domingo, dezembro 22, 2013

Cuba, bloqueio e apertos de mão

Depois do aperto de mão, o diálogo.
Raul Castro quer conversar 
com Obama

O aperto de mão histórico de Barack Obama e Raul Castro 
no funeral de Mandela foi o primeiro passo. 
Se os Estados Unidos aceitarem o regime cubano, 
Havana está disposta a aprofundar relações 
com Washington.

22-12-2013 (Rádio Renascença)
O presidente cubano diz que está disposto a dialogar 
com os Estados Unidos. 
Raul Castro quer um diálogo com base no respeito mútuo, 
exigindo respeito pela independência e sistema político de Cuba.
Se assim for, as autoridades de Havana aceitam avançar 
nas relações bilaterais. 
Caso contrário, Cuba aceita suportar mais 55 anos 
na situação de bloqueio imposto por Washington.
As declarações do presidente cubano foram feitas 
este sábado no encerramento da sessão parlamentar 
e que surgem depois do aperto de mão histórico 
de Barack Obama e Raul Castro, no passado dia 10, 
nas cerimónias fúnebres de Nelson Mandela, em Joanesburgo.
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O que diz FIDEL:
(excerto de um artigo no Gramma de 18 de Dezembro, 
de muito útil - para não dizer necessária ou indispensável -
leitura)

«(...) Felicito al compañero Raúl por su brillante desempeño 
y, en especial, por la firmeza y dignidad cuando con gesto amable 
pero firme saludó al jefe del gobierno de Estados Unidos 
y le dijo en inglés: 
"Señor presidente, yo soy Castro".
Cuando mi propia salud puso límite a mi capacidad física, 
no vacilé un minuto en expresar mi criterio sobre quien 
a mi juicio podía asumir la responsabilidad. 
Una vida es un minuto en la historia de los pueblos, 
y pienso que quien asuma hoy tal responsabilidad 
requiere la experiencia y autoridad necesaria 
para optar ante un número creciente, casi infinito, de variantes.
El imperialismo siempre reservará varias cartas 
para doblegar a nuestra isla aunque tenga que despoblarla, 
privándola de hombres y mujeres jóvenes, 
ofreciéndole migajas de los bienes y recursos naturales 
que saquea al mundo.
Que hablen ahora los voceros del imperio sobre cómo 
y por qué surgió el Apartheid.

Fidel Castro Ruz
Diciembre 18» 

sexta-feira, dezembro 20, 2013

Frases em saldo (ou avulso) e comentários adrede

se ele disse... é porque é!, 
e a unanimidade foi "proporcionada"?
mais um dos muitos a juntar à unanimidade
... e quem é que se "expetou", quem foi?
"Seguro está a agir bem enquanto líder da oposição?"
estou farto desta mal intencionada asneira!
não há nenhum LÍDER da oposição!!!!

A objectividade (de sondagens... e de classe)

tirado de Expresso/sapo:

Partidos da coligação aproximam-se do PS


Sondagem da Eurosondagem para o Expresso e para a SIC, relativa ao mês de dezembro, mostra uma ligeira subida de PSD e CDS e uma descida dos socialistas.
Catarina Marques Rodrigues

PSD e CDS a subir, PS a descer mas a manter a liderança. No entanto, António José Seguro continua a ser o líder mais popular e Passos Coelho mantém saldo negativo. Estes são os dados mais significativos da sondagem mensal da Eurosondagem para o Expresso e a SIC.

Os partidos do Governo, tal como o Bloco de Esquerda, subiram ligeiramente nas preferências dos portugueses. PSD e CDS juntos somam 35%, o que significa uma subida de um ponto percentual em relação a novembro. Ainda assim, os socialistas continuam à frente nas intenções de voto com 36,5%, apesar de uma descida de 0,8%. Os 49,5% que deram a vitória à coligação PSD/CDS em 2011 estão, assim, longe de serem atingidos nesta altura.
António José Seguro continua a ser o mais privilegiado na popularidade junto dos inquiridos. O Presidente da República também tem vindo a subir - de outubro a dezembro já cresceu 4 valores percentuais. Todos os líderes dos principais partidos registaram um aumento da popularidade, à exceção de Paulo Portas. Ainda assim, os eleitores reprovam a atuação dos bloquistas e de Passos Coelho.
A casa da democracia é a instituição que os portugueses mais credibilizam, com a maior subida das contagens (3,8%). Desde outubro, a Assembleia da República cresceu 6,2 pontos percentuais. Este valor contrasta drasticamente com o sucessivo chumbo feito ao Governo.
Recuperar a confiança dos cidadãos na Justiça é outro desafio: a descrença nos juízes e no Ministério Público espelha-se na avaliação negativa de ambos.


