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quinta-feira, junho 09, 2011

Reflexão sobre "brancos e nulos"

Insisto na afirmação de que as eleições, para além da importância em si mesmas, pela frente de luta que são, deveriam servir-nos para aproximação ao "estado subjectivo" das massas - nível e evolução da tomada de consciência -, estando estas, como estão, sob grande pressão objectiva que, como se espera, irá aumentar muito nos tempos que aí vêm.

Um dos elementos que tem vindo a ser revelador dessa evolução dessa evolução - ou que assim o considero - é a expressão que têm tomado os votos brancos e nulos.

Embora partindo, naturalmente, de uma base relativamente baixa, os votos brancos e nulos têm vindo a subir com significado político e, nas eleições deste ano - presidenciais e legislativas -, deram grande salto (relativo, evidentemente).

Nestas últimas, de domingo, ultrapassaram 223 mil votos e 4% dos votantes. É um dado... que dá que pensar.

Estarão em trânsito! Para onde?, de onde? Será, no entanto, parte do eleitorado flutuante que resiste a ir para a abstenção, que - essa sim, tanto quanto mensurável, contrastando os números com a percepção que cada um viveu quanto à afluência às urnas - não subiu significativamente.

Face à relativa estabilidade e reforço (notável nas condições em que se travam estas batalhas) da CDU, a grande  flutuação do eleitorado entre o protesto desideológico (numa "esquerda" inconsequente, sem clara posição "de classe", e a servir de "válvula de escape" que desilude) e a esperança demagógica (numa direita oportunista capaz de se mascarar de preocupações sociais, e que germina riscos graves), os brancos mais nulos podem significar um crescente númerode eleitores que, perante o acto cidadão da escolha, opta por dizer não nada escolhendo, em vez da desistência de participar que é a abstenção.

Dá que pensar. Para agir. Como sempre, junto dos (juntos aos) nossos contemporâneos, dos que vivem o que estamos a viver.

Mais informações para registo e reflexão

Embora ainda não sejam definitivos os resultados das legislativas realizadas no domingo, não obstante a pressa-frenesim que anda por Belém sem qualquer preocupação relativamente à nossa Constituição, o estudo é possível e desejável. O quadro ao lado pode ser ampliado, e servir de resumo e confronto com as eleições de 2005 e 2009, evolução que, nos gráficos abaixo, é alargada a 2002 e 1999.

Num primeiro gráfico, juntou-se a evolução das percentagens das abstenções às dos partidos mais votados - PSPSD - em percentagens dos votantes.
No segundo gráfico, juntaram-se as evoluções percentuais do CDS, PCP-PEV, BE e dos votos Brancos e Nulos. Vale a pena observar e reflectir.  

terça-feira, junho 07, 2011

As eleições legislativas no Comité Central

Realizou-se uma reunião do Comité Central do PCP para análise das eleições legislativas.
A discussão colectiva aprovou um documento (que importa ler!) e, pelo meu lado, procurei contribuir para o debate - e reflexão posterior - com uma intervenção, no tempo de 7 minutos de que todos dispunham, seguindo um "roteiro":

• Saudação fraterna e calorosa a todos os que participaram na campanha, com justo destaque para a intervenção do secretário-geral 

• Breve comentário aos resultados, sobretudo enquanto indicador do “estado subjectivo” das massas
  • Rigor –  a diferença entre pontos percentuais (p.p.) e percentagem (%)
• A nossa/CDU diferença de comportamentos estatístico-eleitorais
  • Destaque para os circulos em que mais se subiu e para aqueles em que mais se desceu
• A relativa estabilidade da CDU e a flutuação eleitoral entre o protesto desideológico e a esperança demagógica

• Nesse “trânsito” de (centenas de milhar de eleitores), a abstenção e - mais significativo qualitativamente - os “brancos e nulos” que passaram de 2% para 4% dos votantes entre 1999 e 2011

• A distribuição espacial dos votos na CDU
  • De 1999 para 2011, em 6 distritos com pouco mais de 35% da população total – Lisboa, Santarém, Setúbal, Évora, Portalegre e Beja –, passagem de 66% da nossa votação total para 59% como relevante referência do cruzamento do "aguentar"/reforçar com o alastrar da influência na sua expressão eleitoral.

