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domingo, agosto 12, 2012
domingo, julho 22, 2012
Para este domingo
Porquê?
... são precisas razões?!
Então vai uma:
Paul Robeson
e porque... como ele canta
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
A long ways from home
A long ways from home
A long ways from home
Oh! my brother
A long ways from home
A long ways from home
A long ways from home
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
A long ways from home
A long ways from home
A long ways from home
Oh! my sister
A long ways from home
A long ways from home
A long ways from home
*
*
há muitas outras versões desta canção do tempo da escravatura, como:
"SOMETIMES I FEEL LIKE A MOTHERLESS CHILD"
from « American Negro Spirituals»
by J. W. Johnson, J. R. Johnson, 1926
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
A long ways from home
A long ways from home
True believer
A long ways from home
Along ways from home
Sometimes I feel like I’m almos’ gone
Sometimes I feel like I’m almos’ gone
Sometimes I feel like I’m almos’ gone
Way up in de heab’nly land
Way up in de heab’nly land
True believer
Way up in de heab’nly land
Way up in de heab’nly land
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
Sometimes I feel like a motherless child
A long ways from home
There’s praying everywhere
domingo, junho 10, 2012
Para este domingo - Sílvio - te molesta mi amor
Esta é uma canção... exigente. Exige várias audições.
Gosta-se de ouvir à primeira (ouve!... é uma canção de amor...). E é!
Mas sente-se que tem algo de diferente. Ouve-se outra vez, e percebe-se que... há ali qualquer coisa mais que uma simples canção de amor (seja isto o que for). Que é...uma canção de amor!
De novo, e de novo se ouve (alguma vez com o poema em apoio - sobretudo depois de se ter visto (sei lá quando ou onde...) que é um homenagem a Fidel. E percebe-se o "qualquer coisa" da canção, primeiro ouvida apenas com a atenção que merecem as canções de que se gosta.
É isso: é uma canção de amor! Mas de um amor que "molesta", que "abre pecho a la muerte y despeña su suerte por un tiempo mejor", que "este amor aguerrido, es un sol encendido, por quién merece amor". Que é o mesmo e vulgar amor, e é mais e outro. Também por quem merece amor e assim se homenageia tomando quem o merece por referência. Viva e inapagável.
Por Quien Merece Amor
Silvio Rodriguez
¿Te molesta mi amor?
Mi amor de juventud,
y mi amor es un arte
en virtud.
¿Te molesta mi amor?
Mi amor sin antifaz,
y mi amor es un arte
de paz.
i amor es mi prenda encantada,
es mi extensa morada,
es mi espacio sin fin.
Mi amor no precisa fronteras;
como la primavera,
no prefiere jardín.
Mi amor no es amor de mercado,
porque un amor sangrado
no es amor de lucrar.
Mi amor es todo cuanto tengo;
si lo niego o lo vendo,
¿para qué respirar?
¿Te molesta mi amor?
Mi amor de humanidad,
y mi amor es un arte
en su edad.
¿Te molesta mi amor?
Mi amor de surtidor,
y mi amor es un arte
mayor.
Mi amor no es amor de uno solo,
sino alma de todo
lo que urge sanar.
Mi amor es un amor de abajo
que el devenir me trajo
para hacerlo empinar.
Mi amor, el más enamorado,
es del más olvidado
en su antiguo dolor.
Mi amor abre pecho a la muerte
y despeña su suerte
por un tiempo mejor.
Mi amor, este amor aguerrido,
es un sol encendido,
por quién merece amor.
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domingo, abril 08, 2012
domingo, abril 01, 2012
domingo, março 04, 2012
domingo, fevereiro 05, 2012
AIS - Mário Viegas (e não só...)
Tinha-se este CD de reserva para passar num domingo qualquer. Porque Mário Viegas é, sempre, uma saudade que apetece recordar, ouvindo.
Acontece que, a passar numa rua da Cova de Iria, encontrei uma AIS-fundação (organização dependente da Santa Sé). Fui consultar o Google para melhor conhecer tal fundação, e tive a surpresa de encontrar uma peça muito significativa da engrenagem da campanha sobre a Síria.Ai!
domingo, janeiro 22, 2012
Neste domingo...
Neste domingo de sol que aquece por dentro, espero o que se espera da vida, tenho notícias do outro lado da vida, fico triste, arrumo-me e desarrumo-me...
