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sábado, maio 08, 2021

Conversas a partir do Zambujal-1

 "Conversas a partir do Zambujal"

Imperdível a primeira edição do programa “Conversas a partir do Zambujal”, dedicada à União Europeia e à Presidência Portuguesa em curso, em pleno Dia da Europa e com os contributos dos ex-Eurodeputados Carlos Coelho e Sérgio Ribeiro. Amanhã, domingo, pelas 12 horas, aqui, no Facebook do Município de Ourém.
AMANHÃ ÀS 12:00
Conversas a partir do Zambujal - 

segunda-feira, setembro 28, 2020

O Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal foi inaugurado

No meu quase-diário:

27.09.2020 


Como disse num post de 26:

Amanhã, serei um homem feliz

(depois passa-me... mas volta, com a luta!):

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Foi isto que disse (mais ou menos assim):

 Caros Conterrâneos, Meus Amigos, 
Já lá vão quase 3 décadas
– o meu tempo conta-se por décadas… –,
estava há poucos anos no Parlamento Europeu e tive a tarefa de elaborar um relatório sobre desenvolvimento regional, e lembrei-me do Zambujal.
Era um relatório sobre a desertificação do chamado interior.

Lembro-me
que me lembrei do meu pai,
do que ele me contara do Zambujal
e das escolas por onde andara;
lembrei-me da emigração dos anos 60,
do meu amigo Bicho, companheiro de tanta traquinice,
morto matado no “salto”,
nos Pirenéus de França à vista,
lembrei-me da necessidade de regiões,
plasmada na Constituição Portuguesa de 76
– necessidade já referida no Plano de Fomento de 1968.
No meu relatório, defendi que a base
da fixação das populações está na vertente cultural.
Foi bem acolhido o relatório. E por aí se ficou… e nos ficámos!
Lembrei-o nestes últimos dias, em que acompanhei o trabalho de tantos para que se inaugurasse – hoje –, este Centro de Documentação, no recuperado edifício-Escola que eu vira nascer e de que sofrera a desactivação.
E lembrei-me que não me lembrara do episódio do relatório nas histórias que estou a escrever do tempo que vivi,
de que terminei o original para o 4º caderno, relativo ao intervalo estive no Parlamento Europeu.
Cadernos que edito para distribuir a quem os quiser, histórias-testemunhos de um tempo vivido, e que aqui ficarão disponíveis – entre muitos outros de outros – que contam casos da aldeia e do mundo, factos de luta e prisão por um futuro melhor, mais humano.

No que até agora disse, usei 7 ou 8 vezes o verbo lembrar

.Eu!...que não me canso de dizer que só se é velho quando se tem mais memórias que projectos, mais lembrares que fazeres.

Hoje, com tantas lembranças, vivo um projecto acalentado e concretizado.
Rejuvenesço no projecto de deixar acessível a todos,
- para que a alguns seja útil -
a memória do que vivi,
num espaço que era apenas lembrança triste 

e passa a ser memória viva.

Memória minha,

memória dos que aqui aprenderam,
dos que aqui ensinaram.
Memória que pode,
a partir de aqui, ir mais fundo.
Ir às raízes de Joaquim Ribeiro, também da Beata Tareja, de Francisco Vieira de Figueiredo.
De todos que aqui nasceram.

Às raízes de todos nós...

Sinto uma grande alegria
(e comoção),
que desejo partilhar.
Este foi projecto proposto a um executivo presidido por Paulo Fonseca, que comigo assinou o protocolo,
foi projecto concretizado pelo executivo que se seguiu,
presidido por Luís Albuquerque.
Dou particular significado a esta referência a nomes próprios (e apelidos) que em tantas circunstâncias estão separados,
(e separados estão de um de apelido Ribeiro e nome Sérgio)
mas que aqui se unem,
e os quero unidos ao nome de meu pai,
o Joaquim do Zambujal, de Ourém,
por isso ao meu, de meus filhos, netos e neta.

Esta partilha (e emoção) é, no entanto, bem mais larga,
É com os amigos que logo à partida me apoiaram,
e cito apenas o Quim Veríssimo da Atouguia;
é partilha grata com todos os trabalhadores da Câmara
e das empresas ligadas ao projecto e à sua concretização.
(alguns deles estão já acrescentados ao rol dos meus amigos,
e se os citasse, como mereceriam,
além de ultrapassar o tempo razoável de intervenção,
decerto deixaria de fora alguns, injustamente);
é partilha com a minha família!
… mas esta está em tudo,
até na dispensa do espólio que, por herança, seria seu…
… e o agradecimento fica lá para casa.
Por fim, muito gostaria de estar,
aqui, hoje,
no meio dos meus vizinhos, com toda a gente do Zambujal
… e mais que fosse. O vírus impede-o.
Mas vou fazer por que todos sintam
que a sua/minha aldeia passa a ter
um pólo,
a que terei dado o empurrão inicial ao entregar-lhe muito do que fica para além de mim,
empurrão a que tantos (e tão bem!) deram sequência;
um pólo com documentação
para quem queira saber como foi isso da moeda única,

que acompanhei da gestação ao parto,
e outras coisas (algumas anedóticas)
de um Parlamento onde fui voz
pouco seguida mas ouvida,
um pólo que é biblioteca acessível, aberta a contares meus
- e de muitos outros - de aldeias, de cidades, 
de mundos,
de vidas;
também um pólo de convívio, para encontros de antigos alunos e professores, de tertúlia, de lazer e de cultura.
A contrariar o envelhecimento e a desertificação.

