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domingo, março 03, 2019

A democracia (deles) eÉ a prosperidade deles...

 - Edição Nº2361  -  28-2-2019
Abjecta hipocrisia

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel foi à Colômbia participar nas provocações contra a Venezuela do passado fim-de-semana: «Tudo o que o PPE, o Parlamento Europeu e eu próprio, enquanto dirigente da maior família política da União Europeia, puder fazer para levar novamente a democracia e a prosperidade ao povo venezuelano, farei sem hesitar um segundo.»
O mesmo Rangel saudou (Público, 10.12.2013) o «golpe da Praça Maidan» em Kiev: «centenas de milhar de pessoas arriscam a vida, a integridade física e a liberdade para se juntarem à Europa – à União Europeia – e aos valores que ela representa». Sublinhou que essa «europeização» da Ucrânia implicaria a «adopção de um modelo de liberdades e garantias – designadamente, em sede de possibilidade de contestação e de oposição».
Se na altura era já inteiramente claro que tais protestos – dirigidos pelos EUA – eram encabeçados pelos neonazis do Sector Direito e Svoboda, ainda ficou mais claro depois. As «liberdades e garantias» e os «valores da UE» traduziram-se num poder de Estado onde pontificam fascistas, na ilegalização, repressão e até massacre de opositores, na integração das milícias fascistas no exército ucraniano, na completa subordinação da Ucrânia à irresponsável estratégia agressiva dos EUA/NATO. Aí Rangel já não teve nada a dizer.
Disse-se apreensivo face à ideologia de Bolsonaro mas esteve politicamente ao seu lado na fronteira venezuelana. Ao lado de outro personagem de extrema-direita que a UE reconheceu presidente da Venezuela. Sabe que, se saísse vitorioso o golpe que apadrinha, a «democracia e prosperidade» que aí diz defender seriam de qualidade semelhante às da Ucrânia. Mas para esta gente os fins justificam tudo, incluindo a mais abjecta hipocrisia.
Filipe Diniz

Há quem se admire por aqui tanto se transcrever do avante!,
... eu não... leiam-no!, isto é, informem-SE,
e façam-no melhor...

quarta-feira, novembro 28, 2018

segunda-feira, novembro 05, 2018

O "papel" dos meios de comunicação


 
Brasil

'Queremos saber quem financiou as notícias falsas na eleição', cobra Manuela

Citando uma matéria publicada pelo Congresso em Foco, a deputada estadual e vice na chapa presidencial de Fernando Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) cobrou a apuração do esquema de disparo de notícias falsas por parte da campanha de Jair Bolsonaro que o elveou a ser eleito.

Reprodução
  
De acordo com pesquisa IDEIA Big Data/Avaaz, 83,7% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) acreditaram na informação de que Fernando Haddad (PT) distribuiu o chamado kit gay para crianças em escolas quando era ministro da Educação. No último dia 15, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a informação era um fake news e proibiu Bolsonaro de acusar seu adversário no segundo turno de distribuir material que, segundo ele, estimulava a pedofilia.

"Para vocês verem o impacto das fake news nesta eleição: notícias falsas, impulsionadas a partir de um financiamento duvidoso, com o objetivo de confundir a população. Queremos saber: quem financiou a rede de notícias falsas que circulou na eleição?", questionou a parlamentar em sua página no Twitter.

A pesquisa aponta ainda que outras quatro notícias falsas compartilhadas pela campanha de Bolsonaro também tiveram forte influência na escolha eleitoral. Segundo a pesquisa, 98,21% dos eleitores de Bolsonaro entrevistados foram expostos a uma ou mais mensagens com conteúdo falso.

Conforme a sondagem, 40% das pessoas ouvidas disseram ter mudado de posição nas últimas semanas de "oposição ou com dúvidas sobre" Bolsonaro para "decididos" ou "considerando votar" nele. Isso no mesmo período em que essas notícias falsas atingiram o ápice de popularidade nas redes.