Em que é diferente este dia dos outros dias? É domingo!, com a "carga" que nos vem do tempo em que os domingos eram o dia de fazer as coisas mais belas que um homem pode fazer da vida. À Manel da Fonseca.
Ser domingo, para além do dia de descanso do Senhor de alguns (muitos), era o dia em que não se vendiam horas da força de trabalho, em que todas as horas eram nossas, nossas para as usarmos nos trabalhos e quefazerem que quiséssemos.
Depois, com a luta, juntámos-lhe o sábado, com os feriados e as férias. Porque era (e é!) possível que assim fosse (que assim seja) por todo o trabalho feito e cristalizado por aqueles de antes de nós. Pelas suas lutas.
E é isso que nos querem roubar! O termos tempo de vida nossa. O tempo de vida (a vida!) que devemos aos que viveram os séculos e milénios que atrás de nós estão e de somos feitos. Não vamos deixar! Vamos dizê-lo, alto e bom som, no Terreiro do Paço, a 11 de Fevereiro.
Comecei a escrever para dizer outras coisas. Sairam estas. Fiquem e sirvam(-se).
domingo, dezembro 18, 2011
J'écris ton nom
Como quem faz uma viagem a um passado, vivido há mais de 50 anos.
A uma sessão de um cine-clube (Universitário?, Imagem?), ali à Praça de Chile, onde havia um cinema,
E, antes das primeiras imagens do filme, esta voz e este poema:
Gérard Philipe - Liberté (Paul Eluard) por yahadoute
domingo, novembro 20, 2011
Para um domingo com Barbara - à Pantin
O contrário de "la solitude", tão cantada e tão bem por tantos mas nenhum (para mim) como Barbara?
Pois este final de espectáculo em Pantin que é o som desta entrevista, onde encontro a comunhão total do público, activo, interveniente, com o/a artista.
Barbara - la solitude
Tenho um "fraquinho" pela Barbara... Para este domingo, convidei-a. Começa com "solitude" e, lá para o fim do dia, o contrário,,,
domingo, novembro 13, 2011
Para acabar este domingo - Unicórnio azul
Mi unicornio azul
ayer se me perdió,
pastando lo dejé
y desapareció.
Cualquier información
bien la voy a pagar.
Las flores que dejó
no me han querido hablar.
Mi unicornio azul
ayer se me perdió,
no sé si se me fue,
no sé si extravió,
y yo no tengo más
que un unicornio azul.
Si alguien sabe de él,
le ruego información,
cien mil o un millón
yo pagaré.
Mi unicornio azul
se me ha perdido ayer,
se fue.
Mi unicornio y yo
hicimos amistad,
un poco con amor,
un poco con verdad.
Con su cuerno de añil
pescaba una canción,
saberla compartir
era su vocación.
Mi unicornio azul
ayer se me perdió,
y puede parecer
acaso una obsesión,
pero no tengo más
que un unicornio azul
y aunque tuviera dos
yo solo quiero aquel.
Cualquier información
la pagaré.
Mi unicornio azul
se me ha perdido ayer,
se fue.
domingo, novembro 06, 2011
Le Portugais - ainda para este domingo
À boleia da Melina, e muito a propósito de um certo governante, ao nível de secretário de Estado, que tanto nos escandalizou (muito justamente!) ao deixar sair boca fora o que pensa sobre a vida e as "zonas de conforto" que seriam a falta de emprego ou os empregos totalmente desadequados à qualificação ou os subsídios de desemprego, e ao "aconselhar" a emigração,
aqui trago o enteado dela, o Joe Dassin, com esta canção, le Portugais, talvez pouco conhecida hoje, mas infelizmente oportunamente lembrada
Avec son marteau piqueur
Il creuse le sillon de la route de demain.
Il y met du coeur,
Le soleil et le gel sont écrits sur ses mains,
Le Portugais dans son ciré tout rouge
Qui ressemble à un épouvantail...
As-tu vu l'étrange laboureur
Des prairies de béton et des champs de rocailles?
Il faut en faire des voyages,
Il faut en faire du chemin.
Ce n'est plus dans son village
Qu'on peut gagner son pain...
Loin de son toit, de sa ville,
À cinq cent milles vers le Nord,
Le soir dans un bidonville
Le Portugais s'endort.
Il est arrivé a la gare d'Austerlitz voilà deux ans déjà...