Há muito que trabalhar e estudar!
 Como parte essencial da luta

segunda-feira, junho 06, 2011

Notas de balancete para tomar balanço… e saltar

Olho alguns apontamentos (aponta mentes) e procuro, traduzindo a caligrafia, torná-los claros, legíveis:

1. No ping-pong (há jogo mais alternante?) em que o poder quis tornar esta campanha eleitoral, e em grande parte conseguiu, até eu próprio me vi a resvalar momentaneamente para cair na esparrela de não des-simpatizar com Passos Coelho.
2. A fulanização da política anula a avaliação das políticas, das responsabilidades e perspectivas políticas; torna tudo espuma, epidérmico, epidémico (bem mais grave que a dos pepinos…)
3. Relative-se a questão da empatia, simpatia ou antipatia. Sócrates tornou-se insuportável até ser “recuperado”, quando se apresentou vencido e humilde, numa postura tão encenada como todas as outras – ou uma só com variantes.
4. Se Sócrates se fez, e feito foi, insuportável – com excepção para os náufragos desta viagem do PS, de que outros tripulantes e passageiros de luxo e 1ª classe beneficiaram… embora fossem, a partir de certa altura, resguardando-se, vestindo coletes de salvação, rodeando-se de boi…as –, Passos Coelho encenou outra imagem, para o que teria experiência, exemplos e mestres.
5. Passos Coelho é a mediocridade, de que tão bem escreve Zé Gomes Ferreira, a mediocridade com mais de um metro e oitenta e bem parecida, que veio fazer muito jeito. Ao poder. Depois de falhada a intempestiva visita de uma velha e austera senhora chamada Ferreira Leite, modelo Cavaco de saias.
6. Breve virá ao de cima essa mediocridade, uma adivinhada vacuidade, que agora se disfarça num discurso de campanha, de pontaria ao consensual, ou ao não polémico, ou à imagem contrária de Sócrates e sua insuportabilidade ou arrogância.
7. Haverá quem diga; já?!, já se estão a atirar ao homem?, deixem-no dar provas. Mas… que provas? A governança – ou governação – não é uma ida ao alfaiate para se fazerem umas emendas num fato “a feitio” porque uma manga tem mau cair…
8. Ser executivo, governar, é executar um programa político, quaisquer os documentos que o traduzam e, no caso presente, esse programa é o compromisso imposto pela troika lá de fora, a austeridade “de classe”, que transferie as dívidas criadas – em grande parte artificialmente, como pelo acréscimo forçado e injustificado das taxas de juro – para os extractos da população que vivem do seu trabalho e do que trabalharam, no quadro do capitalismo, enquanto o capital financeiro e alguns privilegiados servidores engordam desmesuradamente.
9. Quem passou do protesto desideológico (à esquerda…) para a esperança demagógica (à direita…), quem reforçou a desistência da abstenção e a hesitação do voto em branco ou nulo, quando sentir que a indiferença, a resignação, o fatalismo perante a austeridade têm consequências objectivas, sofridas nos quotidianos, virá a ter outras reacções.
10. A ver vamos… desde que não fechemos os olhos.

domingo, junho 05, 2011

Informação/comentário - 8

"Portugal virou à direita", foi o remate final de quem coordenou a "informação" da noite das legislativas 2011 na RPT1.

Ah!... virou? E estava virado para onde?! É que, quanto a mim e a muitos como eu, para a direita anda a ser virado há três décadas e meia.

Vou também fechar o meu dia de eleições! A luta segue no próximo número. Já amanhã! 

Informação/comentário - 7

Espremido, espremido, não encontrei sumo.

Poderia não gostar de sumo, não ser este a meu gosto ou considerar que o adoçante seria tão excessivo que o sumo só tinha sabor ao excipiente açucarado, poderia afirmar que, respeitando o gosto de quem em "discurso de vitória" se exprimiu/espremeu, outro seria o meu, e... estar eu errado, ter mau gosto.

Ou, dito de modo diferente, estar do outro lado da rua. 

Mas não! Nenhum sumo encontrei, além do xarope "troikado" com (muito) adoçante.

