quinta-feira, setembro 18, 2014

Desculpas de maus pagadores

Colocação de professores: Crato reconhece erro, pede «desculpa ao país» e manda refazer listas (Expresso)

Professores já contratados pelas bolsas de contratação de escola não perdem o lugar. Entre mil a dois mil docentes poderão ser agora repescados.

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Que devem fazer os responsáveis políticos
quando se vêem obrigados a pedir desculpa
pelos erros e "transtornos"?!

Enquanto se vota na Escócia

... ler esta informação no sapo-Rádio Renascença ajuda a entender a importância deste voto dos escoceses ( e só os que lá vivem) mais os não-escoceses que lá vivem:  

O que vai a UE fazer 
se a Escócia quiser a independência?
Foto: Andy Rain/EPA
Bombardeados com perguntas, os responsáveis europeus mostram cautela (muita cautela): a questão tem um enorme potencial de contágio, cujo alcance ninguém é capaz de prever.

17-09-2014 20:24 por Daniel Rosário, em Bruxelas

Caso a Escócia se torne independente, deixará automaticamente de fazer parte da União Europeia e, caso assim o entenda, terá que voltar a solicitar a adesão. Esta era até há bem pouco tempo a posição oficial da Comissão Europeia. Era, mas já não é.
Não porque tenha deixado verdadeiramente de o ser, mas porque, à medida que avança a contagem decrescente para o referendo de quinta-feira, a ordem em Bruxelas é para evitar todo e qualquer tipo de comentário. Mesmo o mais factual e aparentemente inofensivo, para evitar qualquer derrapagem ou, pior ainda, acusação de envolvimento na escolha dos escoceses.
A cautela europeia em relação a este assunto decorre da sua delicadeza, mas não só. Esta é uma questão com um enorme potencial de contágio, cujo alcance ninguém é capaz de prever ao certo.
Por um lado, em relação ao destino da própria Escócia e a sua relação com a União. Por outro, em relação à situação de vários territórios de vários países europeus onde o separatismo ganha cada vez mais adeptos. Na vizinha Espanha, com a Catalunha. Mas também na Bélgica, com a Flandres. E há mais exemplos.
Numa altura em que a situação na Ucrânia já obrigou a redesenhar os mapas da Europa, com a anexação da Crimeia pela Rússia, as causas separatistas não entusiasmam Bruxelas. 
Uma lição via Europa?... 
A Comissão começou a ser bombardeada com perguntas há cerca de dois anos devido à situação na Escócia e na Catalunha e rapidamente estabeleceu a tese de que se parte de um território de um Estado-membro deixar de fazer parte desse mesmo Estado, o território em causa deixa de fazer parte da União. 
No entanto, em Fevereiro deste ano, Durão Barroso foi muito mais longe. Numa entrevista à BBC, afirmou que caso uma Escócia independente queira voltar a integrar a União, será “extremamente difícil (…), se não impossível”, obter o apoio de todos os outros Estados-membros.
Qualquer adesão tem que ser aprovada por unanimidade e ninguém garante que o Reino Unido, mas também outros países, como Espanha, percam essa oportunidade para dar uma lição aos seus próprios movimentos secessionistas. O aviso de Barroso foi factual, mas soou a ameaça. 
… ou o bom velho pragmatismo? 
No entanto, esta é a retórica pré-referendo e ninguém se atreve a ser demasiado taxativo em relação ao que acontecerá caso o “sim” à independência leve a melhor. O mais provável é que, depois de alguma confusão inicial, acabe por prevalecer o pragmatismo.
A verdade é que, embora não haja nenhum precedente idêntico, não faltam exemplos de soluções criativas para casos que mexeram com as fronteiras de países da União.

Basta pensar no processo da reunificação alemã, na saída da Gronelândia da então Comunidade Europeia e na ilha de Chipre, um Estado-membro com parte do seu território ocupada por um país terceiro.

Dez-a-fio

17.09.2014

(...)

