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segunda-feira, setembro 21, 2020

Dia Internacional da Paz-21 de Setembro



Dia Internacional da Paz

Neste 21 de Setembro, Dia Internacional da Paz, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) apela ao empenhamento e mobilização em defesa da paz e dos princípios inscritos na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, como:

  • A soberania e os direitos dos povos;
  • A igualdade soberana dos estados;
  • A solução pacífica e negociada dos conflitos internacionais;
  • O não recurso à força ou à ameaça do recurso à força nas relações internacionais;
  • O desarmamento geral, simultâneo e controlado.


É no respeito destes princípios que será possível salvaguardar a paz e a segurança no mundo, hoje seriamente ameaçadas pela ação daqueles que afrontam, de forma clara, as normas de convivência pacífica entre os povos e os Estados alcançadas e estabelecidas no Direito Internacional após o final da Segunda Guerra Mundial.
Cabe aos povos do mundo, através da sua mobilização e ação organizada, fazer com que a paz seja implementada e defendida.

Torna-se ainda mais relevante assinalar o Dia Internacional da Paz, num momento particularmente complexo e imprevisível que vivemos – no contexto da pandemia e suas implicações –, que exige uma visão mais larga e uma reflexão e ação mais acutilantes, designadamente sobre o sofrimento dos povos de países mais vulnerabilizados e o comportamento das grandes potências no plano europeu e mundial, quando se impõe a solidariedade e a cooperação e um esforço redobrado para pôr cobro ao inaceitável recurso à agressão económica e militar nas relações internacionais.

Defender a Paz torna-se ainda mais importante, quando os EUA e os seus aliados promovem o aumento drástico das despesas militares, lançam uma nova e perigosa corrida aos armamentos incluindo nucleares, disseminam bases e instalações militares por todo o mundo, promovem a militarização do espaço sideral, desestabilizam e agridem militar e economicamente diversos países e povos, não se coibindo de inclusive utilizar as condições criadas pela crise pandémica da COVID 19 como uma arma contra os povos – visando assegurar o controlo de recursos e mercados e impor a sua supremacia económica, tecnológica, militar, informacional e ideológica e, desta forma, a sua hegemonia mundial.

Neste dia, o CPPC reafirma o seu compromisso de continuar a desenvolver a sua ação de esclarecimento sobre as graves ameaças que pairam sobre a Humanidade e a mobilizar todos os amantes da paz para que se reclame, nomeadamente das autoridades portuguesas, a tomada de efetivas medidas em defesa da soberania e da paz, entre as quais e em coerência com o espírito e letra da Constituição da República Portuguesa:

  • A não participação de forças portuguesas em operações de agressão contra outros povos;
  • A defesa, nas organizações internacionais em que o estado português participe, do direito dos povos a decidir soberanamente o seu caminho, rejeitando agressões, ameaças, chantagens e bloqueios económicos e financeiros;
  • A assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, que visa a eliminação deste armamento de destruição em massa;
  • A não participação de Portugal no reforço e expansão da NATO e a defesa da dissolução deste bloco político-militar;
  • O não envolvimento de Portugal no processo de militarização da União Europeia e a defesa da reversão deste processo.


Estas são algumas das medidas que Portugal pode e deve implementar e que muito contribuirão para o avanço do desanuviamento das relações internacionais, da construção da confiança mútua, da salvaguarda da paz e da segurança, da relação de amizade e cooperação entre os povos.

O CPPC apela a todos os amantes da paz para que se mobilizem, promovam a defesa da paz, da cooperação e do progresso social, da soberania e dos direitos dos povos.

Pela Paz todos não somos demais!

Direção Nacional do CPPC 

sexta-feira, março 27, 2020

CPPC - USA... e abusa contra a Venezuela

CPPC denuncia e condena 

nova conspiração dos EUA contra a Venezuela

Em plena pandemia da COVID-19 no mundo, a Administração dos EUA, presidida por Donald Trump, acaba de dar mais um autêntico golpe contra a Venezuela e o povo venezuelano, ao acusar o seu legítimo Presidente, Nicolas Maduro, e outros responsáveis venezuelanos, de um alegado envolvimento em ‘tráfico de drogas’, sem que tenha sido apresentada uma qualquer demonstração que possa sustentar esta alegação, e ao estabelecer uma recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levem à sua detenção e/ou condenação.
Os EUA, com a cumplicidade do Governo da Colômbia, insistem na mais miserável provocação e na infame conspiração contra a Venezuela e o Governo presidido por Nicolas Maduro, depois do FMI ter recusado o apoio de 5 mil milhões de dólares à Venezuela para fazer face à COVID-19, numa criminosa postura que revela a mais completa indiferença pelas eventuais consequências da pandemia para o povo venezuelano, assim como para a comunidade portuguesa que vive neste país.
Recorde-se que as sanções e bloqueio económico imposto de forma ilegal e unilateral pelos EUA – à margem e em confronto com o direito internacional – contra a Venezuela e o seu povo, têm dificultado a aquisição por este país de medicamentos e equipamentos médicos, que necessita para assegurar plenamente o direito à saúde dos venezuelanos, uma necessidade que acresce face à pandemia de COVID-19. Saliente-se que os EUA aplicam sanções secundárias contra as entidades que, no quadro e respeito pelo direito internacional, não se submetem aos ditames dos EUA.
Quando por todo o mundo se fazem apelos à convergência de vontades para enfrentar a pandemia e as suas consequências, e na Venezuela o seu Governo procura enfrentar a doença com medidas rápidas e enérgicas, a Administração norte-americana prossegue e aprofunda as suas manobras de desestabilização e agressão contra o povo venezuelano, somando às tentativas de golpe de Estado e às ilegítimas sanções e bloqueio económico já impostas, novas e graves ameaças, numa clara afronta à soberania da Venezuela, à Carta da ONU e ao direito internacional.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação repudia e denuncia esta vergonhosa conspiração dos EUA, em conluio com a Colômbia, e apela a todas as pessoas empenhadas na defesa da justiça e da paz para que se associem nesta denúncia, exigindo do Governo português uma imediata tomada de posição de distanciamento e repudio por mais esta inaceitável manobra da Administração norte-americana.
26-03-2020
Direção Nacional do CPPC

