Mostrar mensagens com a etiqueta Conselho Europeu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Conselho Europeu. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, julho 17, 2020

A conta está na mesa...

Título do expresso curto de hoje.


"... Como escreve o The New York Times - o artigo tem por título é “It’s Merkel’s Last Rodeo. Will a Pandemic Rescue Deal Seal Her Legacy?” - a chanceler da Alemanha, país que assumiu a presidencia da União Europeia a 1 de julho, tem nesta cimeira o seu grande teste.
A sua última dança."



...
A mon dernier repas
Je veux voir mes voisins
Et puis quelques Chinois
En guise de cousins
Et je veux qu'on y boive
En plus du vin de messe
                                           ...

Mas quem raio é...

De expresso-curto enquanto leio:


"... Ontem, o Banco Central Europeu anunciou que está disposto a aplicar na totalidade o envelope de 1,35 biliões de euros concebido para o programa especial de resposta à covid-19. “A não ser que haja surpresas positivas”, sublinhou Christine Lagarde - e o mais interessante parece ser a presidente do BCE admitir a possibilidade dessas surpresas. ..."

Mas quem raio é a senhora Lagarde?,
como, porquê, ao serviço de quem
está ela ali, vinda do FMI?
a que tem a chave do cofre e da impressora
a fazedora do notas de euro,
a impressora de dinheiro ?!!!?

quinta-feira, julho 16, 2020

É p'ra amanhã...

 - Edição Nº2433  -  16-7-2020

«Empurrar com a barriga»...

Inicia-se amanhã a reunião do Conselho Europeu que aponta como objectivo chegar a acordo quanto ao Quadro Financeiro Plurianual – o orçamento – da União Europeia, para o período entre 2021 e 2027, e quanto ao chamado fundo de recuperação, engendrado na sequência dos profundos efeitos económicos e sociais do surto de COVID-19, que aceleraram o despoletar uma crise já latente ao nível da UE.
Como habitualmente, adensa-se a dramatização, com a atribuição dos diferenciados papéis na contenda, mas em que os possíveis parâmetros do desfecho foram previamente definidos e delimitados por quem tem a batuta.
Entendamo-nos…, o Conselho Europeu não irá debater, entre outras importantes medidas que se impunham: a anulação da dívida pública emitida pelos Estados que integram a Zona Euro no âmbito da resposta às consequências económicas e sociais do surto epidémico; 
a necessidade do financiamento directo dos Estados por parte do BCE, dando combate à escandalosa especulação dos mercados financeiros; 
a renegociação das dívidas públicas de Estados, permitindo direcionar recursos para a resposta ao agravamento dos problemas económicos e sociais; o reforço do orçamento comunitário, assegurando o que devia ser a sua função redistributiva, com vista a uma efectiva coesão económica e social; 
a rejeição da criação de impostos europeus, que desviariam para a UE meios financeiros indispensáveis ao desenvolvimento de Estados; 
ou a adopção de medidas que visem o controlo da circulação de capitais.
De igual modo, não estará em debate no Conselho Europeu a necessária revogação dos mecanismos – como o Pacto de Estabilidade, o Tratado Orçamental ou o Semestre Europeu – que condicionam Estados na promoção do investimento público, no financiamento dos serviços públicos, na dinamização da actividade económica, na resposta aos problemas sentidos pelos trabalhadores e os povos. Pelo contrário, todos os esforços são feitos para a manutenção destes instrumentos de condicionamento, de controlo, de chantagem e de ingerência, que foram, são e serão utilizados consoante a conveniência das grandes potências da UE e do grande capital.
Num quadro de crescentes dificuldades, Merkel multiplica-se na afirmação do magnânimo gesto de solidariedade que representaria a aprovação do Quadro Financeiro Plurianual e do chamado fundo de recuperação, no entanto tal não significaria mais que a adopção do que a Alemanha considera necessário para, neste momento, não acrescentar mais crise à crise. Isto é, aliviar momentânea e relativamente a Itália e a Espanha, com o intuito de salvaguardar a Zona Euro e o Mercado Único, instrumentos económicos e políticos, nas actuais circunstâncias ainda mais essenciais para os grandes grupos económicos e financeiros alemães. Ou seja, a Alemanha muda alguma coisa para garantir o essencial, empurrando o problema com a barriga…
Aqueles que ocultam esta realidade, e que neste contexto anunciam «boas notícias vindas da Europa», mais não fazem do que semear ilusões quanto à UE, à sua natureza, aos seus objectivos, às suas políticas de incremento da exploração, de desigualdades sociais, de assimetrias de desenvolvimento, de imposição de relações de dependência e domínio político, de bloco imperialista.

