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sexta-feira, janeiro 30, 2015

Quem te avisa (nem sempre!) teu amigo é...

Diógenes, o Cínico, 
filósofo austero e rezingão, 
levanta o dedo aos bárbaros

Obrigado, 
Gonçalo

terça-feira, janeiro 27, 2015

Legenda-comentário do "post"anterior

Ao olhar (com intenções de ver) a tabela anterior com os resultados da eleições na Grécia, saltam inúmeras observações, que procurarei, pelo meu lado, sintetizar:

  • a nota por vezes ouvista de pouca afluência às urnas tem de ser confrontada com o facto de, entre 2012 e 2015, ter havido mais 240 mil eleitores, mais 4,5%, entre as duas eleições;
  • a rara (se alguma vez foi na comunicação social... e muito ouvi sem nada ter ouvisto) referência à votação do KKE (Partido Comunista da Grécia) é inexplicável (?!) face ao facto de ter sido o partido, de todos os que concorreram às duas eleições, que mais cresceu depois do Syriza - mais de 60 mil votos, que representam mais 21,9%, tendo subido de 12 para 15 deputados;
  • importa sublinhar o resultado do Potami enquanto "depositário" de votos flutuantes e atraídos por figura pública, como acontecera nas "eleições europeias" em que aparecera como "novidade" e em que tivera 6,6% (tendo agora descido 0,55 pontos percentuais nestas eleições);
  • todos os outros partidos desceram, desceram entre as duas eleições:
    • Nova Democracia "apenas" desceu 5,9%, "aguentando-se" muito bem;
    • ao contrário de muito comentário ouvisto, o partido neo-nazi Aurora Dourada perdeu quase 40 mil votos e 8,9%;
    • foi muito significativa a queda do chamado Gregos Independentes, que perdeu mais de 1/3 dos votos de 2012 (36,6%), e veio a servir de apoio para o Syrisa vir a ter maioria no parlamento grego;
    • o verdadeiro desastre do Pasok, Partido Socialista da Grécia, claramente responsabilizado pela política de austeridade e de obediência à "troika" e sucedâneos ou aparentados, isto é, ao capitalismo financeiro e seus "mercados", caindo quase meio milhão de votos e mais de 60%.    


Vamos aos números...para haver um mínimo de rigor

Para mim (e por mim falo), as eleições, onde quer que sejam, são um sinal do "estado  das coisas". Na sua "pureza" conquistas da democracia, as eleições sofrem tratos de polé, sendo instrumentalizadas desde a imposição da consideração de que haver eleições é igual a haver democracia até toda a manipulação a que são sujeitos os resultados, os numerozinhos, correspondendo cada um deles à escolha expressa e explícita (ou não) de cada um de nós. Na aparência, todos iguais no exercício  da cidadania, com os condicionalismos que esta sofre e suporta.
Poderia continuar interminavelmente estas reflexões mas agora são números que aqui me trazem. E que entendo imprescindíveis para se poder falar com algum rigor do(s) significado(s) das eleições gregas, enquanto expressão do estado da nação grega (membro de uma "União" de que Portugal  faz parte).
Depois de muito ter ouvido - e algumas coisas das ouvidas sendo verdadeiras barbaridades face aos números que, laboriosamente e de mais que uma fonte, procurei conhecer -, e depois de pouco ou nada ter ouvido sobre outras, aqui ficam os números a que cheguei.

Por ordem de crescimento em relação a 2012:


  Eleições 2015   Eleições 2012    Diferença
Coluna1     %    votos      %    votos        votos        %
Potami 6,05%         373.618 - - 373.618 -
SYRIZA 36,34% 2.244.687   26.89% 1.655.086 589.601 35,6
KKE-PCG 5.47%    337.947    4.50% 277.204 60.743 21,9
ND-Nova  Democracia 27,81% 1.717.831   29.66% 1.825.637 -107.806 -5,9
Amanhecer Dourado 6,28%    388.197     6.92% 425.990 -37.793 -8,9
Gregos Independentes 4,75%    293.211     7.51% 462.466 -169.255 -36,6
PASOK-PSG 4,68%    289.302    12.28% 755.868 -466.566 -61,7
5.644.793 5.402.251 242.542 4,5

Ficam para informação e reflexão.
Comentar-se-ão, eventualmente, 
em próximo "post"..