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É demais.!...













no Público de hoje

Suponhamos que Maduro se lembrava de 
pôr a cabeça de Trump a prémio,
por ser chef de um qualquer gang (poderia escolher),
ou por pôr em perigosíssimo risco a Paz mundial,
o Público punha a foto de Trump com a seta para baixo?

quinta-feira, setembro 26, 2019

Dia Internacional para a eliminação das armas nucleares


Divulgamos e apoiamos o Comunicado do CPPC

Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares - 26 de Setembro


Desde 2013 que o dia 26 de Setembro é, por decisão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares.
Reputados cientistas alertam que a explosão de apenas um por cento das armas nucleares operacionais hoje existentes no mundo equivaleria a cerca de 4000 vezes a energia libertada pela bomba atómica lançada pelos EUA sobre Hiroxima, em 1945.

Uma explosão nuclear provoca a destruição massiva quer de seres vivos quer de estruturas inertes. Pela conjugação de diferentes efeitos, pode conduzir a morte imediata mas também a sequelas desfasadas no tempo, que afetam a saúde, quer em resultado da exposição direta às radiações quer pelos efeitos da contaminação do meio ambiente resultante da disseminação de poeiras radioativas.

Em consequência da deflagração nuclear, podem ser geradas temperaturas de vários milhares de graus Celsius na zona do impacto bem como ventos com velocidades que podem exceder 1000 quilómetros por hora. Estes efeitos levam à formação de tempestades de fogo de enorme poder destrutivo.

Alertando ainda que uma conflagração nuclear, mesmo de carácter regional ou continental, terá efeitos duráveis sobre o ambiente, conduzindo a alterações globais catastróficas no plano da meteorologia que poderão persistir por vários anos. Para lá da ação destrutiva direta das explosões nucleares, dos efeitos imediatos e dos efeitos prolongados da emissão de radiações e das poeiras radioativas, as alterações meteorológicas associadas ao chamado “inverno nuclear” – diminuição prolongada e importante das temperaturas médias no meio ambiente devido à ocultação da luz solar pelas cinzas projetadas para a alta atmosfera – reduziriam a duração ou eliminariam os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), herdeiro dos movimentos em defesa da paz surgidos no início da década de 50 do século XX – que tiveram precisamente na exigência do fim das armas atómicas uma das suas mais importantes causas e no Apelo de Estocolmo a sua maior expressão –, apoia desde sempre essa reivindicação que é tão importante para o assegurar da paz mundial e o futuro da Humanidade, e que tem hoje no Tratado de Proibição de Armas Nucleares um significativo instrumento para a sua concretização.

Este Tratado, negociado em 2017 por uma conferência das Nações Unidas e aprovado então por 122 países, necessita de ser ratificado por mais de 50 estados para entrar em vigor – até ao momento já foi assinado por 70 estados e ratificado por 26. Nenhuma das potências nucleares ou membros da NATO assinou ou ratificou este Tratado, sendo todo o processo marcado por múltiplas pressões para a sua não subscrição, vindas sobretudo dos Estados Unidos da América.

O CPPC lançou uma petição pela assinatura e ratificação deste Tratado por parte de Portugal, que recolheu mais de 13 mil assinaturas, entregues na Assembleia da República, que a debateu no passado mês de Julho.

Chamados a pronunciar-se sobre projetos de resolução que concretizavam o essencial do conteúdo da petição, PS, PSD e CDS votaram contra a adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, optando por manter o País amarrado a «compromissos internacionais» que colidem abertamente com o interesse de Portugal, a aspiração pela paz por parte do povo português e com o espírito e a letra da Constituição da República Portuguesa – que, entre outras matérias, pugna pelo «desarmamento geral, simultâneo e controlado» e pela «dissolução dos blocos político-militares».

O CPPC considera que os desenvolvimentos mais recentes da situação internacional, nomeadamente o desenvolvimento de nova tecnologia de armamento nuclear e a desvinculação unilateral por parte dos EUA de acordos e tratados internacionais que visam a contenção de armamento nuclear, tornam ainda mais urgente a exigência da erradicação total das armas nucleares e de destruição massiva, a bem da sobrevivência da Humanidade e da vida no planeta.

A adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares constituirá um importante contributo a favor da paz e do desarmamento!

Direção Nacional do CPPC

sexta-feira, setembro 20, 2019

DIA INTERNACIONAL DA PAZ


DIA INTERNACIONAL DA PAZ 
- 21 DE SETEMBRO

Neste 21 de Setembro, Dia Internacional da Paz, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) apela ao empenhamento e mobilização em defesa dos princípios inscritos na Carta das Nações Unidas e na Constituição da República Portuguesa, como a soberania e os direitos dos povos, a igualdade soberana dos estados, a solução pacífica e negociada dos conflitos internacionais, o não recurso à força ou à ameaça do recurso à força nas relações internacionais, o desarmamento geral, simultâneo e controlado.

