Mostrar mensagens com a etiqueta Coreia(s). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coreia(s). Mostrar todas as mensagens

sábado, julho 11, 2020

Nada se sabe de hoje se se esquece o ontem!

 - Edição Nº2432  -  9-7-2020

70 anos: guerra da Coreia, barbárie imperialista




Faz 70 anos que começou a guerra da  Coreia, uma das mais bárbaras da História e que evidenciou a natureza criminosa do imperialismo dos EUA. 

Em 1950, a II Guerra Mundial terminara há apenas cinco anos. 
O papel decisivo da URSS e dos comunistas na Vitória sobre o nazi-fascismo elevara o seu prestígio.
Por toda a parte os povos assumiam-se como protagonistas da História e alcançavam avanços importantes no processo de libertação nacional e social. Em 1949, a Revolução Socialista triunfava na China, o mais populoso país do mundo. Gigantes como a Índia libertavam-se dum secular jugo colonial (1947). Em muitos outros países, como a Coreia e o Vietname, o imperialismo procurou travar a libertação pela força. Na Coreia, os EUA deram a mão às forças mais reaccionárias, colaboracionistas com a ocupação japonesa (1910-1945). Os portugueses, que viram o Portugal fascista tornar-se membro fundador da NATO pela mão das «democracias ocidentais» conhecem o significado dessas alianças.
Enquanto o Norte foi libertado pelas forças da resistência anti-colonial sob a direcção dos comunistas, liderados por Kim Il Sung, com o apoio da URSS, os EUA instalaram no Sul uma feroz ditadura, impediram a reunificação e criaram uma base de agressão permanente – situação que, com contradições, perdura até aos nossos dias.
Procurando inverter o curso da História, os EUA desencadearam em 1950 uma guerra de extermínio contra o povo coreano. É o General Curtis LeMay que reconhece que «ao longo dum período de quase três anos matámos cerca de 20% da população da Coreia» (New Yorker, 19.6.95). Outras fontes dizem que quase um terço (!) da população da Coreia do Norte morreu na guerra (Brian S. Willson, globalresearch.ca, 2.12.17).
O Comandante em Chefe General MacArthur conduziu uma política de terra queimada, que um subalterno inglês descreveu assim: «destruir todos os meios de comunicação e todas as instalações e fábricas e cidades e aldeias. Esta destruição devia começar junto à fronteira [com a China] e progredir para sul» (citação em Cummings, The Korean War).
Grande parte das cidades e vilas foram obliteradas. Os sobreviventes tiveram de se abrigar em túneis subterrâneos. Foram despejados «oceanos» de napalm sobre a Coreia. Foram utilizadas armas biológicas, como comprovou a Comissão Científica de Inquérito chefiada por um dos mais prestigiados cientistas britânicos do seu tempo, Joseph Needham, numa iniciativa do Conselho Mundial da Paz. Em 1953, «os Chefes de Estado Maior [dos EUA] recomendaram ataques nucleares contra a China» (Cummings), país que teve um papel proeminente no auxílio à resistência coreana.

Conhecer e aprender
com a História
Não é possível compreender a realidade actual da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e nomeadamente a centralidade dada à defesa face às permanentes intenções hostis e agressivas dos EUA, sem conhecer os sacrifícios que o povo coreano teve de suportar para resistir à agressão de há 70 anos. A História recente é feita de ameaças e provocações permanentes e de violações pelos EUA de sucessivos acordos e iniciativas diplomáticas.
Foram os ministro e vice-ministro da Defesa do presidente «democrata» Clinton que confessaram como, em 1994, «os Estados Unidos estiveram à beira de iniciar uma guerra […] preparámos os planos para atacar as instalações nucleares da Coreia do Norte e para mobilizar centenas de milhar de soldados americanos para a guerra que provavelmente se teria seguido» (Washington Post, 20.10.02). Segundo a France Presse (24.5.00) foi o presidente sul-coreano que travou a louca aventura que destruiria a Coreia.
As lições recentes da Líbia e Iraque são claras: quem aceitar desarmar-se corre o risco de ser destruído pela máquina de guerra bárbara que em 1950-53 semeou a morte e a destruição na Península Coreana.
Hoje como ontem impõe-se a necessidade da solidariedade com a luta do povo coreano pela reunificação pacífica da sua pátria, pelo estabelecimento do diálogo e da negociação, pelo fim das ingerências, pressões e ameaças externas – incluindo das sanções e das manobras militares promovidas pelo imperialismo norte-americano na região –, pela normalização das relações, pela implementação de efectivas garantias de segurança para a RPDC, com vista a uma paz estável e duradoura na Península coreana, livre de forças militares estrangeiras, no respeito da soberania do povo coreano.

