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sábado, dezembro 12, 2020

OS ESTADOS UNIDOS LANÇAM 
A BUSCA E A DESTRUIÇÃO 
CONTRA AS NOVAS ROTAS DA SEDA
Como seria de se prever, o vulcão paranóico alimenta-se de uma mistura tóxica de arrogância e ignorância crassa sobre a cultura chinesa

 

Por Pepe Escobar, para o Asia Times

Tradução: Patrícia Zimbres, para o 247

Sete anos após serem lançadas pelo Presidente Xi, primeiramente em Astana e em seguida em Jacarta, as Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Rota (ICR), a cada dia que passa, tornam mais enlouquecida a oligarquia plutocrática norte-americana.

 A implacável paranoia quanto à "ameaça" chinesa tem muito a ver com a rampa de saída oferecida por Pequim a um Sul Global permanentemente endividado pela exploração FMI/Banco Mundial.

Na velha ordem, as elites político-militares eram rotineiramente subornadas em troca do acesso irrestrito das empresas americanas aos recursos do país, acoplado a esquemas de privatizações a toque de caixa e austeridade escancarada (os "ajustes estruturais").

Essa situação se prolongou por décadas, até a ICR se tornar o que há de mais novo em termos de construção de infraestrutura - oferecendo uma alternativa à pegada imperial.

O modelo chinês permite todos os tipos de taxação paralela de vendas, aluguéis, arrendamentos - e de lucros. O que significa fontes adicionais de receita para os governos anfitriões, com um corolário da maior importância: a possibilidade de eles se verem livres dos pesadíssimos ditames neoliberais do sistema FMI/Banco Mundial. É isso que está no cerne da estratégia chinesa de "ganho para todos".

Além do mais, o foco estratégico da ICR em desenvolvimento de infraestrutura, não apenas por toda a Eurásia mas também na África, traz um fator que vira totalmente o jogo geopolítico. A ICR vem colocando vastas regiões do Sul Global em condições de se tornarem completamente independentes da armadilha da dívida imposta pelo Ocidente. Para muitos desses países, essa é uma questão de interesse nacional. Nesse sentido, a ICR deve ser vista como o principal mecanismo pós-colonialista.

A ICR, na verdade, crepita com a simplicidade de Sun Tzu aplicada à geoeconomia. Nunca interrompa o inimigo quando ele está cometendo um erro - neste caso, escravizando o Sul Global por meio de dívidas perpétuas. E então use as próprias armas do inimigo - neste caso, a "ajuda" financeira, para desestabilizar sua proeminência.

 Pegar a estrada com os mongóis

Nada do que foi dito acima, é claro, vai apaziguar o vulcão paranóico, que continuará a cuspir uma enxurrada de alertas vermelhos tentando ridicularizar a ICR como sendo "mal definida, pessimamente administrada e visivelmente fracassada". "Visivelmente", é claro, só para os excepcionalistas.

Como seria de se prever, o vulcão paranóico se alimenta de uma mistura tóxica de arrogância e ignorância crassa sobre a cultura chinesa.

Xue Li, diretor do Departamento de Estratégia Internacional no Instituto de Economia e Política Mundiais da Academia Chinesa de Ciências Sociais demonstrou que "após a Iniciativa Cinturão e Rota ter sido proposta em 2013, a diplomacia chinesa mudou, deixando de manter um perfil discreto para se tornar mais proativa em questões globais". Mas a política de "parcerias, e não alianças" não mudou, e é pouco provável que ela venha a mudar no futuro. Mas o fato irrefutável é que o sistema de diplomacia por alianças preferido no Ocidente é escolhido por poucos países, e a maioria deles opta pela diplomacia não-alinhada. Além disso, em sua maior parte eles são países em desenvolvimento da Ásia, África e América Latina".

Os atlanticistas estão entrando em desespero porque o "sistema de diplomacia de alianças" está em franco declínio. Grande parte do Sul Global vem-se reconfigurando, com ímpeto renovado, como um Movimento Não-Alinhado (MNA) - como se Pequim houvesse encontrado uma maneira de fazer renascer o Espírito de Bandung em 1955.