É na concretização destes princípios que será possível salvaguardar a paz e a segurança no mundo, hoje seriamente ameaçadas pela ação daqueles que afrontam, de forma clara, as normas de convivência pacífica entre os povos e os Estados alcançadas e estabelecidas no Direito Internacional após o final da Segunda Guerra Mundial. Cabe aos povos do mundo, através da sua mobilização, união e ação organizada, fazer com que os governos os implementem e defendam.

O CPPC considera esta relevante data como um momento para continuar a desenvolver a sua ação de esclarecimento sobre as graves ameaças que pairam sobre a Humanidade e a mobilizar para as iniciativas em que se reclame, nomeadamente junto das autoridades portuguesas, a tomada de efetivas medidas em defesa da soberania e da paz, entre as quais e em coerência com o espírito e letra da Constituição da República Portuguesa:

a não participação de forças portuguesas em operações de agressão contra outros povos;
a defesa nas organizações internacionais em que o estado português participe do direito dos povos a decidir soberanamente o seu caminho, rejeitando agressões, ameaças, chantagens e bloqueios económicos e financeiros;
a assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, que visa a eliminação deste armamento de destruição generalizada;
a não participação de Portugal no reforço e expansão da NATO e a defesa da sua dissolução;
o não envolvimento de Portugal no processo de militarização da União Europeia e a defesa da sua reversão.

Para o CPPC, estas são algumas das medidas que Portugal poderia e deveria implementar e que contribuiriam, e muito, para o avanço do desanuviamento das relações internacionais, da construção da confiança mútua, da salvaguarda da paz e da segurança, da relação de amizade e cooperação entre os povos. 

Medidas tão mais importantes, quando os EUA e seus aliados promovem o aumento drástico das despesas militares, lançam uma nova e perigosa corrida aos armamentos, disseminam bases e instalações militares por todo o mundo, desestabilizam e agridem militarmente e economicamente diversos Estados soberanos, apontam a China e a Rússia como seus adversários estratégicos – visando assegurar o controlo de recursos, mercados e regiões de importância geo-estratégica e impor a sua supremacia económica, tecnológica, militar, informacional e ideológica e, desta forma, a sua hegemonia mundial.

O CPPC apela a todos ao amantes da paz a que se mobilizem e participem nas diversas iniciativas que, neste dia e nos seguintes, se irão realizar na defesa da paz, da cooperação e do progresso social, da soberania e dos direitos dos povos. 

Pela Paz todos não somos demais!

Direção Nacional do CPPC


terça-feira, abril 23, 2019

quarta-feira, outubro 24, 2018

Grande iniciativa.... silenciada!



 As organizações e entidades promotoras do Encontro pela Paz que, no passado sábado, 20 de Outubro, se realizou no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, saúdam os mais de 700 participantes, vindos de vários pontos do País, que com a sua participação activa fizeram desta iniciativa um importante momento que, certamente, irá contribuir para o desenvolvimento da luta pela paz em Portugal.
Ao mesmo tempo, valorizam as mais de 45 organizações e entidades que se juntaram ao processo preparatório do Encontro pela Paz e todos os que, da sua tribuna, partilharam análises, experiências e pontos de vista: homens, mulheres e jovens; dirigentes e activistas das organizações envolvidas, sindicalistas, autarcas, padres, militares, professores, jornalistas, investigadores, juristas, estudantes, entre muitos outros.

Os promotores do Encontro pela Paz agradecem a todos os trabalhadores do Município de Loures que garantiram, durante todo o dia, um funcionamento exemplar e condições óptimas para um trabalho frutuoso, e aos grupos musicais que com a sua actuação em muito valorizaram o Encontro: o coro da Liga dos Amigos da Mina de São Domingos e as Batucadeiras da Quinta da Princesa (Seixal).

No Encontro pela Paz estiveram em debate assuntos da maior importância e actualidade, agrupados em três temas, expressos noutras tantas sessões: Paz e Desarmamento; Cultura e Educação para a Paz; Solidariedade e Cooperação. Os contributos dos participantes variaram entre a informação sobre factos e dados, a assumpção de posições de princípio e a partilha de experiências de actividades e iniciativas concretas, resultando num todo coerente e particularmente rico.

O Encontro pela Paz foi aberto pelos presidentes da Câmara Municipal de Loures e da direcção nacional do CPPC, respectivamente Bernardino Soares e Ilda Figueiredo, e foi encerrado por Solange Pereira, presidente nacional da Juventude Operária Católica, que leu o «Apelo à Defesa da Paz» (ver texto seguinte) e por Gonçalo Caroço, vereador da Câmara Municipal de Loures.

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Apelo à defesa da paz


No encerramento deste Encontro pela Paz, que consideramos de grande oportunidade e importância, e em nome das organizações que o promoveram, saudamos todos quantos participaram e contribuíram para a sua realização e afirmamos o nosso empenho para que prossiga e se alargue ainda mais a convergência de vontades e a acção em defesa da paz, considerando-a essencial à vida humana e uma condição indispensável para a liberdade, a soberania, a democracia, o progresso social, o bem-estar dos povos – para a construção de um mundo melhor para toda a Humanidade.

Reconhecendo que a defesa do espírito e dos princípios da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional é base fundamental para o fim do militarismo, da corrida aos armamentos e da guerra, assim como para defender e promover a paz e o desenvolvimento de relações mais justas e equitativas entre os povos de todo o mundo, afirmamos o nosso empenho e apelo à promoção de uma cultura de paz e de solidariedade entre os povos, dando particular atenção aos povos vítimas de ingerência, de agressão e de opressão, incluindo os refugiados, e desenvolvendo uma acção de incentivo à paz e à cooperação em alternativa à guerra e à rivalidade nas relações internacionais.