Il n'a qu'une idée, gagner beaucoup d'argent et retourner là-bas.
Le Portugais dans son ciré tout rouge
Qui ressemble à un épouvantail -
Il ne t'entend pas,
Il est sur le chemin qui mène au Portugal.
Il faut en faire des voyages,
Il faut en faire du chemin.
Ce n'est plus dans son village
Qu'on peut gagner son pain...
Loin de son toit, de sa ville,
À cinq cent milles vers le Nord,
Le soir dans un bidonville
Le Portugais s'endort.
domingo, outubro 30, 2011
Para um domingo
Bem! Brel é Brel. Brel é... outra coisa.
Mas esta Greco é... outra coisa. E a montagem de fotos sobre este nada esquecer e a tudo se habituar... c'est tout!
domingo, outubro 23, 2011
Para um domingo
Continuo na "onda francesa". Será a do "meu tempo".
Mas mesmo o meu tempo, o nosso tempo tem... tempos. Como o outono, o inverno. Esta é bem a canção do outono.
Les Feuillles Mortes é uma canção de que gostei como de poucas (ainda que raro traduzisse vivências minhas...), mas o poema de Jacques Prévert (tão esquecido!) e a interpretação de Yves Montand... diziam-me (e dizem-me) coisas. Da vida. Do tempo.
O mesmo Yves Montand do Chant des Partisans, que depois, lamentavelmente, passou a ser o outro Yves Montand, do outro lado da barricada, no lado direito da luta... Mas é tão bom ouvir. Com tudo o que de bom e de mau nos pode trazer às memórias!
Oh ! je voudrais tant que tu te souviennes
Des jours heureux où nous étions amis.
En ce temps-là la vie était plus belle,
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle.
Tu vois, je n'ai pas oublié...
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Et le vent du nord les emporte
Dans la nuit froide de l'oubli.
Tu vois, je n'ai pas oublié
La chanson que tu me chantais.
{Refrain:}
C'est une chanson qui nous ressemble.
Toi, tu m'aimais et je t'aimais
Et nous vivions tous deux ensemble,
Toi qui m'aimais, moi qui t'aimais.
Mais la vie sépare ceux qui s'aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit
Et la mer efface sur le sable
Les pas des amants désunis.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Mais mon amour silencieux et fidèle
Sourit toujours et remercie la vie.
Je t'aimais tant, tu étais si jolie.
Comment veux-tu que je t'oublie ?
En ce temps-là, la vie était plus belle
Et le soleil plus brûlant qu'aujourd'hui.
Tu étais ma plus douce amie
Mais je n'ai que faire des regrets
Et la chanson que tu chantais,
Toujours, toujours je l'entendrai !
{Refrain}
domingo, outubro 16, 2011
Para um domingo - Aznavour
Para este domingo, sai este/a:
[assim estava (mal) agendado, como só agora vi... ao regressar a casa]
[assim estava (mal) agendado, como só agora vi... ao regressar a casa]
Les parois de ma vie sont lisses
Je m'y accroche mais je glisse
Lentement vers ma destinée
Mourir d'aimer
Tandis que le monde me juge
Je ne vois pour moi qu'un refuge
Toute issue m'étant condamnée
Mourir d'aimer
Mourir d'aimer
De plein gré s'enfoncer dans la nuit
Payer l'amour au prix de sa vie
Pécher contre le corps mais non contre l'esprit
Laissons le monde à ses problèmes
Les gens haineux face à eux-mêmes
Avec leurs petites idées
Mourir d'aimer
Puisque notre amour ne peut vivre
Mieux vaut en refermer le livre
Et plutôt que de le brûler
Mourir d'aimer
Partir en redressant la tête
Sortir vainqueur d'une défaite
Renverser toutes les données
Mourir d'aimer
Mourir d'aimer
Comme on le peut de n'importe quoi
Abandonner tout derrière soi
Pour n'emporter que ce qui fut nous, qui fut toi
Tu es le printemps, moi l'automne
Ton cœur se prend, le mien se donne
Et ma route est déjà tracée
Mourir d'aimer
domingo, outubro 09, 2011
Para um domingo - Aragon-Ferrat
Estes "para um domingo", para além de tanto fazerem reviver (isto é, viver de novo), estão a tornar-se, também, uma revisão da... língua francesa.