Para apoiar o Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal como espaço vivo e jovem – com projectos! –, foi criada, em estreita articulação com a Câmara Municipal, uma Liga de Amigos. Todos nela têm lugar.                                                                          

                                                                         Sou, hoje,

um homem feliz.

Muito obrigado a todos

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O modo como a sessão correu, justificou a esperança.

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 Estivemos os que a pandemia permitiu e o almoço da nossa “equipa” foi agradável e fui, com o João e o Gonçalo (lembrança deste) por umas flores na campa dos meus pais e avós deles...

sábado, setembro 26, 2020

Que fim-de-semana! - Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal

 Amanhã, serei um homem feliz

(depois passa-me... mas volta, com a luta!):

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CONVITE

1.      Depois de conversações entre mim, munícipe Sérgio Ribeiro, e responsáveis da Câmara de Ourém, foi assinado em 30.05.2017 um protocolo com o Presidente da Câmara em que faço doação de acervo documental e bibliográfico ao Município de Ourém, criando-se um Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal, com sede material na antiga Escola Primária do Zambujal.

2.      De acordo com o protocolo, essa transferência de património – assim como o seu tratamento e monitorização – será acompanhado por mim enquanto puder, sendo nele afirmada a intenção de criar uma Liga de Amigos para, em articulação permanente com a CMO, participar na gestão das instalações e dinamização de iniciativas.

3.      A Liga de Amigos foi criada a 07.07.2017, em Cartório Notarial, por mim, meus filhos e minha companheira – estatutariamente sócios fundadores – e por Joaquim Veríssimo, amigo jurista que tem acompanhado a concretização do projecto.

4.      Dessa escritura faz parte o documento dos estatutos que regerão a associação, cujo artigo 4º define os seus associados, que serão de dois tipos: os fundadores e os aderentes, sendo estes convidados por mim e/ou pelos outros fundadores. Já são sócios aderentes Joaquim Veríssimo, que outorgou como criador da associação, e Maria de Lourdes Oliveira.

5.      Tenho, em meu nome pessoal e da criada Liga de Amigos, a grande satisfação de o/a convidar para sócio aderente, e acrescento que, tal como em artigo 4º-4. dos estatutos, “A nenhum sócio será devido o pagamento de uma quotização, mas todos poderão ser, eventualmente, solicitados a participar em campanhas de fundos consignadas a determinados fins.”

6.      Se aceitar o convite, além de grato peço-lhe que preencha e devolva a ficha anexa.

 

 

23.07.2017

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27.09.2020

alguns amigos anteciparam-se - como eu - à inauguração, 

que demorou, mas saiu... obra (ansiada e) asseada!



quarta-feira, janeiro 22, 2020

quarta-feira, novembro 06, 2019

O Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal

Uma "grande" notícia (dada por um grande amigo, o Joaquim  Veríssimo):

Assinado auto de consignação para execução do Centro de Documentação Joaquim Ribeiro

 4 Novembro, 2019
O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Luís Miguel Albuquerque, assinou na manhã de 04 de novembro, o Auto de Consignação relativo à execução dos trabalhos de reabilitação para o Centro de Documentação Joaquim Ribeiro, estrutura que vai nascer no edifício devoluto da antiga Escola Primária de Zambujal.
O projeto de execução, adjudicado à empresa oureense SOCRINEL – Sociedade Construtora Irmãos Neves, Lda, contempla uma intervenção interior de adaptação à nova funcionalidade do espaço e de resolução de algumas patologias detetadas. O Centro de Documentação Joaquim Ribeiro terá duas salas principais (Tertúlia e Biblioteca), um espaço de cafetaria de apoio, vestíbulo, área de arrecadações de apoio e instalações sanitárias. O objetivo da intervenção passa por manter a traça e identidade do edifício original, tanto a nível exterior como, sempre que possível, interior.
Será também tida em conta a eficiência energética do edifício, através da implementação de isolamento adequado, seleção de iluminação e substituição integral de todos os vãos. Será instalado material com bom comportamento acústico nas duas salas principais e no capítulo das acessibilidades, o projeto reflete com rigor o cumprimento das respetivas normas regulamentares. Exteriormente a intervenção resume-se a trabalhos de manutenção, limpeza e pintura das alvenarias e serralharias.
O Centro de Documentação Joaquim Ribeiro resulta do protocolo firmado entre o Município de Ourém e o munícipe Sérgio Ribeiro, que definiu a doação do acervo documental e bibliográfico do antigo eurodeputado e membro da Assembleia Municipal à autarquia.
O projeto do Centro de Documentação Joaquim Ribeiro, uma homenagem ao pai de Sérgio Ribeiro, tem uma estimativa orçamental na ordem dos 137 mil euros e um prazo estimado de execução de 120 dias. O acervo que aqui será disponibilizado para visita e transmissão de conhecimento é em grande medida sobre a União Europeia, Economia e a História do Concelho de Ourém.

Com um sentimento de alegria,
só me lembra o título de um livro:
Qui cherche, trouve, de Iline e Segal,
lido há muitas décadas 
e que traduziria (`"à maneira"...
quem espera - e luta! - alcança.