domingo, janeiro 07, 2007

memória de economista - 6

Um jovem casal português (ou esloveno...), na ausência de uma política de habitação nacional, recorre a um desses “produtos” bancário-financeiros. Assim se endivida e começa a pagar (mais)um juro determinado que, depois, fica sujeito às oscilações das taxas de juro sobre-determinadas, a partir de Frankfurt, pelo sexteto (ou será septeto?… esta memória!) de eurobanqueirocratas. Ora estes, ao serviço de quem servem, terão menos em consideração a política de habitação em Portugal (ou na Eslovénia... se houvesse) e o endividamento dos jovens casais portugueses (ou eslovenos…), que o aniversário da esposa (ou da amante) e o shampoo para o banho do cãozinho que anda lá por casa e pelo jardim (que não foram comprados beneficiando de crédito bancário sujeito a alteração de taxas de juro…),

sábado, janeiro 06, 2007

6ª (e última, obviamente) de 6 "sentenças"... discutíveis, claro!

6. Tem de haver, sempre, os que hão de ir à frente, por estarem na primeira linha das lutas, por serem vanguarda, por serem, do leite, a superfície e não a nata que do leite se separou.

memória de economista - 5

Entretanto, entre o tempo da inflação verificada e a actual, da inflação esperada, muito coisa aconteceu pelas economias, que mais em finanças se tornaram, e a crescente e avassaladora invasão dos “produtos” (!) financeiros que são “oferecidos” aos cidadãos/ãs têm tido um efeito perverso, no que às condições e qualidade de vida cidadã respeita.

5ª de 6 "sentenças"... discutíveis, claro!

5. Lutar contra as injustiças, sim!, lutar contra a exploração do homem pelo homem, sim! SEm dúvidas nem hesitações. Mas a luta contra só pode ter resultados se for com os injustiçados, com os explorados.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

4ª de 6 "sentenças"... discutíveis, claro!

4. Tomar o partido dos mais fracos, apenas por serem os mais fracos, pode ser a forma de os levar a aceitar a sua fraqueza, e a não lutarem contra ela, a tornarem-se dependentes dos que por eles tomaram partido.

memória de economista - 4

A inflação esperada, ou seja, o aumento de preços que o INE estima que venha a ser o do ano próximo, passou a ser o instrumento que serve para a fixação de salários, ou dos irrisórios aumentos salariais, e para, dessa forma, se concretizar uma chave da política prosseguida – para não dizer a chave! – que é a contenção salarial.
De onde resultou, com a passagem da inflação verificada à inflação esperada, alteração subrepticiamente introduzida, que, em vez dos aumentos salariais serem para repor poder de compra – além de outras variantes como a do aumento da produtividade e a da repartição do Rendimento Nacional – servirem para compensar, por baixo, o que vai ser a esperada, por baixo, a perda do poder de compra.

memória de economista - 3

A inflação verificada, isto é, o aumento de preços calculado pelo INE relativamente ao ano que passou, era um instrumento para a contratação colectiva e, por essa via, para que se procurasse que, no mínimo, o poder de compra perdido pelos salários, ao longo do ano, fosse recuperado.

3ª de 6 "sentenças"... discutíveis, claro

3. Como dizia Brecht, não se é perseguido por se ter razão...
e acrescentava que, tivessem os perseguidos força, não seriam perseguidos, tivessem razão ou não.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

memória de economista - 2

De quem deu nome ao paradoxo do pão aumentar o preço e ter maior procura não me lembro quem foi... nem vou procurar, mas o que me está a vir à cabeça com teimosa frequência é um tal Gini, que deu o seu nome a um índice que ilustra as dispersões de rendimento e, logo, os níveis de desigualdades.
E envergonha-me ver sempre Portugal como o "mais desigual" da "Europa", ali ao ladinho dos Estados Unidos.
E, pior, ser isso tomado como fatalidade (ou instrumento), e as políticas nada fazerem para o corrigir. Bem pelo contrário! Alegremente e sem vergonha.

Hoje, acordei triste e desaustinado... ature-me quem tiver pachorra

Houve quem dissesse, com ar fatalista e pesar na voz,
... mais um que se vai embora...

Irei, irei... mas não foi - ainda! - desta!

E viva o velho! Aqui para as curvas e na(s) luta(s).

2ª de 6 "sentenças"... discutíveis

2. Por vezes, os mais fracos são-no (ou estão-no) por não terem razão, e os mais fortes são-no (ou estão-no) por a terem.

memória de economista - 1

O amento do preço do pão - e logo em 20% -pode não levar a que se consuma menos pão como as "leis do mercado" determinariam.
Nalguns casos/casas, custar o pão mais 20% pode fazer com que, menos sobrando para o resto, haja que comprar mais pão.
Se a memória (do economista) estivesse fresca, e não está..., até se lembrava do nome que tinha este paradoxo.

