A CDU?
A lembrar, teimosamente,
o que todos querem esquecido:
os SEUS objectivos!
domingo, setembro 27, 2009
sábado, setembro 26, 2009
A reflectir (!) mas já envolvido noutra antes de terminada esta
Em dia de reflexão - isto das pessoas serem convocadas a reflectir num dia, na véspera, é curioso... -, lembro que esta é uma campanha para três eleições. E faço a "ponte" entre a 2ª e a 3ª, transcrevendo um espaço ocupado pela CDU-Ourém no Notícias de Ourém de ontem (com outra paginação... mas isso é para outras "cunbersas").

As listas de candidatos
e a sua utilidade para quem ou para quê
Se entendemos – na nossa perspectiva política – que todos os votos são úteis porque exprimem uma posição cidadã, e que os na CDU têm outra utilidade têm porque são contra as políticas desastrosas contra os interesses de Portugal, dos portugueses, dos trabalhadores, também entendemos que todas as listas são úteis, embora algumas num sentido perverso – na nossa perspectiva política, claro…
Para as autárquicas em Ourém todos os votos expressos serão úteis. Porque resultam de escolhas, que se desejariam informadas, conscientes, em 3 partidos e uma coligação para os órgãos municipais, mais 4 movimentos para 4 assembleias de freguesia. Poderá haver algum ludíbrio na independência de um ou outro movimento, como, por exemplo, no movimento de Fátima de que o mandatário é o nº 2 na lista para a Câmara pelo PS…
De qualquer modo, o voto é sempre útil… e deveria ser, como se deseja, informado e consciente.
Já para as legislativas, a realizar no domingo 27, a proliferação de partidos que só aparecem nestes momentos, de 4 em 4 anos, todos queixando-se e protestando contra as políticas (e os “políticos”) que há 33 anos nos governam, ou contra aspectos particulares dessas políticas, só serão úteis para a continuidade das políticas contra as quais se afirmam e vão a votos. Pelo que se poderiam considerar inúteis os votos nesses candidatos. Mas não são! São úteis porque atraem descontentamento, canalizam desilusão, desviam e anulam a vontade/necessidade de mudar ao retirar votos de onde poderiam ter expressão e algum efeito. Ou seja, serão úteis para a manutenção do que dizem estar contra. [E não se confunda com as autárquicas (de Ourém) porque a "nossa mudança" tem a ver com rupturas, com outras políticas e não mantendo as mesmas que, a nível central e local, têm sido prosseguidas.]
Mais. Nuns casos não há inocência. Como no repetir de discursos e na cópia de símbolos. Quantos milhares dos poucos milhares de votos no MRPP são votos que quereriam ser na foice e no martelo que estão junto ao girassol dos Verdes e não para aquele partido? ou, até, se anule o voto porque há – sabemos que houve! – quem vote nos dois para que fique mais claro o querer do voto!
Nas eleições do dia 27 de Setembro, de domingo, ou oureenses votam para escolher 10 deputados pelo distrito de Santarém. Para isso – e só para isso – servem os distritos. A lista da CDU tem como 1º nome António Filipe, que tem raízes familiares em Alcanena, é professor universitário e actual vice-presidente da Assembleia da República.
O voto na CDU é numa coligação do PCP com os Verdes e a Intervenção Democrática, acolhendo muitos independentes que também querem uma mudança real, uma ruptura com estas políticas. Um viver melhor. Que, sim, é possível!
Para as autárquicas em Ourém todos os votos expressos serão úteis. Porque resultam de escolhas, que se desejariam informadas, conscientes, em 3 partidos e uma coligação para os órgãos municipais, mais 4 movimentos para 4 assembleias de freguesia. Poderá haver algum ludíbrio na independência de um ou outro movimento, como, por exemplo, no movimento de Fátima de que o mandatário é o nº 2 na lista para a Câmara pelo PS…
De qualquer modo, o voto é sempre útil… e deveria ser, como se deseja, informado e consciente.
Já para as legislativas, a realizar no domingo 27, a proliferação de partidos que só aparecem nestes momentos, de 4 em 4 anos, todos queixando-se e protestando contra as políticas (e os “políticos”) que há 33 anos nos governam, ou contra aspectos particulares dessas políticas, só serão úteis para a continuidade das políticas contra as quais se afirmam e vão a votos. Pelo que se poderiam considerar inúteis os votos nesses candidatos. Mas não são! São úteis porque atraem descontentamento, canalizam desilusão, desviam e anulam a vontade/necessidade de mudar ao retirar votos de onde poderiam ter expressão e algum efeito. Ou seja, serão úteis para a manutenção do que dizem estar contra. [E não se confunda com as autárquicas (de Ourém) porque a "nossa mudança" tem a ver com rupturas, com outras políticas e não mantendo as mesmas que, a nível central e local, têm sido prosseguidas.]