Os acadêmicos chineses gostam de citar um manual imperial do século XIII, segundo o qual as mudanças políticas devem ser "benéficas ao povo". Caso elas beneficiem apenas aos altos funcionários corruptos, o resultado será luan ("caos"). Daí a insistência dos chineses do século XXI nas políticas pragmáticas, e não na ideologia.

Rivalizando-se aos paralelos informados das dinastias Tang e Ming, é a dinastia Yuan que vai trazer uma introdução fascinante ao funcionamento interno da ICR.

Façamos, então, uma curta viagem ao século XIII, quando o imenso império de Genghis Khan foi substituído por quatro kanatos.

Havia o Kanato do Grande Khan - que veio a se transformar na dinastia Yuan - que abrangia China, Mongólia, Tibé, Coreia e Manchúria.

Havia o Ilkanato, fundado por Hulagu (o conquistador de Bagdá) que governava Irã, Iraque, Azerbaijão, Turcomenistão, parte da Anatólia e o Cáucaso.

Havia também a Horda de Ouro, que governava o noroeste das estepes eurasianas, do Leste da Hungria à Sibéria, e a maioria dos principados russos.

E também o Kanato Chaghadaid (que levou o nome do segundo filho de Genghis Khan), que governava a Ásia Central, de Xinjiang ao Uzbequistão, até a tomada do poder por Tamerlane, em 1370.

Essa era assistiu a uma enorme aceleração do comércio ao longo das Rotas da Seda mongóis. Todos esses governos controlados pelos mongóis privilegiavam o comércio local e internacional. Isso se traduzia em um crescimento explosivo dos mercados, da tributação, dos lucros - e do prestígio. Os kanatos competiam entre si pelas mentes mais talentosas para o comércio. Eles montaram a melhor infraestrutura para as viagens transcontinentais (que tal uma ICR do século XIII?) E abriram caminho para múltiplas trocas transcivilizacionais Oriente-Ocidente.

Quando os mongóis conquistaram os Song do Sul da China eles expandiram as Rotas da Seda terrestres, criando as Rotas da Seda Marítimas. A dinastia Yuan agora controlava os poderosos portos do Sul da China. Assim, quando alguma turbulência ocorria em terra, eles transferiam o comércio para o mar.

Os principais eixos cruzavam o Oceano Índico, entre o Sul da China e a Índia, e entre a Índia e o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho.

Os carregamentos iam por terra até o Irã, Iraque, Anatólia e Europa, e por mar, através do Egito e do Mediterrâneo, até a Europa e, partindo de Aden, até o Leste da África.

Uma rota marítima de comércio de escravos entre os portos da Horda de Ouro, no Mar Negro, e o Egito - gerida por mercadores muçulmanos, italianos e bizantinos - também estava em funcionamento. Pelos portos do Mar Negro passavam mercadorias de luxo que chegavam por terra do Oriente. E caravanas seguiam a rota terrestre, partindo da costa indiana durante as perigosas estações das monções.

Essa atividade comercial frenética foi uma proto-ICR, que atingiu seu auge nas décadas de 1320-1330, indo até o colapso da dinastia Yuan, em 1368, paralelamente à Peste Negra, na Europa e no Oriente Médio. O ponto-chave é que todas as rotas terrestres e marítimas eram interligadas. Os planejadores da ICR, no século XXI, se beneficiam de uma longa memória histórica.

"Nada irá mudar fundamentalmente"

Compare-se agora essa riqueza de comércio e intercâmbio cultural com a medíocre e provinciana paranoia anti-ICR e anti-China em geral existente nos Estados Unidos. O que temos é o Departamento de Estado comandado por Mike (Nós Mentimos, Nós Trapaceamos, Nós Roubamos) Pompeo soltando uma diatribe fuleira sobre a "ameaça da China". Ou a Marinha dos Estados Unidos recomissionando a Primeira Frota para a construção de uma base, provavelmente em Perth, a fim de "fincar um pé no Indo-Pacífico", e assim manter o "domínio marítimo em uma era de competição entre as grandes potências".