(CDU?, PCP?... o que é isso?)
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outra notícia recente (da semana passada) :
CDU cresce nas intenções de voto

O PSD mantém-se em Novembro como a segunda força política mais importante, com 25.6% das intenções de voto, menos 0.6 pontos percentuais do que no mês anterior.
A coligação CDU (PCP/PEV) registou uma nova subida para 17.2%, subindo 0.6 pontos percentuais relativamente a Outubro.
O Bloco de Esquerda registou 6.5% de intenção de voto, subindo1 ponto percentual entre Outubro e Novembro - a maior subida entre os partidos com assento parlamentar.
O CDS-PP voltou a descer em termos de intenção de voto, obtendo em Novembro 1.5%, menos 0.8 pontos percentuais do que no mês anterior.
http://www.marktest.com/wap/i/private/images/news2013/863/voto.gif.mrkf
Os dados divulgados pela Marktest, para além de considerarem que os indecisos e os que não quiseram expressar o seu sentido de voto apresentam uma distribuição de forma proporcional àqueles que o fizeram nesta sondagem, reflectem ainda um ajustamento do valor dos Votos Brancos/Outros tal como apresentado.nesta análise.

quinta-feira, dezembro 19, 2013

Factos e consequências de factos...

... e num dia assim!

O acordo entre o Governo (PSD + CDS) e o PS até surpreendeu! 
Até surpreendeu quem, como eu, julgava que já nada o surpreendia. 
Porque foi parcial (só sobre a baixa do IRC!), porque foi neste momento em que se esperava a decisão do Tribunal Constitucional. Ainda por cima, tendo esta nada ter tido de surpreendente, embora o tivesse sido a unanimidade dos juizes!

Poucas vezes teria sido tão gritante o grito e agora?! 
Como é que este governo pode continuar a ser governo?... arriscando o Presidente da República a sustentar um governo que se mostra capaz de se atrever a ser chumbado uma décima vez pelo Tribunal que vela pelo cumprimento da jurada lei fundamental do País! 

As teias e a imaginação

Num curioso “passatempo blogueiro” há propostas e desafios interessantes.
Desta vez era comentar, com as palavras dentro do olhar, esta fotografia.
Que, na verdade, é… luminosa.
Desafia-nos… e tem de se estar à altura! No meu caso, como a minha altura não chegava (1,72 e já foi 1,74!), fui buscar ajuda ao Marx:
“(…)Uma aranha realiza operações que se assemelham às do tecelão e uma abelha, através da construção dos seus alvéolos de cera,  envergonha muitos  mestres-de-obra humanos (…).” (O Capital)
Parafraseando, a partir da ajuda, acrescentaria:
O que, porém, de antemão distingue o pior tecelão (ou o pior arquitecto) da mais hábil aranha é que o arquitecto (ou o tecelão) construiu a teia na sua cabeça antes de a concretizar.

Ainda pensei numa alternativa, por estar a ler um livro também muito interessante, mas resolvi transformar o trecho em complemento do anterior, e para aqui.
«(…) - imaginar, imaginar… fazer uso dessa faculdade que nos separa dos outros seres, a pedra não imagina, espera, a flor não imagina, desabrocha, o pássaro migra, a baleia nada, o cavalo corre, nós imaginamos antes de migrar, podemos imaginar enquanto nadamos, e podemos descobrir novas e inúmeras maneiras de correr, imaginando, mesmo até para dominarmos o cavalo e fazê-lo correr connosco, tivemos que imaginar tudo antes, faz parte da nossa condição, bela, de seres livres, presos, reclusos, aflitos nos últimos instantes dos nossos dias, imaginamos… e é disso que a ciência e a humanidade precisam: imaginação (…).»

(Ondjaki, Os transparentes)

19 de Dezembro, a lembrança. hoje como todos os anos, como quase todos os dias

Há 52 anos!


