terça-feira, junho 12, 2018

UM PASSO

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre a Cimeira entre os Presidentes da República Popular Democrática da Coreia e dos Estados Unidos da América

Tendo em conta a realização da Cimeira entre Kim Jong-un, Presidente da Comissão de Assuntos de Estado da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, dia 12 de Junho, em Singapura, e os compromissos entretanto tornados públicos, o PCP considera que esta Cimeira – na sequência da Declaração Panmunjom, firmada a 27 de Abril, entre a RPDC e a República da Coreia – poderá representar um passo no sentido de uma solução pacífica para um conflito que se arrasta há mais de 65 anos devido à política intransigente e agressiva dos EUA, que mantém na Coreia do Sul um poderoso dispositivo militar.
Recordando que no passado foram estabelecidos acordos e compromissos entre a RPDC e os EUA, que não foram posteriormente respeitados e cumpridos pelos EUA, o PCP considera que uma solução para o conflito exige o respeito dos princípios da soberania e independência nacional, do direito do povo coreano decidir dos seus próprios destinos, no caminho para a concretização da sua aspiração à reunificação pacífica da Coreia.
O PCP reafirma que tal caminho passa necessariamente pelo estabelecimento do diálogo e da negociação, pelo fim das ingerências, pressões e ameaças externas – incluindo das sanções e das manobras militares promovidas pelos EUA na região –, pela normalização das relações, pela implementação de efectivas garantias de segurança para a RPDC, com vista a uma paz estável e duradoura na Península coreana, livre de armas nucleares e de forças militares estrangeiras.

Para que mais fiquem a saber!

De o Cheiro da Ilha:


Homenagem a Vasco Gonçalves



É claro que soube



É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube



Mas tanto me custou desPedir-me Mas tanto me impediu de te rever É claro que nem telefonei à Aida Pensei em redimir-me com uma carta sem pêsames Logo que a resPIRAção autorizasse os meus dedos a escreVer o teu nome É claro que continuas meu companheiro O da vida esperada O da morte inesperada Não te vou recorDar os tempos em que os sonhos eram ilegais e que tu e outros legalizaram Cumprindo o deVer das armas que raramente se usam para sonhar É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube Estou em Agosto e quero dizer àqueles que te apeLidaram de louco Que realmente bem vistas as coisas Só um louco é justo Só um louco é herói Só um louco é poeta E tu Companheiro Cometeste a louCura de aMar o teu Povo Num tempo em que outros Às claras e em segredo Se punham ao serViço do eu e do medo



Recordamos a tua gravata aos ventos da Ibéria Os teus gestos de um Novo Estio na hora de aproFunDar o sonho ou vogar à superfície Depois de Setembro Depois de Março Depois do Passado É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube É claro que exististe antes de nascer e que existirás depois de morrer Porque não és somente um nome a fixar na História mas um nome para transforMar a História Soubeste ser Português e ser Universal Soubeste ser General e ser Soldado Soubeste ser Engenheiro e ser Operário Assim Foste o Governante a quem chamámos Chamaremos Companheiro Porque tu foste propriedade e não proprietário de multidões Porque o teu sonho não foi anDar aos ombros das multidões Mas anDar com as multidões aos ombros Além disso Companheiro Foste um General com Biblioteca Por isso Poetas Escritores Pintores Cantores te dedicaram as elegias inaugurais



É claro que viveste e eu soube É claro que morreste e eu soube



Porque eu já sabia que eras o Vasco da Índia Que fora ignOrada em todas as partidas Eu sabia que declaraste ALMADA o Novo Promontório O das especiarias de cravos O das caraVelas sem escravos Foi então que os senhores de muitos séculos se ALVOroçaram com o Adamastor O Gonçalvismo Sim Senhor E claMARam por socorro aos restantes Senhores do Mundo Foi então que perceberam que se aproximava No meio de Camponeses e SolDados Artistas Professores Funcionários Operários e Marinheiros Cristãos e Ateus com fé no Homem A tempestade temida pelos Geógrafos desde o desenho dos primeiros mapas Temiam eles Ainda temem que o sol não inunde apenas as praias



E que à beira-mar irrompa um arco-íris



ProclAmando



Existe
Um Mês chAmado Abril



Existe
Um Homem chAmado Vasco



César Príncipe

Obrigado, Maria

domingo, junho 10, 2018

G7 - uma imagem vale quantas palavras?


foto divulgada pela "chancelaria" alemã

A Arma da Dívida

De foiceboook (pena preta):


9 DE JUNHO DE 2018

Um referendo que ninguém fala

Um referendo que não se fala . Sintomaticamente....
Amanhã na Suíça Referendo . 100000 mil assinaturas pediram um referendo para acabar com a criação de moeda pelos bancos comerciais !!!  travar a maquina de fazer dívida... A moeda é um bem público... 