Claro que não há qualquer novidade. A luta nossa vai, evidentemente!, continuar. Com mais um deputado (boa maneira de "aguentar"!).
E vai ser cada vez mais dura. Não haverá "estado de graça", tal a desgraça da continuidade desta política de há 35 anos.

(amanhã, vou actualizar mapas e gráficos)

Informação/comentário - 6

PPD + CDS já com maioria absoluta quando ainda faltam eleger 30 deputados!

O resultado político relevante, muito para além da fulanização político-partidária PSD<>PS<>CDS.

Grande reforço da(s) troika(s) e seu programa. A luta, a outra, a nossa, vai ter muito que se reforçar.

Só a CDU se "aguentou" (e bem, e mais!).

Informação/comentário - 5

Acabo de ver, nesta girândola de política fulanizada, que a CDU elegeu um deputado para Faro!

Eis um facto político relevante!

Informação/comentário - 4

os ganhadores e os (es)gatanhadores

os perdedores e os predadores

e os que "se aguentam"!
(qual o significado do verbo "aguentar" em política?)


Com tudo quase-todos à espera
da decisão pessoalíssima do "lider".

Informação/comentário - 3

A partir das projecções, tal como "lidas e comentadas" pelos comentadores "escolhidos a dedo" :

"vitórias" do PSD e do CDS, "derrotas" do PS e do BE.

O quê?... A CDU?... parece que se "aguentou"!... adiante, adiante...

... "vitórias" do PSD e do CDS, "derrotas" do PS e do BE...

Informação/comentário - 2

Ainda Atouguia... e números certos:

PSD - 2005-833; 2009-724; 2011-935
PS - 2005-285; 2009-301; 2011-163
CDS - 2005-143; 2009-193; 2011-146
BE - 2005-36; 2009-76; 2011-38

aos números da CDU atrevo-me a juntar mais 10 "estranhos" votos no MRPP e seu símbolo!

Informação/comentário - 1

Um número certo (a sair da mesa), da Atouguia, uma das 18 freguesias do concelho de Ourém:

a CDU passou de 23 em 2005 para 36 em 1999 e 40 em 2011.

(antes das 20 horas!)

A meio do dia...

Parece que...
Parece que a abstenção será menor. Na mesa em que estive, e de onde sai para almoçar, a afluência foi superior à de há 2 anos.
Neste intervalo, parecem confirmar-se os indícios locais. Mas com muitas dúvidas face aos números globais.
E ouvi esta "peróla presidencial": "Acabei de exercer o meu direito de voto. Faço votos para que...".
Mudei de canal. Ouvi o mesmo, E mais de mesmo. Desliguei o televisor!
Vou almoçar.