Ainda de acordo com o levantamento, a fake news que ficou entre aquelas em que os eleitores de Bolsonaro mais acreditaram está a que dizia que haveria fraude nas urnas eletrônicas. Para 74% dos seguidores dele, essa informação era verdadeira.

A notícia falsa que atribuía a Haddad a defesa da prática do incesto e da pedofilia (74,6%) também foi uma das que os eleitores de Bolsonaro acreditavam ser verídica.

Em entrevista ao site, o fundador e CEO da Avaaz, Ricken Patel, o Facebook e o WhatsApp precisam tomar medidas urgentemente para impedir que eleições sejam fraudadas com notícias falsas.

"Não podemos deixar que a criptografia do WhatsApp seja uma "terra de ninguém" para atividades criminosas. Ativistas pela democracia em países autoritários usam aplicativos mais bem encriptados como o Signal. No mínimo, o WhatsApp deveria ter como padrão uma 'proteção contra a desinformação', dando aos usuários a opção de protegerem suas democracias e a si mesmos das fake news. Outras eleições se aproximam, como nos EUA, Índia e Europa; Zuckerberg tem semanas, e não meses, para tomar uma atitude", afirmou. 

Do Portal Vermelho, com informações do Congresso em Foco

terça-feira, outubro 23, 2018

BRASIL - últimos cartuchos, "quem luta faz a hora... não espera o acontecer!"

 
Brasil

'Bolsonaro está se cercando de uma milícia', afirma Haddad no Roda Viva

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Fernando Haddad, candidato da Frente Democrática à Presidência da República, afirmou que o seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), demonstrou ao longo de sua trajetória e , principalmente durante a campanha eleitoral, que não tem "apreço pela democracia" e representa uma ameaça ao país.

Reprodução
  
“Todo mundo que lutou por democracia sabe dos riscos que o Brasil está correndo”, disse Haddad. “Bolsonaro não tem cultura democrática, isso esta provado em centenas de vídeos... Meu adversário é uma pessoa que cultua a tortura", apontou, lembrando também das declarações do filho de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ). "Ele (Jair Bolsonaro) é uma pessoa que está se cercando de uma milícia, inclusive os filhos dele", disparou.

A maior parte do programa foi dedicada as questões políticas com o adversário. E em raros momentos as perguntas foram direcionadas para tratar sobre o programa de governo.

Haddad defendeu uma reforma no sistema bancário para privilegiar os mais pobres e conter os juros. "O Banco Central vai ter que fazer, no meu governo, a reforma bancária. Não vai ser capturado por banco mais. Porque o Banco Central hoje, que falam que é independente, na verdade, do mercado, ele não tem independência nenhuma. Ele sempre foi capturado pelo interesse dos bancos. A gente queria dizer isso que, além de controlar a inflação, pela Selic, que é o instrumento que ele tem de controle da inflação, o Banco Central, no meu governo, terá a obrigação de apresentar ao país a reforma bancária que nunca apresentou", declarou.

Diferentemente de Jair Bolsonaro, que disse que já prepara um pacote de privatizações, o petista afirmou não ter "no radar" alguma empresa estatal para ser privatizada caso seja eleito.

"Não pretendo vender. Não tem nenhuma estatal no meu radar para ser vendida", afirmou ele, destacando que será possível "enxugar", "fundir algumas" e fazer "rearranjos" num eventual governo.

"O meu adversário [Jair Bolsonaro] é capaz de dizer que vai vender todas as estatais criadas pelo PT. Eu criei uma, que gerencia os 47 hospitais universitários. Hoje, os hospitais estão debaixo do guarda-chuva de uma empresa para fazer gestão empresarial, ganhando eficiência. Melhorou enormemente a questão dos hospitais universitários! Você vai vender a empresa dos hospitais universitários para quem? As universidades vão ter cenário de prática aonde? Vai alugar leito hospitalar para capacitar médicos? São ideias de quem desconhece completamente a máquina pública", lembrou o presidenciável.

