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quarta-feira, julho 26, 2017

Espante-se?!

De Expresso-curto (há pouco):

“(…)
Só que Mação é, precisamente, um caso de estudo de prevenção e meios de combate. Sim, leu bem. O Expresso republicou online hoje ao meio-dia um trabalho publicado há um mês no semanário, precisamente sobre Mação. E precisamente para mostrar como, mesmo seguindo as melhores práticas e investindo em meios de prevenção e combate, há um obstáculo inultrapassável: o ordenamento de território. Ou a falta dele.

(…)”

(Espante-se: Mação é um bom caso de estudo 
- e isso revela os problemas mais profundos)

Mas há quantos anos/décadas
há quem afirme isto mesmo?
S.R.


sexta-feira, agosto 12, 2016

Mais de 40º e ainda muito a arder!

12.08.2016

Acordei sem ideias para aqui. Estranhamente.

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Vim para baixo, para a secretária, sem uma frase, sem uma palavra, para escrever.

(...)

Olhei as notícias e logo me assaltaram milhentas coisas a dizer, palavras e frases em carreirinho para serem escritas.

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Algumas com a urgência de servirem para corrigirem as já ditas (por outros e por mim), até porque não gostei, ou foram muito insuficientes, as que transcrevi de ontem para o blog, sobre os fogos ligando-os as sistema em que vivemos,

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E umas, palavras e frase, se me impõe para tornar mais claro o que está coberto por uma imensa nuvem de frases e palavras, certas algumas sempre poucas todas.

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Não é, como parece, fatal como o destino!

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Não nos basta só – aqui, ali, onde for – invectivar as forças da natureza, a ausência ou evidente deficiência de prevenção todos os anos referida e anatematizada, valorizar a heroicidade de bombeiros e demais, saudar a solidariedade como se fosse sentimento recatado e com ataques de súbita e mui saudada pandemia.

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Há que sublinhar, e não apenas referir de fugida, a escapar, como desabafo incontido e logo controlado e para esquecer, a total ausência da solicitada (em desespero?!) solidariedade da União Europeia sempre tão presente a impor, a pressionar, a ameaçar. A por-nos orelhas de burro e de cara para à parede.

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A questão florestal?

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A floresta é para arder (ou não, o destino dirá), a agricultura foi destinada a desintegrar-se na PAC, a indústria condenada a salve-se quem puder e tiver competitividade à custa do “custo unitário do trabalho”, tudo é fatal como o destino… só os bancos é que não.

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Os bancos é que não!, haverá que contrariar o destino que eles se (e nos) criaram, e apagar os seus incêndios.
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Reiterando uma muito sentida e funda homenagem aos nossos bombeiros, a lutarem contra o destino que não é fatal, lembra-se que todo o resto do ano – os dias  que não são de verão… e também nestes – se passa a apagar fogos metafóricos em que os bombeiros (involuntários) somos todos nós.

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Depois – e antes! – há os criminosos e os doentes, e são importantes porque humanos e desumanidade,

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Esses, sim, são fatais como o destino pode ser se o deixarem à solta… mas para esses tem de haver prevenção séria, prevenção a todos os níveis e que não seja o remendo para o que já não tem remédio, a coerção das ameaças com castigos mais duros que os actuais, para que não se repita o que já foi feito e repetido será!

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Fatal como o destino?

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Só o tempo é fatal, e o tempo se encarrega de dimensionar o prazo de fatalidade do destino e de certos destinos!

(...)

Pequena nota com fogos em volta

de factos i relevantes do diário de um cidadão:


(...)

Não se pode (e mesmo que se pudesse, não se queria) ficar indiferente aos fogos que nos cercam.

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É lá longe? Mas podia não ser… E NÃO É, NUNCA É!

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É todo um sistema que é responsável, um sistema de relações sociais de produção cujo objectivo dominante é o de acumular capital sob a forma material na posse de uma classe que domina, ainda que condicionada pelas correlações de forças sociais.

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Chamamos-lhe capitalismo, e é esse o seu nome… mas é preciso saber do que falamos quando damos o nome às coisas, se não podemos estar a banalizar as designações e, assim, a desculpabilizar o crime, os crimes!

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Os crimes do sistema criminoso, assim desculpabilizado (por se tomar por inexistente), passam a ser culpa de criminosos passa-culpas, até se encontrando e condenando magotes de baterias de aparentes bodes expiatórios, que se vêm juntar à banalização das acusações, com conteúdo e com provas individualizadas.

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Tudo off, afastado das costas (nossas ou não) e ausente dos sistemas, da forma como a sociedade está organizada.

MAS SEMPRE A MUDAR!