quinta-feira, junho 23, 2022

PAZ, SIM!

 Apelo

Paz sim!

Guerra e corrida aos armamentos não!

O respeito pelos princípios do direito internacional, conformes com a Carta da ONU e os constantes na Acta Final da Conferência de Helsínquia, é o caminho para garantir a paz, a segurança, a cooperação, a justiça, os direitos dos povos.

Independentemente de opiniões diversas sobre os desenvolvimentos no plano internacional, como a situação na Palestina ou no Sara Ocidental, as guerras na Ucrânia, no Iémen, na Síria, na Líbia ou no Iraque, entre outros conflitos que flagelam o mundo, une-nos a condenação da guerra, a profunda preocupação com o agravamento da situação mundial e os sérios perigos para a Humanidade que dele decorrem.

 O aumento das despesas militares, a corrida aos armamentos, a produção de mais sofisticadas armas, incluindo nucleares, a instalação de mais bases militares em países terceiros, representam uma inquietante ameaça para todos os povos da Europa e do mundo, tanto mais quando se constata o agravamento dos problemas da fome, da doença, da pobreza que afectam grande parte da Humanidade.

 O empenho da diplomacia para a solução política dos conflitos não deve ser substituído pela ingerência, pela desestabilização, pelos bloqueios e as sanções, pelas intervenções, invasões e ocupações militares, pela guerra, pelo uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais com todas as suas dramáticas consequências.

 As sanções, para além de se inserirem na lógica da confrontação, como se constata, atingem sobretudo as condições de vida das populações, tanto nos países que as sofrem como nos que as impõem.

 A Revolução de Abril, que em breve comemora 50 anos, constituiu uma pujante afirmação contra o fascismo e a guerra. Abril abriu as portas da liberdade e da democracia, repudiando todas as manifestações de fascismo, a xenofobia, o racismo. Abril abriu as portas da paz, pondo fim à guerra colonial e consagrando na Constituição da República Portuguesa importantes princípios – como a não ingerência nos assuntos internos de outros Estados, a solução pacífica dos conflitos internacionais, a dissolução dos blocos político-militares, o desarmamento geral, simultâneo e controlado –, repudiando o militarismo e a guerra nas relações internacionais. 

É imprescindível e urgente que as autoridades portuguesas não contribuam para a escalada de confrontação e de guerra, mas para a criação de condições de diálogo que garantam o estabelecimento de um clima de confiança, com vista à criação de um sistema de segurança coletiva, a uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos.

 No espírito destes princípios, preocupações e considerações, apelamos a todos os que aspiram à paz a participar nas acções que terão lugar nos próximos dias 25 de Junho, pelas 15h00, na Rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa, e 29 de Junho, pelas 18h00, na Cordoaria, no Porto.

 Primeiros subscritores:

Ana Margarida Carvalho, escritora

Armando Farias, técnico de produção

Frei Bento Domingues, teólogo

Deolinda Machado, professora

Fernando Casaca, actor e encenador

Francisco Batista, capitão de mar e guerra (ref)

Ilda Figueiredo, economista

João Veloso, professor universitário

José Goulão, jornalista

José Pinho, presidente da Associação de Estudantes da FCSH

Manuel Loff, historiador

Manuela Espírito Santo, escritora

Pedro Pezarat Correia, general (ref)

Rita Lello, actriz

Rui Pereira, professor

Também tu ou a tua organização podem subscrever o Apelo! Envia email para: apelopazsim@gmail.com

Organizações subscritoras até ao momento:

A Voz do Operário

Associação Amizade Portugal Cuba

Associação Conquistas da Revolução

Associação Desportiva e Recreativa "O Relâmpago"

Associação de Estudantes da Escola Secundária Amélia Rey Colaço

Associação de Estudantes da Escola Secundária António Nobre

Associação de Estudantes da Escola Secundária de São Lourenço

Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

Associação de Estudantes da Faculdade de Belas Artes do Porto

Associação de Estudantes do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território

Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Couço

Associação do Património e População de Alfama

Associação dos Baldios e Agricultores do Distrito de Viseu

Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

Associação Filarmónica Montalvense

Associação Intervenção Democrática

Associação Juvenil Projecto Ruído

Associação Lopes-Graça

Associação Política Operária de Unidade Socialista

Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin

Associação Portuguesa de Deficientes

Associação Portuguesa de Juristas Democratas

Base Organizada da Toca das Artes

Centro Artístico, Cultural e Desportivo Adriano Correia de Oliveira

Colectivo249

Coletivo Múmia Abu Jamal

Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal

Comissão de Reformados do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte

Comissão de Trabalhadores da CGTP-IN

Comissão de Trabalhadores da CP

Comissão de Trabalhadores da TAP

Comissão de Utentes da Linha de Sintra

Comissão Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos de Alcântara

Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional

Confederação Nacional de Organizações de Pessoas com Deficiência

Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos

Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto

Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Cintura Industrial de Lisboa

Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações

Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas

Federação Nacional dos Professores

Frente Anti-Racista

Grupo Desportivo A Académica Da Ajuda

Grupo Motards Os Marzias

Hill's Union (banda)

Interjovem

Junta de Freguesia do Couço

Juventude Comunista Portuguesa

Luta Final - Associação Política

Mirantense Futebol Clube

Movimento Democrático de Mulheres

Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente

Organização dos Trabalhadores Científicos

Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas

Sindicato dos Professores da Região Centro

Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa

Sindicatos dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo,

Restaurantes e Similares do Algarve

Sindicato dos Trabalhadores da Industria Vidreira

Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares, Construção, Madeiras, Mármores e Cortiças do Sul e Regiões Autónomas

Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Norte

Sindicato dos trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Norte

Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual

Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal

Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa

Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro

Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins

Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário

Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações

Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul

Sociedade Recreativa e Musical 1º de Agosto Santa Iriense

União dos Sindicatos do Norte Alentejano

União dos Sindicatos do Algarve

União dos Sindicatos do Porto

União dos Sindicatos de Aveiro

União dos Sindicatos de Braga

União dos Sindicatos de Coimbra

União dos Sindicatos de Leiria

União dos Sindicatos de Lisboa

União dos Sindicatos de Santarém

União dos Sindicatos de Setúbal

União dos Sindicatos de Viseu

União de Resistentes Antifascistas Portugueses

União Sindical de Torres Vedras, Cadaval, Lourinhã, Mafra e Sobral de Monte Agraço

Universidade Popular do Porto

Utentes da Saúde do Médio Tejo

 Novos Subscritores até ao momento:

Adriano Portas de Magalhães - Gerente bancário (reformado)

Albino Paulo - Dirigente associativo

Alexandre Branco - Músico

Alfredo Cardoso da Conceição - Gestor de projetos - dstgroup | Comissão Política do PS em Barcelos e Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Sociais

Ana Biscaia - Ilustradora

Ana Maria Guedes de Almeida e Silva - Professora Universitária, (aposentada); investigadora do Instituto de Ciências da Terra;

Colaboradora da Organização dos Trabalhadores Científicos;

Anabela Fino - Jornalista

Anjo da Retaliação - Instagrammer

António Pombinho - Presidente da Junta de Freguesia de Loures

Bárbara Carvalho - Presidente da ABIC

Ben Helmink - Pintor

Benvindo Barros - Músico, poeta, compositor

Bruno Rôlo - Presidente de Os Inválidos do Comércio

Carlos Amorim - Técnico de Animação Cultural, Eleito na Assembleia de Freguesia de Constância

Carlos Ramos – presidente da Federação Portuguesa do Táxi

Carlos Alberto Ramos - Jornalista

Carlos Clara Gomes - Cantautor

Carlos Silva - Presidente da Autocoope (cooperativa de táxis)