1ª de 6 "sentenças"... discutíveis, claro!

1. Nem sempre estar do lado dos mais fracos é uma atitude justa.

domingo, dezembro 31, 2006

Informação

Enquanto espero que "isto" se resolva, o senhor Mounti, o gato!, pode ser vis(i)t(ad)o, provisoriamente, no "blog" foto&legenda.blogspot.com (que, aliás, acho que merece ser visitado...).
Pedindo desculpa pelo incómodo. ele será menor se usarem os "links".
Reitero os desejos de Bom 2007 e muito a gradeço todas as mensagens que me chegaram via SMS.
Sérgio Ribeiro

sábado, dezembro 30, 2006

S.O.S.

Nos outros blogs em que "mexo" coloco imagens sem problemas. Neste, a partir de certa altura, e sem que eu tenha feito (conscientemente...) algo para isso, deixei de conseguir meter fotos. E não tem faltado tempo perdido e tentativas frustradas...
Fazem-me cá uma falta... uma foto do Mounti em su sofá privativo, por exemplo. E muitas outras para ilustrarem estas duas vilegiaturas por S. Pedro do Sul (e Serra da Gralheira) e Piodão (e Serra do Açor), de que tenho notas que gostaria de publicar mas nunca só prosa.
Se alguém me puder ajudar, ficava muito agradecido... bem como o clube de fãs do Mounty.
Bom ANOVO (ano novo, ano ovo, anovo) para todos!

domingo, dezembro 24, 2006

Caros visitantes

Decerto por inépcia minha, não estou a conseguir meter, neste blog, fotos. Como estou a fazer, sem problemas, noutros blogs que "alimento" (Som da Tinta e Foto&Legenda).
Gostaria de ter ilustrado o post anterior, com mais uma foto do "nosso gato", do Mounti. mas não fui capaz apesar de ter empenhado muito tempo nesse esforço. Paciência.
Aproveito para desejar, a todos, Boas Festas, sobretudo um 2007 que seja um passo para um futuro melhor para todos e não esta caminhada carangueja ao serviço de uns poucos que foi 2006.
É assim que penso e é assim que quero transmitir esta mensagem em resposta a tantas que têm sido a grata prova de que não me esqueceram neste dia.
Obrigado!
Sérgio Ribeiro

Entre o gato e a parede

ou
as alegrias de um regresso a casa… e ao gato!

O nosso gato é um senhor. Sobranceiro, indiferente. Quase sempre por fora, pelos campos, não acorrendo a chamados, raramente dado a ternurices. É um gato. E um senhor.
Mas não é assim quando nos afastamos uns dias do seu convívio. Quando fazemos viagens de algum tempo que nos levam para longe da casa. E dele.
Quando assim é, o regresso mostra quanto a nossa falta foi por ele sentida.
Acorre, correndo, lança uns miados meio de boas-vindas, meio de protesto, meio de satisfação, meio (talvez…) de relato do que por cá se passou enquanto estivemos ausentes.
E não nos larga. Ronda-nos. Cerca-nos. Quase parece pedir que nos sentemos ou, melhor, que nos estiquemos num sofá.
Ao sentarmo-nos à secretárias para ver os mails e essas coisas, salta para os nossos colos, alternando os ronronares e amassamentos, os abraços à roda do pescoço da senhora dona com incursões pelo colo masculino para dar umas marradinhas por baixo do queixo, como quem quis “também senti a tua falta…”
E rápida chega a noite. Sem que ele esteja saciado da nossa presença regressada. Primeiro, impede a dona de fazer o seu tricot, porque é impossível manobrar as agulhas com um gato ao colo e reclamando carinhos. Depois, faz umas incursões ao meio dos jornais que estão a ser abertos e vistos pelo dono para se actualizar, como que para insistir na mensagem que ele também lhe é querido. Embora menos… mas paciência.
Depois, acalma-se e acama-se entre nós dois e não, como de hábito, em lugar próprio e exclusivo, faz-se novelo de onde, de vez em quando, estica uma patita para nos tocar, estende o pescoço para um afago no baixo do queixo. Deixa-se dormir como a imagem da bem-aventurança.
Quando resolvemos deitar-nos, deixamo-lo sossegadinho e fazemos todos os preparativos procurando não o perturbar no seu tranquilíssimo sono.
O caso é que, estamos nós ainda nas leituras pré-sono, o nosso gato, sentida a falta de companhia no sofá, vem, pé ante pé, espreguiçando-se, e salta para o que considera o seu lugar, no côncavo do braço da dona, amassando o sovaco.
Terminadas as leituras porque os sonos estão chegando, a dona, com cuidados e ternuras mil (conversam muito os dois, em surdina…) deposita-o aos pés de nós dois, num espaço que se abre entre as nossas pernas.
E ele fica. E assim adormecemos os três.
Mas… Mas, lá para meio da noite, o senhor gato deve lembrar-se das saudades que teve de nós, sobretudo da dona, e sobe, cama acima até se aconchegar no que deve considerar ser o seu lugar, ao lado da dona, todo esticado e volumoso.
Importa dizer, a propósito de aconchego, que a nossa (de nós três) casa é aconchegadinha, pequena, o quarto pequeno e a cama pequena porque maior não caberia no pequeno quarto. Resultado: três na horizontal e em paralelo torna-se difícil. Ela, a dona, chega-se um pouco mais para o centro esquerda da cama para dar espaço ao gato, e ele, o dono, fica, quase espalmado, entre o gato e (ela) e a parede.
Dorme-se mal nas noites de regresso a casa. Perdão, dormem mal os donos que nós somos, dorme regalado o gato nosso que ele é.

