"Conversas a partir do Zambujal"

"Conversas a partir do Zambujal"

Amanhã, serei um homem feliz
(depois passa-me... mas volta, com a luta!):
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Foi isto que disse (mais ou menos assim):

Lembro-me
que me lembrei do meu pai,
do que ele me contara do Zambujal
e das escolas por onde andara;
lembrei-me da emigração dos anos 60,
do meu amigo Bicho, companheiro de tanta traquinice,
morto matado no “salto”,
nos Pirenéus de França à vista,
lembrei-me da necessidade de regiões,
plasmada na Constituição Portuguesa de 76
– necessidade já referida no Plano de Fomento de 1968.
No meu relatório, defendi que a base
da fixação das populações está na vertente cultural.
Foi bem acolhido o relatório. E por aí se ficou… e nos ficámos!
Lembrei-o nestes últimos dias, em que acompanhei o trabalho de tantos para que se inaugurasse – hoje –, este Centro de Documentação, no recuperado edifício-Escola que eu vira nascer e de que sofrera a desactivação.
E lembrei-me que não me lembrara do episódio do relatório nas histórias que estou a escrever do tempo que vivi,
de que terminei o original para o 4º caderno, relativo ao intervalo estive no Parlamento Europeu.
Cadernos que edito para distribuir a quem os quiser, histórias-testemunhos de um tempo vivido, e que aqui ficarão disponíveis – entre muitos outros de outros – que contam casos da aldeia e do mundo, factos de luta e prisão por um futuro melhor, mais humano.
No que até agora disse, usei 7 ou 8 vezes o verbo lembrar
.Eu!...que não me canso de dizer que só se é velho quando se tem mais memórias que projectos, mais lembrares que fazeres.
Hoje, com tantas lembranças, vivo um projecto acalentado e concretizado.
Rejuvenesço no projecto de deixar acessível a todos,
- para que a alguns seja útil -
a memória do que vivi,
num espaço que era apenas lembrança triste
e passa a ser memória viva.
Memória minha,
memória dos que aqui aprenderam,
dos que aqui ensinaram.
Memória que pode,
a partir de aqui, ir mais fundo.
Ir às raízes de Joaquim Ribeiro, também da Beata Tareja, de Francisco Vieira de Figueiredo.
De todos que aqui nasceram.
Esta partilha (e emoção) é, no entanto, bem mais larga,
É com os amigos que logo à partida me apoiaram,
e cito apenas o Quim Veríssimo da Atouguia;
é partilha grata com todos os trabalhadores da Câmara
e das empresas ligadas ao projecto e à sua concretização.
(alguns deles estão já acrescentados ao rol dos meus amigos,
e se os citasse, como mereceriam,
além de ultrapassar o tempo razoável de intervenção,
decerto deixaria de fora alguns, injustamente);
é partilha com a minha família!
… mas esta está em tudo,
até na dispensa do espólio que, por herança, seria seu…
… e o agradecimento fica lá para casa.
Por fim, muito gostaria de estar,
aqui, hoje,
no meio dos meus vizinhos, com toda a gente do Zambujal
… e mais que fosse. O vírus impede-o.
Mas vou fazer por que todos sintam
que a sua/minha aldeia passa a ter
um pólo,
a que terei dado o empurrão inicial ao entregar-lhe muito do que fica para além de mim,
empurrão a que tantos (e tão bem!) deram sequência;
um pólo com documentação
para quem queira saber como foi isso da moeda única,
Para apoiar o Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal como espaço vivo e jovem – com projectos! –, foi criada, em estreita articulação com a Câmara Municipal, uma Liga de Amigos. Todos nela têm lugar.
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O modo como a sessão correu, justificou a esperança.
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Estivemos os que a pandemia permitiu e o almoço da nossa “equipa” foi agradável e fui, com o João e o Gonçalo (lembrança deste) por umas flores na campa dos meus pais e avós deles...
Amanhã, serei um homem feliz
CONVITE
1.
Depois de conversações entre mim, munícipe Sérgio Ribeiro, e
responsáveis da Câmara de Ourém, foi assinado em 30.05.2017 um protocolo com o
Presidente da Câmara em que faço doação de acervo documental e bibliográfico ao
Município de Ourém, criando-se um Centro
de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal, com sede material na antiga
Escola Primária do Zambujal.
2.
De acordo com o protocolo, essa transferência de património – assim
como o seu tratamento e monitorização – será acompanhado por mim enquanto puder,
sendo nele afirmada a intenção de criar uma Liga de Amigos para, em articulação permanente com a CMO,
participar na gestão das instalações e dinamização de iniciativas.
3.
A Liga de Amigos foi criada
a 07.07.2017, em Cartório Notarial, por mim, meus filhos e minha companheira –
estatutariamente sócios fundadores – e por Joaquim Veríssimo, amigo jurista que
tem acompanhado a concretização do projecto.
4.
Dessa escritura faz parte o documento dos estatutos que regerão a
associação, cujo artigo 4º define os seus associados,
que serão de dois tipos: os fundadores
e os aderentes, sendo estes
convidados por mim e/ou pelos outros fundadores. Já são sócios aderentes
Joaquim Veríssimo, que outorgou como criador da associação, e Maria de Lourdes
Oliveira.
5. Tenho, em meu nome pessoal e
da criada Liga de Amigos, a grande
satisfação de o/a convidar para sócio aderente, e acrescento que, tal como em artigo
4º-4. dos estatutos, “A nenhum sócio será devido o pagamento
de uma quotização, mas todos poderão ser, eventualmente, solicitados a
participar em campanhas de fundos consignadas a determinados fins.”
6.