A MORTE SAIU À RUA

Ao recordar o “caso Dias Coelho”, o seu assassinato quando a morte desceu à rua e o pintor morreu, confronto-me com sentimentos e informação verdadeiramente essencial para entender o que era o fascismo.
Depois do 25 de Abril, esperava-se justiça. Os agentes da PIDE assassinos de Dias Coelho estavam identificados, e foram presos e julgados. O recurso sobre o julgamento em primeira instância, por parte da filha de Dias Coelho face à quase absolvição dos réus, terminou em princípio de 1977, pelo que tudo correu ainda no período de que memória dos mais novos está envenenada com “informação histórica” completamente contrária ao que estes factos ajudam a conhecer.
A luta de classes nunca teve tréguas em Portugal (nem noutro lado qualquer), e os autores da sentença serviram uma classe, a mesma que era servida pelos agentes da PIDE que prendiam, torturavam e matavam, e que, quando a relação de força obrigou a que fossem julgados, tiveram quem os defendesse em vez de os julgar, com neutralidade na aplicação das leis.
Foi António Domingues que, segundo a revista SubJudice 25-Justiça e Memória, disparou sucessivamente os (cito) “dois tiros de um agente da Direcção Geral de Segurança sobre um suspeito, militante do Partido Comunista Português, sendo o segundo tiro com a arma muito próxima da roupa da vítima, perfurando a bala o esterno, a cartilagem da 5ª. costela, o pericárdio e o coração, provocando a sua morte.”

O libelo acusatório, sobre o qual os juízes deveriam julgar, dizia:
«O Ex.º Promotor de Justiça (…) acusa o réu António Domingues (…) de ter cometido um crime previsto e punido pelo art.º 349.º do Código Penal, concorrendo as agravantes 11.ª (espera), 25.ª (noite) e 28.ª (arma) do art.º 34.º do mesmo diploma porquanto, no dia 19 de Dezembro de 1961, os então agentes da PIDE António Domingues, Manuel Lavado e Pedro Ferreira (…) foram encarregados pelo seu chefe de brigada da mesma polícia, José Gonçalves, de localizar e prender José António Dias Coelho, também identificado nos autos e militante do Partido Comunista Português. Para tal efeito, deslocaram-se à zona da Rua dos Lusíadas, desta cidade de Lisboa, onde se colocaram já de noite, pelas 19 horas, a uns cem metros uns dos outros, aguardando a vinda do referido José António Dias Coelho. Tendo este passado pela Rua dos Lusíadas cerca das 20 horas e tendo-se apercebido até da presença dos referidos agentes, começou a correr pela mesma artéria, derivando depois para a Rua da Creche no sentido do Largo do Calvário. Em sua perseguição correram os agentes referidos. Já na Rua da Creche, sensivelmente em frente do nº 30 de polícia, foi o José António Dias Coelho agarrado pelo agente Manuel Lavado. Entretanto, chegou junto dele o réu que desfechou dois tiros de pistola marca “Star” – calibre 7,65 mm, examinada nos autos e que lhe estava distribuída – sobre o referido José António Dias Coelho.»
Mas, se foi este o libelo acusatório, isto é, acusação, com base na legislação, para os factos provados, suas agravantes e atenuantes, a sentença não deu como provada a intenção de matar para poder convolar (o que quer dizer passar rapidamente de um estado a outro) a acusação do crime de homicídio voluntário para a do crime do art. 361.º do mesmo Código, que é apenas o de “ofensas corporais voluntárias de que resulta privação de razão, impossibilidade permanente de trabalhar ou a morte”.
Se o libelo acusatório referia agravantes – espera, noite e arma –, o tribunal militar que julgou o recurso decidiu que não existia a agravante espera… “pois até à chegada da vítima o réu não formulou o propósito de sobre ele disparar” o que é verdadeiramente inacreditável, uma vez que, existindo espera, se poderia perguntar como formularia o réu o propósito de disparar e de matar (ou de causar ofensas corporais…)? Disparando tiros para o ar, ou treinando-se atirando sobre outros alvos que não Dias Coelho?
Para mim, ainda mais inconcebível é o apagamento deste agravamento por sido eu testemunha privilegiada da espera, pois dela tive toda a percepção quando, pouco antes das 20 horas, circulava pelas cercanias para tomar posição para o encontro com o camarada de que só conhecia o pseudónimo, no lugar que antes marcáramos e a que ele faltou por ter sido assassinado! Depois da espera…
Por outro lado, o mesmo tribunal acrescentou quatro atenuantes, que deu como provadas,