  Entretanto, ontem à noite, respondi a um des-a-fio.
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  Ainda não o mandei e não sei se mandarei…
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  Mas fica aqui a resposta:
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 Dez-a-fio
Não costumo responder a desafios deste tipo. Os 10 mais isto ou mais aquilo (livros, filmes, canções). Temos tantas solicitações e tão variadas que dez-a-fios não me tentam. O facto é que, desta vez, me puseram a pensar quais os 10 livros (de ficção ou quase…) que mais me teriam influenciado, e desa…tei a fazer uma lista.
Não sei se sairão dez, nem estou certo que terão sido os que mais me influenciaram (no sentido de ter ficado diferente ou mais o mesmo depois de os ter lido). Mas que muito me influenciaram é tão evidente que, ao soltar a memória, esta os trouxe para a lista.
Começo cronologicamente, e cronologicamente procurarei continuar:
i)                    livros de Júlio Diniz (porque despertaram, ou acirraram, o gosto de ler, e de conhecer o País de que sou… e que não era, nem é, bem aquele…)
ii)                  As vinhas da ira, de J. Steinbeck (pelo que me deram, em ficção, a lição – de vida, de economia – que muitos tratados não tratam ou escamoteiam)
iii)                A mãe, de M. Gorki (pelas mesmas razões)
iv)                 Os subterrâneos da liberdade, do Jorge Amado (os três volumes comprados, em 1958, em Luanda, e aí começados a “devorar” –  eram em Santos, três soldados, baioneta calada…)
v)                  Djamilia, de T. Aitmantov, e Serioja, de Vera Panova (porque companheiros inestimáveis de tempos de muita leitura e reconstrução, no Aljube e em Caxias)
vi)                 Levantado do chão, de José Saramago (pela revelação de um enorme escritor, que era um amigo, a contar-nos a revolução e a reforma agrária)
vii)              O ano da morte de Ricardo Reis, de José Saramago (porque me relata, ao vivo, o que foi o meu primeiro ano de vida, 1936)
viii)            E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto, de Rubem Fonseca (quase só pelo título, que se me agarrou…)
ix)                Dias comuns, de José Gomes Ferreira (diários que estimulam e ensinam – o que não quer dizer que eu tenha aprendido – a contar a História por cada um vivida)
x)                  Embora muito recentes, ainda a tempo (sempre é!) de me influenciar:
a.      Leite derramado, de F. Buarque de Holanda (pela surpreendente compreensão da velhice)
b.      O animal moribundo e O Fantasma sai de cena, de Philip Roth (pelas mesmas razões, embora sem surpresa…, e pelo enorme escritor que é)
c.       Chagrin d’école, de Daniel Pénnac (por, como todos os livros deste autor, ser o que e como eu gostaria de saber escrever)
d.      Nós, de Helder Macedo (porque, sendo um snsaio, me ter feito redescobrir Cesário Verde e nele me fixar – Se eu não morresse nunca/E eternamente buscasse e conseguisse a perfeição das cousas…)

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  Foi o que saiu!
(...)
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Se fosse hoje, 18, teria saído outra lista...

quarta-feira, setembro 17, 2014

dias de agora. e agora a Escócia. em véspera.

17.09.2014
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  E estamos em véspera.
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 Em véspera de um referendo na Escócia que se vê referido aí pela comunicação social, mas como que pegado com “pinças”.
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  Começou por ter pouca importância, assim a modos cumprimento formal de calendário da democracia deles, mas a subida do sim à independência foi criando, primeiro expectativa, depois algum susto e, por fim, reacções a um tempo de enorme receio, chantagem, manobrismo inusitado e, como de costume, desavergonhado.
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  Há alguma mal escondida ansiedade.
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  É que uma vitória do sim à independência traria consequências enormes e difíceis de prever na sua extensão.
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  Não só no dito Reino Unido, como na dita União Europeia, como em Espanha…
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Numa abordagem digamos teórica é a questão do Estado que emerge, e da sua adequação, com a actual configuração, à nação ou nações que o compõem, já actualmente em diferentes moldes.  
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  Pessoalmente, tenho o maior interesse em acompanhar este facto político que o eventual não, até por ser – hoje – eventual e não certeza, não apagará.
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  Que irão dizer os escoceses?
(...)

Não, não surpreende!


Não surpreende que o secretário e o secretariado das Nações Unidas peça ajuda contra a ébola aos Estados Unidos, à União Europeia e,,, a um pequeno país do Sul chamado Cuba, e que a resposta eficaz (antecipando-se até ao pedido) venha deste?
A nós não surpreende!

terça-feira, setembro 16, 2014

Nada está ligado com nada!... ou tudo está ligado com tudo?

Diz a legenda desta foto na 1ª página do jornal Metro de hoje:
Tropas da NATO iniciaram ontem exercícios militares em Lviv, na Ucrânia. A acção não está ligada ao conflito no país, cuja trégua ficou abalada por combates mortais em Donetsk.  pág. 06

Curiosamente (?), 
entre os 28 Estados-membros da NATO, 
hoje confirmados na "página oficial"  da organização, 
não se inclui a Ucrânia!


Vai uma apostinha?

Aquela organização que usa a sigla UGT ainda vai ficar a "campeã" do aumento do salário mínimo (para 505 euros...), depois da tanta luta consequente e contínua por parte da CGTP, e das movimentações e manifestações de massas.
Vai uma apostinha? 

segunda-feira, setembro 15, 2014

domingo, setembro 14, 2014

Denunciar e esclarecer negociatas...