Jorge Cadima
_____________________________________

Essa estratégia (?) 
de dividir um País em dois, 
quando não se consegue "manter a pata"
sobre todo o território,
continuou por décadas.
Lembro o Vietnam
... e Rio Maior
(e há, sempre, conivências 
que provocam amnésias)

terça-feira, junho 12, 2018

UM PASSO

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Sobre a Cimeira entre os Presidentes da República Popular Democrática da Coreia e dos Estados Unidos da América

Tendo em conta a realização da Cimeira entre Kim Jong-un, Presidente da Comissão de Assuntos de Estado da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), e Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, dia 12 de Junho, em Singapura, e os compromissos entretanto tornados públicos, o PCP considera que esta Cimeira – na sequência da Declaração Panmunjom, firmada a 27 de Abril, entre a RPDC e a República da Coreia – poderá representar um passo no sentido de uma solução pacífica para um conflito que se arrasta há mais de 65 anos devido à política intransigente e agressiva dos EUA, que mantém na Coreia do Sul um poderoso dispositivo militar.
Recordando que no passado foram estabelecidos acordos e compromissos entre a RPDC e os EUA, que não foram posteriormente respeitados e cumpridos pelos EUA, o PCP considera que uma solução para o conflito exige o respeito dos princípios da soberania e independência nacional, do direito do povo coreano decidir dos seus próprios destinos, no caminho para a concretização da sua aspiração à reunificação pacífica da Coreia.
O PCP reafirma que tal caminho passa necessariamente pelo estabelecimento do diálogo e da negociação, pelo fim das ingerências, pressões e ameaças externas – incluindo das sanções e das manobras militares promovidas pelos EUA na região –, pela normalização das relações, pela implementação de efectivas garantias de segurança para a RPDC, com vista a uma paz estável e duradoura na Península coreana, livre de armas nucleares e de forças militares estrangeiras.

sábado, abril 28, 2018

Súmulas (e sumo) de informação - 1 (COREIA)


do (quase)diário:


Duas súmulas de informação lidas no avante!

&-----&-----&

Uma, sobre a Coreia, com que me “andavam a provocar” com o plural lembrando as Alemanha(s) e Berlim(s) e o muro, e as China(s), e os Vietnam(s)… e o Rio Maior e o “governo para o Porto”, esse USAdo e abUSAdo truque imperialista de dividir em parcelas quando não consegue esmagar o todo.

&-----&-----&

~

 - Edição Nº2317  -  27-4-2018

Paz para a Coreia!

Só a assinatura de um acordo de paz pode pôr finalmente fim à situação de confrontação e de guerra que se vive na Coreia desde que no final da II Guerra Mundial este país começou a ser libertado da ocupação japonesa pelas forças patrióticas dirigidas por Kim Il Sung. A guerra de 1950/53, que custou a vida a milhões de coreanos, terminou com um simples armistício. As tropas norte-americanas nunca saíram do Sul da Coreia. Os EUA recusaram sempre assinar um acordo de paz para pôr fim à situação de guerra. No quadro da sua política de «contenção do comunismo», convinha-lhe manter na região um poderoso dispositivo militar dirigido não apenas contra o Norte socialista, mas sobretudo contra a União Soviética e a República Popular da China. Foi isso que durante a «guerra fria» tornou a Península da Coreia um foco de tensão tão perigoso como o criado em torno de Berlim Ocidental.
É importante ter isto bem presente no momento em que hoje, 27 de Abril, os presidentes da República Popular Democrática da Coreia e da República da Coreia, Kim Jong-un e Moon Jae-in, se vão encontrar em Panmunjong e se anuncia para algumas semanas depois um encontro dos presidentes da RPDC e dos EUA. Encontros que têm lugar num clima bem diferente daquele que ainda há pouco tempo parecia colocar o mundo à beira de uma guerra nuclear. De facto, não há alternativa para a solução política negociada do conflito. Os importantes passos já dados no relacionamento Norte/Sul e o clima de desanuviamento criado com o abandono da demencial retórica de «fogo e fúria» geram legítimas expectativas. Mais do que especular sobre as razões que levaram a este volte face na questão coreana, em que da aparente iminência de confronto militar se passou para a mesa das negociações – como por exemplo se «Pyongyang foi vergado» pelo peso das brutais sanções que lhe foram impostas ou se foram os EUA que se viram forçados a reconhecer a RPDC como potência nuclear –, o que importa é agarrar com unhas e dentes a oportunidade que se abre à desescalada da confrontação e dar passos corajosos para um acordo de paz que ponha finalmente fim à situação de guerra existente.
Não é um caminho fácil. Já foi encetado em ocasiões anteriores e fracassou aparatosamente, fundamentalmente porque o imperialismo norte-americano nunca desistiu da sua pretensão de dominar, de parceria com o Japão, toda a região; nunca desistiu, à semelhança do que fez em Seul com o fascista Syngman Rhee, de impor ao povo da RPDC um regime títere; nunca aceitou retirar da região as suas poderosas forças militares nem pôr fim a manobras militares que são de facto ensaios de uma eventual invasão do Norte; nunca aceitou dar as garantias de segurança que a RPDC reclamou para pôr de lado o seu programa de defesa nuclear. Claro que ninguém exige que as partes em diálogo reconheçam explicitamente as suas responsabilidades na perigosíssima situação a que se chegou. Isso ficará para a História. Agora o que é necessário é o respeito pela Carta da ONU e a legalidade internacional, é o respeito pela soberania da RPDC, é o reconhecimento ao povo coreano do direito à reunificação soberana e pacífica da sua pátria milenar.
Albano Nunes 