Carolina Letra - Bancária reformada

Catarina Gonçalves – Jornalista

Catarina Moura- Cantora

Catarina Romano - Realizadora de animação

Cristina Nogueira - Educadora de infância; dirigente sindical

Diana Pinto - Historiadora e técnica de projetos na Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres

Dino D'Santiago - Músico

Eduardo Caeiro - Membro do Coro Lopes Graça, da Academia de Amadores de Música (Almada)

Eduardo Queiroz - Professor

Elsa Ludmila Dias da Silva - Tradutora

Fausto Neves - Pianista e Professor

Fernando Barbosa Ribeiro - Advogado, sócio da Wanzeller & Associados - Sociedade de Advogados, R.L.; Formador em Direito; Membro da Direcção da Associação Lopes-Graça; Membro do Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música; Doutorando em Direito, na especialidade de Ciências Jurídico-Criminais, na FDUL

Fernando Carlos Pinto - Dirigente Sindical do Sindicato da Hotelaria do Sul - Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul e da FESAHT - Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal

Fernando Lopes Correia – Técnico Superior da Administração Local, Membro da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática

Fernando Ferreira - Psicólogo

Filipe Freitas - Treinador de futebol de crianças

Francisco Calafate Faria - Professor e investigador

Francisco Pinto - Estudante do Ensino Superior

Frederico Carvalho - Investigador Científico, Vice-Presidente do Conselho Executivo da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos

Gonçalo Sequeira - Administrador de empresas

Guilherme Almeida - Presidente da AE ESARC

Helena Rato - Dirigente associativa

Hélder Castro - Professor e artista plástico

Hélio Bexiga Viegas – Reformado, Membro da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática

Henrique Borges - Dirigente sindical

Henrique Mendonça - Oficial da Marinha de Guerra (comandante)

Isabel Almeida - Docente de Ensino Superior na FCSH-UNL

Joana Araújo - Gestora de projetos

Joana Dias Pereira – Historiadora

Joana Figueira - atriz

João Blümel - Mentalista

João Carlos Gralheiro - Advogado

João Geraldes – Técnico Superior da Administração Local, Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Almada e Presidente da Comissão Diretiva da Associação Intervenção Democrática

João Luiz Madeira Lopes – Advogado, Vice-Presidente da Comissão Diretiva da Associação Intervenção Democrática

João Rafael Marques Santos - Professor universitário na Faculdade de Arquitetura de Lisboa

Joel Silva - Músico

José Bernardo Monteiro - Professor

José Ernesto Cartaxo – Sindicalista

José de Almeida Serra - Economista

José Manuel Alves - Dirigente da Cooperativa de táxis de Portimão e da Federação Portuguesa do Táxi

Júlio Costa - Artista Visual

Júlio Marques Mota - Professor universitário (aposentado)

Júlio Resende - Pianista

Luca Argel - Cantor

Lucinda Costa Fernandes - Responsável Técnica do Museu do Trabalho Michel Giacometti

Luís Galrito - Cantor

Luís Mendes - geógrafo, CEG-IGOT, ULisboa

Luís Paulo Baptista - Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais; Dirigente Sindical da Hotelaria e Restauração

Luís Urbano - Produtor cinematográfico

Mafalda Esteves - Psicóloga e investigadora

Mafalda Reis - Técnica administrativa

Manuel Mozos - Realizador de cinema

Mara Sofia Tomás Beldroegas - Advogada

Maria Belo - Psicanalista

Maria do Vale Gralheiro - Designer no projecto Manicómio

Maria João Milhano – Contabilista certificada, Membro da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática

Maria Rato - Técnica de Educação Especial

Maria Santana - Professora

Mariana Rezende Pinto - Tradutora

Mariana Mazza - Funcionária de restauração

Mariana Azevedo - Farmacêutica

Mariana Costa - Designer gráfica

Mário Pádua - Médico

Mário Rodrigo Cunha - Advogado, Eleito na Assembleia Municipal de São Brás de Alportel