Diesel e gás de cozinha

Haddad também defendeu a manutenção do subsídio concedido pelo governo desde maio para reduzir o preço do óleo diesel. Ele afirmou ainda que, se eleito, o governo dará subsídio para reduzir o preço do gás de cozinha.

"Não tem sentido você dar um subsídio de R$ 13 bilhões a 15 bilhões para o diesel e não dar de R$ 4 bilhões para o gás de cozinha, sendo que as famílias pobres estão fugindo do gás e indo para a lenha", afirmou. 

Do Portal Vermelho, com informações de agências

quarta-feira, outubro 10, 2018

Reacções - 3 (as "bolsas ou a vida")


No Expresso-curto, de ontem e hoje (excertos):

(...) O clima de intimidação contra todos os que se opõem a Bolsonaro não augura nada de bom, faz mesmo temer o pior. O Brasil corre o risco de assistir à banalização da violência contra todos os que discordam e se opõem ao mais que provável novo presidente. Estando isso já a acontecer e assim permanecendo, não será, infelizmente, uma surpresa.

Apesar dos riscos de ausência de liberdade, os sectores empresariais brasileiros continuam a mostrar a sua preferência por um posicionamento assumido de extrema-direita: contra a esquerda, marchar marchar. Mas também contra a corrupção e a ausência de ordem pública. E
a Bolsa de São Paulo teve até uma sessão bastante positiva, com uma valorização de 4,57% na sessão de ontem.

(...)

(…) Brasil é neste momento um dos principais focos de atenção em todo o mundo. A vitória de Bolsonaro na primeira volta das presidenciais, a escassos pontos da maioria, tem deixado muitos em suspenso com a possibilidade de haver um fascista – com todas as letras e sem sequer o disfarçar – no Palácio do Planalto. Não faltam análises, comentários, cenários e tudo e mais alguma coisa sobre este evento político da maior relevância que está a dividir o Brasil.

Quem não parece assustado são os mercados financeiros que têm reagido favoravelmente – têm até celebrado como escrevia o Financial Times - ao resultado de Bolsonaro, talvez entusiasmado pela sua mistura de ideias de extrema-direita com liberalismo económico. A fazer lembrar Pinochet e os seus Chicago Boys. Nem por acaso, Paulo Guedes, o responsável pela estratégia económica de Bolsonaro, estudou, precisamente, na Universidade de Chicago onde, conta a Folha de São Paulo, entrou keynesiano e saiu ultraliberal.

segunda-feira, outubro 08, 2018

Brasil - 1ª volta

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre o resultado da primeira volta das eleições presidenciais no Brasil



Ao contrário da brutal campanha de manipulação da opinião pública que nos últimos dias apontava para uma vitória de Bolsonaro, este será obrigado a disputar em 28 de Outubro uma segunda volta com Fernando Haddad que, com 29,3%, ficou na segunda posição.
As ambições da reacção golpista que destituiu a legítima Presidente do Brasil e encarcerou Lula da Silva para impedir a sua candidatura e chegou mesmo ao ponto de não o deixar votar, viram-se para já goradas. Mas o resultado alcançado pelo candidato da extrema-direita, só possível pelos gravíssimos problemas sociais que afectam a grande massa do povo trabalhador brasileiro e a profunda crise das instituições democráticas em que a politização da justiça e a corrupção desempenham papel particularmente importante, bem como pela colossal operação de manipulação promovida pelos principais órgãos de comunicação social e pelo uso das redes sociais, constitui um perigo que não pode ser subestimado e que exige a unidade de todas as forças democráticas brasileiras e a mobilização popular em torno de objectivos que vão decididamente ao encontro das suas aspirações.
A possibilidade de barrar o caminho ao fascismo é real. Hoje como sempre o PCP estará ao lado dos comunistas e das forças democráticas e progressistas do Brasil na sua luta para derrotar o fascismo e retomar e aprofundar o caminho de progresso e soberania iniciado em 2002 com a primeira vitória presidencial de Lula da Silva.

terça-feira, outubro 02, 2018

BRASIL - Que vice!!!