sexta-feira, março 09, 2018

Histórico!... e elucidativo

Do meu (quase) diário:

09.03.2018

Quero começar por marcar este dia com esta notícia recolhida (e por mim “arrumada” talqual, com fotos e tudo) do Jornal de Notícias:




                                                       




Histórico?
&-----&-----&
De acordo!
&-----&-----&
Talvez crucial para o futuro da Humanidade, para a Paz
&-----&-----&
... ou para evitar o que poderia provocar um desastre humanitário que nem se pode imaginar
&-----&-----&
Mas quem ameaçava quem?
&-----&-----&
E qual foi o lado que propôs a reunião?
&-----&-----&
E como foi encaminhada a proposta, quem o mensageiro?
&-----&-----&
Quem anunciou?
&-----&-----&
Como se "fabricou" a notícia para "informar" as ocidentais gentes?
&-----&-----&
Sendo histórica a situação, que relevo lhe está a ser dado?
&-----&-----&
Além de histórico, tudo isto é didáctico

sexta-feira, janeiro 26, 2018

Supúnhamos, então!, a informação, a(s) Coreia(s), a PAZ... essas coisas!





 - Edição Nº2304  -  25-1-2018

É um suponhamos
A decisão da República Popular Democrática da Coreia, vulgo Coreia do Norte, de participar nos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, na Coreia do Sul, tem dado azo a peculiares artigos nos órgãos de comunicação social. Desde os motivos que terão presidido à decisão, passando por «ausências a reuniões», tudo tem servido para alimentar «notícias», cujas têm como denominador comum o facto de assentarem em especulações.

O mais curioso, no entanto, são as acrobacias a que certos plumitivos se têm dedicado para tentar explicar o inexplicável, a saber, o facto de Hyon Song-wol, líder do grupo pop feminino Moranbong, ter voltado do mundo dos mortos (e a avaliar pelas fotografias em muito bom estado de conservação) para dirigir a delegação norte-coreana ao Jogos. É o que se pode classificar de autêntico milagre.

Expliquemo-nos. Em meados de 2013, um jornal sul-coreano dava conta de que a cantora, alegadamente ex-amante do dirigente Kim Jon-un, tinha sido «executada por um pelotão de fuzilamento», juntamente com mais onze pessoas. A notícia, que de resto fez manchetes em respeitáveis jornais ocidentais, designadamente norte-americanos, teve um prazo de validade de alguns meses, já que em 2014 a pseudo-ex-amante-pseudo-caída-em-desgraça-pseudo-fuzilada apareceu na televisão viva da silva, embora sem o impacto que teve o seu assassinato. Agora, com os Jogos Olímpicos à porta, o caso mudou de figura. A morta-de-morte-matada está mesmo viva e sob os holofotes internacionais.
O caso, diga-se em abono da verdade, nem sequer é inédito. Os morto-vivos são mais comuns do que se poderia pensar na Coreia do Norte. Que o diga o ex-chefe do Exército norte-coreano, Ri Yong Gil, executado em Fevereiro de 2016, que uns meses depois voltou do reino dos mortos para assumir novos cargos, só para citar um exemplo.
De quem é a culpa de tamanha desinformação? Desconfiamos que é de Pyongyang, mas é um suponhamos...

