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domingo, março 14, 2021

de resposta a um desafio de um outro blog

ESPANTO

segundo PICASSO

 


Num recanto do espaço Refúgio do nosso canto, está há anos uma cópia de Guernica, oferecida por um grande amigo (como um irmão!) recentemente falecido.

Embora aparentemente cópia para ali desvalorizada de grande de arte, em circuito quase permanente pelas capitais de (uma) cultura, ali nos espanta cada vez que vamos buscar fruta, limões ou batatas para a refeição (e que, agora, parece iluminada por uma melancia).

Espanto e horror! Como foi possível? Uma cidade destruída (uma Hiroshima antes de Hiroshima) por um ataque aéreo, no uso deshumano de conquistas da humanidade (voar como os pássaros). Para travar caminhos do humano ser.

E nós aqui tão perto, tão perto do espanto e horror de que Picasso nos quis dar testemunho! Às vezes tão longe…

                                                                                                                            Zambujal 

quinta-feira, julho 14, 2011

Sempre a aprender! As guerras… civis?

Acabara de escrever e de enviar o meu texto para o Caderno Vermelho. Satisfeito pela tarefa cumprida e relativamente satisfeito pelo texto que escrevera, sobretudo pelo “achado” formal em duas frases de menos de 200 caracteres no meio de mais de 11 mil.
Logo pego em O Militante, trazido pelo carteiro (aqui na aldeia, guardadas as devidas proporções, ele é o “meu carteiro” como houve um que foi de Neruda…), e folheei-o antes de adormecer. O artigo de Domingos Abrantes, A Guerra de Espanha (1936-1939)-A agressão imperialista, trouxe-me informação e fez-me pensar. Como tudo o que leio…
Mas, neste caso e momento, relativamente ao artigo enviado ontem e em que faço duas referências a… guerras civis. Chamando assim à que se seguiu à revolução soviética, e que a revolução venceu, e à que arrasou Espanha e a República, e que a contra-revolução, o fascismo, ganhou, e de que encontrei o artigo em O Militante.
Deveria ter chamado "guerras civis" aos dois episódios tão importantes na nossa História?
Guerra civil, por consenso, significa uma guerra interna, dentro de um espaço nacional e entre nacionais. Foi o que aconteceu na Rússia em revolução? Sim e não. A guerra foi, sobretudo, entre nacionais e no espaço nacional, mas este espaço nacional estava cercado, e um dos lados da guerra dos nacionais foi apoiado, ajudado, municiado, do exterior, transformando a guerra civil em guerra internacional na luta de classes, ultrapassando as fronteiras.
Também em Espanha. E mais em Espanha, porque, aqui ao lado, foi mais visível, mais descarada ainda a intervenção exterior na luta que entre espanhóis se travava. Intervenção criminosa do que Domingos Abrantes chama a “vasta e poderosa santa-aliança composta pela tríade nazi-fascista (Alemanha, Itália e Portugal) e pela tríade democrático-liberal (Inglaterra, França e Estados Unidos e seus respectivos satélites), acolitados pelo Vaticano”, que o apoio à República dado pela União Soviética, com enormes dificuldades e tão longe, e a solidariedade dos comunistas e anti-fascistas do mundo não tiveram força bastante para vencer, tendo sido derrotado o Povo Espanhol, apesar da sua heroicidade.

Tenho vontade de corrigir o que já enviei, mas seria ter de refazer o texto, e explicitar a não utilização das expressões consensuais... e lá se iam os 11 mil caracteress. Fica assim, porque nunca faltarão oportunidades (como esta) de melhor precisar – dar mais rigor – o que quero dizer quando escrevo o que escrito foi.


Já agora, e muito a propósito,
como vamos de guerra civil na Líbia?