Marta Gondar - Estudante de Direito

Miguel António Aroso de Campos - Técnico de Conservação e Restauro

Miguel Cardoso - Poeta e tradutor

Miguel Tiago - geólogo

Mitó Mendes - música

Pedro Azedo Varino – Advogado, Membro da Comissão Directiva da Associação Intervenção Democrática

Pedro de Azevedo Peres - Reformado (Participante no Movimento Nacional de Opinião "Não às Armas Nucleares em Portugal" e na sua Comissão Coordenadora)

Pedro Duarte - Produtor de cinema

Pedro Sabino- Argumentista

Priscila Valadão - Trabalhadora do Call Center

Rafaela Lacerda - Investigadora auxiliar no INSA

Regina Maria Machado Marques, Professora ensino superior politecnico, dirigente do MDM

Rita Correia - Presidente do cineclube de Santarém

Rogério Palma Rodrigues - Médico ortopedista

Romão Lavadinho - Sociólogo e Presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses

Rui Vaz Pinto - Economista e presidente da direcção da Unicepe

Sandro William Junqueira - Escritor

Sérgio Dias Branco - Professor universitário e investigador

Sónia Duarte - Professora; Dirigente Sindical

Telmo Churro – Realizador, argumentista e montador de cinema

Teresa Cadete - Escritora e Professora Universitária

Tiago Figueiredo - Fotógrafo

Valdemar Santos - Funcionário Político

Verónica Pereira - Profissional de Saúde

Vitor Rodrigues - Dirigente associativo , do Clube Estefânia

Vivina Nunes – Educadora de Infância, Vice-Presidente da Comissão Diretiva da Associação Intervenção Democrática


terça-feira, junho 21, 2022

INFORME-SE!

 DE: https://www.globalresearch.ca/:

·         

Vídeo: 'Existem mais de 25 Biolabs financiados pelos EUA na Ucrânia': 

Tulsi Gabbard


Gabbard instou o governo Biden nos Estados Unidos a não encobrir, mas a tomar medidas concretas para impedir imediatamente os militares dos EUA de operar Biolabs “perigosos” na Ucrânia.


Hoje, os perigos da escalada militar estão além da descrição.

O que está acontecendo agora na Ucrânia tem sérias implicações geopolíticas. Poderia nos levar a um cenário da Terceira Guerra Mundial .

É importante que se inicie um processo de paz com vista a evitar a escalada. 

A Pesquisa Global não apóia a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A história desta guerra deve ser compreendida.

Os bombardeios e bombardeios liderados pelas Forças Armadas da Ucrânia contra o povo de Donbass começaram há oito anos, resultando na destruição de áreas residenciais e mais de 10.000 vítimas civis.

É necessário um Acordo de Paz bilateral.


A ex-congressista dos EUA Tulsi Gabbard postou no domingo um  vídeo  no Twitter reiterando as alegações sobre a Biolabs financiada pelos EUA na Ucrânia. Expressando preocupação com a violação “inadvertida ou intencional” desses patógenos perigosos, Gabbard pediu um cessar-fogo imediato em torno desses laboratórios financiados pelos EUA na Ucrânia.

Em um vídeo de dois minutos, Gabbard disse que existem de 25 a 30 laboratórios biológicos financiados pelos americanos na Ucrânia e pediu um cessar-fogo imediato nos laboratórios, pois eles podem espalhar patógenos perigosos.

“Aqui está o fato inegável”, disse Gabbard, apoiando as alegações da Rússia de que existem 25-30 Biolabs financiados pelos EUA na Ucrânia. Ela alertou ainda que “De acordo com o governo dos EUA, esses Biolabs estão realizando pesquisas sobre patógenos perigosos. A Ucrânia é uma zona de guerra ativa com bombardeios, artilharia e bombardeios generalizados e essas instalações, mesmo nas melhores circunstâncias, podem ser facilmente comprometidas e liberar esses patógenos mortais”.