Anabela Fino 

sexta-feira, janeiro 05, 2018

terça-feira, maio 16, 2017

Ameaças e bravatas

Bravatas de Kim Jong-un estarão consensualizadas como perigosas ameaças. Travestem-se de bravatas deslocações de pessoal e de material de incalculável potencial de destruição, já efectivo uso de uma coisa chamada “mãe de todas as bombas” e outras acções. Faz-se cair manto de pesado silêncio sobre a eleição, na Coreia do Sul, de Moon Jaen-In, contrário às manobras internacionais conduzidas pelos Estados Unidos-NATO-Nações Unidas (por esta ordem) e, ao que se sabe…, adepto de diálogo e negociações com a Coreia do Norte.



um diz-se que ameaça.

o outro vai fazendo!








As palavras (e os silêncios) traem as intenções. Ainda que não sejam as intenções dos que dizem ou escrevem as palavras, dos que desvalorizam ou calam o que deveria ser dito ou escrito, mas sim as intenções dos mandantes do que deve ser escrito ou dito, do que deve ser calado ou desvalorizado.
A adjectivação ajuda a esclarecer as intenções (ajudará quem quiser ser ajudado, isto é, informar-SE). Chamam-se bravatas às ameaças e aos actos de não escamoteável agressão, praticados e em vias de se praticarem. Dizem-se ser ameaças o que são bravatas de quem tem sido ameaçado e agredido.
Não se conclua, como será fácil e expedito, que se apoiam posturas e afirmações que de bravata sejam, e por isso dêem azo e argumentos e fundamentos que alimentem a imagem ameaçadora. Somos contra TODOS os dogmatismos e recusamos critérios de hereditariedade na transmissão da posse do poder (que é, como bem se sabe, do povo). Mas esse combate não obnubila o outro, parente gémeo e mais determinante, que é o combate contra a usurpação do poder (do povo, como bem se saberá...) por gentes, famílias, classe, que dele se apropriam para explorarem outréns, directa ou por entrepostos agentes e serventuários. O que se torna de uma perigosidade inaudida (e escondida) quando, para se manter tal usurpação do poder, os meios a que não se olha são de destruição de tal monta que põem em risco a Humanidade.

segunda-feira, maio 15, 2017

Mas porque será????

Extracto do Expresso-curto acabado de ler:


«...Entretanto, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu ontem o endurecimento de sanções contra a Coreia do Norte no seguimento do disparo de um míssil balístico no sábado, que caiu a 500 quilómetros da fronteira russa. "Que esta nova provocação seja um apelo a todas as nações para implementar sanções mais fortes contra a Coreia do Norte", lê-se num comunicado de imprensa divulgado pela Casa Branca. A União Europeia considerou que o disparo é "uma ameaça à paz e segurança internacional" e representa uma escalada da tensão na região. Também a China e a Rússia reagiram, mostrando-se "preocupadas com a escalada de tensão" na península coreana. A situação está a ficar tão dramática que Estados Unidos e Japão pediram uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que se vai realizar amanhã.(...)»

Porque será que em NENHUM espaço de informação vi relevo (ou sequer notícia e/ou comentário) aos resultados eleitorais na Coreia do Sul, muito positivos no sentido de criação de condições favoráveis ao desanuviamento na península da Coreia, e contrários aos desígnios dos falcões-fautores da guerra?

sexta-feira, maio 05, 2017

Acordai!

 - Edição Nº2266  -  4-5-2017

Acordai!