Em debate com vices, Manuela não deixa ataque sem resposta

Mudando um pouco o clima dos debates entre candidatos, em que o formato acaba engessando a discussão, as candidatas a vice-presidentes da República elevaram o tom da campanha nesta terça-feira (2), no debate promovido pelo UOL em parceria com a Folha de S.Paulo e o SBT.

Por Dayane Santos


A campanha da chapa PT-PCdoB norteou os principais embates travados entre a vice de Haddad, Manuela d'Ávila (PCdoB), a de Ciro Gomes (PDT), Kátia Abreu (PDT), e de Geraldo Alckmin (PSDB), Ana Amélia (PP). O vice de Marina Silva (Rede), Eduardo Jorge (PV), e de Jair Bolsonaro (PSL), Hamilton Mourão (PRTB), optaram por não participar do debate.

Manuela, por sua vez, não deixou ataque sem resposta e com jogo de cintura aproveitou as brechas para apresentar propostas e reafirmar o seu programa de governo.

O ex-prefeito de São Paulo foi alvo de críticas por sua gestão em São Paulo. Kátia e Ana Amélia tentaram desqualificar Haddad pelo o que elas consideraram falta de capacidade técnica e de experiência política. A vice de Ciro, em tom irônico, disse que Haddad só fez o que era determinado pelo governo Lula quando era ministro da Educação e que perdeu a eleição em 2016, porque não fez uma boa gestão, apesar de “ter as melhores intenções”.

"Se perder eleição fosse critério para governar, nós três não estaríamos aqui. O Alckmin e o Ciro também não. Aliás, um dos debates do #EleNão é aceitar o ganhar ou perder, pois o debate também é sobre aqueles que aceitam as regras democráticas e sobre o candidato que disse que não reconhecerá o resultado das eleições”, rebateu Manuela, se referindo ao movimento que levou milhares ás ruas nó último dia 29 em defesa da democracia e contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL).

Na primeira rodada de perguntas entre as candidatas, Manuela questionou se o posicionamento dos candidatos em relação à candidatura de Bolsonaro e seu discurso era apenas eleitoral. Primeiro, direcionou a questão a senadora Ana Amélia. “Várias candidaturas se somaram ao #EleNão e seu candidato disse que se somava ao movimento também. A senhora e seu candidato vão manter essa opinião no segundo turno?”, perguntou Manuela.



Apesar da pergunta ter sido objetiva, Ana Amélia desconversou e disse que o segundo turno não está definido. “Não há necessidade de estarmos condicionando ou imaginando o que vai acontecer”, disse a vice de Alckmin.

"#EleNão para nós não é oportunismo de primeiro turno", rearfimou Manuela.

Alianças e o golpe

Sobre as alianças Ana Amélia e Kátia tentaram constranger Manuela ao falar de apoio que a coligação tem recebido daqueles que apoiaram o impeachment. A vice de Haddad lembrou que muitos já se deram conta "do estrago que se produziu no Brasil, desestabilizando a democracia com o golpe contra a Dilma".

"Aliás, Dilma que vencerá as eleições em Minas Gerais contra um Aécio que se escondeu e sequer concorre ao Senado porque o povo percebeu que aquilo foi uma armação", rebateu Manuela.

Kátia Abreu, em uma de suas perguntas, disse que os governo Lula e Dilma, não promoveram mudança significativas no país apesar dos avanços.

"Nós construímos mudança profundas sim", refutou Manuela. "Dizer que não construímos mudanças quando temos o Minha Casa, Minha Vida garantindo a chave da casa própria na mão da mulher. Quando garantimos que 36 milhões de brasileiros saíssem da pobreza extrema. Quando nós colocamos milhares de jovens para dentro das universidades públicas e privadas com o Prouni. Quando garantimos que 20 milhões de empregos fossem gerados. Essas são mudanças importantes que nós construímos num ambiente de diálogo com o Congresso", enfatizou Manuela, lembrando que a própria Kátia Abreu fazia parte da base do governo e, posteriormente, integrou a equipe do governo Dilma.