Departamento de Defesa dos EUA finalmente vem limpo - admite em documento público que existem 46 laboratórios biológicos financiados por militares dos EUA na Ucrânia

Ela acrescentou que

“Como o Covid, esses patógenos não conhecem fronteiras. Se eles forem violados ou comprometidos inadvertidamente ou propositalmente, eles se espalharão rapidamente por toda a Europa, Estados Unidos e o resto do mundo, causando sofrimento e morte incalculáveis. Então, para proteger o povo americano, o povo da Europa, as pessoas ao redor do mundo, esses laboratórios precisam ser desmontados imediatamente e os patógenos que eles possuem precisam ser destruídos”.

Gabbard também instou o governo Biden nos Estados Unidos a não encobrir, mas a tomar medidas concretas para impedir imediatamente os militares dos EUA de operar Biolabs “perigosos” na Ucrânia.

“Em vez de tentar encobrir isso, o governo Biden-Harris precisa trabalhar com Rússia, Ucrânia, OTAN e ONU para implementar um cessar-fogo imediato para todas as ações militares nas proximidades dos laboratórios e até que seja garantido e esses patógenos sejam destruídos. ”, disse a ex-congressista norte-americana.

Gabbard reiterou a recente acusação da China aos Estados Unidos. Ela afirmou que os Estados Unidos têm cerca de 300 laboratórios de pesquisa perigosos em todo o mundo, semelhantes ao laboratório em Wuhan, na China, de onde o COVID-19 pode ter se originado.

“Agora, depois de perceber o quão perigosos e vulneráveis ​​são esses laboratórios, eles deveriam ter sido fechados há dois anos, mas não foram”, disse ela, acrescentando que esta não é uma questão politicamente partidária.

“A administração e o Congresso dos EUA precisam agir agora pela saúde e bem-estar de todos os americanos e de todas as pessoas do planeta”, disse Gabbard ao concluir seu monólogo em vídeo.

Notavelmente, o vídeo de Tulsi Gabbard causou bastante agitação, com o senador de Utah Mitt Romney criticando-a duramente e insinuando que suas observações sobre a existência dos chamados “US Biolabs” na Ucrânia resultariam na morte de pessoas.

O senador republicano acusou seu ex-homólogo da Câmara de espalhar “mentiras traiçoeiras” que equivaliam a “propaganda russa”.

“Tulsi Gabbard está repetindo falsa propaganda russa. Suas mentiras traiçoeiras podem custar vidas”, twittou Mitt Romney em resposta ao post de vídeo de Tulsi Gabbard.

Rússia e China acusam EUA de ter Biolabs na Ucrânia

Pode-se lembrar que antes disso, tanto a Rússia quanto a China acusaram os militares dos EUA de operar Biolabs “perigosos” na Ucrânia. Em 9 de março, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian , twittou  um trecho de uma entrevista coletiva onde pedia aos EUA que divulgassem “detalhes relevantes o mais rápido possível” sobre supostos laboratórios biológicos dos EUA na Ucrânia.

No domingo, 6 de março, o Ministério da Defesa russo  afirmou  que havia “evidências de um programa biológico militar financiado pelos EUA desenvolvido na Ucrânia”.

EUA admitem que há instalações de pesquisa biológica na Ucrânia

Curiosamente, na terça-feira, a oficial do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland , admitiu  de certa forma  que os Biolabs financiados pelos EUA estão trabalhando no desenvolvimento de armas biológicas em solo ucraniano. Nuland testemunhou perante uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado sobre a Ucrânia em Washington, DC, e disse que os Estados Unidos estavam trabalhando com a Ucrânia para impedir que forças invasoras russas apreendessem material de pesquisa biológica. O Departamento de Estado também afirmou estar preocupado com o fato de as forças russas estarem tentando obter o controle de instalações de pesquisa biológica na Ucrânia.

Ao declarar que a Rússia será responsabilizada por qualquer 'ataque com arma biológica ou química', Nuland admitiu efetivamente o que o governo russo vem dizendo o tempo todo: que os Biolabs financiados pelos EUA estão desenvolvendo armas biológicas em solo ucraniano.

