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quarta-feira, setembro 02, 2020

A EP vai para ...

 

Mais calmo, antes de me despedir (por hoje!) do tema, resolvi instituir um prémio 

(uma EP-título de solidariedade):

 

ao título mais estúpido da campanha

(sem apostrofar o/a autor/ra,

que conseguiu ganhar

– veja-se lá… – a P.Rangel! )

 

E a EP vai para ààààààààààà

A EP para.jpg

 

(a EP está à disposição da autora,

para eventual utilização,

entre 4 e 6 de Setembro)

DE/POR OUTROS LADOS DA FESTA

 De que festa? Ora de qual “havera” de ser?… da FESTA.

Como (quase) todas as manhãs, começo pelo que me entra em casa.

No expresso-curto, transcrevo das outras notícias:

 “A auditoria ao Novo Banco já está a gerar forte discussão, embora o documento ainda não seja conhecido, apenas a parte dele que foi divulgada pelo comunicado do Ministério das Finanças.

O Governo considerou o documento elaborado pela Deloitte confidencial e agora no Parlamento está a decidir-se quais as partes que se vão manter sigilosas, pelo respeito ao sigilo bancário, e quais as que devem ser conhecidas.

Do pouco que já se sabe, realce para a análise das perdas de mais de 4 mil milhões de euros que são consideradas na sua grande maioria como responsabilidade da gestão pré-2014, ou seja no tempo do Banco Espírito Santo e Ricardo Salgado.
O CDS já pediu que sejam ouvidos com urgência no Parlamento Mário Centeno, Governador do Banco de Portugal, e João Leão, o seu sucessor à frente da pasta das Finanças. O Bloco de Esquerda veio exigir a divulgação pública do documento.
O PS optou por lançar as culpas para o Governo Passos/Portas, dizendo que a resolução de 2014 foi deficiente, e o que se julgava que era o ‘banco bom’ afinal não o era assim tanto.
Aqui fica um resumo de tudo o que se passou politicamente ontem à volta deste assunto.”

 “… resumo de tudo o que se passou politicamente ontem à volta do assunto”, será que o PCP anda mesmo entretido com a dita festa?

Parece que não:

DECLARAÇÃO DE DUARTE ALVES, DEPUTADO

Sobre a auditoria ao Novo Banco

1 Setembro 2020

Ver


 Antes, o mesmo curto expresso-curto tinha-se atirado à Festa, como segunda notícia:

 “FESTA DO AVANTE

Aproxima-se a abertura da tradicional festa de rentrée comunista, este ano mais mediática que nunca, pelas dúvidas que levanta a realização de um evento com a concentração de milhares de pessoas em altura de pandemia.
Estivémos em reportagem junto ao local onde se realiza o Avante para perceber como as populações estão a receber a realização da iniciativa.
Rui Rio aproveitou a notícia do New York Times sobre a Festa do Avante para dizer que se no início da pandemia o nosso país era um bom exemplo lá fora, agora as coisas são bem diferentes.”

Com “reportagem junto ao local” ao dispor e tudo. E a inefável referência a Rui Rio, que no seu alto sentido de est®adista aproveitara a notícia do The New York Times, sem dizerem qual delas, se a falsa e forjada se a local do correspondente.

Mas não se ficou por aí. O curto expresso-curto foi-se à mesma sensacional, caudalosa, notícia do est(r)adista Rio e, em frases lá botou:

“Infelizmente, agora esta questão da Festa do Avante até já é exemplo negativo no estrangeiro”, Rui Rio, sobre a notícia do NYT à volta das festa comunista”

Insisto: qual notícia?  A falsa e forjada ou a local do correspondente local?

 Resolvi mudar de informante. Passei ao Público.

Logo na capa:


Depois, abunda de Festa nas páginas 6, 8, 10, 13… e fui à vida que tenho mais que fazer, a Festa não é (mas também é...) a vida e não quero que me peguem esta paranóia que “os” terá assaltado de tanto ódio ao inimigo de classe os invadir que os impede de verem o ridículo e o perigo do que fomentam.

Tive sintomas – que travei! – quando comecei a ver vermelho

Vou à Festa!...

 

para ver, sentir, viver como é que é, este ano,

A FESTA,

tal como pode ser neste tempo pandemaníaco.


Denunciando!

... 






terça-feira, setembro 01, 2020

Sem surpresa e... surpreendido...

Quando, ao fim do dia de ver, ouvir e ler, comecei a deses/exasperar com zanga, ira, tristeza, sei lá que mais... a leitura do editorial do Público (veja-se lá!, onde até censurado à moda antiga já fui) trouxe-me um lenitivo. Pouco me importa quem o escreveu, o que pensa de muita outra coisa com certeza duferente daquilo que eu penso, mas reconfortou-me a lufada de sensatez, equilíbrio, até algum sentido de humor, de ironia que tão saudável é às vezes. 

Não terá sido surpresa... mas fui agradavelmente surpreendido. Não compensou em nada a verdadeiramente inacreditável campanha, mas - individualmente, como ser humano - fiquei melhor...



segunda-feira, agosto 31, 2020

Sem comentário... porque me quero comedir!

