domingo, agosto 12, 2018

Para este domingo

Numa passagem por Marvão, em placa de fachada reencontrei João Apolinário, poeta de os Secos e Molhados, que escolhera aquela terra de reencontros para reencontrar  "o silêncio e o tempo para ver mudar a cor das flores".

Com a

PRIMAVERA NOS DENTES


Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade, decepado
Entre os dentes segura a primavera

sábado, agosto 11, 2018

Meteorologista ou bruxo?

Neste tempo de previsões meteorológicas
o "nosso" cartoonista também quis deitar-se a adivinhar...

Obrigado  GR7


segunda-feira, agosto 06, 2018

DEFENDER A PAZ

Foto de Conselho Português para a Paz e Cooperação.73 anos depois de Hiroxima e Nagasáqui

Pôr fim às armas nucleares. Defender a paz

No momento em que passam 73 anos sobre os bombardeamentos nucleares norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui – perpetrados, respectivamente, a 6 e 9 de Agosto de 1945 –, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a necessidade e urgência de pôr fim a este tipo de armamento de destruição generalizada. O desarmamento geral, simultâneo e controlado é, desde há mais de sete décadas, um objectivo central da acção de todos quantos, em Portugal e no mundo, defendem a paz e a segurança internacionais.

A dimensão do crime que constituiu o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades de Hiroxima e Nagasáqui fica desde logo expressa no número de vítimas e na brutalidade dos seus efeitos: mais de 100 mil mortos no momento das explosões e outros tantos até ao final de 1945, na sequência dos ferimentos; entre os sobreviventes e seus descendentes, disparou a incidência de malformações e doenças oncológicas, devido à radiação – realidade que se sente ainda hoje, mais de 70 anos depois dos acontecimentos.

O facto de estes bombardeamentos terem sido perpetrados sobre um Japão na prática já derrotado só aumenta a brutalidade do crime.

Recordar Hiroxima e Nagasáqui é, hoje, muito mais do que um mero exercício de memória ou merecido acto solene de respeito pelas vítimas. É, acima de tudo, um grito de alerta para os riscos hoje existentes: pela dimensão e potência dos actuais arsenais nucleares, uma guerra nuclear não se limitaria a replicar o horror vivido em Hiroxima e Nagasáqui, antes o multiplicaria por muito.

Existem actualmente cerca de 16 mil ogivas nucleares, a maioria das quais muito mais potentes do que as que arrasaram as cidades japonesas em Agosto de 1945: destas, 15 mil estão em poder dos Estados Unidos da América e Federação Russa e as restantes nas mãos da França (300), China (270), Grã-Bretanha (215), Paquistão (120-130), Índia (110-120), Israel (80) e República Popular Democrática da Coreia (menos de 10); outros cinco países – Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia – acolhem armas nucleares dos EUA no seu território, que se encontram igualmente espalhadas pelo mundo, em centenas de bases militares e esquadras navais.

Bastaria que fosse utilizada uma pequena parte das bombas nucleares existentes para que a vida na Terra ficasse seriamente ameaçada. Para além dos milhões que perderiam a vida em resultado das explosões, uma guerra nuclear provocaria igualmente efeitos duráveis sobre o ambiente e a meteorologia: o chamado «Inverno Nuclear» reduziria a duração (ou eliminaria mesmo) os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

Num tempo tão incerto e perigoso como aquele em que vivemos, o CPPC realça a necessidade de uma mais forte acção em prol da paz e do desarmamento e reafirma a validade da campanha que tem em curso pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, no âmbito da qual foi promovida uma petição que recolheu mais de 13 mil assinaturas em todo o País. Portugal deve assinar e ratificar este Tratado e contribuir activamente para um mundo sem armas nucleares.

A Paz diz-nos respeito a todos e está nas mãos de todos conquistá-la e defendê-la. Pela Paz todos não somos demais!