A fonte original deste artigo é OpIndia

Copyright © Rep Tulsi Gabbard e OpIndia , OpIndia , 2022


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8 de junho de 2022

O PESO DA GUERRA

O PESO DA GUERRA

Manuel Begonha
Presidente da Assembleia Geral


Parece ser com grande facilidade que  material de guerra dos mais diversos tipos, chega à Ucrânia, supostamente por via terrestre.

Seria normal que no torna viagem, os mesmos meios que o transportaram, regressassem carregados com cereais e fertilizantes que tanta falta parecem estar a fazer. 
Mas, uma tonelada de armamento que é letal, ocupa um volume muito menor do que o mesmo peso daqueles produtos. Tal significa que o respectivo transporte só é rentável por via marítima. 
Caprichosamente, a morte pode chegar por meios que estão negados à manutenção da vida. 
É é assim que a guerra se torna mais pesada e mais vantajosa para alguns, uma vez que é medida pelo peso dos mortos que provoca. 
Paradoxalmente, é também mais fácil de transportar do que a Paz que tem o peso da sobrevivência da humanidade. 

Agora que estivemos a falar de valores, pesos e medidas, ocorre perguntar quanto pesa a vida de um Homem. 

____________________________________________________

in Associação Conquistas da Revolução (ACR)

segunda-feira, junho 20, 2022

De susto!

 Ai, ai!... 

Isto está cada vez mais interessante… e perigoso: 

com a situação no leste europeu em que ainda há tantos ucranianos para morrer(*), com o México e outros a tomarem posição firme por se ter excluído Cuba, Venezuela e Nicarágua de reunião em Los Angeles (e manifestações de protesto "dentro de casa”), com o presidente a cair da tripeça (ou da bicicleta… o que não é igual mas é o mesmo), com o Brasil (apesar de Bolsonaro, e com Lula à porta) a participar em reunião dos BRICS com a Rússia, India, África do Sul, e na China!, com estes resultados na Colombia a virem somar-se aos de outros vizinhos do quintal das traseiras

… tudo desalinhado… 

o que é que se estará a passar nas cabeças de alguns servidores do império(alismo) esvaziadas de qualquer resquício de ética e humanidade?

_______________________________

(*) - ver, p,f., comentário e meu comentário a comentário - S.R.

domingo, junho 19, 2022

As lutas surdas de povos ignorados

  - Nº 2533 (2022/06/15)


Fracassou no Sudão diálogo com golpistas

Internacional

No Sudão, foram «suspensas por tempo indefinido» as negociações com vista a uma solução para a crise política no país.

O processo era dirigido por um mecanismo tripartido, formado pela Missão de Assistência para a Transição, das Nações Unidas, a União Africana e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, uma associação de vários países da África Oriental. Nas últimas semanas, diplomatas dos Estados Unidos da América e da Arábia Saudita pressionaram, sem êxito, o avanço das conversações.

O falhanço do diálogo ficou a dever-se à firmeza dos democratas sudaneses que, apesar das ingerências, se recusaram a participar em conversações com a junta militar liderada pelo general Abdel Fattah al-Buran, responsável pelo golpe de Outubro de 2021 que interrompeu a transição. E responsável também pela repressão sangrenta das manifestações populares de rua que desde então têm abalado Cartum e outras cidades.

As Forças para a Liberdade e a Mudança, o Partido Comunista Sudanês, os Comités de Resistência, a Associação de Profissionais Sudaneses e outras correntes exigem o retorno dos militares aos quartéis, sem condições, e a formação de um governo democrático dirigido por civis. E consideram que a instalação de uma mesa de diálogo – em que participavam os generais, os seus partidários políticos e os aliados do antigo regime (de Omar al-Bashir, derrubado em 2019, após um levantamento popular) – pretendia legitimar os golpistas, o que é inaceitável.