Corrupção

Combate a corrupção e os apoios recebidos por Haddad nos estados também foram alvos de críticas das adversárias de Manuela, que reafirmou que uma das características de Haddad é capacidade de aglutinar forças na divergência por meio da conciliação.

“Haddad é o homem certo para governar o país neste momento. Temos um projeto que representa a possibilidade de desenvolvimento, com combate às desigualdades. A retomada de direitos importantes para o nosso povo retirados a partir da reforma trabalhista. A gente representa a retomada dos investimentos públicos em saúde e educação. Além disso, o Haddad tem a tranquilidade e a capacidade de lidar com a divergência. O Brasil vive um ambiente de guerra e de ódio iniciado justamente pela postura do Temer, que não só assumiu como articulou o golpe”, lembrou Manuela.

As ações de combate à corrupção, e as críticas aos abusos cometidos pela Operação Lava Jato também foram alvo de ataques da senadora Ana Amélia, que fez uma defesa ao juiz Sérgio Moro, dizendo que ele está atuando pelo Estado Democrático de Direito.

"Eu temo pelo futuro da Lava Jato. Dependendo da eleição, o PT não pode ter esse discurso de que é uma perseguição do juiz [Sergio] Moro contra o ex-presidente Lula", disse Ana Amélia.

Lava Jato

Manuela rejeitou a tese de que a sua coligação pretenda barrar as investigações e lembrou que os governo Lula e Dilma criaram e fortalecera os mecanismos e combate à corrupção, que antes não existiam, citando a Lei de Transparência, o fortalecimento da Polícia Federal e a e garantia de autonomia do Ministério Público.

“Existem governos que combatem a corrupção e os outros que colocam ela debaixo do tapete. No último ciclo, nós avançamos na consolidação dos mecanismos de controle e combate à corrupção”, destacou a vice de Haddad.

Manuela disse ainda que as críticas contra os abusos da Lava Jato fazem parte da democracia e devem ser vistas com tranquilidade e não incômodo. “Temos que ter tranquilidade. Quando há excesso e natural nas democracias que se denuncie. Quando um jornalista denuncia um deputado, não estão agindo contra o parlamento. Pelo contrário, querem que aquele deputado seja punido pelo seu ato para que o parlamento seja fortalecido. Da mesma maneira são feitas as denúncias contra os abusos visíveis à população da Operação Lava Jato”, argumentou. “Não há um brasileiro hoje que não perceba a motivação política do juiz Sergio Moro”, completou.

Sobre qual é a proposta de sua coligação para o combate à corrupção, Manuela defendeu a maior participação popular.

“Nós precisamos pensar em novos mecanismos para que a corrupção não aconteça. Criamos mecanismo que combatem, controlam e punem os episódios que já aconteceram. Mas precisamos criar mecanismos que impeçam. E eu acredito muito nas ferramentas que combinam controle público com participação social. Acho que o estímulo da participação da população nas decisões e no controle das atividades do estado é o mais eficiente para evitar novos casos de corrupção”, reforçou.




Do Portal Vermelho

terça-feira, setembro 04, 2018

Atenção ao Brasil - 4 - o teatro, sempre...

em 1973!


















(...)

por agora é tudo
... mas breve teremos de,
 decerto,
 voltar,
ATENÇÃO AO BRASIL!

segunda-feira, setembro 03, 2018

Atenção ao Brasil - 3 - a "futebolização" da comunicação

Ao passar as páginas do Atenção ao Brasil - que escrevi há 45 anos! - fui invadido por esta página... como por uma vertiginosa erva daninha ou por um daqueles insectos que fazem bagas pelo corpo todo:





































E se há 45 anos, no Brasil, o confronto com a "futebolização" me provocou esta reacção - que estendi até hoje e a este "post" - que dizer do que acabo de comprovar, com quase indiferença..., na "nossa" comunicação "social"?, de que acabei de apagar o "zapping" que me ofereceu a escolha do dia seguinte, ou o prolongamento ou o pé em riste e agora, aqui no computador, não sei como fugir das notações "informativas" em catadupa sobre as eleições no Sporting?
É esta a "futebolização" que nos impõem! 