Considerando da maior importância a educação para a paz, nomeadamente junto das novas gerações, em prol dos valores da paz, da amizade, da solidariedade, da cooperação, da dignidade e da equidade – valores que devem caracterizar as relações entre os Estados e entre os povos –, afirmamos o nosso empenho e apelo a que se promovam iniciativas neste âmbito, designadamente, com escolas, associações e autarquias, nomeadamente em torno do Dia Internacional da Paz (21 de Setembro) e dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Conscientes da premência do fim das armas de extermínio em massa, nomeadamente de todas armas nucleares, afirmamos o nosso empenho e apelo a que se promovam iniciativas públicas que não esqueçam os bombardeamentos atómicos de Hiroxima e Nagasáqui e o Dia Internacional para a Abolição Total das Armas Nucleares (26 de Setembro) e pugnem pela assinatura e ratificação por Portugal do Tratado de Proibição das Armas Nucleares.

Recordando que em 25 de Abril de 2019 se comemoram os 45 anos da Revolução de Abril, que acabou com 48 anos de fascismo e 13 anos de guerra colonial, e que consagrou na Constituição da República Portuguesa importantes princípios de relações internacionais para Portugal e o povo português – como a independência nacional e a igualdade entre os Estados, o respeito dos direitos humanos, dos direitos dos povos, a solução pacífica dos conflitos internacionais, o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares ou a criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos – , afirmamos o nosso empenho e apelo a que se promovam as suas comemorações.

Conscientes de que a paz é um direito fundamental da Humanidade, sem o qual nenhum outro estará garantido, e alertando para os perigos que a ameaçam, consideramos que este Encontro pela Paz foi um passo importante para o movimento da paz no nosso País e afirmamos a vontade de continuar a unir esforços em Portugal na defesa da paz no mundo, assumindo o compromisso de realizar um novo Encontro pela Paz, pois, pela paz, todos não somos demais!

quinta-feira, setembro 27, 2018

ENCONTRO PELA PAZ

 - Edição Nº2339  -  27-9-2018

Alargar a acção pela paz em Portugal e no mundo
SEGURANÇA Com a situação internacional «marcada por imensos riscos», o Conselho Português para a Paz e Cooperação apela à convergência de vontades em defesa da paz. Em Outubro, Loures recebe um Encontro pela Paz.


O apelo foi feito no Dia Internacional da Paz, que se assinala a 21 de Setembro. Em nota de imprensa divulgada nesse dia, o CPPC reafirmou o seu «compromisso de sempre, de agir com todos quantos, na sua acção quotidiana, defendem os valores da paz, do desarmamento, do respeito pela soberania dos Estados e dos povos e a solidariedade com todos os que, por esse mundo fora, se batem pelo respeito do direito a decidir livremente do seu próprio futuro e pelo progresso social».
«A actual situação internacional, marcada por imensos riscos para a paz e segurança mundial, coloca a necessidade de uma ampla convergência de vontades em defesa da paz, pelo desanuviamento das relações internacionais, pelo respeito da soberania dos povos e da independência dos Estados, conforme preconizado na Carta das Nações Unidas e no direito internacional», destaca o CPPC.
Encontro em Loures
A realização, a 20 de Outubro, no concelho de Loures, do Encontro pela Paz (no Pavilhão Paz e Amizade, entre as 10h30 e as 17h00), promovido por diversas organizações e movimentos, incluindo o CPPC, contribui para a ampliação do movimento da paz em Portugal e para o desenvolvimento de um amplo movimento da paz ao nível mundial.
«O que a história mostra é que os amantes da paz, os povos do mundo, mobilizados e unidos, podem travar o passo às forças da guerra», refere o CPPC

quinta-feira, agosto 30, 2018

PELA PAZ

https://www.facebook.com/conselhopaz/photos/a.193347497352919/2018244501529867/?type=3

70 ANOS EM DEFESA DA PAZ

Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz – Agosto de 1948

Há precisamente 70 anos, entre 25 e 28 de Agosto de 1948, a cidade polaca de Wroclaw acolheu o Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz, importante expressão do movimento mundial que, dois anos depois, se conjugaria em torno do Conselho Mundial da Paz.
Este congresso reuniu centenas de delegados, oriundos de 45 países, entre os quais se contavam destacados intelectuais e artistas, como Pablo Picasso, Eugénie Cotton, Irène Curie, Paul Éluard, Jorge Amado, Henri Wallon, Anna Seghers, Aimé Cesaire, Andersen Nexø e György Lukács. As delegações mais numerosas provinham da própria Polónia e também dos Estados Unidos da América, Reino Unido, França, Itália e União Soviética.
Portugal, apesar da repressão da ditadura fascista, também esteve representado. Integravam a delegação portuguesa o físico Manuel Valadares, o compositor Fernando Lopes-Graça, o escritor Alves Redol, os médicos João dos Santos e Hermínia Grijó e a bióloga Maria da Costa. Da tribuna do Congresso, Alves Redol garantiu que a delegação portuguesa traduzia o «sentimento de todos os escritores, artistas e homens de saber do nosso país realmente amigos da paz».
A participação de partidários da paz portugueses no movimento que, a partir de finais de 1950, se constituiria no Conselho Mundial da Paz foi constante: em 1949, no Primeiro Congresso Mundial dos Partidários da Paz, em que participaram mais de 2000 delegados provenientes de 72 países, o físico português Manuel Valadares esteve particularmente activo na sua preparação. O mesmo cientista passou a integrar, em Novembro de 1950, o Conselho Mundial da Paz constituído no Segundo Congresso Mundial da Paz, realizado em Varsóvia. Nos anos seguintes juntaram-se-lhe outras personalidades, como Ruy Luís Gomes, Maria Lamas, Armando Castro, Urbano Tavares Rodrigues, Silas Cerqueira ou, já após a Revolução de Abril de 1974, o Marechal Francisco da Costa Gomes, que foi Presidente da República Portuguesa.
Paralelamente à participação em eventos e movimentos internacionais, a luta pela paz desenvolveu-se em Portugal desde a década de 40 do século XX, apesar da repressão movida contra o movimento da paz e seus activistas pela ditadura fascista. Logo em 1950, em torno da recolha de assinaturas para o Apelo de Estocolmo, pela proibição das armas atómicas, foram criadas por todo o País (em empresas, serviços, escolas, localidades e associações) comissões para a defesa da Paz. Em Agosto, é criada a Comissão Nacional para a Defesa da Paz, da qual faziam parte, entre muitos outros, o médico e Prémio Nobel Egas Moniz, o professor Ruy Luís Gomes, o escritor Ferreira de Castro, o compositor Fernando Lopes-Graça, a escritora Maria Lamas, o matemático José Morgado e a engenheira Virgínia de Moura.

