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domingo, abril 15, 2018

De farsa em farsa...

da Praça do Bocage:

A GRANDE FARSA




 O caso Skripall teve um desenvolvimento inesperado. Tanto o laboratório militar de Porton Down como a OPCW ( sigla em inglês da Organização para a Proibição da Armas Químicas) não conseguiram identificar o agente químico usado na tentativa de envenenamento de Sergei Skripall e da sua filha Youlia. A OPCW enviou as amostras que Londres lhe tinha facultado para o laboratório suiço Spiez, laboratório que é referência mundial nos estudos técnico-cientificos das ameaças derivadas de acidentes nucleares, biológicos e químicos.
O agente químico foi identificado como BZ, nunca produzido na União Soviética ou na Rússia. Quem o produz são os Estados Unidos da América e o Reino Unido e quem os usou e usa os países da NATO.
A OPCW já noticiou qual o agente químico utilizado, ocultando quem o produz e quem o detém o que, no mínimo, é pouco sério.
O que dirão agora Theresa May e Boris Johnson, depois de tantas certezas e da guerra diplomática que desencadearam? Que dirão Trump e Macron? E os outros países que tão pressurosamente alinharam com as teses desses farsantes? E os media sempre tão apressados a ribombar tambores com as diatribes dessa gente? Fica-se à espera dos próximos capítulos desta novela que só se pode tornar ainda mais rocambolesca. Com tais trapaceiros tudo é possível. Até podem dizer que os russos roubaram o BZ, que deve andar aos deus dará num armazém qualquer ou que compraram umas doses num qualquer Borough Market ou Camden Market. Também é de esperar que cooptem apoios para essa tese nos inúmeros opinadores que poluem os media. Nada de espantar a quem assistiu ontem ao debate na RTP 3 sobre os bombardeamentos à Síria e ouviu os argumentos grotescos de um tal Bruno Cardoso Reis, professor de política internacional do ISCTE. Como serão as aulas daquele idiota útil? É um dos muitos que são impermeáveis à racionalidade e às evidências. Marionetas patéticas ao serviço das oligarquias dominantes, parafusos da gigantesca máquina de propaganda que diariamente nos bombardeia.

Boa, Manel!

quinta-feira, abril 05, 2018

Quem quer... diversão?

Do LE MONDE:

Affaire Skripal : 
Russie et Royaume-Uni s’accusent devant l’OIAC

Dans une ambiance tendue, Moscou a échoué à convaincre l’organisation de l’impliquer dans l’enquête sur l’empoisonnement de l’ex-agent double.

LE MONDE | 05.04.2018 à 03h34 • Mis à jour le 05.04.2018 à 08h37 | 
Par Stéphanie Maupas (La Haye, correspondance)
image: http://img.lemde.fr/2018/04/04/0/0/3500/2557/534/0/60/0/fb0e72e_SJW406_BRITAIN-RUSSIA-_0404_11.JPG

L’affaire Skripal a donné lieu à une nouvelle passe d’armes entre Londres et Moscou au cours d’une réunion du conseil exécutif de l’Organisation pour l’interdiction des armes chimiques (OIAC), mercredi 4 avril. Soutenue par la Chine et l’Iran, la Russie a tenté, sans succès, de participer à l’enquête conduite par l’OIAC à la demande du Royaume-Uni sur l’empoisonnement au novitchok de l’ex-agent double Sergueï Skripal et de sa fille Youlia, à Salisbury, dans le sud-ouest de l’Angleterre. Dès l’ouverture des débats à huis clos, la délégation britannique envoyait un tweet qualifiant la requête russe de « perverse » et dénonçant une « tactique de diversion ».

Quelques jours plus tôt, Moscou avait adressé une liste de treize questions à l’OIAC, interprétée par le Royaume-Uni comme une tentative de décrédibilisation de l’enquête, avant même la publication de ses résultats. Le délégué britannique au sein de l’organisation a accusé la Russie d’utiliser les mêmes procédés qu’au sujet des investigations portant sur les attaques chimiques du régime syrien, montrant, selon lui, que la Russie est « nerveuse ». Moscou demandait notamment des garanties sur la provenance des échantillons analysés.

En savoir plus sur http://www.lemonde.fr/international/article/2018/04/05/affaire-skripal-russie-et-royaume-uni-s-accusent-devant-l-oiac_5280781_3210.html#i3vzfb0QRcZbdx2H.99


segunda-feira, abril 02, 2018

Informemo-nos!