Mais. Nuns casos não há inocência. Como no repetir de discursos e na cópia de símbolos. Quantos milhares dos poucos milhares de votos no MRPP são votos que quereriam ser na foice e no martelo que estão junto ao girassol dos Verdes e não para aquele partido? ou, até, se anule o voto porque há – sabemos que houve! – quem vote nos dois para que fique mais claro o querer do voto!
Nas eleições do dia 27 de Setembro, de domingo, ou oureenses votam para escolher 10 deputados pelo distrito de Santarém. Para isso – e só para isso – servem os distritos. A lista da CDU tem como 1º nome António Filipe, que tem raízes familiares em Alcanena, é professor universitário e actual vice-presidente da Assembleia da República.
O voto na CDU é numa coligação do PCP com os Verdes e a Intervenção Democrática, acolhendo muitos independentes que também querem uma mudança real, uma ruptura com estas políticas. Um viver melhor. Que, sim, é possível!
João Ferreira, deputado no PE, Sérgio Ribeiro, cabeça de lista à AM-Ourém,
e António Filipe, vice-presidente da AR e cabeça de lista por Santarém nas legislativas 2009,
em 13 de Setembro, no Xico Sto. Amaro-S.Sebastião-Ourém
sexta-feira, setembro 25, 2009
Peço desculpa!
Peço desculpa aos meus eventuais visitantes. Depois de ter passado os olhos pelos orgãos de comunicação social nas bancas (e dos bancos), venho, de baraço ao pescoço, solicitar indulgência e reconhecer que vos enganei no que publiquei nos "posts" abaixo.
Foi uma coisa que me passou pela cabeça. Se calhar sonhei...
O que me pareceu ter sido um evento extraordinário que eu teria vivido, digno de destacada menção informativa, foi, decerto, um invento da minha cabecinha já perturbada, que não foi capaz de interpretar os claríssimos números que mostram a tal de CDU como a 5ª força política deste País, incapaz de encher a Betesga quanto mais o Rossio, sem gente (de Setúbal e Lisboa) para ocupar os sanitários do restaurante do lago do Campo Grande e se julga com força e confiança para meter 7000 corpos no enorme Campo Pequeno.
Desculpem lá todos e todas. Isto são delírios que me dão...
Festa na festa, alegria na alegria
confiança na confiança!
Obrigados à Luísa Bastos, ao Samuel, aos Tocá Rufar..JPG)
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E que tal esta?, do grande Zé Gomes Ferreira:
Democracia é alternância
repetiu de novo a embalar o tédio
um senhor de sono espesso.
Como se fosse possível - ó gloria! ó ânsia! -
construir um prédio,
mudando de vez em quando
os mesmos tijolos do avesso
Uma frase
Do comício de ontem. dos distritos de Lisboa e Setúbal, que encheu de mais de 7000 pessoas o Campo (feito) Pequeno, trasncrevo uma frase de Jerónimo de Sousa:
"... as sondagens estão a puxar-nos para trás..."Para isso elas servem... mas nós não vamos!
As fotos (quase) privativas seguem dentro de momentos.
quinta-feira, setembro 24, 2009
A sorte de um militante com fotógrafo privativo
... e amigo, ainda por cima (e acima de tudo!)
... e aí vão eles a caminho do Campo Pequeno!
Depois, voltaremos... com fotos para aqui colocar.
... e aí vão eles a caminho do Campo Pequeno!
Depois, voltaremos... com fotos para aqui colocar.
O povo, os do povo e os... outros!
Ontem, fui com um amigo a um comício (pode chamar-se comício ao que ali aconteceu?...) em Alpiarça.
Estive no palco e, antes de falar Jerónimo de Sousa, ouvi coisas daquelas com que concordo. E aplaudi.
Depois, o Jerónimo falou. E começou por falar do António Abalada, do Álvaro Brasileiro, destes dois camaradas com quem estive em Caxias, e que o Jerónimo escolheu para exemplos, para simbolos do povo de Alpiarça, da sua luta na resistência. Do povo que ali estava, enchendo o Largo dos Águias. No meio desse povo, sendo esse povo, na primeira fila, netos dos Abaladas e dos Álvaros. Lindos na sua juventude.