Tal como sucedia a nível internacional, nesta comissão convergiam personalidades com diferentes concepções políticas e religiosas. Nestes primeiros anos (e à semelhança do que ainda hoje sucede), a luta pela paz não se limitou ao movimento vocacionado especificamente para o efeito, agregando outros movimentos e organizações democráticas, como o Movimento de Unidade Democrática Juvenil, o Movimento Nacional Democrático ou a Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Juntas, estas organizações, com ramificações de Norte a Sul do País, levaram a cabo muito importantes acções em prol da paz, do desarmamento e da solidariedade, enfrentando abertamente eixos centrais da política externa da ditadura e sofrendo por isso constantes perseguições. Repressão a que o 25 de Abril de 1974 pôs fim, continuando o movimento da paz a realizar em liberdade e em democracia a sua imprescindível intervenção, que prossegue até aos dias de hoje.
Num momento, como aquele em que vivemos, marcado pelo agravamento das tensões e da militarização das relações internacionais; pelo incremento da ingerência, das operações de desestabilização e guerras de agressão; pelo desrespeito pela independência dos Estados, pela soberania e os direitos dos povos; pelo aumento das despesas militares e da corrida aos armamentos – em resultado da política belicista promovida pelos EUA, a UE, a NATO e os seus aliados –, importa ter presente o exemplo dos partidários da paz que, em tempos igualmente difíceis, souberam, apesar de diferenças, determinar a ameaça e o perigo principal e unir forças contra uma nova guerra, em defesa da paz e da sobrevivência da Humanidade. Levantemos alto e continuemos hoje e no futuro o seu legado e luta.
28 de Agosto de 2018
Conselho Português para a Paz e Cooperação

segunda-feira, agosto 06, 2018

DEFENDER A PAZ

Foto de Conselho Português para a Paz e Cooperação.73 anos depois de Hiroxima e Nagasáqui

Pôr fim às armas nucleares. Defender a paz

No momento em que passam 73 anos sobre os bombardeamentos nucleares norte-americanos sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui – perpetrados, respectivamente, a 6 e 9 de Agosto de 1945 –, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) reafirma a necessidade e urgência de pôr fim a este tipo de armamento de destruição generalizada. O desarmamento geral, simultâneo e controlado é, desde há mais de sete décadas, um objectivo central da acção de todos quantos, em Portugal e no mundo, defendem a paz e a segurança internacionais.

A dimensão do crime que constituiu o lançamento das bombas atómicas sobre as cidades de Hiroxima e Nagasáqui fica desde logo expressa no número de vítimas e na brutalidade dos seus efeitos: mais de 100 mil mortos no momento das explosões e outros tantos até ao final de 1945, na sequência dos ferimentos; entre os sobreviventes e seus descendentes, disparou a incidência de malformações e doenças oncológicas, devido à radiação – realidade que se sente ainda hoje, mais de 70 anos depois dos acontecimentos.

O facto de estes bombardeamentos terem sido perpetrados sobre um Japão na prática já derrotado só aumenta a brutalidade do crime.

Recordar Hiroxima e Nagasáqui é, hoje, muito mais do que um mero exercício de memória ou merecido acto solene de respeito pelas vítimas. É, acima de tudo, um grito de alerta para os riscos hoje existentes: pela dimensão e potência dos actuais arsenais nucleares, uma guerra nuclear não se limitaria a replicar o horror vivido em Hiroxima e Nagasáqui, antes o multiplicaria por muito.

Existem actualmente cerca de 16 mil ogivas nucleares, a maioria das quais muito mais potentes do que as que arrasaram as cidades japonesas em Agosto de 1945: destas, 15 mil estão em poder dos Estados Unidos da América e Federação Russa e as restantes nas mãos da França (300), China (270), Grã-Bretanha (215), Paquistão (120-130), Índia (110-120), Israel (80) e República Popular Democrática da Coreia (menos de 10); outros cinco países – Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia – acolhem armas nucleares dos EUA no seu território, que se encontram igualmente espalhadas pelo mundo, em centenas de bases militares e esquadras navais.

Bastaria que fosse utilizada uma pequena parte das bombas nucleares existentes para que a vida na Terra ficasse seriamente ameaçada. Para além dos milhões que perderiam a vida em resultado das explosões, uma guerra nuclear provocaria igualmente efeitos duráveis sobre o ambiente e a meteorologia: o chamado «Inverno Nuclear» reduziria a duração (ou eliminaria mesmo) os períodos férteis de crescimento das plantas durante anos, levando a maior parte dos seres humanos e outras espécies animais a sucumbir à fome.