  • o bom comportamento anterior do réu;
  • a confissão espontânea;
  • o possuir vários louvores;
  • o ter agido, com os seus disparos, para evitar que se frustrasse a missão que estava desempenhando.
Custa a acreditar!
Quanto à primeira “atenuante”, a argumentação do advogado da filha de Dias Coelho, invocando imagem comparativa com a quadrilha de Al Capone, sublinhou que só por ridículo se diria que um gangster, membro de uma quadrilha de assassinos, pudesse considerar-se bem comportado antes do primeiro assassinato pela simples razão de não ter antes cometido qualquer assassínio.
A confissão espontânea não existiu, até porque, entre outras coisas, o Tribunal deu como provada a voluntariedade do disparo e o réu negou a voluntariedade do disparo… mas confessou (e não espontaneamente!) o que era de todo impossível negar: que disparou! E, em tudo o mais, foi falso e mentiroso. Como se comprovou.
 Relativamente à atenuante louvores, que o réu possuía, é absolutamente inacreditável. Continuando a usar a imagem comparativa da quadrilha de Al Capone (ou outra), é como se o louvor do chefe da quadrilha fosse atenuante a ter em devida consideração. É que os referidos louvores foram concedidos pela PIDE, e é escandaloso que o primeiro louvor tenha sido atribuído a 27 de Dezembro de 1961, oito dias depois do crime de assassinato para que veio servir de atenuante.
Ler esse louvor define bem a instituição criminosa que era a PIDE, e como era servida por assassinos: “…louvo o agente de 2ª classe António Domingues porque, cumprindo sempre com zelo, dedicação e espírito de sacrifício, as missões que lhe foram confiadas, contribuiu grandemente para que fossem capturados elementos subversivos na associação secreta denominada Partido Comunista Português desenvolvem larga actividade directiva e cuja acção representa ameaça e perigo para a ordem social estabelecida”. (Ordem de serviço nº 361/61 da PIDE, assinada por Homero de Matos).
Capturados, torturados e assassinados, acrescente-se!
Por último, a atenuante de que o réu teria disparado para evitar que se frustrasse a missão que estava desempenhando, é esclarecedora. O réu disparou dois tiros, o segundo à queima-roupa, sobre um homem agarrado por um seu “colega”… para que a sua missão não se frustrasse! Pelo que só se pode concluir que a missão era a de matar um homem por ser suspeito de pertencer ao Partido Comunista Português. Quase só faltou acrescentar que a culpa do assassinato foi do assassinado, de Dias Coelho, por ter tentado fugir à prisão e, assim, impedir os agentes da PIDE de cumprirem a missão de o prenderem.
Para os juízes que assim julgaram, José Dias Coelho era, acima de tudo, um comunista!... logo, alguém merecedor de ser assassinado. Ou cujo assassino não deveria ser condenado, mas sim louvado!

Hoje... e com vigília!




Avante!

quarta-feira, dezembro 18, 2013

A prova do que "eles" são e querem!

de sapo:


Mais de duas dezenas de pessoas protestaram hoje de manhã numa das escolas em Faro onde se realiza a prova de avaliação aos docentes e tentaram demover os colegas de vigiar a prova.

Notícias Relacionadas

Coisas que se vão descobrindo


Governante venceu concurso graças a excepção aberta por Relvas

Recebido por mail amigo, com o sugestivo e bem apropriado título de "assunto" "cambada de vígaros":

(de Notícias Ao Minuto)
A NTM, pequena empresa de publicidade que tinha no actual secretário de Estado da Segurança Social e ex-deputado do PSD, Agostinho Branquinho, o seu único proprietário, venceu a campanha de comunicação do programa Foral, correspondente a um montante de cerca de 450 mil euros.
Corria o ano de 2002, quando o então secretário de Estado da Administração Local do governo de Durão Barroso, Miguel Relvas, era o promotor do concurso público, sendo que, avança a edição de hoje do Público, o grosso do negócio financiado pelo Foral viria a desembocar na Tecnoforma, empresa que, por sinal, chegou a ter o actual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, como administrador, e que está debaixo de investigação do Ministério Público e do gabinete de luta antifraude da Comissão Europeia.
Ora, de acordo com o Público, para a adjudicação da campanha de divulgação do Foral foi lançado, então, um concurso público a nível internacional, tendo Relvas adoptado uma metodologia excepcional que nunca havia sido usada, e nunca mais o voltaria a ser.
Das nove empresas que concorreram, seis foram automaticamente excluídas, nomeadamente, um dos gigantes da publicidade do mercado português, a McCann Erickson Portugal, que tinha facturado 52 milhões de euros do ano anterior, alegadamente por insuficiência financeira.
Das três finalistas, a NTM de Agostinho Branquinho, cuja facturação não ultrapassava os 3,7 milhões de euros, era a que oferecia um preço mais elevado. Ao mesmo tempo, no critério que avaliava a capacidade técnica, a empresa não foi além da sétima posição. Ainda assim, seria aquela que viria a sagrar-se vencedora.
Pouco depois da adjudicação do concurso, Agostinho Branquinho anunciava a venda da NTM a investidores não identificados, operação que foi levada a cabo por intermédio do escritório de advogado José Pedro Aguiar-Branco, hoje ministro da Defesa.
Não passado muito tempo, o actual secretário de Estado renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da empresa, decisão que violava o caderno de encargos do concurso.
Aguiar-Branco, por seu turno, presidia, na altura, à assembleia-geral da NTM, funções que ainda desempenhava quando integrou o Executivo de Pedro Passos Coelho.

