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quinta-feira, outubro 15, 2020
sexta-feira, julho 03, 2020
Efacec (71,7%-nacionalizada), TAP (75%-?)
Confirmou-se, claro.
Ontem, falava aqui da TAP e, entre-parênteses, do Novo-Banco. Deveria ter sido referido a Efacec ou uma outra qualquer "jóia" do espólio de Isabel Santos, e outras coisas.
No programa noticioso da televisão em que procuro "tomar o pulso" à informação que nos estão a dar, lá ouvi o trio destacado da reunião do governo para dar as novas. E começou pela da nacionalização da Efacec, com o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital a confirmar, com ar compungido, a nacionalização mas a acrescentar como que num assomo de desabafo compensatório que estava já em curso a reprivatização. Que ficássemos, todos!, descansados que o Governo só obrigado faz tropelias dessas de nacionalizar, e logo logo trata da reprivatizar como quem pegou em algo quente... mas só no curto trajecto para onde possa ver-se livre antes de se queimar.
Um pouco mais tarde veio o mesmo trio informar a solução do berbicacho TAP, que o PSD e parceiros privatizara e com que, privatizada, o PS se metera em complicadas operações financeiras que implicaram compromissos nossos - de todos nós - e objectivos privados, excluindo o Goerno da faculdade de intervir, com perspectivas que um tal surto epidérmico veio perturbar. E, sobre a TAP, veio a informação complicada e não muito esclarecedora de que o Estado, para manter a nossa bandeira numa frota de aviôes, tendo em vista a diáspora (!?) e o turismo salvador (que agora nos enterrou... como era de prever embora não tão cedo nem desta maneira), passava a ter 75% do capital da dita empresa. E na notícia, se bem a ouvi, não se usou a palavra funesta (ou fúnebre ou lúgrebe) nacionalização, mas não faltou a garantia de que, no mercado, já se procura quem nos - a nós?! - tire de tão incómoda maioria accionista... sem nos retirar a possibilidade de poder mandar um bocadinho na empresa.
Mas o que isto? O PdaR e o Governo da R. e a Assembleia da R. não deveriam (até juraram) lembrar-se da Constituição da R. que, apesar de 7-limpezas-7, ainda mantém uma parte II-Organização económica em que, nos princípios fundamentais, está a coexistência de três sectores (público, privado e cooperativo) e há coisas escritas nos artigos, nomeadamente no 81º, que não podem ser esquecidas, sobretudo pelos que juraram os artigos todos.
Ontem, falava aqui da TAP e, entre-parênteses, do Novo-Banco. Deveria ter sido referido a Efacec ou uma outra qualquer "jóia" do espólio de Isabel Santos, e outras coisas.
No programa noticioso da televisão em que procuro "tomar o pulso" à informação que nos estão a dar, lá ouvi o trio destacado da reunião do governo para dar as novas. E começou pela da nacionalização da Efacec, com o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital a confirmar, com ar compungido, a nacionalização mas a acrescentar como que num assomo de desabafo compensatório que estava já em curso a reprivatização. Que ficássemos, todos!, descansados que o Governo só obrigado faz tropelias dessas de nacionalizar, e logo logo trata da reprivatizar como quem pegou em algo quente... mas só no curto trajecto para onde possa ver-se livre antes de se queimar.
Um pouco mais tarde veio o mesmo trio informar a solução do berbicacho TAP, que o PSD e parceiros privatizara e com que, privatizada, o PS se metera em complicadas operações financeiras que implicaram compromissos nossos - de todos nós - e objectivos privados, excluindo o Goerno da faculdade de intervir, com perspectivas que um tal surto epidérmico veio perturbar. E, sobre a TAP, veio a informação complicada e não muito esclarecedora de que o Estado, para manter a nossa bandeira numa frota de aviôes, tendo em vista a diáspora (!?) e o turismo salvador (que agora nos enterrou... como era de prever embora não tão cedo nem desta maneira), passava a ter 75% do capital da dita empresa. E na notícia, se bem a ouvi, não se usou a palavra funesta (ou fúnebre ou lúgrebe) nacionalização, mas não faltou a garantia de que, no mercado, já se procura quem nos - a nós?! - tire de tão incómoda maioria accionista... sem nos retirar a possibilidade de poder mandar um bocadinho na empresa.
Mas o que isto? O PdaR e o Governo da R. e a Assembleia da R. não deveriam (até juraram) lembrar-se da Constituição da R. que, apesar de 7-limpezas-7, ainda mantém uma parte II-Organização económica em que, nos princípios fundamentais, está a coexistência de três sectores (público, privado e cooperativo) e há coisas escritas nos artigos, nomeadamente no 81º, que não podem ser esquecidas, sobretudo pelos que juraram os artigos todos.
sábado, junho 27, 2015
A Grécia... ou será que?
A 22 de Abril e a 8 de Maio cumpri a convocatória/convite
para apresentar o livro Da resistência antifascista à nacionalização da
banca, de Anselmo Dias, em Lisboa (no STEC) e em Almada (na Sala Pablo
Neruda do Forum Municipal Romeu Correia), como o foi noutros espaços e por
outros apresentadores (na Universidade Popular do Porto, por Avelino Gonçalves).
Não tendo escrito nenhum texto para introduzir o debate, tomei umas notas e fiz
um esboço de esquema que acompanharia o folhear do livro e a citação de algumas
passagens assinaladas e sublinhadas.
Das notas, retiro o que me pareceu útil para arrumação relevando
três momentos-marcos ou períodos do que foi um processo, e sua extrapolação para o
presente:
- · 1969-75 – resistência à nacionalizações
- · 1990-95 – desnacionalização-UEM-BCE
- · 2009-… – “crise” e colapso EuroGrupo
Referir, sublinhando, o papel do trabalho de consciencialização
e mobilização de massas, em paralelo com a luta institucional, estruturas e
organizações sindicais. Dentro de um sindicalismo “domesticado”, e
potencialmente a derivar para “bom vendedor” de força de trabalho, lutando por um
sindicalismo de classe. Ilustrar com o processo concreto das nacionalizações, tal como o livro
testemunha.
Anotar as acções convergentes no aproveitamento da legislação
marcelista em outras áreas profissionais. As arbitragens nos caixeiros e nos
metalúrgicos. Contar casos e situações
vividas.
Falar do “divisionismo sindical” que desde sempre se
manifestou, foi estimulado e aproveitado, com recurso ao que o livro conta do “caso
João Aguiar".
Sublinhar o papel decisivo dos delegados sindicais nas acções
de nacionalização e nos dias sequentes.
Por último, enfatizar a necessidade de debater – hoje! – a nacionalização
da banca… nas novas condições e nunca esquecendo as lições da experiência vivida
Abrir debate.
O debate foi animado, particularmente interessante como testemunhos,
e dele guardei –como novas notas – muita “matéria” e duas frases-imagens – ”foi às
pinguinhas ou a conta-gotas” e “às vezes parece estar-se à espera de um comboio
numa paragem de autocarros” –, que aproveitei para abrir, dentro do mesmo
esquema, a apresentação de Almada, que teve idêntica participação (cerca de 40
presentes em cada), com destaque para bancários
reformados e saudosos de experiências e tempos vividos.
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Porque recupero estas notas? Entre outras razões, porque “la
Grèce me blesse” e penso na próxima semana (e na anterior) de corrida aos
bancos… sem haver a força do controle dos trabalhadores da banca que caracterizou
Portugal em Março de 1975.
Ou será que?!...
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