Num tempo tão incerto e perigoso como aquele em que vivemos, o CPPC realça a necessidade de uma mais forte acção em prol da paz e do desarmamento e reafirma a validade da campanha que tem em curso pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, no âmbito da qual foi promovida uma petição que recolheu mais de 13 mil assinaturas em todo o País. Portugal deve assinar e ratificar este Tratado e contribuir activamente para um mundo sem armas nucleares.

A Paz diz-nos respeito a todos e está nas mãos de todos conquistá-la e defendê-la. Pela Paz todos não somos demais!

6 de Agosto de 2018
Direcção Nacional do CPPC

sexta-feira, dezembro 22, 2017

«Não ao militarismo e à guerra, pela paz e o desarmamento!»

 - Edição Nº2299  -  21-12-2017

Assembleia da Paz revela potencialidades do CPPC
PAZ O CPPC promoveu no sábado, 16, em Lisboa, uma sessão pública pela paz e o desarmamento, e a Assembleia da Paz, que elegeu os novos órgãos sociais e definiu objectivos de acção futura.


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«Não ao militarismo e à guerra, pela paz e o desarmamento!» foi o lema que presidiu às duas iniciativas, realizadas nas instalações da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, em Lisboa. A Assembleia da Paz, que decorreu durante a manhã, elegeu os novos órgãos sociais e aprovou, entre outros documentos, o Plano de Actividades para os próximos dois anos.
Como eixos de acção, foram destacados a defesa da paz e do desarmamento, a exigência de dissolução da NATO e do fim das bases militares estrangeiras, a solidariedade aos povos que se batem pelo seu direito ao desenvolvimento soberano e a luta por uma política externa portuguesa coerente com o espírito e a letra da Constituição da República Portuguesa. No que respeita a acções concretas, mereceram particular realce a campanha pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, lançada em Setembro, as iniciativas em prol da dissolução da NATO, do combate à militarização da União Europeia e da solidariedade com a Palestina.
Do debate travado durante a manhã, como nos documentos em apreciação, sobressaiu a necessidade de ampliar a acção do CPPC e reforçar a luta pela paz em Portugal. Partindo da base sólida que constitui o muito que foi realizado nos últimos dois anos (expresso no extenso Relatório de Actividades apresentado), o CPPC tem agora perante si a responsabilidade de levar mais longe a sua iniciativa e de envolver nas suas acções e campanhas camadas cada vez mais amplas da população. 

Reforçar e ampliar a luta pela paz
No Plano de Actividades aprovado aponta-se o caminho a trilhar para reforçar o CPPC e a luta pela paz em Portugal. A um nível mais organizativo, destaca-se o prosseguimento da campanha para novas adesões; a promoção de uma maior participação dos aderentes na acção quotidiana do CPPC; a criação de mais núcleos locais e o reforço dos já existentes; o empenho numa maior recolha financeira e na conclusão das obras de requalificação da sede, a Casa da Paz; e a publicação regular do boletim Notícias da Paz e sua distribuição nacional.

Para dar ainda mais expressão à luta pela paz, a assembleia aprovou um conjunto de medidas, entre as quais se conta o desenvolvimento de contactos com várias organizações e personalidades visando a realização de acções conjuntas; realização de iniciativas diversas sobre os mais variados temas relacionados com a paz e a solidariedade; promoção de iniciativas educativas e culturais relacionadas com a paz; ampliação das parcerias e protocolos com escolas, colectividades, sindicatos e autarquias; dinamização do Movimento dos Municípios pela Paz; e a realização de um Encontro pela Paz.
Pôr fim às armas nucleares 
A sessão pública, realizada na parte da tarde, inseriu-se na campanha pela adesão de Portugal ao Tratado de Proibição de Armas Nucleares, da qual consta a petição dirigida às autoridades portuguesas para que adiram a esse Tratado, subscrito em Julho deste ano, numa conferência das Nações Unidas, por 122 países. Na mesa estavam Jean Paul Lainé, presidente da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (FMTC); Frederico de Carvalho, físico e membro da presidência do CPPC; e Ilda Figueiredo, presidente da direcção do CPPC.
Em destaque, nas intervenções dos oradores como na de vários participantes, estiveram questões como o risco de deflagração de um conflito nuclear generalizado, que pela dimensão e potência dos actuais arsenais colocaria em risco a própria sobrevivência da humanidade. Frederico Carvalho sublinhou inclusivamente que tal conflito pode «eclodir por acidente ou erro de sistemas de alerta precoce» (o que nem sequer é inédito) ou na sequência de «certas decisões político-militares de uma parte», que podem «fundamentar da outra parte a convicção da iminência de um ataque nuclear preventivo e levá-la a reagir». Pôr fim às armas nucleares é, assim, uma questão urgente.
Já o presidente da FMTC considerou o Tratado assinado em Julho deste ano como uma das mais significativas vitórias da paz alcançadas nos últimos anos, ao colocar fora-da-lei este tipo de armamento de destruição em massa e apontar ao desmantelamento total dos arsenais. Jean Paul Lainé realçou ainda a importância da mobilização dos cientistas para travar a utilização dos avanços da técnica para fins bélicos e, pelo contrário, colocá-los ao serviço do progresso da humanidade.
A posição do Governo português de não aderir ao Tratado devido aos seus compromissos com a NATO foi severamente criticada, lembrando-se esse compromisso maior com a Constituição da República Portuguesa, que no seu artigo 7.º aponta a «dissolução dos blocos político-militares» e o «desarmamento geral, simultâneo e controlado». Perante esta contradição, concluiu-se, o Governo deveria ter assumido o respeito pela Lei fundamental do País.