 "O concerto do Bruno Nogueira na sala fechada de 1.250 m2 do Campo Pequeno foi autorizado para 2.000 pessoas. O Palco 25 de Abril da Festa do Avante, com 16.000 m2 ao ar livre teve apenas autorização para 2.000 lugares sentados. O Palco 1º de Maio, com 5.000 m2 ao ar livre teve apenas autorização para 625 lugares sentados. A discriminação é evidente. E quem está a ser discriminado é o PCP." Manuel Gouveia

FESTA DO AVANTE! - o que está em causa

 

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Defender a democracia 

e os direitos dos trabalhadores e do povo

- Realizar a Festa do «Avante!» em segurança

31 Agosto 2020

A realização da Festa do Avante! tem sido pretexto para uma gigantesca operação reaccionária que mais que a Festa, visa atacar o PCP e sobretudo abrir caminho à limitação do exercício de direitos e liberdades dos trabalhadores e do povo, designadamente o direito de resistirem à liquidação dos seus direitos como se viu com a campanha contra o 1.º de Maio.

Esta pulsão antidemocrática mal disfarçada fica completamente à vista quando, ao mesmo tempo que tudo fazem para impedir a realização da Festa, mentem insistindo na ideia que os festivais estão proibidos e fingem não ver o que se passa, e bem, no País: dezenas de festivais e espectáculos que se estão a realizar, ao ar livre ou em espaços fechados como o Campo Pequeno; praias cheias, incluindo com turistas estrangeiros; centros comerciais a funcionar; as actividades religiosas retomadas, nomeadamente a peregrinação de Agosto em Fátima com muitos milhares de participantes. Como fingem não ver o que se perspectiva em termos de desenvolvimento das diversas actividades, a começar pelo início do ano lectivo de forma presencial e posteriormente com provas de automobilismo e motociclismo.

Esta operação não ilude que a Festa do Avante!, importante realização política e cultural, está a ser preparada com a garantia de medidas de prevenção e protecção sanitária que salvaguardam o usufruto em condições de segurança e tranquilidade que preenchem e ultrapassam as que existem em múltiplas actividades.

Na preparação da Festa do Avante!, na sua dimensão política e cultural, procurou respeitar-se na multiplicidade de procedimentos organizativos o conjunto de medidas no quadro das disposições legais em vigor, com base em critérios de exigência conscientemente assumidas, como aliás se tem verificado em todas as iniciativas que o PCP tem realizado. É isso que se tem procurado fazer, quer na articulação necessária com as entidades de saúde quer, sobretudo, pela particular exigência que o PCP colocou desde o início para garantir as condições de prevenção e protecção indispensáveis.

Tem-se assistido a uma acção orquestrada e articulada a vários níveis, e que envolve transformar as estruturas administrativas sanitárias, a quem cabe pronunciar-se sobre questões de saúde, em entidades que introduzam discriminações. Não podemos deixar de assinalar que o Parecer da DGS contém em vários domínios graus de exigência maiores relativamente à Festa do que tem estabelecido para outras iniciativas, particularmente na capacidade e lotação de recintos e espaços fixados, que contrastam seja com os espectáculos que se estão a realizar no País, seja com as feiras do livro actualmente a decorrer em Lisboa e no Porto, seja com outras iniciativas.

No seu conteúdo, o Parecer traduz a tomada de conhecimento que na Festa do Avante! estão preenchidas condições de segurança iguais ou superiores àquelas que se dispõem na frequência das praias, nos numerosos espectáculos e festivais que se realizam pelo País ou simplesmente nas idas a centros comerciais. Sem prejuízo do registo de recomendações que se acolherão, em função da avaliação concreta do Plano de Contingência apresentado pelo PCP (que ainda hoje será divulgado), este preenche e respeita o conjunto de normas em vigor. Num quadro em que a garantia de protecção sanitária deve respeitar simultaneamente os direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagradas.

A Festa do Avante!, um acto responsável, organizado com a máxima exigência de protecção, que o PCP não descura e promove, é um contributo para afirmar o bem-estar, a saúde e a fruição da vida.

A dimensão da ofensiva contra o PCP exige resposta. Uma resposta que deve ser assumida por cada um dos membros do Partido e de todos aqueles que prezam os valores democráticos, desde logo marcando presença na Festa e em particular no Comício de Domingo, fazendo dessa presença uma afirmação de liberdade e um acto de resistência e luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo.

Do quase-diário... na semana da Festa!

                 ... lá estaremos, com todos os cuidados sanitários

                 recomendáveis (e por quem o deve fazer), e não

                 aqueles que outros nos recomendam em tamanha

                 solicitude e insistente preocupação com nosso

                 exclusivo endereço.

                                                   &-----&-----&


sábado, agosto 29, 2020

Do quase-diário... nesta manhã de sábado

29.08.2020

Ontem (ou teria sido antes de ontem?) guardei um recorte do Expresso-curto que perorava assim:

(…) Com o PCP entretido na luta pela Festa, e cada vez mais afastado da ‘geringonça’, o Bloco de Esquerda vai fazendo política. (…).