Catorze perguntas simples
(a)     que a Grã-Bretanha precisa responder

Embaixada da Rússia em Londres

http://resistir.info/gb/imagens/guerra_quimica.jpgA Embaixada da Rússia em Londres enviou ao Foreign Office britânico uma lista de 14 perguntas, pedindo que revele pormenores da investigação quanto ao agente de nervos que envenenou o agente duplo Sergei Skripal e sua filha.
As perguntas, abaixo, incluem um pedido para clarificar se amostras do agente de nervos A-234 (também conhecido como "Novichok") foi alguma vez desenvolvido no Reino Unido. A declaração da embaixada chama o incidente que iniciou o recente contencioso diplomático como um "caso falsificado contra a Rússia".
1.    Por que foi negado à Rússia o direito de acesso consular aos dois cidadãos russos afectados no território britânico? 
2.    Que antídotos específicos e como as vítimas foram injectadas com ele? Como tais antídotos chegaram à posse dos médicos britânicos na cena do incidente?
3.    Em que base a França se envolveu em cooperação técnica na investigação do incidente, no qual cidadãos russos foram prejudicados? 
4.    Terá o Reino Unido notificado a OPCW (Organização para a Proibição de Armas Químicas) do envolvimento da França na investigação do incidente de Salisbury? 
5.    O que tem a França a ver com o incidente que envolveu dois cidadãos russos no Reino Unido?
6.    Que regras da legislação processual do Reino Unidos permitem o envolvimento de um estado estrangeiro numa investigação interna? 
7.    Que evidência foi entregue à França para ser estudada e conduzida a investigação? 
8.    Estavam os peritos franceses presentes durante a amostragem de biomaterial de Sergei e Yulia Skripal? 
9.    Foi o estudo dos biomateriais de Sergei e Yulia Skripal conduzido pelos peritos franceses e, se assim for, em quais laboratórios específicos? 
10. Será que o Reino Unidos tem os materiais envolvidos na investigação executada pela França? 
11. Foram os resultados da investigação francesa apresentados ao Secretariado Técnico da OPCW? 
12. Com base em que atributos foi estabelecida a alegada "origem russa" da substância utilizada em Salisbury?
13. Será que o Reino Unido tem amostras de controle do agente de guerra química, ao qual representantes britânicos referem-se como "Novichok"? 
14. Foram as amostras de um agente de guerra química do mesmo tipo do "Novichok" (de acordo com a terminologia britânica) ou seus análogos desenvolvidos no Reino Unido?
Uma lista semelhante, com 10 perguntas, foi enviada ao Ministério francês dos Negócios Estrangeiros pela Embaixada Russa em Paris. 
31/Março/2018

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info/ .

domingo, abril 01, 2018

Notícia-artigo de 1 de Abril mas procurando a verdade

Catorze perguntas simples 
que a Grã-Bretanha precisa responder

Embaixada da Rússia em Londres

A Embaixada da Rússia em Londres enviou ao Foreign Office britânico uma lista de 14 perguntas, pedindo que revele pormenores da investigação quanto ao agente de nervos que envenenou o agente duplo Sergei Skripal e sua filha.
As perguntas, abaixo, incluem um pedido para clarificar se amostras do agente de nervos A-234 (também conhecido como "Novichok") foi alguma vez desenvolvido no Reino Unido. A declaração da embaixada chama o incidente que iniciou o recente contencioso diplomático como um "caso falsificado contra a Rússia".