Novo Banco:

PCP vai chamar 

ministra das Finanças à AR 

para esclarecer “negociata”

O secretário-geral do PCP anunciou hoje que o partido vai apresentar uma iniciativa no parlamento para ouvir de urgência a ministra das Finanças sobre o Novo Banco, no qual considerou haver "indícios de uma grande negociata".
Pedro Nunes/LUSA
Pedro Nunes/LUSA
Lisboa, 13 set (Lusa) - O secretário-geral do PCP anunciou hoje que o partido vai apresentar uma iniciativa no parlamento para ouvir de urgência a ministra das Finanças sobre o Novo Banco, no qual considerou haver "indícios de uma grande negociata".
"O conhecimento de que a administração do Novo Banco apresentou a sua demissão, devido a discordâncias com o governador do Banco de Portugal, que insiste em vender rapidamente e em força o Novo Banco, e também pelo facto de Vítor Bento alegar ter encontrado uma situação bem diferente, confirma que o que está em curso é uma operação que tem todos os indícios de uma grande negociata para sustentar a continuação da especulação financeira, com grandes prejuízos públicos, e à qual o PCP manifesta a sua oposição", afirmou.
O líder comunista falava num debate, em Lisboa, sobre os 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando-o também um "importante momento para denunciar todas as tentativas da sua destruição e entrega aos grandes grupos privados de prestação de cuidados, transformando assim este direito num grande negócio para os grupos económicos", algo que "demonstra a captura do poder politico pelo poder económico e financeiro".
"Com estes novos elementos, o PCP irá propor a ida da ministra das Finanças à Assembleia da República para que o Governo clarifique qual a situação criada com a demissão da administração do Novo Banco e saber, afinal, onde se encontra o poder de decisão destes processos - estamos a falar do império da família Espírito Santo, para onde já foram 4.400 milhões de euros em recursos públicos", declarou Jerónimo de Sousa.
O secretário-geral comunista assinalou ainda a importância redobrada da constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o processo de resolução do Banco Espírito Santo e criação do Novo Banco, proposta recentemente pelo PCP e que vai ser votada na Assembleia da República na sexta-feira.
A equipa de gestão do Novo Banco liderada por Vítor Bento confirmou hoje, em comunicado, que durante a semana apresentou ao Fundo de Resolução e ao Banco de Portugal a intenção de renunciar aos cargos desempenhados na administração da entidade.
Jerónimo de Sousa falou de Espírito Santo Saúde, "José de Mello Saúde, HPP, Lusíadas e Trofa", e da possibilidade de, "caso se confirme a venda” da Espírito Santo Saúde “ao grupo Ángeles ou AMIL, passar o controlo destas empresas para mãos de investidores estrangeiros, mais de 60 unidades de saúde, entre as quais grandes hospitais e quatro Parcerias Público-Privadas (PPP)".
"Estes grandes grupos controlam 83% do chamado mercado da saúde, qualquer coisa como 1500 milhões de euros por ano, mais de metade das unidades de saúde em Portugal, das quais 23 são hospitais", condenou, adiantando ser "o momento para a acabar com as PPP e denunciar os acordos da ADSE com estes grupos"

HPG // CSJ

Para um domingo como este

dias de agora (de ontem para hoje) - estórias de "a-bemdezer" e malfazer (de malfeitores) - 2

13.09.2014

Acordei à hora normal mas readormeci até tarde.

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De cansaço?

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Com mais uma estória de a-bemdezer e malfazer, de bemfalantes e malfeitores, na cabeça.

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Mas fica para daqui a pouco, pois abri o email e tenho (boas!) notícias, que se anteciparam á escrita.

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O Avelâs respondeu ao meu envio de ontem – da versão revista do meu texto para o Boletim – com um mail à sua maneira, amiga, leve, rigorosa, ainda com duas ou três judiciosas sugestões e o... imprimatur…

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Assim se aproxima do fim, com um texto de 48 páginas, um episódio que teve importância no meu permanente processo de auto-avaliação e auto-crítica.

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Resumiria dizendo(-me) que foi um teste que teve aprovação exterior que muito valorizo, após trabalho e reflexão (ou vice-versa), e alguma auto-satisfação.

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Com tanto auto, devo querer dizer(-me) que sou (ainda?!) capaz de andar… pelo menos de bicicleta.

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Fazendo “ponte” para a estória que meio-a-dormir fui engendrando, deixaria  acrescentado que, nesta “volta ao mundo das ideias económicas” por onde andei à boleia do camarada Avelãs Nunes, me cruzei com a Economia Política como ideologia(s) de classe.