Confesso (mas confesso mesmo!) que chorei ao ouvir assim referir nomes tão queridos e tão cheios de... homens a sério. Ao lembrar coisas que fazem chorar um homem. Sem vergonha de chorar!
E o Jerónimo, estando "em casa", com a sua gente, arrancou um discurso (pode chamar-se discurso aquela conversa com amigos?...) como nunca o tinha ouvido, e já ouvi dele dezenas de discursos seus... Sem um papel, sem uma nota, sem ponto. Sem rede. Ele e nós. Um discurso político! Uma intervenção política como eu acho (posso achar, atentos comentadores anónimos?...) que deveria ser a política.
Em que, como discurso político que era, entre outras muitas coisas explicou, sem margem para quaisquer ambiguidades, a posição do PCP sobre entendimentos com outras forças políticas, sempre - e só! - na base da discussão de políticas a concretizar.
E estava o largo cheio de comunicação social, de máquinas de transmitir mensagens, ali encrustradas no povo que enchia o Largo dos Águias de Alpiarça, o Largo da Esperança.
Pois, hoje, recebo um sms do amigo que me acompanhou que diz assim
"Jerónimo não fecha portas a entendimento com o PS" - rtp1. Miseráveis!
Na verdade... ah, pois são! E o ameu amigo soube bem ver o que estava por detrás do modo como se manipula a informação, se torna o que é rico de conteúdo em paupérrimo e perverso (sem ser falso!), como se escolhe o artificial em prejuízo do que é essencial. Do calor da amizade, da solidariedade. Do ser... humano!





Sejamos claros...
Não tenho nada de pessoal contra o Anibal, o Francisco, o José, a Manuela, os Paulos (*), o Vitor, e outros que mais, e procuro que a grande admiração e estima pessoal que tenho pelo Jerónimo não entre nestas avaliações e tomadas de posição. O único critério que entendo dever usar nas minhas avaliações e tomadas de posição políticas se deve fundar, não em considerações pessoais, mas naquilo que cada um deles protagoniza e no grau de confiança que cada um deles, e quem os acompanha, me merece e o seu passado justifica ou não.
Disse!
________________________________________
(*) sobre um destes terei razões pessoais - e fortes - mas procuro que não entrem nestas considerações...
quarta-feira, setembro 23, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
Reflexões lentas e curtas- 4 - A governabilidade como Poder aparente ao serviço do Poder real
1. Há partidos que são do Poder e partidos que o não são?
2. Não é o PCP um partido do poder?
.....a. Este PCP (O Partido com paredes de vidro)… e não outro
3. O Poder aparente e o real Poder
4. A governabilidade como Poder aparente ao serviço do Poder real
5. Ser Poder no Poder Local não conota como poder?
6. Partido e Poder – lutar contra a promiscuidade
.....a. Os maus exemplos.
.........i. Dos outros – hoje, aqui: PS no Poder Central/PSD no Local.
.........ii. Dos "nossos" – o mau exemplo dos últimos anos da URSS
7. O XIII Congresso (Extraordinário) 1990 – a lição que mais retive
.....a. A coragem e a lucidez
.....b. Uma das causas – Partido/Poder
.
2. Não é o PCP um partido do poder?
.....a. Este PCP (O Partido com paredes de vidro)… e não outro
3. O Poder aparente e o real Poder
4. A governabilidade como Poder aparente ao serviço do Poder real
5. Ser Poder no Poder Local não conota como poder?
6. Partido e Poder – lutar contra a promiscuidade
.....a. Os maus exemplos.
.........i. Dos outros – hoje, aqui: PS no Poder Central/PSD no Local.
.........ii. Dos "nossos" – o mau exemplo dos últimos anos da URSS
7. O XIII Congresso (Extraordinário) 1990 – a lição que mais retive
.....a. A coragem e a lucidez
.....b. Uma das causas – Partido/Poder
.
A questão da governabilidade tem estado muito presente - e não só a partir desta campanha... - no debate político e no fundamento, ou pretexto, de algumas decisões ou projectos de, em Portugal.