1. Por que foi negado à Rússia o direito de acesso consular aos dois cidadãos russos afectados no território britânico?
2. Que antídotos específicos e como as vítimas foram injectadas com ele? Como tais antídotos chegaram à posse dos médicos britânicos na cena do incidente?
3. Em que base a França se envolveu em cooperação técnica na investigação do incidente, no qual cidadãos russos foram prejudicados?
4. Terá o Reino Unido notificado a OPCW (Organização para a Proibição de Armas Químicas) do envolvimento da França na investigação do incidente de Salisbury?
5. O que tem a França a ver com o incidente que envolveu dois cidadãos russos no Reino Unido?
6. Que regras da legislação processual do Reino Unidos permitem o envolvimento de um estado estrangeiro numa investigação interna?
7. Que evidência foi entregue à França para ser estudada e conduzida a investigação?
8. Estavam os peritos franceses presentes durante a amostragem de biomaterial de Sergei e Yulia Skripal?
9. Foi o estudo dos biomateriais de Sergei e Yulia Skripal conduzido pelos peritos franceses e, se assim for, em quais laboratórios específicos?
10. Será que o Reino Unidos tem os materiais envolvidos na investigação executada pela França?
11. Foram os resultados da investigação francesa apresentados ao Secretariado Técnico da OPCW?
12. Com base em que atributos foi estabelecida a alegada "origem russa" da substância utilizada em Salisbury?
13. Será que o Reino Unido tem amostras de controle do agente de guerra química, ao qual representantes britânicos referem-se como "Novichok"?
14. Foram as amostras de um agente de guerra química do mesmo tipo do "Novichok" (de acordo com a terminologia britânica) ou seus análogos desenvolvidos no Reino Unido?

Uma lista semelhante, com 10 perguntas, foi enviada ao Ministério francês dos Negócios Estrangeiros pela Embaixada Russa em Paris.
 
31/Março/2018


O original encontra-se em www.rt.com/news/422871-russia-questions-uk-skripal-case/ 

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info/ .

sábado, março 31, 2018

petro-yuan uma peça para o "puzzle"...

... muito útil para a compreensão do que se passa no mundo

China pode ter sucesso com petro-yuan,
onde Gaddafi falhou
- matando o dólar americano no comércio de petróleo

Publicado em: 31 de março de 2018 06:05

Muammar Gaddafi queria vencer o domínio do dólar no Oriente Médio, introduzindo o dinar apoiado em ouro, mas falhou. A China tem a oportunidade de terminar o que ele começou, disse um especialista do sector à RT.
“Iniciativas relativas ao comércio de petróleo em moedas diferentes do dólar surgiram mais de uma vez. Algumas delas foram brutalmente reprimidas pelos Estados Unidos. Um exemplo é o de Muammar Gaddafi, que propôs a introdução de um dinar de ouro em moeda regional e o comércio
                                 (...) 
de petróleo no Oriente Médio nesta moeda”, disse Aleksandr Egorov, estratega de câmbio da TeleTrade, à RT.
No entanto, desta vez, uma tentativa de vencer o dólar pode ser bem sucedida. A China lançou “futuros” de petróleo com apoio do yuan e Pequim tem o que Gaddafi não tinha, de acordo com o especialista.
“Juntamente com o papel da China na economia global e o crescente interesse pelo renminbi (RMB), a China também está protegida por um escudo nuclear. Pode dar-se ao luxo de tentar destruir o monopólio no comércio de petróleo. Isso dará ainda mais peso ao yuan chinês. Além disso, a economia da China é o maior consumidor de petróleo do mundo e, conseqüentemente, todos os produtores mundiais de matérias-primas terão de ter em conta a estratégia das autoridades chinesas ”, disse Egorov.
Segundo o analista, o momento para o lançamento do petro-yuan é perfeito. Produtores-chave de petróleo – Rússia, Irão e Venezuela – estão sob pressão das sanções dos Estados Unidos, e é um bom momento para eles abandonarem o dólar no comércio de petróleo e substituí-lo pelo yuan.
Mikhail Mashchenko, analista da rede social para investidores, concorda. “Do ponto de vista da geopolítica da Rússia, é certamente benéfico reduzir o papel do dólar no comércio exterior. E isso foi feito, lembre-se o crescimento record das reservas de ouro do país. Os outros Estados, que estão constantemente sob a ameaça de novas sanções, como o Irão e a Venezuela, também podem beneficiar. Os contratos em RMB permitirão negociar petróleo sem a aprovação dos EUA”, disse ele à RT.
Ambos os analistas concordam que levará tempo até que o petro-yuan se torne uma ameaça real ao dólar. A China precisa conquistar o apoio dos maiores produtores de petróleo do mundo, a Rússia e a Arábia Saudita, ou a iniciativa estará condenada, diz Mashchenko. Ele acrescentou que o yuan é totalmente controlado por Pequim, o que também poderá assustar potenciais investidores.

sexta-feira, março 30, 2018

Informando, depois do esforço de informar-SE ...



clicando sobre os "scans"
poderá ler-se melhor...

quinta-feira, março 29, 2018

Cita São - O "espírito do ocidente"