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E confrontei o pior do keynesianismo – “a longo prazo todos estaremos mortos” – com o pior do monetarismo – a pressão de um curto prazo "infernizado" a ter de se “aguentar” com vista a um médio e longo prazo ilusório, mentirosa e demagogicamente proclamado e assacando culpas a um passado de que “outros” seriam responsáveis –, sempre com o individuo a prevalecer dominantemente sobre o colectivo, a solidariedade, a fraterna convivência nos dias que coexistimos.  

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Tudo isto casando-se numa ideologia imposta pelos poderosíssimos meios de comunicação, segundo os quais – apesar dos lados aproveitável do keynesianismo: a macro-economia, a procura efectiva, a intervenção do Estado – o que conta é o “caso”, o que vale é a minha vidinha… e que que se lixe a do vizinho, a culpa é do Estado que não se devia meter no que não é chamado a não ser para fazer recair sobre todos-muitos as volumosas custas dos enormes benefícios que alguns-poucos abocanham.

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Então…e a estórinha de bemfalantes e malfeitores vem ou não vem?

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Vem!, embora já por aí esteja.

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Era uma vez um banco e uma família que de banqueiros se tornou. Centenários, o banco e a família. Foram-se adaptando aos tempos, a família e o banco. Com eventual ajuda divina de que o nome invoca lembrança.
Sempre os ventos lhes estiveram de feição, tirando um hiato em que se recusaram jogar um jogo que deles – banco e família – não era, porque impunha interesses e valores de outros, do povo, hiato em que teriam, estando na mó debaixo, salvaguardadas ou postas em lugares seguros condições suas para poderem regressar aos comandos de onde tinham sido retirados.
(Na estória que se conta, salta um parenteses com uma adaptação de dito popular; se se diz que a ocasião faz o ladrão, só o ladrão a aproveita e até há ladrões que são quem faz as ocasiões).
Assim sendo, e recuperado o que retirado lhe fora, reencontrada a família com o seu banco, reagarradas as rédeas que por uns tempos lhe tinham fugido das mãos, houve, entre eles, quem se julgasse… dono disto tudo. E tê-lo-ia sido até que a máquina infernal e sempre contraditória derrapou, como é inevitável em curvas apertadas e sob intempérie, e só se tem pé direito para o acelerador. Perante o estampanço não escamoteável, o que foi criado – pelo sistema – para evitar desastres teve de intervir após o desastre. Não importa – aqui – repartir as responsabilidades entre quem sabia ou não sabia o que todos sabiam, entre quem informou ou não informou quem tinha o dever de estar informado. A questão não é –aqui, nos dias de agora – a partilha de responsabilidades, é pôr o dedo em riste a apontar a responsabilidade ao funcionamento do  sistema, ao capitalismo, ao seu modo de produção transformado em impossível modo de não-produção.
Em emergência, as entidades e meios de prevenção que não preveniram nadad arranjaram uma "solução" e encarregaram de parte dela uns fautores de um novo banco, expurgado do que seria mau do velho banco. Gente de tão intra reconhecida valia que até conselheiro à maneira do antanho era o chefe Bento. A manobra estava ao nível das cont(H)abilidades próprias do sistema e suas emergências. Mas se tudo partia de baralhação à procura de baralhar de novo (banco…) surge, inopinada, nova embaralhação, mudança de táctica, o que quer que seja, que levou a tal equipa fautora a ir-se embora, a bater com esta porta por não se considerar fautora de coisa nenhuma e, ao que parece, não querer ser vendedora de um novo (banco) que ainda não é.
Isto só mostra desorientação ou orientação a mais. E/ou de longe, ausente de qualquer soberania de aqui.
Entretanto, a família que do banco (velho) era, parecia ter entrado em desgraça, ou no olvido. Mas o antigo chefe de família vai mudando de escritório, de hotel de luxo em hotel de luxo.

A estórinha continua. A História também! Não serão é convergentes.      

sábado, setembro 13, 2014

Como é que isto é possível?

Alteração da "natureza do desafio" levou à renúncia dos três gestores, que dizem não sair em conflito com o Banco de Portugal. Nova gestão pode ser anunciada ainda hoje.

Miguel Torga tem um poema que começa 
apetece cantar e ninguém canta...
Hoje, apetece-me fugir mas ninguém pode fugir...
Isto está a atingir paroxismos!
Anunciados, previstos, prevenidos.
Na semana dos Bentos (do Paulo 
e deste, conselheiro de Estado, e sua equipa), 
da reforma da Justiça metida em contentores
e em panne informática, 
do que a Luís diz pela boca do ministro da Irlanda, 
do facebook do Cavaco, 
Logo depois das condenações 
e de condenados que os recursos libertam
(os judiciais e os materiais que podem pagar advogados ""de luxo").
E mais, e mais. 
Não, não vou para Pasárgada. 
Na semana em que venho da Festa 
e continuo em Festa, 
isto é, na luta contra 
este... estado de coisas.
Em que tudo parece em estado de sítio!