Atenção ao Brasil - 2 (abertura em 1973)

... antes do (enquanto o, depois do) golpe no Chile!










(...)
ATENÇÃO AO BRASIL!
ANEXO
(Chile-Setembro 73)
(...)
e, agora (em 2018), a Venezuela?!

...há mais!

Atenção ao Brasil - 1

Somos inundados de "informação". Que bom seria que fosse informação! Há que procurá-la. Há que descobrir o trigo que pode estar escondido pelo joio que nos inunda. Há que informar-SE!
Por (e para) exemplo sobre a América do Centro e do Sul, sobre a das traseiras dos Estados Unidos da América do Norte. Por (e para) exemplo sobre o Brasil. O joio é muito e de variada espécie. Mas há basto trigo. Até porque a língua é a mesma...
Estávamos nestas elo(u)cubrações, quando da estante próxima (e muito esquecida) nos piscou o olho um livrito editado em 1973. 
Fomos folheá-lo como quem pede ajuda à própria e pequenina história. E recordámos que... antigamente (há 45 anos!) eram a censura e a apreensão de publicações o que, hoje, tem muito mais sofisticadas formas e meios de condicionar a comunicação.
Mas, mas continua a ser muito importante ter Atenção ao Brasil! Como em 1973, ou em 2008. E hoje.  

DOMINGO, AGOSTO 10, 2008

A Prelo Editora - 19

Algumas edições, como já aqui se disse, não se integravam em colecções. Por razões várias.
A deste livro talvez mereça ser contada. Se calhar, como todas. Mas esta foi vivida pelo (a)post(ador).
Sendo colaborador da "economia" do Diário de Lisboa, a direcção do jornal propôs que acompanhasse uma missão do Fundo de Fomento de Exportação ao Brasil, em Abril de 1973.
Eram oito dias, e tudo foi possível. Oito dias, repartidos por Rio de Janeiro e São Paulo. Vividos intensamente. Escrevendo muito, tendo de telefonar uma ou outra notícia, mandando o material mais "pesado" por correio. Nem nets, nem mails, nem "correio azul"...
No regresso, pouca coisa tinha sido publicada, e muita não tinha sequer chegado e não chegaria a chegar (e não por culpa dos CTT...). Além disso, algumas coisas mais "leves" (conversinhas) colocadas no Notícias da Amadora, e que neste sairam, mereceram comentários menosprezadores do género "foi este fulano ao Brasil para vir contar coisinhas destas, de japonesas de perna gorda..." .
Em reacção, quase em desafio, resolvi publicar tudo o que publicado não fora. Em livro. Neste:
As razões foram explicadas num preâmbulo (que terminava «Aqui está o que quero que esteja.»), e tinha mais quatro páginas de anexo que começava assim: «Já com todo o "material" entregue na tipografia, enquanto aguardávamos as provas deste livro, aconteceu o golpe militar, o "putch" chileno. Este acontecimento histórico é daqueles perante os quais as pessoas se definem. (...)». Por isso, sublinhei referências à "Escola Superior de Guerra" do Brasil, conhecida na América Latina pela "Sorbonne brasileira", e ao "plano Alfa" elaborado pelo Pentágono, e com o muito do que se observara e escrevera nesses oito dias mais jus fazia aquele título Atenção ao Brasil!
(a capa é de um jovem brasileiro, TÓPIN, que, então, trabalhava no DL... que será feito dele?)

quinta-feira, abril 12, 2018

domingo, abril 08, 2018

Para este domingo...

... em que adormeci e acordei (particularmente) brasileiro



sábado, abril 07, 2018

Pelo povo brasileiro

Acompanhado de uma animação, Lula relembra sua trajetória política e diz que não tem medo do que está por vir. “Enquanto me restar pelo menos um minuto de vida, esse minuto vai ser para lutar pela dignidade do nosso povo. E defender nossa honra.”