As forças democráticas são claras e insistem nas suas posições. Um dirigente das Forças para a Liberdade e a Mudança, Omar al-Digair, assegura a sua disponibilidade para «tratar de forma positiva com o mecanismo tripartido para pôr fim ao golpe e às suas consequências e restabelecer o caminho da transição democrática com uma autoridade inclusiva que represente todas as forças da revolução». De igual modo, Siddiq Youssif, membro do Comité Central do Partido Comunista Sudanês, reafirmou ao diário Sudan Tribune que os comunistas não participarão em nenhuma conversação directa com o mecanismo tripartido «até à queda do actual regime golpista e à realização de justiça».

A par do boqueio do processo de transição do poder político dos militares golpistas para um governo civil democrático, há notícias de outros problemas graves no Sudão.

Nos últimos dias, registaram-se confrontos armados na região de Darfur, no oeste sudanês, alegadamente entre comunidades de pastores e de agricultores pelo controlo de terras. A violência provocou centenas de mortes e milhares de deslocados, de acordo com entidades ligadas às Nações Unidas.

Explica a FAO, agência onusina para a agricultura e a alimentação, que se a violência continuar o ano agrícola pode ficar comprometido, agravando a fome no país e atingindo milhões de pessoas.

A crise, a pior em 10 anos, é atribuída aos conflitos armados internos, à longa instabilidade na região, às sequelas da pandemia de Covid-19 e à seca e pragas, a que se poderão somar as consequências da guerra no Leste da Europa. Apesar de longe do teatro da guerra, a África é ameaçada pelos efeitos das sanções impostas pelos EUA e a União Europeia à Rússia, em especial as perturbações na cadeia de fornecimento de trigo e outros cereais e de fertilizantes.

 

Carlos Lopes Pereira

Bem aje/haja quem lhe dá voz

Porque sobem os preços...

Cansado de ouvir a manipuladora versão de que a inflação é o resultado da guerra no leste da Europa, que é culpa exclusiva dos russos, senti necessidade premente de vir dizer o que há mais de cinco décadas escrevi e que, na resposta à convocatória da URAP para colaborar numa sessão na Torre do Tombo para assinalar o centenário da Seara Nova, achei oportuno lembrar, a 15 de Dezembro do ano passado - isto é, há mais de meio ano -, bem antes de 24 de Fevereiro:

A história não se repete... mas imita-se a si própria razoavelmente, ou desrazoavelmente

Ou seja, a inflação é resultado do funcionamento da economia capitalista, e facilmente previsível por quem a acompanhe criticamente. O que não significa que a situação de guerra, aliás também resultado da crescente militarização da economia capitalista, não a venha agravar.

Aliás, é sempre muito útil consultar Armando Castro: O que é a inflação (porque sobem os preços), Edições 70, 1970! 

quinta-feira, junho 02, 2022

DESTA VEZ NÃO FOI NO ÁVANTE!...

Desta vez, não foi no avante! que encontrei o que, na verdade, me informou, me ensina em que mundo estamos a viver. Foi no Público.

Na página 36 da edição do Público de 3ª feira li “Dezasseis jogadores na ficha do jogo, cinco deles portugueses e só dois desses com real impacto no triunfo do Benfica na Liga Europeia, a segunda prova mais relevante do andebol continental de clubes…”

Foi notícia a modos de balde de água fria, ao lado do título em grossos caracteres Um milagre em várias línguas, também legenda de uma foto do eufórico festejo, ensanduichada por coluna com uma declaração do “treinador da Artística de Avanca”: Uma repetição deste título vai depender do investimento. Estes jogadores estrangeiros não vieram para cá perder dinheiro.

Na véspera, serena e silenciosamente tinha-me congratulado com a notícia, crónica do jogo e declarações de dirigentes do Benfica.