Os bombardeamentos à Síria parecem ter apaziguado as rivalidades na classe dirigente dos EUA. O que os dividia não era o reaccionarismo de Trump. Era o medo de que fosse séria a promessa eleitoralista de melhorar as relações entre as duas maiores potências nucleares. Afastado o 'perigo' da paz, eclodiu a 'paz' … entre os senhores da guerra.
Seria de supor que o belicismo desbragado de Trump gerasse divergências. Mas as potências da UE alinham. O governo português manifesta «compreensão». Na nossa AR brotam sucessivas tomadas de posição com dois traços: dirigem-se contra as vítimas do imperialismo e recebem o voto favorável do CDS, PSD, PS e BE. Uma delas, sobre a Síria, foi aprovada na própria manhã dos bombardeamentos ilegais dos EUA.
As guerras imperialistas precisam da mentira. E quanto maior o crime, maior a mentira. Porque os verdadeiros objectivos são inconfessáveis. Sempre foi assim. Não faltam exemplos recentes. O que espanta é que ainda haja quem se auto-proclame de 'esquerda' e leve água ao moinho das patranhas de guerra imperialistas. Que finja não ver. E que alimente assim a política de guerra e agressão.
Veja-se a campanha contra a Coreia do Norte (RDPC). A verdade histórica é irrefutável. Número total de países estrangeiros invadidos pela Coreia do Norte: zero. Mas a lista dos países agredidos pelos EUA e potências da UE e NATO é demasiado extensa para esta coluna. Inclui a própria Coreia, vítima entre 1950 e 1953 duma das mais criminosas guerras de sempre, que matou quatro milhões de pessoas (The Korean War, Bruce Cumings). Na qual o comandante das tropas dos EUA, General MacArthur, ordenou «a destruição de todos os meios de comunicação e todas as instalações e fábricas e cidades e aldeias», tendo as maiores cidades sido em grande parte literalmente arrasadas pelos EUA. Foi feita utilização intensiva do napalm e bombas incendiárias e o Estado Maior dos EUA propôs formalmente a utilização da arma atómica, não apenas na Coreia, mas também contra a China, solidária com o povo coreano. Qual o espanto de que a RDPC, olhando para o mundo de hoje e o destino de países que fizeram acordos de desarmamento com os EUA (Iraque, Líbia), aposte no desenvolvimento dos seus sistemas militares?
A campanha belicista esconde um objectivo central: as eleições sul-coreanas de dia 9 de Maio, convocadas após os enormes protestos populares dos últimos meses, que derrubaram a presidente fantoche dos EUA. Não é 'propaganda russa', mas a Voz da América (6.4.17) que confessa que «a Coreia do Sul está a apenas um mês duma eleição presidencial que provavelmente conduzirá a uma dramática mudança na política externa, que pode apaziguar as tensões entre as Coreias mas criará novas fricções na aliança com os EUA». Enorme perigo! Toca a impedir a paz na Península Coreana! E, à revelia da vontade de todo o povo coreano, toca a instalar os sistemas anti-mísseis THAAD. Perigosos, porque alimentam as tresloucadas teorias referidas pelo General Loureiro dos Santos (DN, 13.3.00) de que haverá «novas formas de fazer a guerra» porque «as armas atómicas […] para as grandes potências deixarão de ser um obstáculo». Há que acordar quem anda a dormir!


Jorge Cadima
-----------------------
Não resisto a contar. Concretizou-se domingo passado um gesto pessoal que procurei rodear da maior simplicidade: doar o meu espólio para criação, pela Câmara de Ourém, de um Centro de Documentação Joaquim Ribeiro-Zambujal, na escola (desactivada há anos) da aldeia onde nasceu meu pai, e que terá a minha colaboração-animação (enquanto puder...) e de uma liga de amigos. A assinatura do protocolo foi no encerramento da Feira do Livro e teve como último acto um concerto do Chorus Auris, de Ourém. Então não é que o grupo coral me quis distinguir com o convite para com eles cantar a última peça do concerto, escolhida em minha intenção? E qual havia de ser ela? Pois este ACORDAI (dos Fernando Lopes Graça-José Gomes Ferreira)... com que hoje o Jorge Cadima nos desperta para o paralelo 38N, que não me canso de referir!
Há momentos em que se cresce muito por dentro!


sábado, abril 15, 2017

Os embustes e o perigo da guerra



CPPC alerta para gravidade
da situação na Coreia
Abril Abril . 15 DE ABRIL DE 2017

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a fragilidade da argumentação dos EUA para intensificar as manobras e ameaças contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), bem como a hipocrisia subjacente às suas exigências.

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/peninsula-da-coreia-manobras.jpg?itok=T6ztARlN

«Só por manifesta hipocrisia podem os EUA exigir de forma unilateral o que quer que seja em matéria de desnuclearização», afirma o CPPC num comunicado hoje divulgado. E acrescenta: «O que serve verdadeiramente a causa da paz e da segurança no mundo é o necessário desmantelamento geral, simultâneo e controlado de todos os arsenais nucleares existentes no mundo.»
O pretexto da ameaça nuclear norte-coreana, invocado pelos EUA para intensificarem as suas ameaças, «não colhe», tendo em conta que, muito antes do programa nuclear coreano, os norte-americanos já haviam colocado o país asiático no «famigerado "eixo do mal" de George W. Bush» e que há muito vinham «realizando exercícios militares de grande envergadura em conjunto com a República da Coreia e o Japão, simulando ataques à RPDC», explica o CPPC.
Não faz sentido «falar do justo objectivo de desnuclearização da Península da Coreia, ou no mundo, de forma unilateral, apontando apenas a uma das partes». A mesma exigência tem de ser feita ao país «que detém dos maiores arsenais nucleares do mundo, que promove a sua modernização e instalação fora do seu território e afirma na sua doutrina militar a possibilidade da sua utilização num primeiro ataque: os Estados Unidos da América», lê-se na nota.
O desígnio da desnuclearização naquela região do globo deverá ser acompanhado de medidas que garantam, de facto, à RPDC que não será alvo de uma agressão militar por parte dos EUA. Em simultâneo, o CPPC defende que devem ser criadas condições «para que o povo coreano, sem ingerências nem pressões externas, possa unificar a sua pátria, dividida há tempo de mais por razões que lhe são totalmente alheias» – um anseio legítimo que não será concretizado enquanto persistir «a escalada militarista e as ameaças de agressão dos EUA contra a RPDC».
Situação grave
No documento, intitulado «Paz na Península da Coreia! Mais guerra não!», o CPPC chama a atenção para a gravidade da actual situação na Península da Coreia, após o «reforço da presença e da intensificação da pressão militares dos EUA contra a RPDC», assim como «para as imprevisíveis e dramáticas consequências de uma escalada belicista nesta região».
Depois «do recente ataque militar directo contra a Síria e do lançamento de uma bomba de grande potência numa zona remota do Afeganistão», as ameaças dos EUA à RPDC e «o aumento dos meios e forças militares norte-americanos» na Península coreana constituem «uma nova e muito perigosa» afronta à paz e à segurança.

