No esclavagismo, uns seres humanos dispõem, a seu (bom ou mau) grado, do tempo de vida de outros seres humanos, seus escravos, para que estes façam o que, e como, e quando, aos primeiros lhes aprouver.
Em capitalismo, uns seres humanos apropriam-se do produto criado pela força de trabalho de outros seres humanos, também livres, durante um período de tempo (horário de trabalho) determinado pela relação de forças entre as duas partes, e mediante uma retribuição que permita aos segundos satisfazer as suas necessidades pessoais e familiares.
Em Portugal, um ministro imaginoso, manipulando números e ignorando a História e o progresso social, pretende aumentar o que chama produtividade fazendo regressar seres humanos livres à condição de escravos.
O que seria a contento (e contentamento) daqueles que tal ministro serve como governante. Como já foi manifestado na inconsciência (voluntária ou não) do regresso social que tal representaria, e desconhecendo (ou fazendo-de-conta que desconhecem) que esse regresso vai depender da aceitação, por parte de seres humanos livres, de passarem à situação de escravos por deixarem de ter tempo livre. Seu tempo de vida sua.
4 comentários:
Mas o tal ministro sabe muito bem que a mais-valia enriquece quem ele representa.
Ao que nos levaram as modernidades!...
São como generais cobardes... avançando para a retaguarda...
Abraço.
Não consentiremos o regresso da escravatura.
Como diz a canção
"Somos Livres,Somos Livres,
Não Voltaremos Atrás"
Um beijo.
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