Hoje, 5ª feira, abro o meu semanal avante!, e na página 2, em Aconteceu, lá vem:

Benfica faz história no andebol nacional

e a notícia, sucinta, é entusiática, refere A equipa portuguesa… conseguiram (!) roubar o título aos alemães… e Portugal passou a ter quatro troféus continentais…

Nem uma referência à composição da equipa que teria feito história no andebol nacional…

Isto, na mesma edição em que A. Melo de Carvalho continua, no avante!, a sua campanha (e obra, e vida) por Que desporto temos? Que desporto queremos. 

Fiquei um bocadinho triste… mas já passa!

Duas notícias... diferentes

Da passagem matutina pelas notícias que nos impinguem achei curiosas (estranhei) duas que me suscitaram comentários:

... há centenas de freguesias sem acesso a caixas multibanco. A solução, que está a ser negociada pela Associação Nacional de Freguesias, é recorrer a uma empresa estrangeira para que milhares de pessoas consigam realizar operações como levantar dinheiro ou pagar contas.

e lembrarmo-nos que a rede de caixas multibanco foi introduzida quando a banca estava nacionalizada!

2Os dinamarqueses votaram ontem num referendo para decidir se o país deve aderir à Política Comum de Segurança e Defesa da União Europeia. Dois terços dos votantes mostraram-se a favor da medida proposta. Os resultados oficiais finais devem ser conhecidos hoje e o assunto vai estar nas notícias.

... há que recordar que a Dinamarca fez parte do 1º alargamento (de 1972), usou várias vezes o opting-out, depois de ter votado contra o Tratado de Maastrich (1992), o que obrigou a "arranjos" e a 2ª votação, tendo um dos opting-out sido na política comum de segurança e defesa, posição que agora se revê, por referendo. 

O que não há dúvida é que a agitação é grande.





segunda-feira, maio 30, 2022

Um dia no Texas

  - Nº 2530 (2022/05/26)


Um dia no Texas

Internacional

Um jovem, de dezoito anos apenas e cujo nome é irrelevante, entrou numa escola primária com duas metralhadoras e matou 20 crianças e um professor. Antes, tinha dado um tiro na avó. Depois, foi morto pela polícia. A guerra civil americana nunca terminou verdadeiramente.

Tradicionalmente, os EUA lidam com todos os seus problemas internos exportando-os. Isto tanto vale para a inflação (cujo descontrolo na outra margem do lago é muito anterior à guerra na Europa) como para a violência em geral e para os tiroteios em particular. Contagiar a concorrência — ou o inimigo — permite por vezes a diluição o problema, mas garante sempre a diminuição da vantagem do oponente.

O que aconteceu no Texas não foi um caso isolado. Só desde o início do ano, são já 28 os tiroteios em massa dentro de escolas nos EUA. Todas as semanas há um. No Texas, onde nem sequer existe qualquer registo das armas que se vendem e se compram, este é já o quarto.

Os tiroteios em massa têm causas profundas que vão, contudo, muito para além da facilidade com que se adquire uma arma: reflectem a violência enxertada na cultura de um povo por dois séculos de guerras imperiais; traduzem as profundas divisões e desigualdades entre brancos e negros; ricos e pobres; índios e colonos; urbanos e rurais; democratas e republicanos; confederados e nortenhos; religiosos e ateus; imigrantes recentes e imigrantes antigos.

Mas principalmente, a epidemia de tiroteios que persegue os EUA há tantas décadas é sintomática de uma sociedade doente, em fim de linha civilizacional. Não sobrem portanto dúvidas de que, incapazes de controlá-la, alguns governantes estado-unidenses não se importariam de vê-la contagiar o resto do mundo. A receita é, de resto, pública e pode confeccionar-se de variadíssimas formas: vendendo mais armas; acicatando o belicismo; promovendo a cultura da violência, do medo e do ódio; deixando caixas abertas cheias de metralhadoras no meio das avenidas; convencendo-nos sorrateiramente de que falar não serve de nada porque é aos tiros que se resolve tudo. É assim que se acorda um dia no Texas


António Santos