É neste contexto que o CPPC reafirma a sua «exigência da paz, do fim da escalada militarista e da resolução do conflito por meios pacíficos, no quadro do respeito dos Princípios da Carta das Nações Unidas».

--------------------------------------------

ver também:

Coreia do Norte: O grande embuste revelado

Publicado em 2017/04/07, em: http://resistir.info/coreia/o_grande_embuste.html
Colocado em linha em: 2017/04/14

quarta-feira, março 12, 2014

Coreias ou Coreia?


O "post" anterior mereceu leitura e alguns comentários. 
Ainda bem. Assim se cumpre a intenção ao publicá-lo. 
Um desses comentários justificaria o despacho: 
divulgue-se. 
Aqui fica ele!  

Ana disse...
Alguns jovens portugueses visitaram Panmunjon a linha de demarcação que divide o norte e o sul da Coreia. Dum lado a indignação e o mesmo grito: Coreia é uma!
Do outro as tropas - americanas e sul-coreanas - que fotografavam os que se atreviam a dizer Não! ao Imperialismo.
A gigantesca muralha que divide o norte e o sul é um crime hediondo construído e suportado pelos EUA, que lá (man)têm tropas e observadores.
A luta, a mesma luta, como dizes, mantém-nos unidos. É esta união dos povos pelo futuro digno, que os fantoches sabem que existe mas à custa de dizerem tantas mentiras esperam (e conseguem) que alguma coisa fique nos que se alimentam (só) desta imprensa.
Não conheço o povo do sul. Conheço o povo do norte (estive lá cerca de 20 dias) e é um povo trabalhador e ordeiro. As crianças vão para a escola sem medo de perigos. Não há gente desempregada. Os campos estão lavrados. As cidades não se encontram sujas. As montanhas são belíssimas e não ardem a fogo posto. Idosos e crianças, o mesmo respeito. E manifestam para com os estrangeiros uma imensa gemerosidade. São raras as vezes em que mostro as centenas de fotografias que lá fiz há cerca de 25 anos. Os que as vêem perguntam-me: Como são os norte-coreanos e a Coreia do Norte? E lá estou eu a explicar-lhes que a Coreia é uma. Os coreanos são como nós. Mas o que eu conheço, os do norte, são trabalhadores, ordeiros e generosos. E a saudade de ver os amigos como a Cha e o Pak é imensa. Tão imensa, que o correio trocado não é capaz de anular. E alegram-me as notícias, como a tua, que me trazem a Coreia e o povo do norte.


----------------------------------
Obrigado, Ana!

domingo, março 09, 2014

A mesma luta!

É - como é que se diz?... - recorrente. 
Quando, a propósito de qualquer coisa e sempre a despropósito, se quer atacar o Partido Comunista Português, vai-se buscar a Coreia de Norte. Ontem, foi o Expresso, no Cartoon de António. Que agressão (nas intenções!) mais infeliz e despropositada.












Paciência! Que é revolucionária.
Mas, agora, nestes dias de agora, e a propósito, impôs-se-nos uma recente leitura e transcrição da tradução da parte final de um texto do


com o significativo título de
"Guerra boa" e "guerra má"
- e a luta da memória contra o esquecimento
O regime que Washington criou no Sul, a “boa” Coreia, foi instalado e largamente mantido por aqueles que colaboraram com o Japão e a América.