terça-feira, dezembro 12, 2017

PELA PAZ E PELO DESARMAMENTO

CPPC realiza Assembleia da Paz
e sessão pública pela proibição das armas nucleares
O Conselho Português para a Paz e Cooperação promove no próximo sábado, 16 de Dezembro, uma sessão pública sobre a paz e o desarmamento, inserida na campanha «Pela Paz, pela Segurança, pelo Futuro da Humanidade – Pela Assinatura por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares», actualmente em curso. A sessão, decorre nas instalações da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça (Rua Victor Cordon, 1, Lisboa) e tem início marcado para as 14h30.
Participam, para além de dirigentes e activistas do CPPC, membros de diversas organizações e movimentos sociais e representantes diplomáticos, o presidente da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, Jean Paul Lainé, e o físico e membro da Presidência do CPPC, Frederico de Carvalho.
Nesta sessão, como na campanha que a enquadra, estarão presentes temas como a dimensão e potência dos actuais arsenais nucleares, as consequências da utilização de armas atómicas e de uma guerra nuclear, os principais riscos para a paz no mundo de hoje e a necessária acção dos defensores da paz visando a eliminação deste tipo de arma de destruição generalizada e dos riscos a ela associados. Será sublinhada a importância do Tratado de Proibição de Armas Nucleares, aprovado em Julho por 122 países participantes na conferência da Organização das Nações Unidas reunida para o efeito, que se encontra aberto à subscrição e ratificação dos países membros da ONU.
Desta campanha consta uma petição, a decorrer fisicamente e também online – que pode ser assinada aqui http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=nao-armas-nucleares – na qual se apela às autoridades portuguesas para que subscrevam e ratifiquem o Tratado.
Antes, na parte da manhã, realiza-se no mesmo local a Assembleia da Paz do CPPC, que tem como objectivos a aprovação dos relatórios de actividades e contas do biénio 2016/17, a aprovação do plano de acção para os próximos anos e a eleição dos novos órgãos sociais do CPPC. Entre ambas as iniciativas tem lugar um almoço-convívio no refeitório da escola. As inscrições devem ser feitas desde já por telefone (213.863.375) ou correio electrónico (conselhopaz@cppc.pt).




terça-feira, abril 18, 2017

pela PAZ


Depois, há Concerto 

CONCERTO PELA PAZ

22 
de abril
 - 15:30h

O Conselho Português para a Paz e Cooperação – CPPC, vai realizar um concerto pela Paz.
Vão atuar as seguintes bandas: 
Banda Filarmónica da SFUCO;
Grupo de Cantares Tradicionais do Clube TAP Portugal;
Academia “ AI! A Dança”;
Rita e o Revolver;
Tim (dos Xutos e Pontapés).

Entrada livre

Local: Fórum Lisboa

sábado, abril 15, 2017

Os embustes e o perigo da guerra



CPPC alerta para gravidade
da situação na Coreia
Abril Abril . 15 DE ABRIL DE 2017

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) denuncia a fragilidade da argumentação dos EUA para intensificar as manobras e ameaças contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC), bem como a hipocrisia subjacente às suas exigências.

http://www.abrilabril.pt/sites/default/files/styles/jumbo1200x630/public/assets/img/peninsula-da-coreia-manobras.jpg?itok=T6ztARlN

«Só por manifesta hipocrisia podem os EUA exigir de forma unilateral o que quer que seja em matéria de desnuclearização», afirma o CPPC num comunicado hoje divulgado. E acrescenta: «O que serve verdadeiramente a causa da paz e da segurança no mundo é o necessário desmantelamento geral, simultâneo e controlado de todos os arsenais nucleares existentes no mundo.»
O pretexto da ameaça nuclear norte-coreana, invocado pelos EUA para intensificarem as suas ameaças, «não colhe», tendo em conta que, muito antes do programa nuclear coreano, os norte-americanos já haviam colocado o país asiático no «famigerado "eixo do mal" de George W. Bush» e que há muito vinham «realizando exercícios militares de grande envergadura em conjunto com a República da Coreia e o Japão, simulando ataques à RPDC», explica o CPPC.
Não faz sentido «falar do justo objectivo de desnuclearização da Península da Coreia, ou no mundo, de forma unilateral, apontando apenas a uma das partes». A mesma exigência tem de ser feita ao país «que detém dos maiores arsenais nucleares do mundo, que promove a sua modernização e instalação fora do seu território e afirma na sua doutrina militar a possibilidade da sua utilização num primeiro ataque: os Estados Unidos da América», lê-se na nota.
O desígnio da desnuclearização naquela região do globo deverá ser acompanhado de medidas que garantam, de facto, à RPDC que não será alvo de uma agressão militar por parte dos EUA. Em simultâneo, o CPPC defende que devem ser criadas condições «para que o povo coreano, sem ingerências nem pressões externas, possa unificar a sua pátria, dividida há tempo de mais por razões que lhe são totalmente alheias» – um anseio legítimo que não será concretizado enquanto persistir «a escalada militarista e as ameaças de agressão dos EUA contra a RPDC».
Situação grave
No documento, intitulado «Paz na Península da Coreia! Mais guerra não!», o CPPC chama a atenção para a gravidade da actual situação na Península da Coreia, após o «reforço da presença e da intensificação da pressão militares dos EUA contra a RPDC», assim como «para as imprevisíveis e dramáticas consequências de uma escalada belicista nesta região».
Depois «do recente ataque militar directo contra a Síria e do lançamento de uma bomba de grande potência numa zona remota do Afeganistão», as ameaças dos EUA à RPDC e «o aumento dos meios e forças militares norte-americanos» na Península coreana constituem «uma nova e muito perigosa» afronta à paz e à segurança.

