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terça-feira, agosto 18, 2015

A ofensiva em todas as frentes

Evo Morales alerta 

sobre ofensiva 

contra governos progressistas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, alertou, nesta segunda-feira (17), que está em marcha hoje uma campanha contra os governos populares e progressistas da América do Sul, em uma entrevista publicada pelo jornal Página 12.

Agência Efe
   

Nela, expressou sua preocupação pela "ofensiva contra os governos anti-imperialistas" que acontece através dos ataques de fundos abutres contra a Argentina, dos movimentos golpistas na Venezuela e das operações opositoras contra a presidenta brasileira, Dilma Rousseff.
Ele disse que agora não podem fazer golpes de Estado militares, tampouco conspirações com o império norte-americano, "mas sinto que há outras formas de agressão política, como as chantagens e os condicionamentos à Venezuela".
Na Argentina, por exemplo, o litígio dos fundos abutres é uma agressão econômica, afirmou e advertiu que, "quando um governo anti-imperialista é sólido, querem destroçar pelo lado econômico".
Diante dessa situação destacou que "o trabalho conjunto da região é importante. E quando não podem nem militar nem economicamente, fazem um golpe político como contra (Fernando) Lugo no Paraguai".
Morales opinou que "a agressão a Dilma é política, um golpe através do Congresso. E muito também depende de nossos movimentos sociais, e claro, sinto que o império quer tirar o patrimônio político do Partido dos Trabalhadores. Já não é só contra Dilma, também é contra Lula. Usam o tema da corrupção", avaliou.
A uma pergunta sobre se os Estados Unidos estão por trás dessa ofensiva, afirmou: "é muito claro com a Venezuela. E os fundos abutres de onde vêm? Os fundos abutres têm suas estruturas econômicas para chantagear-nos nos Estados Unidos".
Em suas declarações elogiou Luiz Inácio Lula da Silva, Néstor Kirchner e Hugo Chávez, por terem dignificado a América Latina. Comparou a Bolívia instável e a Bolívia de agora. Morales chegou à presidência em janeiro de 2006 e foi eleito pela terceira vez em outubro do ano passado. Em uma década, a extrema pobreza baixou de 38,3 por cento a 17,8 por cento.
Recordou também que após participar das eleições de 2002 visitou Cuba e perguntou a Fidel Castro o que devia fazer para liderar uma revolução na Bolívia.
"Eu esperava que me dissesse que tinha que combater com armas. Mas toda a noite me falou de saúde, educação, responsabilidade do Estado", lembrou.
Também disse que quando era líder sindical acompanhou Diego Armando Maradona, em Mar del Plata, na Cúpula das Américas (2005). "Estivemos em formosos atos com Lula, Chávez, Fidel e Kirchner, foram momentos de minha preparação para a presidência, momentos de aprendizagem e fortaleza".


Fonte: Prensa Latina

sexta-feira, junho 26, 2015

Reflexões lentas - BRICS, BAII, RMB, Rota da Seda e outras rotas

Se BRICS (Brasil, Rússia, India, China e África do Sul), e coisas como essa, estimulam uma "leitura" da História, e da história que nos é contemporânea, preocupam algumas outras "leituras" ou "literaturas", que julgavam, ou queriam convencer, que a História chegara ao fim. 
Neste mundo em ebulição, que alguns estertores tornam por demais perigoso, há umas "cabecinhas" - umas que se querem lúcidas, outras semi-lúcidas, do tipo "mudanças, sim... mas na continuidade do que não pode mudar" - que não se metem na areia, e observam o que se passa à sua volta.
A criação do Banco Asiático de Investimento, o papel da moeda renminbi na actual e próxima situação monetária mundial, a concretização do megaprojecto da Rota da Seda (lembrando a Teoria geopolítica da Heartland, dos primeiros anos do século XX) são (ou podem ser) manifestações de um vulcão em laboração que transforma em espuma (mediática... mas espumazita) tudo o que tanto nos (pre)ocupa. 
Este artigo (de um professor de economia dos EUA, Barry Eichengeen, e publicado no último Expresso) é um bom reflexo e uma reflexão que, apesar de não escamotear a semi-lucidez do autor, pode ajudar a dimensionar-nos, europeus (desta efémera U.E. e não só), quer espacial quer temporalmente, e a provocar as nossas próprias reflexões    

(clicando sobre pode ler-se melhor)


segunda-feira, abril 01, 2013

OUTRA INFORMAÇÃO - Estão a acontecer coisas...

de vermelho:

BRICS:
Contrapeso à atual ordem económica mundial?