6 de Agosto de 2018
Direcção Nacional do CPPC

domingo, agosto 05, 2018

Para este domingo - touche pas a mon pote



Touche Pas à Mon Pote
"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l'Être qui habite chez lui
C'est le même qui habite chez toi

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l'Être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah

"Touche pas à mon pote"

Il faut pas oublier que la France
A déjà eu la chance
De s'imposer sur la terre
Par la guerre
Les temps passés ont passé
Maintenant nous venons ici
Chercher les bras d'une mère
Bonne mère

"Touche pas à mon pote"

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire peut être
Que l'Être qui habite chez lui
C'est le même qui habite chez toi

"Touche pas à mon pote"
Ça veut dire quoi?
Ça veut dire que l'être
Qui a fait Jean-Paul Sartre penser
Fait jouer Yannik Noah

Il fait chanter Charles Aznavour
Il fait filmer Jean-Luc Goddard
Il fait jolie Brigitte Bardot
Il fait petit le plus grand Français
Et fait plus grand le petit Chinois

"Touche pas à mon pote"
Não toque no meu amigo
"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isto quer dizer, talvez
Que o Ser que habita nele
É o mesmo que habita em você

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isso quer dizer que o Ser
Que fez Jean-Paul Sartre pensar
Fez jogar Yannik Noah

"Não toque em meu amigo"

Não devemos esquecer que a França
Já teve a chance
De se impor sobre a Terra
Pela guerra
Os tempos passados passaram
Agora vimos aqui
procurar os braços de uma mãe
boa mãe

"Não toque em meu amigo"

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isto quer dizer, talvez
Que o Ser que habita nele
É o mesmo que habita em você

"Não toque em meu amigo"
O que significa isso?
Isso quer dizer que o Ser
Que fez Jean-Paul Sartre pensar
Fez jogar Yannik Noah

Ele faz Charles Aznavour cantar
Ele faz Jean-Luc Goddard filmar
Ele faz bela Brigitte BardotCorrigir
Ele faz pequeno o maior francês
E faz maior o pequeno chinês

"Não toque em meu amigo"





domingo, julho 29, 2018

Para este domingo - lembrando



LEMBRANDO
lembrando Adriano
lembrando Catarina
lembrando o que não pode ser esquecido

terça-feira, julho 24, 2018

Quadros de uma exposição - 2

Durante o almoço, na comemoração do 85º aniversário da criação da freguesia da Atouguia, a um canto da mesa formou-se uma pequena tertúlia em que fui centro. Por ser de certo modo "novidade" naquela situação, por curiosidade sobretudo por parte de dois jovens (quem é que o não é quando a referência é a minha idade?...). Curiosidade sadia, particularmente quando encaminhada para os temas da... política e com desejo de esclarecimento, como foi o caso ao serem abordadas as questões em termos de mensagem e de mensageiros (com um interlocutor catequista e um outro comunista...).
Como sempre que se fala com preocupação de seriedade, aprende-se!
Ao regressar a casa e a esta secretária, procurei "arrumar" a conversa e o que delas mais aproveitara.
Saiu-me este quadro a pedir exposição:  

Assim me... "exponho"!

segunda-feira, julho 23, 2018

Quadros de uma exposição...-1


INDIGNAÇÃO… DE PASSAGEM*

É um texto, curto e Expresso, que indigna! Um fulaninho de nome Pedro Candeias, provavelmente com carteira profissional de jornalista e com o qualificativo de editor, desonrando uma e sujando outro, veio dar-nos notícia de “O fim do comunismo…” (mais um!), e comentar, a pretexto do que está a viver o povo cubano.
A jeito de redacção escolar, PC arrola e empola quase todos as usadas caricaturas para caracterizar a História de Cuba desde 1959, esquecendo-se obviamente da ameaça permanente e do feroz bloqueio dos Estados Unidos (periodicamente condenado em votações de moção na AG das Nações Unidas, com únicos votos contra do agressor e de Israel), da ocupação pelos mesmos USA de parcela do território com prisão inqualificável e vergonhosa, ignorando soberbamente a evolução da situação daquele povo – que nem é preciso relativizar com os povos vizinhos – nas áreas da saúde, da educação, da arte, da cultura enfim.
Sua insolência vai ao extremo – para fechar a diatribe, verdadeiro atentado à informação – de dar sentença (em bold) sobre opinião de dirigente cubana (de que sublinha a conotação familiar de quem é filha e sobrinha, e menospreza o cargo e entidade) relativamente a uma realização cinematográfica baseada em obra de autor “mentiroso e pedófilo” ("atributos" que deveria, decerto…, ignorar para não ser condenada como “ligeiramente ambígua”).
Resta o P.S. (Post Scriptum) por onde se fica a saber (vá lá…) que o povo cubano vai ser “consultado” para a (traduziria: participar na) constituição em elaboração entre 13 de Agosto e 15 de Novembro.    




·       - porque só assim me toma o sentimento de indignação e repulsa, no meio de outros e do sentido que quero dar à minha vida: contribuir, à minha dimensão (que outros-que-eu-sou avaliarão) para a transformação do Mundo.