Veja abaixo a íntegra da mensagem de Lula:

Meus amigos, minhas amigas,

Tenho pensado muito sobre o caminho que nossas vidas tomaram. O futuro, no fim das contas, não parece ser um lugar assim tão distante. Não que a nossa vida tenha sido fácil, longe disso.

Sentimos na pele o que passa um povo esquecido, mas sabemos que nenhum fardo é tão pesado que não se possa carregar. Quem sobrevive depois de passar por tanta dificuldade aprende, desde cedo, que a honra é o nosso bem mais valioso.

Ao longo do caminho, conheci muita gente que precisava apenas de uma oportunidade para andar com as próprias pernas e construir com dignidade a própria vida. Foi essa ideia de um Brasil mais justo, que embalou nossos melhores e mais generosos sonhos. Um país sem fome, com escola, casa e emprego para todos.

Olho para trás e vejo que poderíamos ter feito mais. Sempre é  possível fazer mais. Mas as oportunidades que criamos num país tão desigual e injusto parecem ainda maiores nos dias difíceis de hoje.

Eu já fui preso uma vez, minha vida foi toda revirada, minha família foi perseguida e perdi minha eterna companheira.

Eu não tenho medo do que está por vir. Enquanto me restar pelo menos um minuto de vida, esse minuto vai ser para lutar pela dignidade do nosso povo. E defender a nossa honra.

A honra do menino que cruzou o país para vencer a fome e se tornou engraxate. Do adolescente que se tornou um jovem operário. Do homem que se tornou pai e lutou com todas as forças para representar o povo brasileiro. Nas tardes de incerteza da minha juventude nunca imaginei ser possível. Mas foi. Me tornei o presidente do povo brasileiro.

Quem me condenou sem provas sabe que sou inocente e que governei com honestidade. Os que nos perseguem podem fazer o que quiserem comigo, mas jamais poderão aprisionar os nossos sonhos.

Um beijo carinhoso do Lula."


Do Portal Vermelho

 

Após discurso, Lula é carregado pelo povo


 

Após discurso, o ex-presidente Lula sai carregado pelo povo, em São Bernardo do Campo (SP). “Eu sou Lula”, dizia a multidão, em resposta ao petista, que disse, na sua fala: “Eu sou uma ideia” e “Vão nascer milhões de Lula do país”. Em seguida, artistas que foram ao ato demonstrar apoio ao ex-presidente cantaram a música de Chico Buarque Apesar de Você.


sexta-feira, setembro 23, 2016

Brasil Popular e Povo sem Medo... sem temer!

de abril abril



Dia Nacional de Paralisação e Mobilização

Milhares manifestaram-se 

por todo o Brasil 

em defesa dos direitos

3 DE SETEMBRO DE 2016
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Convocada por nove centrais sindicais e as frentes Brasil Populare Povo sem Medo,
a jornada de luta de ontem contou com a participação de milhares de pessoas,
que denunciaram as políticas laborais e sociais do governo Temer.

O Dia Nacional de Paralisação e Mobilização foi, para os organizadores,
um «aquecimento» para a greve geral de protesto contra os ataques de Temer
aos direitos dos trabalhadores Foto de Brasil de Fato