Pedro Guerreiro

domingo, março 20, 2016

sexta-feira, junho 29, 2012

Hoje, ao almoço... as medidas de curto prazo. Só depois, o crescimento (se...).

No Diário Económico:

Grande título:

Merkel cede em toda a linha
a Espanha e Itália
 
Lê-se o resumo (head line)
 
Fundo de resgate vai poupar as contas países quando comprar dívida e quando recapitalizar os bancos directamente. Tudo o que Roma e Madrid pediam.
 
Procura-se no artigo e fica-se a saber a dimensão desse "tudo", transmitido depois das 5 da manhã (muito trabalharam "eles"), mas nada se lê sobre os polémicos "euro-bonds", a falada "mutualização" e etc., mas sobre crescimento pode ler-se que "... outra grande vitória é para Monti (da Itália sobre a Alemanha?!...) que ao início da noite de ontem bloqueou, ao lado do espanhol Mariano Rajoy, a adopção do Pacto de Crescimento até que as medidas de curto prazo não fossem discutidas. O debate sobre as medidas de curto prazo estava apenas previsto para o almoço de hoje".

Que folhetim!... Com as bolsas e os juros a acompanharem como se fossem um termómetro louco. Ou não fosse a especulação (os "mercados"...) a imperar no império(lismo). 
 

quinta-feira, julho 21, 2011

Mais um dia D

Depois dos habituais prolegómenos entre a Alemanha e a França  (já foram mais habituais, mas parece estar a voltar-se, em força, a arranjos franco-alemães antes de decisões... "com os outros") hoje será um dia de reunião entre os chefes de Estado da U.E., institucionalizados em Conselho Europeu (o dedos fugiram-me para a verdade e teclaram Euro pau...).
O comissário-mor, esse nascido em Portugal chamado Durão Barroso, também fez a sua parte no proscénio, com uma dramatização mal enjorcada, e aqui estamos à espera do que vai sair dali.
Uma grande questão, ou a grande questão, é a de se encontrar uma resposta "europeia" à ofensiva dos mercados, vinda do outro lado do Atlântico, e ao serviço do instrumento cada vez mais enfraquecido da cabeça do imperialismo chamado dólar. No entanto, e são as contradições de um sistema intrinsecamente contraditório, desta parte de cá do capitalismo financeiro, também não há, nem pode haver, unanimidade ou consenso ou só senso. Podem encontrar-se "concertos" desesperados, mas serão apenas transitoriamente afinados, porque a desafinação é a norma. E, repare-se, para defender o "seu" euro (que não é de todos, nem lá perto), os 27 não têm, no seu seio, alguns escandinavos, e não podem, de modo algum, contar com o Reino Unido, que é mais "ponte atlântica" e anglo-saxónico que continente europeu (e está, aliás, com outros problemas complicados na "cozinha interna").
Vamos a ver o que vai dar aquela reunião dos "grandes" que nos representam, Pois... porque vivemos em democracia representativa.
Mas nisso se esgota a democracia (burguesa) e a política? 
Seremos - eu, tu, ele, nós - apenas espectadores, depois informados "à maneira", pelos orgãos de comunicação social que os que verdadeiramente mandam, os donos do dinheiro, comandam?