O artigo é de John Pilger, e foi publicado a 13 de Fevereiro de 2014.
Depois de uma abertura em que denuncia como a história tem sido escrita pelos se assenhoriaram do poder, ou pelos seus serventuários, o A. refere autores que têm procurado contrariar esse contar do passado - E.P.Thompson, Howard Zinn, Eduardo Galeano, Richard Overy.
E termina essa abertura sublinhando que hoje, mais do que nunca, essas clarificações são necessárias, pela força da informação e porque se quer fazer crer "que nós vivemos, como afirma o jornal Time, “num presente eterno”, no qual a reflexão é limitada ao Facebook e a narrativa histórica é o espólio de Hollywood (e como no seu) 1984, George Orwell escreveu:“quem controla o passado controla o futuro, quem controla o presente controla o passado”
Logo depois pode (e deve!) ler-se:

«O povo da Coreia compreende bem isto. A carnificina na sua península a seguir à Segunda Grande Guerra é conhecida como “a guerra esquecida”, cujo significado para toda a humanidade há muito vem sendo escondido por histórias militares e de espionagem de guerra fria de"bons"contra"maus".
Acabei de ler A Guerra Coreana: uma História,  de Bruce Cumings (2010), professor de História na Universidade de Chicago. Primeiro vi Cumings ser entrevistado no extraordinário filme de Regis Tremblay  Os fantasmas de Jeju, que documenta o levantamento em 1948 na ilha sul coreana de Jeju, e a campanha dos seus actuais habitantes para impedir a construção da base de mísseis dos EUA apontados provocadoramente para a China.
Tal como a maioria dos coreanos, as famílias de agricultores e pescadores protestaram contra a divisão sem sentido da sua nação entre Norte e Sul, em 1945 – uma linha desenhada ao longo do paralelo 38 por um oficial americano, Dean Rusk, que tinha “consultado um mapa por volta da meia-noite ao dia seguinte a termos destruído completamente Nagasaki com uma bomba atómica”, como escreve Cumings. O mito de uma Coreia “boa” (o Sul) e uma Coreia “má” (o Norte) estava
inventado.
De facto a Coreia, Norte e Sul, tem uma notável história de resistência do povo ao feudalismo e à ocupação estrangeira, particularmente à do Japão no séc.XX. Quando os Americanos derrotaram o Japão em 1945, ocuparam a Coreia e frequentemente etiquetararam os que resistiram aos japoneses como “commies” (forma abreviada, popular e depreciativa de comunistas) . Em Jeju, cerca de 60.000 pessoas foram massacradas por milícias apoiadas  e, em alguns casos, comandadas por oficiais estado-unidenses.
Esta e outras atrocidades não relatadas foram um prelúdio “esquecido” para a guerra da Coreia (1950-53), na qual foram mortas mais pessoas do que os japoneses que morreram durante toda a Segunda Grande Guerra. Cumings faz um cálculo impressionante do grau de destruição nas cidades do norte: Pyongyang 75%, Sariwon 95%, Sinanju 100%. Foram bombardeadas grandes barragens no norte, a fim de causar tsunamis internos. Armas “anti-pessoal”, tais como napalm, foram testadas em civis. A excelente investigação de Cumings ajuda-nos a compreender por que a Coreia do Norte de hoje parece tão estranha: um anacronismo sustentado por uma longa atitude defensiva.  “A avalanche de bombas incendiárias foi visita do Norte durante três anos” escreve ele, “produzindo uma terra de ninguém e um sobrevivente povo toupeira que aprendeu a amar o refúgio de caves, montanhas, túneis e redutos, um mundo subterrâneo que se transformou na base de reconstrução de um país e uma recordação que levou ao surgimento de um ódio feroz na população. A sua verdade não é um conhecimento frio, antiquado e ineficaz”.  Cumings cita Virginia Wolf para descrever como o trauma deste tipo de guerra “confere memória”.
O líder guerrilheiro Kim Il-sung começou a lutar contra o militarismo japonês em 1932. Todas as características ligadas ao regime que ele fundou – “comunismo, estado nocivo, inimigo diabólico” – deriva de uma resistência implacável, brutal, heróica: primeiro contra o Japão, depois contra os EUA, que ameaçaram atacar com armas nucleares os escombros deixados pelos seus bombardeiros.  Cumings revela como propaganda a noção de que Kim Il-sung, líder da Coreia “má”, era um fantoche de Moscovo. Em contrapartida, o regime que Washington inventou no Sul, a  Coreia "boa", era dirigido maioritariamente por aqueles que tinham colaborado com o Japão e a América.
A guerra da Coreia teve uma especificidade não reconhecida. Foi nas ruínas ardentes da península que os EUA se voltaram para o que Cumings chama “um arquipélago do império”. E quando a União Soviética ruiu nos anos 1990, foi como se todo o planeta fosse declarado americano – ou quase.
Mas agora há a China. A base que está a ser construída na Ilha de Jeju ficará em frente da metrópole chinesa de Xangai, a uma distância de menos de 300 milhas, e do coração industrial do único país cujo poder económico irá provavelmente ultrapassar o dos EUA. “A China”, diz o Presidente Obama num documento público, “é a nossa ameaça estratégica de mais súbita emergência”. Por volta de 2020, quase dois terços de todas as forças navais estado-unidenses no mundo serão transferidas para a região Ásia-Pacífico. Num arco desenhado desde a Austrália até ao Japão e além deste, a China estará rodeada por mísseis e força aérea nuclear dos EUA. Será também “esquecida” esta ameaça para todos nós?»


