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quinta-feira, novembro 26, 2015

O "sapo", os discursos e as ameaças

O "sapo" é grande. Difícil de digerir.
Seguindo o sapo, podendo reler-se os discursos "ouvistos" e revistos e comentados nos canais todos, a tomada de posse e o início de funções do XXI governo constitucional não teria encerrado um ciclo e começado um outro.
A "direita" não se conforma e Cavaco Silva, com o seu discurso em que diz estar a dar uma posse que não queria dar mas a que era obrigado com a ameaça de que, não abdicando de nenhum dos poderes que ele considera ser os seus (de um PdaR, de acordo com a Constituição?), vai vigiar e dificultar quanto pouder a acção (e que até pode vir a demitir) do governo que, contra a sua vontade, acabara de empossar.
Os cidadãos que também não abdicam das suas prerrogativas de cidadania estão completamente fartos do senhor Cavaco Silva a representar no papel de Presidente da República sem saber o texto (ou não lhe ligando nenhuma), improvisando mal e porcamente, como se ele fosse tudo no palco e o resto paisagem e figurantes   

Tomou posse o XXI governo constitucional

Estou a acabar de assistir à tomada de posse do XXI governo de Portugal em democracia constitucional, no Palácio da Ajuda. É a transmissão televisiva de uma cerimónia de pompa e circunstância que esconde a verdade das coisas, das relações entre os seres humanos, o lado hipócrita da actividade tão nobre que é (deveria se) a política.
Agora, será o tempo de escalpelizar, ou autopsiar, os discursos de Cavaco e de António Costa, o que foi dito por detrás do que dito foi. Se me vier aos dedos, não deixarei de o fazer, como cidadão empenhado que sou. Mas, por agora, o que me veio à ideia (e aos dedos que procuram...) foi o 25 de Abril de há um quarto de século em que participei em cerimónia parecida com esta, em que fiz parte, bem constrangido, deste desfile de cumprimentos protocolares em que, orgulhoso do meu cravo vermelho, tive de apertar a mão a um primeiro-ministro alérgico a cravos.
E, antes disso, registar o começo formal de um novo troço de caminho, que começa depois desta tomada de posse de hoje, numa situação que foi provocada por umas eleições. E que (não se esqueça!) tudo se iniciou com uma declaração de Jerónimo de Sousa que disse "o PS só não será governo se não quiser!" bem diferente das palavras do actual primeiro ministro, que cumprimentavam o "vencedor" e que afirmavam que o PS não iria fazer oposição negativa.