sábado, junho 04, 2011

Intermezzo retirado de uma espécie de diário

No carro, ouço o que a telefonia me dá. E nem sempre. E melhor seria, às vezes, que não ouvisse.
Ainda ontem, vindo do Zambujal a caminho do Largo Luís de Camões, sendo chato o que se transmitia na 2, caí no “contraditório”, programa que já decidira deixar de ouvir (o Carlos Magno tem o condão de me irritar, o que não é nada bom para uma condução segura… e do Delgado não digo nada).
Caído em contradição, lá os fui ouvindo, aqueles senhores e aquela senhora (que, por vezes, parece que acerta umas frases que escreve… se é que é a mesma).
E entrou-me pelo carro dentro e pelos quilómetros afora uma inconcebível conversa, lá entre neles no jeito de quem está na sala a comer amendoins e a beber “umas coisas”, sobre como irá ser o governo deste País depois de 5 Junho.
Partiam, todos sem qualquer honrosa excepção (ou não dei por ela porque não ouvi tudo, como é de mínima precaução cautelar ou remendo tardio), de um pressuposto, erigido em certeza absoluta, coisa em que são pródigos.
No dia 6 de Junho “a direita vai estar no governo”. Ponto final, parágrafo.
(ah!, é?, e onde é que tem estado?, na rua a protestar?, na AR a ser oposição à sua própria política?)
A partir desse pressuposto-certeza, que tomará a forma de uma qualquer concertação PSD-CDS que poderá, eventualmente, dispensar o PS, remetido para o papel de oposição par(a)lamentar, aquelas contraditórias criaturas foram formando o governo, com as suas/deles indiscutíveis alterações de composição e preenchimento.
Um governo reduzido, claro. Um mini-governo, uma espécie de primeiro-ministro e algumas inevitáveis delegações, as mínimas, aliás, latente que estava a configuração de um Presidente de Conselho “à la Salazar” com uns tantos – poucos! – colaboradores.
Era mais ou menos assi:; os Negócios Estrangeiros casavam com a Defesa, a Administação Interna cohabitaria, em união de facto, com a Justiça, a Cultura morreria solteira ou iria para uma cave (ou um sótão) da Educação ou de lugar nenhum, as Finanças – ah, as finanças… –, com o que sobrasse de Bruxelas, meteriam no bolso (e nas bolsas) toda a Economia, incluindo as Obras e os Transportes Públicos, a Saúde passaria a departamento do Serviço Nacional aos Mellos, SA ou SGPS, e por aí fora.
Parei numa estação de serviço para respirar fundo e outras necessidades.
Comprei o Expresso e, enquanto bebia um sumo, vi, em grandes parangonas, que o Passos (de Coelho) só dá três desses ministérios, do governo reduzido pelos “contraditórios”, ao Portas – e ele quer mais, claro –, além de que, no acordo "entroikado", entrará o PS (mas não o Sócrates, que deve ir sinecurar-se para Vilar de Massada, ou para uma universidade nos EUA tirar uma licenciatura "à séria", ou para um cargo ocde(a)ético ou onuloodesco).
Mas as eleições serão amanhã, e tudo se resolverá em definitivo, depois de contadas as espingardas, perdão, os votos, que é para isso que, para eles…, as eleições servem.
Talvez com as contas feitas pelo sr. Belmiro de Azevedo, que parece especialista nessas coisas.

É por estas alturas que me dá uma grande, uma enorme vontade de estar num lugar qualquer onde não consiga perceber patavina do que dizem os jornais e do que se diz na rádio.
Mas depressa volto à terra.
E à luta.

Assim vamos fazendo o mundo! - quase uma crónica

Numa praça repleta, num Largo Luís de Camões que a gente, a nossa gente, encheu a deitar por fora, foi o encerramento da campanha eleitoral em Lisboa. O que é uma maneira de dizer. Porque, no nosso caso, não se encerra o que não se abriu. Porque se continua, num período determinado, o que antes se começou e o que, depois desse dito encerramento se continuará. Porque é a luta que continua e é contínua. Porque assim é o mundo. Feito de mudança, e porque queremos estar na mudança de que é feito o mundo.
5 de Junho será uma data que encerra um episódio. Da maior importância. Pelo que a ele nos trouxe. Pelas condições (de luta!) que nele formos capazes de criar para o dia 6 e seguintes. Por isso, e para isso, tanto lutámos.
E foi bonito. A Brigada (que bom ver-te, Manelito, sem outros apoios que não o do teu violino e o dos teus companheiros de música e de tanta vida), o Cândido Mota (feliz e comovido), a Rita (tão jovem, tão linda, tão responsável no cumprimento da tarefa), o Corregedor (empolgado), a Heloísa (com uma segurança e uma teatralidade que seria surpreendente se não a conhececessemos) e o Jerónimo (a fala entusiasmada e entusiasmante de um homem que é o que tem de ser porque é assim, inteiro, culto, de classe, o amigo, o camarada, sem um papel, sem uma "cábula", repetindo o discurso sempre novo, as palavras sempre necessárias, traçando o rumo à vitória, citando dialecticamente Camões, o anfitrião daquele encontro de tantos que acreditam e lutam, patrioticamente),   



Que mais dizer? Que foi o regresso a casa, em transportr público, no meio de tantos que tinham estado connosco, sido nós, com os autocolantes e as bandeiras (bons lugares e belas ocasiões para se fazerem sondagens... das que não se publicam porque somos "amostras" que não podem servir!).
Que dizer mais? Que ainda há muito trabalho para fazer! Mas quando é que não houve?

sexta-feira, junho 03, 2011

Puzzle

Democracia é alternância
repetiu de novo a embalar o tédio
um senhor de sono espesso.
Como se fosse possível - ó gloria! ó ânsia! -
construir um prédio,
mudando de vez em quando
os mesmos tijolos do avesso