O  «ESPÍRITO DO OCIDENTE», OS EUA,  A NATO E  A RÚSSIA

Por ALFREDO BARROSO

O que é que resta do famoso «espírito do Ocidente»? A terrível «guerra química» que os Estados Unidos da América levaram a cabo no Vietname entre 1965 e 1975, arrasando florestas e sementeiras e matando mais de um milhão de seres humanos, com «napalm» e o horrível «agente laranja», porventura por considerarem que os pequenos asiáticos que acabaram por os derrotar pertenciam a uma raça inferior? A intervenção da NATO nos Balcãs e o cobarde bombardeamento de Belgrado, na década de 1990? A invasão e ocupação do Afeganistão pelas forças da NATO, desde 2001, que já dura há 17 anos? A invasão e destruição do Iraque, em 2003, por forças dos EUA e do Reino Unido (a mando de Bush Júnior e Tony Blair), acolitadas e apoiadas por «aliados» (como o Portugal de Durão Barroso, Paulo Portas e Martins da Cruz), que provocou seguramente várias centenas de milhares de mortos e desestabilizou por completo o Médio Oriente? O bombardeamento e destruição da Líbia, a coberto da NATO, em 2011, pelos aviões e os mísseis dos EUA, Reino Unido e França (a mando de Barak Obama, David Cameron e um Nicholas Sarkozy agora sob suspeita de ter sido corrompido por Muamar Kadafy)? A intervenção militar das potências ocidentais e incitamento e apoio à rebelião na Síria, a partir de 2014, que fortaleceu a Al Qaeda e, sobretudo, deu origem à criação do Estado Islâmico, hoje mais conhecido por Daesh, (armado até aos dentes, directa ou indirectamente, pelas potências ocidentais e por Israel)? É isto o que resta do famoso «espírito do Ocidente»?
Vêm todas estas perguntas a propósito daquilo a que a NATO, a União Europeia e alguns dos seus políticos mais belicistas e reaccionários consideram ter sido «o primeiro acto de guerra química em solo europeu desde o final da II Guerra Mundial», a propósito do atentado contra um espião duplo de nacionalidade russa perpetrado em Salisbury, no Reino Unido governado pela frenética e atarantada Theresa May, que era contra o «Brexit» e agora quer defendê-lo nem ela sabe bem como. O certo é que, independentemente da gravidade incontestável do atentado, a primeira-ministra britânica agarrou-se a ele como lapa à rocha, fazendo grande alarido contra Putin e apelando à solidariedade dos EUA, da NATO e dos países membros da União Europeia, para o que só pode ser uma incrível escalada no clima de «guerra fria» que o Ocidente pretende instalar de novo nas suas sociedades em crise.
Veio-me à memória um famoso relatório, hoje esquecido, apresentado ao público, em meados da década de 1960, pelo economista John Kenneth Galbraith (1908-2006), intitulado «Report on the Iron Mountain» («La Paix Indésirable», na versão francesa), elaborado a pedido do Governo dos EUA, em 1963, por 15 eminentes personalidades mantidas no anonimato (só Galbraith daria a cara como garantia de autenticidade) que se reuniram periodicamente nas grandes caves anti-atómicas do Estado de Nova York . «Iron Mountain» - com o objectivo de «examinar, sob todos os aspectos, os diferentes problemas que colocaria à sociedade a passagem a um estado de paz permanente». A conclusão pessimista, revelando uma atroz ironia, indiscrição monumental ou obra de imaginação, foi construída sobre elementos reais. E cito já uma das passagens mais significativas desse relatório: «A possibilidade permanente de recorrer à guerra é o fundamento da estabilidade dos governos; é a guerra que fornece as bases de aceitação, por todos, da autoridade política. Só ela permite às sociedades manter as distinções necessárias entre as classes e assegurar a subordinação dos cidadãos ao Estado, graças aos poderes residuais inerentes ao conceito de Nação. Nenhum grupo actualmente no Poder jamais conseguiu manter sob controlo os seus mandantes após se ter revelado incapaz de manter bem viva a credulidade de uma ameaça de guerra exterior» Eis uma análise escandalosamente actual, mais de meio século depois, e que tanto é válida para Vladimir Putin como para Donald Trump, Theresa May, Emmanuel Macron e, claro, para os belicistas da União Europeia e da NATO.