Num tom mais sinistro, aqui vai um resumo da colossal Lei de Autorização da Defesa Nacional (NDAA, em inglês), de 4.517 páginas, que aprova um orçamento de 740,5 bilhões de dólares e acaba de passar na Câmara de Representantes por 335 a 78 votos (Trump ameaçou vetá-la).

Esse é orçamento das verbas destinadas ao Pentágono no ano que vem - a ser supervisionada, em tese, pelo novo General da Raytheon, Lloyd Austin, o último "General comandante" dos Estados Unidos no Iraque, que administrou o CENTCOM de 2013 a 2016 para depois se aposentar, assumindo bicos do tipo porta giratória, como o conselho diretor da Raytheon e, o que é mais importante, o conselho da siderúrgica Nucor, poluente ultra-tóxica do ar, da água e do solo.

Austin é um personagem porta-giratória que apoiou a guerra do Iraque, a destruição da Líbia e supervisionou o treinamento dos "rebeldes moderados" sírios, também conhecidos como a al-Qaeda reciclada - que mataram um número incontável de civis sírios.

A NDAA, como seria de se esperar, prevê verbas pesadas para financiar "instrumentos para a contenção da China".

Entre esses instrumentos constarão:

  1. Uma assim-chamada "Iniciativa de Contenção do Pacífico", o que em código significa contenção da China no Indo-Pacífico por meio do fortalecimento do Quad.
  2. Operações maciças de contra-inteligência.
  3. Uma ofensiva contra a "diplomacia da dívida". Isso é pura bobagem: as negociações da ICR são voluntárias, em bases lucrativas para todas as partes e abertas a renegociação. Os países do Sul Global dão preferência a elas em razão dos empréstimos a juros baixos e de longo prazo.
  4. Reestruturação das cadeias globais de fornecimento que levam aos Estados Unidos. Boa sorte com essa aí. As sanções contra a China continuarão em vigor.
  5. Pressão total para forçar os países a não adotarem o 5G da Huawei.
  6. Reforço de Hong Kong e Taiwan como cavalos-de-tróia para desestabilizar a China.

John Radcliff, diretor da Inteligência Nacional, já deu o tom: "Pequim pretende dominar econômica, militar e tecnologicamente os Estados Unidos e o restante do planeta". Tenham medo, muito medo do malvado Partido Comunista, "a maior ameaça à democracia e à liberdade em todo o mundo desde a Segunda Guerra Mundial".

Entenderam? Xi é o novo Hitler.

Portanto, nada irá mudar fundamentalmente após janeiro de 2021 - como oficialmente prometido por Biden-Harris: vai haver novamente a guerra híbrida contra a China, atacando na totalidade do espectro, como Pequim já entendeu perfeitamente.

E daí? A produção industrial da China continuará a crescer, enquanto a dos Estados Unidos continuará em declínio. Os cientistas chineses chegarão a novas descobertas revolucionárias, tais como a computação fotônica quântica - que conseguiu comprimir 2,6 bilhões de anos de computações em 4 minutos. E o espírito da dinastia Yuan continuará a inspirar a Iniciativa Cinturão e Rota. 

sábado, novembro 21, 2020

Histórico

 

HISTÓRICO...apesar da falta (por agora) da India

O RCEP salta sobre
as Novas Estradas da Seda
por Pepe Escobar [*]

Países da RCEP.Ho Chi Minh, na sua morada eterna, estará a saborear isto com um sorriso celestial. O Vietname foi o hospedeiro – virtual – quando as 10 nações da ASEAN, mais a China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia, assinaram a Parceria Económica Regional Abrangente (Regional Comprehensive Economic Partnership, RCEP ) no último dia da 37ª Cimeira da ASEAN.

O RCEP, cuja preparação levou oito anos, reúne em conjunto 30% da economia global e 2,2 mil milhões de pessoas. É o primeiro marco auspicioso dos Devastadores Anos Vinte (Raging Twenties), os quais começaram com um assassinato (do Gen. Soleimani, do Irão) seguido por uma pandemia global e agora por intimidações agourentas de um suspeito Grande Reinício (Great Reset).