José Gomes Ferreira

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«Para os mercados e agências de “rating” o importante não é quem ganha, mas saber se o próximo Governo terá força»
in Jornal de Negócios

Mas nós já sabíamos que o interesse do Grande Capital nestas eleições em Portugal era saber que força terá o próximo governo para impor o programa de governo único imposto pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, e previamente aceite e proclamado pelo Grande Capital português e os seus representantes: o PS, o PSD e o CDS.
Ontem, num debate numa universidade, Gomes Canotilho afirmava que o programa da troika continha aspectos inconstitucionais, nomeadamente em relação à legislação laboral e orçamental. Tem razão! Alertava, ainda, que Portugal provavelmente irá passar por um tipo de ditadura em que, o governo, conscientemente, desrespeita a Constituição da República Portuguesa e decreta contra o texto fundamental e o povo português (acrescentamos nós).
Não sejamos alarmistas antes de tempo. Mas, não tenhamos dúvidas! Dando mais força à CDU, mais votos e mandatos, o governo que tentar pela força impor o programa da troika terá menos força para o fazer.

Ricardo Oliveira (2.06.2011)

______________________

Tens toda a razão, Ricardo (do Zé Gomes não falo...).
Mas que têm feito, neste 35 anos, o PS, PSD e CDS?
Não tem sido ignorar e desrespeitar a Constituição, ao mesmo tempo que lhe vão "aparando" arestas, sem força (na relação de forças!) para, pura e simplesmente, a rasgarem?
Não é o que o "Grande Capital" lhes está a exigir?
Terão força para isso?
Terão a força que nós não tivermos!

Um facto significativo

Não tenho por hábito (nem princípio!) fazer comentários a partir das sondagens, sendo estas, como são, um elemento manipulador das campanhas, independentemente da sua maior ou menor – nuns casos satisfatória, noutros nula – credibilidade científico-técnica.
Não vou comentar sondagens, mas apenas, com duas perguntas (embora uma não o seja), apontar um facto que reputo muito significativo.
1. Lembram-se que, a partir das sondagens, um dos pontos mais badalados nas eleições legislativas de 2009 (só há 2 anos!), por tudo quanto era comentador, “jornalista” e “bicho careta”, foi a previsível e fatal queda da CDU para 5ª força, ultrapassada pelo BE, prova de não-vida, atestado de doença terminal?

Sondagens de 2011

2. Repararam que, a partir das sondagens para estas eleições de 2011, esse “relevantíssimo facto” da ordenação deixou de ter significado, não merece um comentário, uma palavra?, porque será?, não será esta mais uma demonstração (se necessária fosse) do anti-comunismo que se explica por a classe que se apropriou do poder comunicacional saber muito bem quem é que luta contra a exploração e a especulação de que se alimenta, sugando os trabalhadores e o povo?

Leia...

xxx e vote!

quinta-feira, junho 02, 2011

Leituras (sempre) oportunas

  1. No avante! de hoje, na
de Jorge Cadima, Pedrada no pântano.
Ler aqui. Muito importante. E urgente!

2. De uma crónica de Carlos Coutinho, em Recordação da Casa dos Mortos - variações constituínticas sobre um tema de Dostoievski, Diabril, 1976 (!): "... Resultando esse projecto de um arranjo de posições entre o P.S., o P.P.D. e C.D.S., e correspondendo os votos destes partidos a grande maioria dos deputados, é óbvio que o articulado definitivo do estatuto pouco ou nada irá diferir do texto elaborado pela Comissão de Regimento." (em O Século, 16 de Junho de 1975!... já então "arranjados" entre si, a "troika" da submissão ao capitalismo, à crise!)

Traços e caracteres

Há, na chamada "blogosfera", um sítio de desenhos (ositiodosdesenhos.blogspot.com) por onde paro, olho escuto... e admiro.
Com dois traços (é como quem diz...), o autor, Fernando Campos, retrata o visado até ao âmago. É aquele!, "este" é isto mesmo!
 












Com a devida e agradecida autorização, e em intenção dos que votam no distrito de Lisboa, aqui reproduzo três cabeças das listas que lhes são propostas (e não é outra coisa!) para elegerem os seus representantes na AR.