Desta vez, com a extraordinária "ajuda" de Aragon (e uma homenagem a Ferrat, no dia da sua morte).
Desta vez, com a extraordinária "ajuda" de Aragon (e uma homenagem a Ferrat, no dia da sua morte).
Que serais-je sans toi qui vins à ma rencontre.
Que serais-je sans toi qu'un coeur au bois dormant.
Que cette heure arrêtée au cadran de la montre.
Que serais-je sans toi que ce balbutiement.
J'ai tout appris de toi sur les choses humaines.
Et j'ai vu désormais le monde à ta façon.
J'ai tout appris de toi comme on boit aux fontaines
Comme on lit dans le ciel les étoiles lointaines.
Comme au passant qui chante, on reprend sa chanson.
J'ai tout appris de toi jusqu'au sens de frisson.
J'ai tout appris de toi pour ce qui me concerne.
Qu'il fait jour à midi, qu'un ciel peut être bleu
Que le bonheur n'est pas un quinquet de taverne.
Tu m'as pris par la main, dans cet enfer moderne
Où l'homme ne sait plus ce que c'est qu'être deux.
Tu m'as pris par la main comme un amant heureux.
Qui parle de bonheur a souvent les yeux tristes.
N'est-ce pas un sanglot que la déconvenue
Une corde brisée aux doigts du guitariste
Et pourtant je vous dis que le bonheur existe.
Ailleurs que dans le rêve, ailleurs que dans les nues.
Terre, terre, voici ses rades inconnues.
Louis Aragon, Le roman inachevé
domingo, outubro 02, 2011
Para este domingo - avec le temps
Estava "de reserva" para um domingo. Pode ser este!
Para tantos dias da nossa vida!
Avec le temps
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie le visage et l'on oublie la voix
Le coeur quand ça bat plus, c'est pas la peine d'aller
Chercher plus loin, faut laisser faire et c'est très bien
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre qu'on adorait, qu'on cherchait sous la pluie
L'autre qu'on devinait au détour d'un regard
Entre les mots, entre les lignes et sous le fard
D'un serment maquillé qui s'en va faire sa nuit
Avec le temps tout s'évanouit
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
Mêm' les plus chouett's souv'nirs ça t'a un' de ces gueules
A la Gal'rie j'Farfouille dans les rayons d'la mort
Le samedi soir quand la tendresse s'en va tout' seule
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre à qui l'on croyait, pour un rhume, pour un rien
L'autre à qui l'on donnait du vent et des bijoux
Pour qui l'on eût vendu son âme pour quelques sous
Devant quoi l'on s'trainait comme trainent les chiens
Avec le temps, va, tout va bien
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie les passions et l'on oublie les voix
Qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
Ne rentre pas trop tard, surtout ne prend pas froid
Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
Et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu
Et l'on se sent glacé dans un lit de hasard
Et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard
Et l'on se sent floué par les années perdues
Alors vraiment
Avec le temps on n'aime plus.
_________________________Para tantos dias da nossa vida!
Com estes poemas, e assim "ditos"
(sacana do anarca, do "gueule d'ananar"!...),
nos encontramos e nos desencontramos.
Era exactamente "isto" que queríamos dizer...
... e nunca diremos "isto"
ou "assim".
domingo, setembro 25, 2011
Para um domingo - O Beijo do Sol, do Pedro Osório
Rascunho alguns "posts" a partir de leituras e audições, guardando-os para sairem mais tarde. Como é o caso dos CD com música para um domingo.
Ao passar pelo que ficou encarregue de aparecer neste domingo, "le temps qui reste...", de Dabadie-Reggiani, tive um sobressalto. Não o que me provocou (e provoca natural e habitualmente), mas um diferente, marcado pelo "tempo" de agora, por destes dias próximos, de ontem e anteontem. Marcado pelo "tempo" destes dias de Aristides Pereira, uma figura a quem quero prestar uma enorme homenagem, e de José Niza, muito antigo conhecido e com recentes e calorosas relações de amizade (um grande beijo para a Bló).
Por isso, resolvi antecipar um outro para um domingo que estava na "lista de espera", e me parece muito oportuno, pela alegria de viver, pelo beijo do sol que o Pedro Osório nos traz.
(a partir de um tradicional do Quénia
... Ah!, a África!)
E um desenho (inédito) de Álvaro Cunhal
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