O RCEP define o Leste da Ásia como o eixo primário indisputado da geoeconomia. O Século Asiático de facto já estava em elaboração desde a década de 1990. Entre os asiáticos, e os ocidentais que o identificaram, está o meu livro 21st: The Asian Century publicado em 1997 (excertos aqui .)

O RCEP pode forçar o ocidente a fazer algum trabalho de casa e compreender que a narrativa principal não é que o RCEP "exclui os EUA" ou que é "concebido pela China". O RCEP é um acordo vasto de todo o Leste da Ásia, iniciado pela ASEAN e debatido entre iguais desde 2012, inclusive pelo Japão, o qual para todos os propósitos práticos se posiciona como parte do Norte Global industrializado. Este é o primeiro acordo comercial desde sempre que une as potências económicas asiáticas, China, Japão e Coreia do Sul.

Por agora está claro, finalmente em vastas faixas da Ásia do Leste, que os 20 capítulos do RCEP reduzirão tarifas de cabo a rabo; simplificarão alfândegas, com pelo menos 65% dos sectores de serviços abertos plenamente, com limites acrescidos de participação accionista estrangeira; solidificação de cadeias de abastecimento ao privilegiar regras comuns de origem; e codificação de novas regulações de comércio electrónico.

Quando se chega aos pormenores, as empresas estarão a poupar e serão capazes de exportar para qualquer lugar dentro do espectro das 15 nações sem se incomodarem com exigências extras e separadas de cada nação. Isto é acima de tudo um mercado integrado.

Quando o RCEP encontra-se com a BRI

O mesmo disco riscado estará a tocar sem parar que o RCEP facilitar as "ambições geopolíticas" da China. Esta não é a questão. A questão é que o RCEP evoluiu como um companheiro natural para o papel da China como o principal parceiro comercial de virtualmente todo actor do Leste Asiático.

O que nos traz para o ângulo geopolítico e geoeconómico chave: o RCEP é um companheiro natural para a Belt and Road Initiative (BRI), a qual como uma estratégia de desenvolvimento comercial sustentável estende-se não só ao Leste da Ásia mas aprofunda-se na Ásia Central e Ocidental.

análise do Global Times é correcta: o ocidente não cessou de distorcer a BRI, sem reconhecer como "a iniciativa que eles têm estado a difamar é realmente é realmente popular na vasta maioria de países ao longo da rota BRI".

O RCEP recentrará a BRI – cuja etapa de "implementação", de acordo com o calendário oficial, começa apenas em 2021. O baixo custo do financiamento e os empréstimos especiais em divisas oferecidos pelo Banco de Desenvolvimento da China tornar-se-ão muito mais selectivos.

Haverá um bocado de ênfase na Saúde da Estrada da Seda – especialmente através do Sudeste da Ásia. Projectos estratégicos serão a prioridade: eles giram em torno do desenvolvimento de uma rede de corredores económicos, zonas logísticas, centros financeiros, redes 5G, portos marítimos chave e, especialmente a curto e médio prazo, alta tecnologia relacionada com a saúde pública

As discussões que levaram ao texto final do RCEP foram centradas sobre um mecanismo de integração que possa facilmente contornar a OMC no caso de Washington persistir em sabotá-lo, como aconteceu durante a administração Trump.

O próximo passo poderia ser a constituição de um bloco económico ainda mais forte do que a UE – uma possibilidade não absurda quando temos a China, Japão, Coreia do Sul e 10 países da ASEAN a trabalharem em conjunto. Geopoliticamente, o incentivo principal, para além de um conjunto de compromissos financeiros imperativos, seria solidificar algo como Faça Comércio, Não Guerra (Make Trade, Not War).