A empresa, saliente-se ainda, foi dissolvida este ano, indica o Público, acumulando um total de 1 milhão de euros de dívidas.

Obrigado!
Tem toda a razão quem me informa e actualiza:
cambada de vígaros!

Paulo (napoleão) Portas


Moção ao congresso do CDS insiste que era melhor défice de 4,5% em 2014

Notícias Relacionadas

terça-feira, dezembro 17, 2013

SÓ 2 anos e 1/2?...

No número 1725 da revista SEARA NOVA:





'atão... e antes
era d'onde?

segunda-feira, dezembro 16, 2013

Respigos de "dias de agora"

16.12.2013
(...)
Mas… a luta continua, contínua!

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Na Ucrânia também continua a luta… mas é outra, e eu sinto a ucraniana “cá de casa” com muita vontade – mas contida – de discutir a situação comigo.

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Já disse o que tinha a dizer, a pachorra (ou o tempo, ou a paciência) não é infinita e o tema dava, como costumo dizer, para um semestre, e dos compridos.

&-----&-----&

Para resumir melhor, talvez acabasse por melindrar ou ofender com a imagem (ou analogia) da atitude galinácea de se querer fugir da boca do lobo (russo) com a ajuda das raposas (União Europeia  e EUA) que querem meter mais criação na capoeira para terem ainda quem depenar e fazer "fricassé" e, para isso atiram com todo o pessoal, galinaceamente, para a fogueira das manifestações telecomandadas.

&-----&-----&

Isto digo eu…

(...)

Esta é boa!


Os Cratos!



e... não há nada melhor que militar num partido maoísta 
para depois subir na vida!


Obrigado pelo envio emailico

Esta semana

A LUTA CONTINUA... contínua

domingo, dezembro 15, 2013

Um comunicado vindo de Espanha

Recebemos um mail de um amigo (a quem agradecemos) com um comunicado de uma associação de militares espanhóis que consideramos merecer/dever ser conhecido. 
É extenso, mas de fácil e muito útil leitura:


Comunicado

Otro paso más en el “golpe de estado” encubierto

Denunciamos la aprobación de la Ley de Seguridad Privada,
como la instauración de “cuerpos parapoliciales” al servicio de la oligarquía
y de su Régimen antidemocrático



Anemoi[i]

La aprobación por el Congreso de los Diputados del nuevo Proyecto de Ley de Seguridad Privada supone una nueva vuelta de tuerca al profundo recorte de libertades en que los gobernantes del Partido Popular están sumiendo  a los ciudadanos y ciudadanas de este país.


Un gigantesco “paquete represivo”

La Ley de Seguridad privada se inscribe en un conjunto legislativo fuertemente represivo, que incluye las anunciadas reformas del Código Penal, del Código Penal Militar y la nueva Ley de Protección de Seguridad Ciudadana. De esta última -en fase de anteproyecto- no se conoce otra cosa que las terribles sanciones previstas por el Gobierno para reprimir las protestas sociales por vía administrativa y sin protección judicial alguna. En la práctica liquida los derechos constitucionales de reunión y manifestación e introduce la arbitrariedad administrativa y la aparición de algunos excesos policiales fomentados por los responsables políticos.


Código Penal: “ojo por ojo” y “años de plomo”

En la reforma del Código Penal se introducirá la nueva pena de “cadena perpetua revisable” que elimina la posibilidad de reinserción social y vuelve al “ojo por ojo” de la justicia estrictamente punitiva.

