bancários. O que antes das eleições e dos seus resultados, não teria sido possível.
E o povo - que votou... - a ter, quase logo, a resposta às consequências do resultado do voto a que foi levado por uma massacrante campanha mediática. Resultado por pouco e, por isso também, não sendo tudo.
A "ideia" de ir buscar o dinheiro dos trabalhadores e das populações até onde o que substituiu o colchão ou o pé de meia a ser levada à prática do ensaio. Parada alta de mais para a relação de forças e a intrínseca contradição? Esticar da corda para além dessa relação de forças e com incontroláveis efeitos num sistema bancário frágil e com efeito de contágio inevitável apesar da pequenez do País? Mais um passo (ou passe) ensaiado numa estratégia
Como sempre, caso a acompanhar numa informação a pegar com pinças, a tentar ver por todos os lados e em todas as direcções.
A informar-SE cada um. E agir!
Se Haiti é AQUI, Chipre é ainda mais perto e somos NÓS.
Subscrever:
Mensagens (Atom)