 Coreia do Norte e PCP - a mesma luta?
Não será, antes, o povo coreano e o povo português 
- a mesma luta?
Ou os povos do mundo - a mesma luta?
Ou, já agora..., sociais-democratas, liberais, fascistas - a mesma luta?
(a sobrevivências do capitalismo!),
 com as suas profundas divisões e antagonismos.?
...matai-vos uns aos outros?
 A questão é que, matando-vos, a nós nos matam!

quarta-feira, abril 10, 2013

OUTRA INFORMAÇÃO - A situação na península coreana



Nota do Gabinete de Imprensa do PCP
Sobre a evolução da situação na península coreana

Terça 9 de Abril de 2013


1 - O Partido Comunista Português manifesta a sua preocupação com os recentes acontecimentos e o aumento da tensão na Península da Coreia que constituem uma séria ameaça para a paz nesta região e no mundo. O PCP apela à contenção de todas as partes e ao retomar imediato de negociações baseadas no reconhecimento e respeito mútuo.


2 - A península coreana encontra-se dividida há mais de meio século como resultado de uma brutal guerra, fruto da ingerência e agressão dos EUA. Na Coreia do Sul estão estacionados, há mais de seis décadas, dezenas de milhares de soldados e sofisticado equipamento militar, incluindo não convencional, dos EUA. É conhecido o historial de ingerências, pressões e provocações por parte da Coreia do Sul e dos EUA à República Democrática Popular da Coreia, quer no campo económico e político, quer militar. O PCP reafirma a sua posição de que somente um processo político de diálogo entre iguais, livre de ingerências e pressões alheias aos interesses do povo coreano, poderá abrir caminho à reunificação pacífica do País e à construção de uma Coreia unificada, livre de bases e forças militares estrangeiras.


3 - Alertando para os perigos resultantes de ameaças e retórica belicistas, da deslocação de poderosos meios militares dos EUA para a região da Ásia-Pacífico e da realização de exercícios militares claramente hostis e provocatórios, o PCP apela a todas as partes envolvidas para que se abstenham de levar a cabo acções de consequências imprevisíveis para os povos da região e para a segurança internacional.


O PCP sublinha que é na política agressiva do imperialismo que radica a escalada de tensão e desestabilização na região, independentemente das preocupações com o modo como os dirigentes da República Democrática Popular da Coreia têm lidado com o incumprimento de acordos, medidas hostis e crescentes provocações levadas a cabo pelos EUA.


O PCP chama simultaneamente a atenção para o facto de que os mais recentes acontecimentos na península coreana não poderem ser dissociados do processo de militarização do Pacífico sul conduzido pelos EUA com a deslocação de vultosos meios militares e o reforço da sua presença nas várias bases militares da região, numa clara relocalização geoestratégica visando a República Popular da China, nem da cada vez maior agressividade e belicismo manifestados pelas potências imperialistas em várias regiões do planeta, como o Médio Oriente e a África.


4 - O PCP chama a atenção para o facto de que as guerras de agressão levadas a cabo nos últimos anos pelas potências da NATO contra países que haviam destruído os seus arsenais de armas não convencionais (como o Iraque e a Líbia) e o desenvolvimento dos arsenais nucleares de alguns países à margem do tratado de não proliferação nuclear (como sejam os casos de Israel, Índia e Paquistão) são inegáveis factores de estímulo à proliferação de armas nucleares, químicas e biológicas.,


O PCP reafirma a sua posição de defesa de um mundo livre de armas nucleares, e recorda que o tratado de não proliferação preconiza o simultâneo desmantelamento dos arsenais nucleares existentes no Mundo.


5 - O PCP lamenta as posições do Governo português, expressas pelo Ministro Paulo Portas no quadro da sua visita ao Japão, de total e acrítico alinhamento com as posições dos EUA, posição que não contribui para o necessário desanuviamento da tensão na península coreana.