Os objectivos do Dia Nacional de Paralisação e Mobilização, no âmbito do qual
 se realizaram actos em perto de 20 estados brasileiros, era, segundo os organizadores, 
fazer o «aquecimento» para uma greve geral – ainda sem data marcada – e denunciar
as ameaças aos direitos dos trabalhadores, dos estudantes, dos pensionistas 
contidas nas reformas avançadas pelo governo não eleito de Michel Temer.
Em São Paulo, cerca de 30 mil pessoas participaram no acto do Dia Nacional
 de Paralisação e Mobilização. Presente na manifestação, 
Edson «Índio» Carneiro, secretário-geral da Intersindical, declarou que 
«químicos, bancários, professores, trabalhadores das universidades 
e um conjunto de trabalhadores cruzaram os braços para dizer um grande “não”
 aos ataques que o governo Temer e a maioria do Congresso querem impor 
ao povo brasileiro», refere o Brasil de Fato.
Por seu lado, Luana Correa, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), 
apontou a reforma do Ensino Médio como um dos aspectos negativos das propostas 
deste governo, que «não dialoga com as necessidades dos estudantes» 
e quer cortar 45% da verba no próximo ano. A dirigente estudantil
 sublinhou que estão também a ser postos em causa fundos e programas instituídos,
 nomeadamente um que permitiu que «as mulheres, os negros e negras, o povo do campo 
e da cidade, principalmente da periferia, pudesse ter acesso a educação de qualidade».
Também presente na mobilização paulista, Douglas Izzy, dirigente da 
Central Única de Trabalhadores (CUT), explicou que, com as reformas laborais de Temer, 
estão em causa direitos consagrados na Lei do Trabalho, como o 13.º mês, as férias pagas,
 as licenças de maternidade e paternidade, entre outros. Este governo pretende sujeitá-los 
à negociação directa entre patrão e empregado, o que «significa rebaixar os direitos 
dos trabalhadores,e nós somos contra», disse.«(...) só com muita pressão e mobilização 
popular, unidade das centrais sindicais progressistas e de classe o governo usurpador 
porá um freio às propostas de retirada de direitos»
Ao Brasil de Fato, João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do 
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que a mobilização 
constitui um forma de parar o golpe e, «acima de tudo, a retirada de direitos», 
que também vai afectar os trabalhadores do campo. Foi neste contexto que o MST 
e a Via Campesina aderiram à manifestação, acreditando 
«na possibilidade da construção da greve geral».

Jornada de luta por todo o Brasil

As mobilizações e paralisações ocorreram, ontem, no Distrito Federal 
e em muitas cidades dos estados brasileiros da Paraíba, Santa Catarina, 
Paraná, Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Norte, 
Mato Grosso, Amapá, Rio Grande do Sul, Bahia, Pará, Goiás, Minas Gerais, 
Ceará, segundo refere o Portal Vermelho.
No Rio Grande do Sul, houve mobilizações de protesto contra o governo de Temer 
e as suas políticas económicas e sociais nas cidades de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. 
Na capital gaúcha, a Brigada Militar usou gás pimenta, granadas de atordoamento 
e gás lacrimogéneo para impedir a paralisação nas garagens de autocarros, 
tal como foi denunciado pelo dirigente da CTB-RS, Guiomar Vidor.
As medidas de Michel Temer e a Justiça foram o alvo dos protestos em Goiás, 
onde os manifestantes reivindicaram a libertação dos «presos políticos de Goiás», 
recordando que no dia 17 deste mês foram presos 40 estudantes que ocuparam 
a sede do Conselho Estadual de Saúde e que líderes do MST se encontram presos desde Abril.
Na Bahia, milhares de manifestantes, entre os quais se encontrava 
a presidente destituída Dilma Rousseff, ocuparam as ruas de Salvador 
em protesto contra os ataques aos direitos dos trabalhadores do governo Temer.
Também houve manifestações no interior do estado, em cidades como Correntina, 
Governador Mangabeira, Paulo Afonso e Feira de Santana.
Em Fortaleza (Ceará), trabalhadores de diversos sectores pararam uma das principais 
artérias da cidade, a Avenida Duque Caxias, e manifestaram-se em frente à Contax,
uma das maiores empresas na capital do estado. Luciano Simplício, dirigente da CTB-CE 
disse ao Portal Vermelho que «estas actividades de hoje são apenas o aquecimento 
para a realização de uma Greve Geral». E acrescentou: «Temos a convicção de que 
só com muita pressão e mobilização popular, unidade das centrais sindicais progressistas 
e de classe o governo usurpador poderá pôr um freio às propostas que representam 
a retirada de direitos.»