É neste contexto que o CPPC reafirma a sua «exigência da paz, do fim da escalada militarista e da resolução do conflito por meios pacíficos, no quadro do respeito dos Princípios da Carta das Nações Unidas».

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ver também:

Coreia do Norte: O grande embuste revelado

Publicado em 2017/04/07, em: http://resistir.info/coreia/o_grande_embuste.html
Colocado em linha em: 2017/04/14

segunda-feira, fevereiro 27, 2017


sábado, abril 16, 2016

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Convocatória

Conselho Português para a Paz e Cooperação

Rua Rodrigo da Fonseca, 56 – 2º 1250 -193 Lisboa, Portugal

Tel. 21 386 33 75 / Fax 21 386 32 21 www.cppc.pt
Estimados/as Amigos/as

Na nossa última Assembleia da Paz aprovámos alterações aos Estatutos do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) que incluem a apreciação e votação do relatório e Contas de 2015, durante este mês de Março de 2016.
Assim, vamos realizar a Assembleia da Paz prevista no artigo 18º dos Estatutos do CPPC, no próximo dia 19 de Março, a partir das 13h30, na Casa da Cerca, em Almada, de que se junta a respectiva Convocatória assinada pelo Presidente da Mesa da Assembleia da Paz.
Entretanto, tendo em conta as inúmeras actividades previstas para este ano, resultantes da concretização do Plano de Acção e do Plano de Actividades para 2016, aprovados na última Assembleia da Paz, em 19 de Dezembro passado, a Direcção Nacional decidiu cooptar dois membros da Presidência do CPPC: Amílcar José Silva Campos e Carlos Manuel Garcia. Nos termos do artigo 11º dos Estatutos do CPPC, é necessária a sua ratificação nesta Assembleia da Paz.
Convidamos, desde já, todos os aderentes e amigos a também participarem no Seminário sobre a actualidade da luta pela Paz, que decorrerá a seguir à Assembleia da Paz, nesse mesmo dia, e no mesmo local, a partir das 15 horas e que contará com a participação da Câmara Municipal de Almada, do CPPC, da Presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP) e, entre outros, de alguns delegados de movimentos da Paz europeus que virão participar numa reunião da região Europa do CMP.
Saudações de Paz
Pela Direcção Nacional do CPPC

Ilda Figueiredo

quinta-feira, dezembro 17, 2015

segunda-feira, setembro 21, 2015

quinta-feira, agosto 20, 2015

Escalada de violência contra o povo palestino

























São múltiplos os exemplos que demonstram tal realidade, como o assassinato de um menino de 18 meses e do seu pai, vítimas de um ataque, com bombas incendiárias, efectuado por colonos israelitas à casa onde viviam e que feriu com gravidade outros membros da mesma família, ocorrido a 30 de Julho, nos arredores da cidade de Duma em Nablus. Recorde-se que de acordo com a Organização de Libertação da Palestina (OLP), desde 2004, foram mais de 11 mil os ataques perpetrados por colonos israelitas contra o povo palestino, ataques que na sua larga maioria prosseguem impunes.

Ou o exemplo do assassinato de Laith al-Khaldi, de 17 anos, morto por militares israelitas em 31 de Julho, num “checkpoint” próximo de Ramalah, quando protestava contra a passividade das autoridades israelitas face ao crime dos colonos israelitas perpetrado em Duma – elevando para cerca de 20 o número de palestinos assassinados desde o início do ano.

Ou o exemplo da imposição da medida de interdição de visitas aos prisioneiros palestinos nas prisões israelitas, como Ahmad Sa’adat, Secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina.

Ou o exemplo da situação dos palestinos detidos sem qualquer acusação pelas autoridades israelitas, como Mohammed Allan, preso desde Novembro de 2014, e que se encontra desde a passada sexta-feira em coma, quando se encontrava no 60º dia de greve de fome em protesto contra a sua detenção e que perdeu os sentidos durante uma consulta para avaliar a possibilidade de ser submetido a “alimentação forçada”, procedimento que já provocou a morte a 4 prisioneiros palestinos.

Ou ainda a contínua expansão dos colonatos existentes – cuja população atinge quase meio milhão -, construídos em território palestino ocupado militarmente em 1967, considerados ilegais perante a lei internacional, e os planos para a construção de novos colonatos, como forma de expandir e prolongar a ocupação da Palestina.

Estes são alguns dos exemplos da autêntica ilegalidade e dos crimes da ocupação e opressão diária de Israel sobre o povo palestino.
Por isso, o CPPC considera que a primeira e fundamental injustiça é a usurpação israelita dos territórios palestinos ilegalmente ocupados, a que urge pôr fim. Uma ocupação que recorre quotidianamente à violência e que é responsável pelo assassinato e pela prisão de milhares de palestinos, incluindo de crianças, e pela opressão do povo palestino e a sua expulsão das suas terras.

O CPPC apela à necessária denúncia dos crimes cometidos por Israel e à solidariedade com a justa causa do povo palestino.

O CPPC saúda em particular os movimentos da Paz de Israel e da Palestina, organizações irmãs, membro do Conselho Mundial da Paz.

Direcção Nacional do CPPC

Rcebemos e divulgamos,
solidários