Portugal não constitui excepção na «guerra de peitaças» levada a cabo por políticos e jornalistas de direita profundamente reaccionários e belicistas (desde que não tenham de pegar em armas), indignados com aquilo que consideram ser inaceitável «falta de solidariedade» do Governo português ao não expulsar diplomatas russos, estilo «Maria vai com as outras», para agradar a Washington, a Londres e a Bruxelas (onde se situam as sedes da NATO e da União europeia). Há mesmo, por cá, um historiador que muita gente julga que é de esquerda, e que faz esta incrível pergunta: «Pode um progressista apoiar Putin? A resposta é não!». Como se o que está em causa é apoiar ou não o regime autocrático que Vladimir Putin impõe na Rússia, e não propriamente o inútil e perigosíssimo risco de agravar um clima de tensão e ameaça de guerra na Europa. A desonestidade intelectual deste historiador, muito popular entre a direita, é evidente! Só não se sabe é se ele terá coragem de formular outra pergunta muito semelhante: «Pode um progressista apoiar Trump?». É que o actual Presidente dos EUA conquistou o Poder por via de um sistema eleitoral profundamente injusto e anti-democrático, que lhe permitiu ser eleito apesar de ser um perigoso idiota e de ter obtido quase três milhões de votos menos do que a sua adversária, Hillary Clinton.
Vale a pena citar as significativas opiniões de dois políticos lusos de direita. Desde logo, o sempre azougado e fanfarrão Paulo Rangel, eurodeputado do PPD-PSD, que já fez jus á sua fama de «espirra canivetes» acusando o actual Governo de estar a fazer «jogo ideológico» por causa dos apoios do BE e do PCP (ambos contra a NATO, tal como eu) e considerando «totalmente inexplicável» a sua «falta de solidariedade» anti-Rússia (estilo «Maria vai com as outras»). Também um pequeno «falcão» muito à direita, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Durão Barroso, o embaixador Martins da Cruz   que foi, aliás, adepto incondicional da invasão do Iraque concertada na famosa e vergonhosa «Cimeira das Lajes»   já veio dizer, com aquele ar pomposo que o caracteriza, que «Portugal não pode singularizar-se. Terá de apresentar fortes justificações para não expulsar diplomatas russos». Pois, é para já…
E agora só falta mesmo aparecer o Prof. Doutor João Carlos Espada, de lacinho e paletó à inglesa, vir dizer que Portugal é governado por um «bando» (a que ele já pertenceu, aliás, e de pistola à cinta) de perigosos esquerdistas e pacifistas (como Chamberlain e Daladier em Munique, em Setembro de 1938); e, igualmente, o famoso ex-director do Público e actual «publisher» do Observador, José Manuel Fernandes (outro «reaccionário encartado» oriundo do «esquerdalho»), vir acusar Vladimir Putin de ter «torneiras e puxadores de ouro» nas casas de banho do Kremlin, tal como Saddam Hussein nos seus palácios em Bagdade, antes da invasão norte-americana e britânica de 2003 – seguida das intervenções na Líbia, em 2011, e na Síria, em 2014 (armando a Al Qaeda e o Daesh), e dando cabo da estabilidade no Médio Oriente à custa duma quantidade inacreditável de iraquianos, líbios e sírios mortos durante 15 anos, e cujos números exactos, curiosamente, nunca foram contabilizados.
É isto que querem: mais guerras?! Se gostam tanto, sigam o exemplo do poeta fascista Marinetti, que teve o topete de juntar os actos às palavras e ir combater de armas na mão pelos seus ideais, sofrendo, aliás, graves ferimentos. Vão combater para a Síria e para a Líbia! Ou será que não passam de gabarolas reaccionários, em que abundam a «garganta» e o «papel», mas falta coragem para ir combater pelo Ocidente?!

Campo d’Ourique, 28 de Março de 2018


Onde pode levar-NOS "isto"?


de :

Governo britânico mente



– ainda nem identificou o químico utilizado

quarta-feira, março 28, 2018

Afirmações da desinformação!

Em Expresso curto de hoje, "informando" e comentando a (dita) "... crise russa – a maior, recorde-se, desde os tempos da guerra fria e da guerra fria, se tivermos em conta que nunca houve uma expulsão de diplomatas desta dimensão...":


É certo que o Governo é de maioria de esquerda

NÃO É,
 NEM NUNCA FOI!