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – os chamados BRICS – decidiram construir uma agenda própria e inserir-se na atual ordem económica global como uma alternativa para o desenvolvimento, o crescimento, a cooperação e o comércio, entre outros temas.

Por Alberto Corona, na Prensa Latina

Os líderes destas cinco potências emergentes se reuniram na semana passada na cidade sul-africana de Durban, às margens do Oceano Índico, com o objetivo de consolidar uma aliança estratégica com maior implicação na economia mundial e na política internacional.
Para isso, o Brics decidiu criar um banco de desenvolvimento próprio, que mobilizará recursos nacionais para financiar projetos de infraestrutura e fomentar o desenvolvimento sustentável em países emergentes e em vias de desenvolvimento.
Esta iniciativa pressupõe um desafio ao domínio do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, entidades que para o grupo são excessivamente controladas pelos Estados Unidos e a Europa.
Por outro lado, especialistas consideram que esses dois organismos multilaterais, nascidos dos acordos de Bretton Woods depois da 2ª Guerra Mundial, já não refletem a nova realidade internacional.
Dessa maneira, a criação do banco do Brics surge da necessidade de financiamento interno, que segundo cálculos de economistas poderia superar os US$ 15 biliões nos próximos 20 anos.
Inclusive esta aliança – na opinião de especialistas – superaria em certa medida a dependência que têm estas cinco nações emergentes das principais economias do mundo. Um fator nada desprezível, se se tem em conta que o Brics gerou cerca de 20% do rendimento económico mundial e em um tempo previsível poderia duplicar essa percentagem, de acordo com economistas.
Em 2012 o bloco representou 21% do produto interno bruto global e seu comércio ascendeu a US$ 282 milhares de milhões, ao passo que dispõe de 42% da população mundial e 45% da força de trabalho do planeta.
Outro fator a destacar é que o Brics também decidiu interconectar-se por meio de cabos submarinos e criar uma reserva de risco para o comércio e o desenvolvimento.
Com isso se busca promover uma maior cooperação entre os cinco países, ao tempo em que se aprofundam e promovem os vínculos econômicos, comerciais e os investimentos.
Para analistas, esta reserva daria mais autonomia ao Brics, já que poderia fazer frente a dificuldades na balança de pagamentos e ser utilizada como uma ferramenta de estabilização econômica em tempos de crises financeiras globais.
Além dos aspectos económicos, o bloco também adquiriu um crescente peso em nível geopolítico.
Uma mostra disso é o chamamento que fizeram ao Brics o presidente sírio, Bashar Assad, assim como organizações de direitos humanos, para que utilize sua influência para pôr fim ao conflito nesse país do Oriente Médio.
Enquanto isso, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez em Durban um apelo a fortalecer as alianças de cooperação do bloco em assuntos como a segurança, o tráfico de drogas e a luta contra o terrorismo.
Para o Brics é crucial – para além das diferenças que possam existir – fomentar ações conjuntas a fim de enfrentar os desafios e ameaças dos tempos atuais.

quarta-feira, março 27, 2013

OUTRA INFORMAÇÃO - BRICS

26 de Março de 2013  

Brics anuncia acordo para 

sistema bancário de desenvolvimento 

O grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) chegou nesta terça-feira (26) a um acordo para estabelecer um banco de desenvolvimento que faria frente às instituições dominadas pelo Ocidente. A informação é do ministro das Finanças sul-africano Pravin Gordhan, em declaração dada à AFP durante a 5ª Cimeira do Brics na África do Sul, que se estende até esta quarta. 



5ª Cimeira do Brics (...)
de vermelho