La aplicación a supuestos de “terrorismo”, unida a la facilidad con la que el Gobierno aplica este concepto a la protesta y a la indignación social, hace prever el comienzo de un nuevo ciclo de “años de plomo” como los de la “larga noche del franquismo”.


Código Penal Militar: “estado de excepción permanente”, impunidad para los crímenes de guerra y 100.000 potenciales “soldados Manning”

La modificación del Código Penal Militar (de la que la que solo se conocen algunas “ideas generales”) apunta al corazón mismo de la activación de un Régimen en “estado de excepción permanente”. El Gobierno podrá activar el “estado de sitio” que prevé la Constitución de 1978, con suspensión de todos los derechos políticos y de las garantías constitucionales no solo en caso de “guerra declarada” con aprobación del Parlamento, sino en los supuestos de “existencia de un conflicto armado”.

Por otra parte la reforma prevé la aplicación a civiles de delitos específicamente militares, como el de rebelión, en caso de que con su actuación entorpezcan las acciones militares o publiquen datos considerados reservados. En consecuencia, la denuncia, publicación o difusión de informaciones como la del “video de Irak”, las actividades del CNI en zona de combate, el adiestramiento de las unidades operativas en técnicas de tortura, o la matanza deliberada de un cámara como José Couto, por poner ejemplos que han sido publicados en los medios, e ignorados o bloqueados por las autoridades judiciales, constituirán delitos castigados con grandes penas. También, evidentemente, la exigencia de una investigación independiente –y el castigo de los culpables-

En relación con los propios militares, la reforma del su Código Penal –que implica la aplicación para situaciones de “guerra no declarada”-, supone la imposibilidad de denunciar delitos de lesa humanidad o de negarse a participar en ellos. La sombra del soldado Manning –condenado a cadena perpetua por denunciar decenas de miles de asesinatos, torturas y vejaciones en Irak y Afganistán, incluidos los de civiles-, pende sobre nuestros profesionales como una losa de plomo.

Y sobre nuestro país la vergüenza de romper absoluta y definitivamente con las nomas de “derecho humanitario” del tratado de Roma, que tipifica y castiga los crímenes de guerra, de lesa humanidad y de genocidio. Hay que recordar que un acuerdo del bipartito modificó el Código Penal en tiempos ya de Zapatero, para impedir la persecución de esos delitos cometidos en “guerras no declaradas” y la persecución de los mismos por la Audiencia Nacional. Además los EEUU niegan la jurisdicción del Tribunal de Roma a sus tropas y funcionarios en ningún lugar del mundo y aplican la misma impunidad a sus aliados. Javier Solana (guerra de Yugoslavia), Aznar (guerra de Irak y de Afganistán), Zapatero (guerra de Afganistán, escala en aeropuertos españoles de aviones que servían de pequeños centros de tortura en vuelos hacia Guatánamo, guerra de Libia) se liberarían de la posibilidad evidente, junto con algunos altos mandos militares y ejecutores directos, de ser procesados por uno o varios de esos crímenes nefandos.

El abrazo entre Zapatero y Toni Blair (uno de los miembros del Trío de las Azores), hace pocos días, escenificó la realidad encubierta hasta ahora: el “pacto de supervivencia a toda costa y contra el pueblo” entre los señores de la guerra que son también responsables de la crisis.


Ley de Seguridad Privada: las bases para la legalización de un “enorme ejército paramilitar” al servicio de los poderosos

Finalmente, el Proyecto de Ley de Seguridad Privada, a discusión en el Senado y –previsiblemente-, de inmediata aplicación,  eleva el listón de la barbarie hasta límites absolutamente intolerables.

La Ley no pretende institucionalizar la prestación de servicios de seguridad de forma subsidiaria o restringida a la defensa de los intereses específicos de particulares, sino de manera “complementaria” al de las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad (FCS) del Estado.

Esto es, la seguridad y la defensa de los derechos y libertades y el monopolio del uso de la fuerza no será ya competencia exclusiva de las Fuerzas de Seguridad, sino de las empresas de seguridad privada. Los efectos son escandalosos.


Negocio de ricos, cárcel de pobres

En primer lugar “los guardias de seguridad privados” van a reemplazar a los funcionarios públicos en aquellas áreas de actividad punitiva como la gestión carcelaria. El Estado las entrega al negocio privado porque tienen una rentabilidad asegurada.

Dicho con la máxima claridad; la aplicación de las “condenas incrementadas” del sistema de Tolerancia Cero que se va a implantar con la reforma del Código Penal, va a aumentar en progresión geométrica la población carcelaria con los que el negocio va a ser fabuloso.