La magie monétaire va-t-elle frapper en Suisse ?

Le rôle à venir des banques centrales, sujet de réflexions académiques hétérodoxes de longue date, n’est plus destiné à un public versé en la matière. Dimanche prochain, les Suisses vont voter à l’occasion d’un référendum portant sur un texte intitulé « Initiative Monnaie Pleine ». S’il en était décidé ainsi, celui-ci accroitrait singulièrement les missions de la banque centrale suisse.

Les auteurs de la pétition, qui ont récolté plus que les 100.000 signatures requises pour obtenir que la question soit soumise à référendum, s’engagent sur le terrain de la création monétaire avec des positions doctrinales communément admises mais fort discutables . Quoi qu’il en soit, leur objectif est d’interdire cette création aux banques commerciales pour la réserver aux seules banques centrales, dans le but de contenir le crédit ainsi que les bulles financières. Remarquons que l’on n’est pas loin de la proposition de supprimer les banques commerciales et d’instituer l’ouverture systématique de comptes aux banques centrales à tout un chacun. Sans aller jusque-là, l’initiative représenterait un changement radical du fonctionnement financier si elle était adoptée..

S’interroger sur le volume du crédit se justifie pleinement. La machine à fabriquer de la dette fonctionne à plein rendement. Cela découle d’une mauvaise allocation des capitaux qui privilégient le rendement financier et négligent l’économie. (...)Blog Deco Francois L.

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(externa ou não!)

quinta-feira, junho 07, 2018


segunda-feira, junho 04, 2018

A nova (?) Itália


“Eurocéticos” no poder em Itália
(a partir da tradução de um artigo de Manon Flausch em EURACTIV.fr)
O primeiro governo de aliança de um movimento anti-sistema e um partido de extrema-direita tomou posse em Roma, sendo 1º ministro Giuseppe Conte, que prometeu uma política anti-austeridade e de segurança.

Após quase três meses de negociações, e desenvolvimentos sem precedentes mesmo para um país fértil em crises políticas, o Movimento 5 estrelas (M5S) e a Liga (fascista) chegaram a um compromisso com o presidente Sergio Mattarella (que não é eleito por sufrágio directo), que exigiu garantias quanto à manutenção da Itália no euro.
O presidente tinha oposto o seu veto a uma primeira lista, com a recusa do nome proposto para ministro das finanças, por posições públicas a favor da saída do euro. Depois, aceitou uma nova lista, que empossou sexta-feira e procurará apoio parlamentar nesta semana.
Conte é advogado, professor de direito na Universidade de Florença e tem 53 anos. Já deverá representar a Itália na próxima cúpula do G7 no Canadá. Luigi Di Maio, líder do M5S, e Matteo Salvini, chefe da Liga, fazem parte do gabinete como vice-primeiros-ministros, o primeiro encarregado do Desenvolvimento Económico e do Trabalho. e o segundo do Interior.
O equilíbrio entre os aliados
O fulcral Ministério da Economia e Finanças será ocupado por Giovanni Tria, professor de economia política, próximo das posições da Liga em questões tributárias, mas favorável à manutenção da Itália no euro, embora com posições muito críticas; o inicialmente indicado para esta pasta, Paolo Savona, economista de 81 anos que vê o euro como "uma prisão alemã", será ministro dos Assuntos Europeus, acompanhado pelos “europeístas” Moavero Milanesi, que trabalhou 20 anos em Bruxelas e foi ministro dessa pasta com Mario Monti, e Enrico Letta, que será ministro das Relações Exteriores.
Em resumo, uma equipe de 18 ministros, que inclui apenas cinco mulheres e quase coloca em igualdade os dois aliados, ainda que a Liga tenha tido apenas 17% dos votos nas eleições de 4 de Março contra mais de 32% dos votos para o M5S.
Os mercados financeiros têm estado agitados nas últimas semanas, em particular com um "spread" crescente, a diferença entre as taxas de empréstimo de 10 anos da Alemanha e Itália. Os investidores consideram o programa dos dois aliados perigoso para as contas públicas italianas, mas muitos ainda mais receavam a possível alternativa de novas eleições nos próximos meses.
"Diferente abordagem cultural"
"Vamos trabalhar intensamente para alcançar os objectivos políticos que anunciamos no contrato de governo. Vamos trabalhar com determinação, para melhorar a qualidade de vida de todos os italianos", prometeu Conte depois de apresentar asua equipe.
Este "contrato de governo" negociado durante dez dias, vira resolutamente as costas à austeridade e aos ditactes de Bruxelas, e aposta numa política de crescimento económico para reduzir a enorme dívida pública italiana; promete uma redução da idade da reforma e drásticos cortes de impostos - cavalo de batalha da Liga - e o estabelecimento de uma "renda de cidadania" de 780 euros por mês - principal promessa do M5S.
Síntese de duas filosofias políticas, apresenta tanto a retórica da M5S sobre o meio ambiente, as novas tecnologias ou a moralização da vida pública como uma viragem na segurança, anti-imigrante e anti-islamita da Liga, aliada do Front Nacional Français nas questões europeias.
"Sem prometer um milagre, posso dizer que desejo que depois dos primeiros meses deste governo de mudança, tenhamos um país com um pouco menos de impostos e um pouco mais de segurança, um pouco mais de emprego e um pouco menos de clandestinos", disse Matteo Salvini aos seus partidários, confirmando o tom de sua campanha, e prometeu "uma abordagem cultural ligeiramente diferente", por exemplo, "uma boa tesourada" nos fundos para acolhimento de pedidos de asilo.

