quarta-feira, junho 30, 2010

Equipa que não ganha... perde (ou faz perder) a cabeça

Tenho de falar do que toda a gente (me) fala!
E, ao fim e ao resto, só venho dizer o que tinha decidido dizer se Portugal tivesse ganho à Espanha.
(estou a falar de futebol e não do jogo PT-Telefónica...)
Então, o que eu tinha decidido escrever era que:
apesar de termos ganho por causa daquele remate do Cristiano, ou daquela "habilidade" do Liedson, ou daquela cabeçada do Hugo (eles jogaram?), não havia razão para festa,
que os espanhóis tinham tido um esmagador tempo de posse de bola nos pézinhos que são deles e que nós só a tinhamos cheirado (62%/38% de posse de bola!),
que aquela adaptação do Ricardo Costa não se percebe,
insistia na evidência de que colocação do Pepe em campo tinha sido inexplicável porque o homem não podia ter, de modo algum, ritmo de jogo depois da grave lesão e da longa paragem.
Diria também que, não percebendo nada de futebol, porque disso sabem outros que para isso são principescamente pagos e também, ao que parece e se esperava, a minha vizinha ali de Fátima, depois da vitória sobre os outros ibéricos iria acompanhar o resto das transmissões da "equipa de todos nós" (oh! Queirós!...) com patriótico interesse, mas sem qualquer segurança nas forças e oções de quem nos representava até ao regresso a casa. Com ou sem copa, como dizem os brasileiros que são os bons nessa coisa de jogar e ganhar taças.
Assim... não digo nada. E estou cansado de ouvir outros dizerem aquilo que dizem agora porque o tal de Villa meteu aquele golo com a permissão de um nº 11 equipado de português (ainda não vi quem era) mas que, com outro fortuito resultado, estariam a endeusar Eduardos e mais nossos compatriotas (nem todos o são...) pela glória pátria.
E não digo mais nada! (o que escrevi é um "suponhamos" que ganhámos a Espanha)
.
Perdão, só mais uma coisinha à maneira de "casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão": "equipa que não ganha... perde (ou faz perder) a cabeça!". Já escrevi isto? Em título?
'Tá bem. Recidivo.

3 comentários:

Graciete Rietsch disse...

"Casa onde não há pão, todo ralham e ninguém tem razão." Um belo romance da esquecida Maria Archer.
De futebol não falo porque não sei nada nem gosto, principalmente por ser um grande negócio.

Um beijo.

Anónimo disse...

Mau grado os bombardeamentos intermináveis da TV, da imprensa, rádio, etc. sobre a "nossa selecção". Apesar da lavagem aos cérebro e da intoxicação permanente sobre os cidadãos, os trabalhadores começam a abrir os olhos e percebem que uma equipa de futebol não é o país mas um fétiche primário e alienante, cujo objectivo é embrutecer e estupidificar quem vive do seu trabalho. São estas as "alegrias" que lhes querem impigir e que o PCP também comunga...

Antuã disse...

Os mercenários do futebol de ambos os lados ganharam bem.