O RCEP assinala o fracasso irremediável do TPP da era Obama, o qual era o braço da "NATO no comércio" do "eixo da Ásia" inventado no Departamento de Estado. Trump sucateou o TPP em 2017. O TPP não era acerca de um "contrapeso" para o primado comercial da China na Ásia: era acerca de uma liberdade para todas as super-abrangentes 600 companhias multinacionais que estiveram envolvidas na sua redacção. O Japão e a Malásia, especialmente, viram esta concepção desde o começo.

O RCEP inevitavelmente também assinala o fracasso irremediável da falácia da desconexão (decoupling), bem como de todas as tentativas para por uma pedra entre a China e seus parceiros do Leste Asiático. Todos estes actores asiáticos agora privilegiarão o comércio entre si mesmos. O comércio com nações não asiáticas será uma ideia posterior. E toda economia ASEAN dará total prioridade à China.

Ainda assim, as multinacionais americanas não serão isoladas pois elas serão capazes de lucrar com o RCEP através das suas subsidiárias dentro dos 15 países membros.

E a Grande Eurásia?

E depois há a proverbial confusão indiana. A interpretação oficial de Nova Delhi é que o RCEP "afectaria a subsistência" de indianos vulneráveis. Isso é código para uma invasão extra de produtos chineses baratos e eficientes.

A Índia fez parte das negociações do RCEP desde o início. Retirar-se – com a condição de que "podemos aderir mais tarde" – é mais uma vez um caso espectacular de esfaquearem-se nas costas. O facto é que os fanáticos da Hindutva por detrás do Modi-ismo apostaram no cavalo errado: a estratégia da parceria Quad promovida pelos EUA, juntamente com a estratégia Indo-Pacifico, a qual significa contenção da China e portanto impede o estreitamento de laços comerciais.

Nenhum "Make in India" irá compensar o erro geoeconómico e diplomático – o qual implica crucialmente que a Índia se distancie do Asean 10. A RCEP consolida a China, não a Índia, como o motor indiscutível do crescimento da Ásia Oriental em meio ao reposicionamento das cadeias de abastecimento pós-Covid.

Um seguimento geoeconómico muito interessante é o que fará a Rússia. De momento, a prioridade de Moscovo envolve uma luta de Sísifo: gerir o turbulento relacionamento com a Alemanha, o maior parceiro russo de importações.

Mas há a parceria estratégica Rússia-China – a qual deveria ser economicamente reforçada. O conceito de Moscovo de Grande Eurásia envolve um envolvimento mais profundo tanto do Leste como do Oeste, incluindo a expansão da União Económica Eurasiática (Eurasia Economic Union, EAEU), que tem, por exemplo, acordos de comércio livre com nações da ASEAN como o Vietname.

A Organização de Cooperação de Xangai (SCO) não é um mecanismo geoeconómico. Mas é intrigante ver o que o Presidente Xi Jinping disse no seu discurso de abertura no Conselho de Chefes de Estado da SCO , na semana passada.

Esta é a citação chave de Xi: "Devemos apoiar firmemente os países relevantes para avançarem suavemente as principais agendas políticas internas de acordo com a lei; manter a segurança política e a estabilidade social e oporem-se resolutamente à interferência de forças externas nos assuntos internos dos estados membros sob qualquer pretexto".

Aparentemente, isto nada tem a ver com a RCEP. Mas há alguns cruzamentos. Nenhuma interferência de "forças externas". Pequim a tomar em consideração as necessidades de vacina Covid-19 dos membros da SCO – e isto poderia ser estendido à RCEP. A SCO – assim como a RCEP – como uma plataforma multilateral para os estados membros mediarem as disputas.

Todos os pontos acima mencionados apontam para o entrecruzamento do BRI, EAEU, SCO, RCEP, BRICS+ e AIIB, o que se traduz como uma integração mais próxima da Ásia – e da Eurásia – geoeconomicamente e geopoliticamente. Enquanto os cães da distopia ladram, a caravana asiática – e euro-asiática – continua a avançar.

16/Novembro/2020

[*] Jornalista.

O original encontra-se no Asia Times e em thesaker.is/rcep-hops-on-the-new-silk-roads/


Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ .

sexta-feira, abril 19, 2019

China - Uma faixa, uma Rota


Interessante!
eppure si muove...