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quinta-feira, janeiro 27, 2022

O MANDA CHUVA - Janeiro

 Cinquentenário do 







Quando a PIDE, pelos seus serviços, ou por alguns informadores prestimosos, se apercebeu de que a Prelo Editora, SARL, distribuíra  a publicação O MANDA CHUVA, resolveu intervir.

Para começar, apreendendo a edição. Para o que enviou dois agentes de uma brigada à sede da editora. O chefe da brigada ter-lhes-á dado a ordem, com aquele jeito "carinhoso" de chefe de brigada: "Vão à sede da Prelo e apreendam o manda chuva, já!" (... em Fevereiro continuar-se-á o contar...)



O MANDA CHUVA - cinquentenário - 1

À "boleia" de tantos centenários (do PCP, da Seara Nova, de Vasco Gonçalves e de tantos outros que mereceriam referência) lembra-se um cinquentenário, em que tivemos participação directa (e ainda... cá andamos): o cinquentenário de O MANDA CHUVA

Na Prelo Editora, onde procurávamos ser resistência ao fascismo e à guerra colonial, alguns de nós - com menos 50 anos que hoje! - lembraram-se de assinalar o ano de 1972, proclamado o ANO INTERNACIONAL DO LIVRO, pela UNESCO, com a edição de uma publicação à semelhança do Borda d'Água, essa simpática e sempre presente publicação (há mais que os tais 50 anos!). Com o apoio do Viriato Camilo, e o incentivo de Fráguas Lucas e de outros amigos que já..., a equipa formada por Blasco Hugo Fernandes (também já...), Carlos Carvalhas, Manuel Augusto Araújo e o-deste-blog (que ainda...) lançou-se ao trabalho e, aproveitando o ficheiro da editora (e assinantes da revista PE/EP-política económica/economia política), lançaram uma edição de 5.000 exemplares, que teve, então, algum sucesso e justificou uma segunda edição de mais 6.000 exemplares.

A PIDE não gostou nada da graça! (já se irão contando as consequências, com a publicação, aqui, página a página) 



sexta-feira, maio 01, 2020

Descarrila-mentes e dis-la-tes - 7 - neste dia, num molhinho

Não trazia a intenção de vir observar descarrila-mentes e dis-la-tes, mas eles começaram a entrar-me pelos olhos dentro. Não posso deixar de reagir:

1. "Hoje não é dia de trabalho, mas é o Dia do Trabalho"
FALSO!
Hoje é o DIA DO TRABALHADOR!
Dia de trabalho são, ou podem ser, todos os dias (estou a trabalhar!)

2. "A contestação à Guerra Colonial e ao regime fez Marcello Caetano deixar regressar a repressão, a censura..." 
MAS O QUE É ISTO?!... 
"... deixar regressar..."?! ... mas onde é que a repressão e a censura tinham ido?

3. "No ano em que se assinalam os 50 anos da apresentação na Assembleia Nacional do projeto da Lei de Imprensa, por Sá Carneiro e Pinto Balsemão, um conjunto de 130 registos de conversas é prova disso." 
COM TANTOS CENTENÁRIOS E MEIOS-CENTENÁRIOS PARA ASSINALAR 
E EVIDENTEMENTE EXCESSIVO (E MANIPULADOR) ESTE RELEVO 
E A SALIÊNCIA DESTES DOIS NOMES
A propósito, lembra-se debate na AN em 1959 e o debate em 1968, promovido e editado pela Prelo Editora em Novembro de 1968, com Francisco Pereira de Moura, Mário Neves, Rogério Ferreira e Salgado Zenha, publicado com o título O Estatuuto da Imprensa, em Cadernos de Hoje


Pronto!
Desabafei...
sem sair dos carris
da informação
e da História