O "estado do eixo" da (des)União Europeia


                                No meio da "palha" das palavras, encontrar o "grão" das fotos!

domingo, junho 03, 2018

Para este domingo, transformado em único... como alguns dias o são







































do livro de Margarida Tengarrinha,
um livro a ler,
por mim a ser lido e,
nalgumas páginas,
a ser vivido intensamente...

segunda-feira, maio 28, 2018

Ainda (e por quanto tempo?...) a Venezuela!

Para: Federica Mogherini - Alta Representante de la Unión Europea para Asuntos Exteriores y Política de Seguridad/Vicepresidente de la Comisión 
       Extracto: “Grandes obstáculos a la participación de los partidos políticos de oposición y sus líderes, una composición desequilibrada del Consejo Nacional Electoral, condiciones electorales sesgadas, numerosas irregularidades reportadas durante el Día de la Elección, incluida la compra de votos, obstaculizaron unas elecciones justas y equitativas”. 

Estimada, Sra. Mogherini, 
Yo formé parte del casi centenar de Observadores de las Elecciones Venezolanas del 20 de mayo. Nos reunimos con representantes de alto rango de todos los candidatos y les hicimos planteamientos directamente. Nos reunimos con el presidente y dos vicepresidentes del Tribunal Supremos de Justicia. 
Examinamos el sistema electoral en detalle y, el día de las elecciones, observamos los procedimientos de votación en todo el país. Notamos, en particular, no solo la sofisticación del sistema de votación que, en nuestra opinión colectiva, es a prueba de fraude, sino también que cada etapa, desde la votación misma hasta la compilación de declaraciones, su verificación y presentación electrónica se realizó en la presencia de representantes de las partes contendientes. 
En cuanto a "informar irregularidades", estaríamos interesados en escuchar ejemplos, ya que el sistema de informes es excepcionalmente riguroso y libre de falsificaciones. Dudamos de que tenga alguna evidencia que respalde el reclamo de la UE de “numerosas irregularidades reportadas”. 
Fuimos unánimes al concluir que las elecciones se llevaron a cabo de manera justa, que las condiciones electorales no fueron sesgadas, que las genuinas irregularidades fueron excepcionalmente pocas y de naturaleza muy leve. No hubo compra de votos porque no hay forma de que se pueda comprar un voto. El procedimiento en sí mismo excluye cualquier posibilidad de que alguien sepa cómo un votante emitió su voto; y es imposible, como lo verificamos, que una persona vote más de una vez o que alguien vote en nombre de otra persona. 
En resumen, las afirmaciones en su comunicado de prensa son invenciones del tipo más vergonzoso, basadas en rumores y no en evidencias e indignas de la UE. No ha pasado inadvertido que la UE fue invitada a enviar observadores a las elecciones y se negó a hacerlo. Ninguna de las críticas en su comunicado de prensa de la UE, se basa, por lo tanto, en la observación directa de la UE en el terreno. 

Estaría encantado de discutir esto más a fondo con usted y ponerle a usted o a sus colegas en contacto con otros observadores, entre los que se encontraban políticos de alto rango, académicos, funcionarios electorales, periodistas y funcionarios públicos de diferentes naciones, incluyendo: España, Reino Unido, Irlanda del Norte, Alemania, Brasil, Argentina, Uruguay, Paraguay, Chile, Honduras, Italia, varios países del Caribe, Sudáfrica, Túnez, China, Rusia y los Estados Unidos. 
Atentamente, Jeremy Fox 
Escritor/ Periodista- RU -- 

Este email foi enviado para sergio_f_ribeiro@sapo.pt pela acr.secretaria@conquistasdarevolucao.pt