Já próximo deste léxico começou por aparecer a ideia-frase, que nem conceito seja a ser, de (boa) governança, vinda das "Europas", com o pressuposto que está tudo arrumado, não há que discutir organização e natureza do Estado, arquivou-se a ideologia (ou substitui-se pela da economia de mercado e pragmatismo), há, sim, que governar bem a parir do que está assente e é fim da História.
É evidente que estas ideias não se formulam assim, mas estão escondidas no substracto do demagógico discurso político, do necessário multifacetado esforço para iludir as massas, que em democracia vivem ou julgam viver porque o Poder real lhes oferece o direito a votar periodicamente, informando-as selectiva e manipuladamente para que as escolhas não sejam arriscadas.
A questão da governabilidade coloca-se no "magno problema-alvo" do bi-partidarismo alternante ao centro, das vantagens das maiorias absolutas que a possibilite, à governabilidade, ou a facilite. Nesta actual campanha (duas em uma), os cenários têm sempre latente essa questão, e o espectro da ingovernabilidade por não haver maiorias, ou absolutas, ou de antemão concertadas entre personagens, que não de programas políticos e de políticas onde possam coincidir e compatibilizar-se.
Também assim é no Poder local, em que houve uns ameaços, preocupantes porque quem tem o Poder aparente na mão não é de desistir, e o Poder real que o comanda de desistir não é e pressiona sem olhar a meios para ter o que mais lhe convem, para manter a dominância na sociedade.
A governabilidade traduz-se, para o Poder aparente, em governar com habilidade por forma a dar satisfação ao Poder real, dos grupos financeiros.
Reflexões lentas - a propósito do "clima"
Ontem no fim de um dia cansativo, uma conversa. Um pouco em carne viva. Com uma das pessoas que me são mais queridas - até porque muito querida foi.
Na conversa, e a propósito de coisas de hoje, veio à baila uma situação de há oito anos, e eu disse-lhe quanto me chocara, para além do caso pessoal que não esquecerei nem a que me habituarei, uma reacção de um fulaninho à minha indignação por publicamente ter sido sugerido, em pura invenção mas com claríssima intenção, que "eu me vendera" para ter benefícios de ordem política. Essa reacção foi "qu'é que tu queres? disse isso porque em política vale tudo!".
Pois o meu interlocutor de ontem, na inhabitual longa conversa, saiu-se com esta "... é!, é a porca da política". A esta frase reagi. Com uma calma e uma contenção também inhabituais, mas que hábito têm de se tornar: "Não, meu filho, não é a porca da política, é a política porca!"
E dormi (pouco e mal) sobre a nossa conversa e esta troca de frases.
.
O ser humano é social por sua segunda natureza, e a política é-lhe inerente e igual a acção no colectivo. Em que não há ilhas nem Robinsons Crusoés a não ser em ficção (e mesmo aí tem de se arranjar um Sexta-Feira...). E pode ser (deve ser) a actividade mais nobre. porque é a assunção de que somos também os outros.
Vê-la emporcalhada custa muito! Dói.
Atenção!
Transcrevo um comentário que fiz a mais um excelente post do samuel-cantigueiro
Tudo certo o que dizes. Tudo! Mas é importante não nos deixarmos envolver num "caso" desta dimensão em que, numa ponta, um diz-se "clarificado" e, na que se quer ponta do lado extremo, outro pede (sugere?, levanta a lebre?) a saída do PR.
A cinco dias de eleições legislativas?! Isto é a política porca que faz com que haja o sentimento que porca é a política.
Que tristeza... e que perigos!
Abraço
Que tristeza... e que perigos!
Abraço
segunda-feira, setembro 21, 2009
Comenta dores
A OCDE publicou um dos seus periódicos relatórios.
E, hoje, aconselha que os Estados membros fazem investimentos públicos em determinadas áreas.A antena 1 foi ouvir um dos seus comentadores, Nicolau Santos, especializado em economia.
O comentador especializado comentou.E, no rápido comentário que fez, entre outras coisinhas e mais ou menos, disse que o relatório parecia ter sido escrito por Socrates porque este já apelou ao investimento privado para que investisse nessas áreas...
Sem comentários!
domingo, setembro 20, 2009
As sonda(gen)s... ainda
Ah!... e embora haja quem possa pôr em dúvida, penso - e diria - exactamente o mesmo se as sondagens dessem projecções mais favoráveis à CDU do que aquilo que se virá a verificar, como sempre/nunca acontece. O que, na "técnica" da amostragem e, sobretudo, na lógica da luta de classes, seria obviamente impossível!
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