Otra de las consecuencias del sistema (también implantado en Europa por Blair) va a consolidar el sistema carcelario como un “gueto discriminatorio” al que no van los poderosos. La cárcel –como en EE UU, país origen del sistema-, se convertirá en un “modo de vida” para un número gigantesco de personas.

Hay otros aspectos de la Ley de Seguridad Privada, mucho más escandalosos y preocupantes, que llaman a la revuelta ciudadana.


Motivos para una revuelta ciudadana: policías que no son policías, “impunidad blindada”, algún que otro torturador en sus filas, indefinición del armamento y posible uso de armas letales 

La Ley autoriza la utilización de los servicios de “seguridad privada” en espacios abiertos, sean de interés público (cárceles, CIEs) o privados (conciertos o celebraciones realizados en suelo público para una entidad privada), bajo la supuesta supervisión de las Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado y en “idénticas condiciones” que las de éstas.

Para ello, se les ofrece el poderosísimo blindaje, que respaldará cualquier atropello, de su consideración como “autoridad del estado”.
Eso quiere decir que cualquier nimiedad puede ser considerada como un delito de “resistencia, insulto o desobediencia a la autoridad”  y condenada con las gravísimas penas que se aplicarán tras las modificaciones en curso del Código Penal y de la Ley de Protección de la Seguridad Ciudadana.

Las condiciones para que se autorice su actuación en espacios públicos no quedan nada claras y, mucho menos, en qué circunstancias y con qué requisitos han de ser considerados “autoridad del estado”.

Otro aspecto gravísimo es la vaguedad con la que se habla de las las “armas y medios de defensa” que pueden utilizar. Únicamente se alude a que estos medios no deben estar prohibidos por el Reglamento de Armas. Pero nada acerca de las condiciones en que su uso es legítimo, salvo las habituales y difusas de “congruencia y proporcionalidad”.

Eso es claramente insuficiente no sólo por la explícita vaguedad en cuanto a las “armas y medios de defensa” sino porque hoy existen multitud de medios considerados “defensivos” por el Reglamento de Armas que, sin estar explícitamente prohibidos, han sido reiteradas veces cuestionados por las organizaciones de derechos humanos como potenciales medios letales o desproporcionadamente lesivos si no son empleados bajo un control muy estricto: armas de electrochoque, aerosoles de gases paralizantes, pelotas de goma o balas de plástico, etc.

De hecho, su uso está muy limitado entre las propias Fuerzas y Cuerpos de Seguridad del Estado. La laxitud con que se trata este aspecto en la ley permite anticipar un coladero para la irrupción masiva de los medios más sofisticados que la imaginación humana pueda concebir, sin otro requisito que el que el Reglamento de Armas no los prohíba.

-Entre los requisitos para acceder a la profesión, sorprende que no se vete explícitamente a aquellas personas que hayan estado involucradas en violaciones de derechos humanos, como ha sido el caso de famosos torturadores propietarios o empleados en empresas de seguridad y espionaje. Y los requisitos formativos exigidos son también demasiado laxos, si se tiene en cuenta que, de facto, se les quiere convertir en “agentes de la autoridad”.


Hacia la formación de un “ejército paramilitar”

-Con todo ello, lo más preocupante del Proyecto de Ley reside en la escasa atención que se le presta a la transparencia en su función y a los sistemas de rendición de cuentas.

Ya de por si resulta clamoroso el déficit existente en la legislación actual con respecto a mecanismos independientes de recepción e investigación de denuncias contra la policía, desatendiendo todas las normas de los organismos internacionales a las que está obligado el Estado Español. Pero si se va a permitir a las empresas de seguridad ejecutar funciones propias de la policía, que tiene que afrontar la protección de la seguridad mediante la restricción de derechos, su interesada omisión en el proyecto habla bien a las claras de su fin último: se encargarán de hacer el trabajo sucio sin estar sometidos a los quisquillosos escrutinios que encorsetan a las policías públicas.

Esta “impunidad reglada” es lo que caracterizaba en otros tiempos a los “somatenes”; y hoy en día a las fuerzas paramilitares, entusiásticamente empleadas y fomentadas en todo el planeta por los más acérrimos neoliberales.
El ejercicio de la violencia sin límite para defender intereses, ajenos a todo control democrático.