24.12.2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

"a compatibilidade da concorrência e do serviço universal são totalmente compatíveis", dizem eles...

Esperando benevolência para esta reacção de transcrever o que acabo de ler, e talqualmente, está aqui matéria da maior importância e que pode ajudar a melhor perceber as linhas com que nos estão a coser...
UE: des Etats membres s'inquiètent
d'une libéralisation totale du marché postal

BRUXELLES (AFP) - 11/12/2006 15h52 - Une dizaine d'Etats membres ont exprimé lundi leurs inquiétudes face à la prochaine libéralisation du courrier ordinaire dans l'Union européenne (UE), qui selon la proposition de loi de la Commission européenne, devrait intervenir au 1er janvier 2009.
Lors d'une réunion à Bruxelles, les ministres européens ont discuté pour la première fois lundi de ce projet ultrasensible, présenté le 18 octobre par la Commission.
Tandis que l'Allemagne, la Suède et la Grande-Bretagne --qui ont déjà ouvert leur marché postal-- ont apporté leur soutien complet à la Commission, d'autres Etats, tels que la France, la Pologne ou encore l'Italie ont exigé des "garanties" pour protéger un service universel postal de qualité.
Le service universel suppose que soit assuré à chaque citoyen, où qu'il vive, au moins une distribution et une levée du courrier, cinq jours par semaine.
Les services postaux européens sont déjà partiellement libéralisés en vertu de deux directives datant de 1997 et 2002.
Mais en octobre, la Commission a présenté un projet de directive proposant de peaufiner l'ouverture du secteur postal, avec la libéralisation d'ici à 2009 des lettres de moins de 50 grammes, dernière chasse gardée des monopoles historiques.
C'est la France qui s'est montrée la plus virulente lundi, réaffirmant haut et fort qu'elle souhaitait "un service universel de grande qualité".
"Si nous n'obtenions pas les garanties nécessaires en matière de financement du service universel, la France demandera le maintien d'un service réservé", a d'ailleurs prévenu le ministre français de l'Industrie, François Loos.
Le ministre a ajouté que pour lui, la date de 2009 restait "tout à fait indicative et, en aucun cas, ne pourrait être impérative".
"Les garanties doivent être renforcées", a appuyé le ministre de la Communication italien Paolo Gentiloni, qui estime qu'il "serait inacceptable qu'au nom de la libéralisation de l'Europe, la qualité du service soit moins bonne".
La Pologne pour sa part a demandé que la libéralisation aille "à un rythme qui tienne compte des situations différentes dans les Etats membres". Pour Varsovie, une période de transition est en effet "importante pour les nouveaux Etats membres qui ont disposé de moins de temps pour se préparer à une exposition totale à la concurrence".
Pour Berlin au contraire, cette libéralisation totale est "un pas décisif, qui doit être fait". L'Allemagne, qui présidera l'UE au 1er semestre 2007, a d'ailleurs déjà indiqué qu'elle comptait décrocher un accord politique sur le sujet au mois de juin.
"L'ouverture du marché postal au 1er janvier 2009 ne fait pas l'unanimité, pourtant elle est est réaliste", a estimé la secrétaire d'Etat à l'Economie Dagmar Woehrl, pour qui "la concurrence et la garantie du service universel sont totalement compatibles".

sábado, dezembro 09, 2006

Contra a desmemória

Vejam, por favor, o blog http://som-da-tinta.blogspot.com

Na velha chaminé-lareira

Senti-me bem aqui, à lareira, desfrutando, neste tempo chuvoso e frescote, antigos e saudosos calores... e deixei-me adormecer.

Mas que raio de coisa é esta? Raios e coriscos!

Não se pode dormir descansado nesta casa sem que venham logo estes raios de coisas a que chamam flash?!

Não há p'raí um livro de reclamações?