El PP ultraliberal y parafascista quiere un ejército privado

Cumple este proyecto, además, otra función, cual es la de extender sin desmayo el modelo neoliberal de privatizar todas cuantas funciones públicas puedan ser susceptibles de generar negocio. Se alega reducción de los costes, pero es a costa de sacrificar los derechos de los trabajadores. Pobre cualificación, escaso control y nichos de negocio cuidadosamente seleccionados y con la certeza de que la seguridad es un filón inagotable; estos son los ingredientes de la nueva receta que se está tratando de filtrar.

Hay que señalar aquí el interés de destacados miembros del PP en la extensión de este modelo, por su importante participación en empresas de seguridad privada, como ya denunciara Arzalluz, hace unos años, con ocasión de la negativa del gobierno de Aznar a autorizar un aumento de la plantilla de la Ertzaintza.

Por último, hay que destacar la ausencia de toda referencia, ni de aplicación ni de exclusión, a las compañías de seguridad privada que están operando a bordo de buques nacionales, como sucede en aguas del océano Índico, legalmente, territorio nacional. En este caso, se emplean armas de guerra en un contexto de virtual inexistencia de autoridad, lo que los convierte, ahora sí, en verdaderos paramilitares a los que no se les exige ningún respeto al derecho internacional humanitario, permitiendo que sigan operando en un auténtico limbo legal que favorece su negocio.

Lo peor de todo es que con esta ley se rebajan dramáticamente los estándares de calidad de un servicio público que pone en riesgo la integridad de las personas, en un esfuerzo desesperado del PP por imponer su modelo de “orden público”, en el que los derechos de los ciudadanos son desechables, tal como hacía el franquismo.


Otro paso más en el “golpe de estado” encubierto.

 Anemoi hace una llamada a los miembros de las Fuerzas de Seguridad del Estado para que se opongan a la existencia de este ejército paramilitar que va a imposibilitar su actuación en defensa de los derechos de los ciudadanos; a deshonrar su trabajo de protección de la ciudadanía; y a provocar la multiplicación de “incidentes de brutalidad policial” en operaciones de colaboración, por la actuación de los “sin ley” de la “seguridad privada”.

Anemoi alerta una vez más a los miembros honrados de las Fuerzas Armadas –que son la inmensa mayoría-, a los que sienten el honor de defender al pueblo,  para que se opongan a la implantación de este “golpe de estado encubierto.


Madrid, 13 de diciembre de 2013

Asturianos de braveza,
vascos de piedra blindada,
valencianos de alegría
castellanos de alma,
labrados como la tierra
y airosos como las alas;
andaluces de relámpagos,
nacidos entre guitarra
y forjados en los yunques
torrenciales de las lágrimas;
extremeños de centeno,
gallegos de lluvia y calma,
catalanes de firmeza,
aragoneses de casta,
murcianos de dinamita
frutalmente propagada,
leoneses, navarros, dueños
del hambre, el sudor y el hacha,
reyes de la minería,
señores de la labranza,
hombres que entre las raíces,
como raíces gallardas,
vais de la vida a la muerte,
vais de la nada a la nada:
yugos os quieren poner
gentes de la hierba mala,
yugos que habéis de dejar
rotos sobre sus espaldas.
Crepúsculo de los bueyes
está despuntando el alba.
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[i] Anemoi es un colectivo de militares



Mal empregada cera...

O ruim defunto que dá pelo nome de Camilo Lourenço tem feito gastar alguma cera no facebook à pala do seu livro Saiam da frente.

Tinha visto o espécimen nos escaparates, tivera uma reacção de asco mas resolvera não vir eu gastar cera com ele. No entanto, ao passar os olhos pelo facebook, vi que muito boa gente se sentiu e não resistiu a reagir.

Por isso, e embora duvidoso da justeza de perder tempo com tal sujeito, venho deixar uma pequena observação para chamar a atenção para um aspecto que sobretudo me causou irritação ao ver o que CL obrou. 
A capa diz tudo. Pelo título, pelo nela está escrito, pelas fotos (e não pela do autor da obra). Quem nela foi colocado para ilustrar quem pretende aquele camilo fazer sair da nossa frente?  
Seis fotografias que acasalo assim:
Mário Soares  e Cavaco; Sócrates e Ferreira Leite; Mário Nogueira e Jerónimo de Sousa 
Todos no mesmo saco! É isto que os nossos olhos vêem nas montras das livrarias e subliminarmente se retém. E é simplesmente ignominioso.
A propósito de pares, que tal este:

ah!, serve, serve...


A (ou de) propósito