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 Lembrei-me desse recorte, esquecido no meio de muitos outros, ao ler ontem o avante!, que me dava conta da actividade do PCP alguma dela de mim conhecida… e recuperei-o de tal maneira ilustra a campanha de classe, sórdida e sem pingo de deontologia, montada sobre o alicerce do ataque à Festa.

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À Festa que é uma mostra do que somos e como somos, para e com os outros.

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 Entre ontem (e anteontem e trans-anteontens) e hoje muito me passou sob os olhos relativamente à Festa, despertando-me desde a tristeza pela ignorância manipulada até à indignação pela mentira e ódio instilados.

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 Hoje, comecei por folhear o Público:

Na página 6, do editorial do director (com o título O regresso do clima de fim de festa):

(…)O Bloco já fez saber (…) O PCP está em pousio porque navega a inacreditável condescendência com que o Governo e os seus apêndices assistem aos progressos da Festa do Avante! (…)

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Na mesma página, nas Cartas ao Director, uma beneficiando da condescêndencia do dito director, que pelo uma (a minha) censurou, com o sugestivo título Costa e Marcelo enfraquecem o PCP (do escrevinhador da carta?), e de que respigo esta “pérola”:

“(…) É inadmissível que mais de 30 mil pessoas visitem a festa anual dos revisionistas do PCP(…)” e logo contribui para a tese em gestação de que a Festa é contributo para valorizar o Chega.

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Inacreditável e inadmissível!

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 Mas logo na página 7, ainda no Espaço Público, a foto de Jerónimo de Sousa, com seta horizontal: “(…) para já, o PCP vai afirmando a sua autonomia e dando sinais de que quer vender cara a pele (com chamada para a página 11, onde se comenta editorial do avante!)

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 Vá lá…

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 Mas logo na página 13, a jornalista que escreve ao sábado e merece ser lida, São José Almeida, dá este sábado o seu contributo para a campanha, usando para A Semana Política, o título provocador de A superioridade imoral do PCP.

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 Partindo às avessas (em pino, ou queda facial invertida) começa por considerar que tem sido o PCP que tem ocupado o espaço noticioso "insiste e insiste e insiste em realizar a Festa do Avante!, quando foi o PCP que recusou ocupar o espaço público dizendo, quando questionado o seu secretário-geral se se faria ou não a festa, “até lá não nos doa a cabeça”, e o Partido se preparou para ela para que, se fosse possível, se fizesse. Depois, com o argumento de qual foi a posição dos outros partidos – sublinhando... "menos o Chega"…- considera que o PCP deveria tê-los imitado esquecendo que o facto é que nunca outro partido conseguiu imitar o PCP ao fazer uma Festa como esta; depois, vai ao ponto de culpar o PCP pela imagem que quer fazer passar dele quando são outros, como ela neste artigo, que pretendem fazer passar uma imagem (façsa!) do PCP. Prossegue usando imagens como a de "unhas e dentes" quando o mais que arranhado e mordido tem sido o PCP, e não quis deixá-lo sem as suas unhadas e mordidelas. E por aí fora até à pensada e titulada estocada final de referir o artigo-livro de Álvaro Cunhal, numa inversão de valores que lhe terá dado gozo (bem imoral) de colocar no título.

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Assim comecei o dia!

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Espero que melhore! 



quarta-feira, agosto 19, 2020

A imitar o cuco

 Há coisas espantosas. Há, de repente, umas tréguas inesperadas. A entrevista da ministra veio ocupar espaços que estavam a ser preenchidos com a Festa do Ávante! (que tem espaços que cheguem e sobrem...). Dir-se-ia que há males (ou escorregadelas) que vêm por bem. 

Assim, sentindo-me folgado, resolvi fazer de cuco a partir de lembrança recente mas muito bem-vinda, apesar da intenção de não falar mais do que se tem falado demais:

Depois daquela Festa*,

outras Festas se fizeram

e os espaços se alargaram mais e mais

Mas os gajos não gostaram,

se todos os anos falaram, falaram… 

este ano exageraram, falaram demais.

Porque falaram tanto duma coisa tão bela,

tão simples, tão natural?

Nós não vamos agredir a natureza,

nem parir um vendaval!

E vamos até ao fim, apesar de tanto falarem.

Porque não fraquejamos e não desistimos,

teremos a alegria de fazer a Festa

Os espaços mais ainda se alargarão,

mais ao ar livre viveremos,

cumpriremos as regras que para todos são.

Faremos esta Festa** diferente das outras Festas

… e todas elas iguais.

Não vamos agredir a natureza,

nem parir vendavais!

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*- de1976

**- de 2020


terça-feira, agosto 18, 2020

A FESTA... por acaso

 

TRÊS ENCONTROS DE ACASO (OU NÃO)

 

1 –      Viva, camarada… ainda bem que te encontro…

            Pois… faltei à última reunião…

            Mas justificaste.

            Pois…mas esta história da Festa está a preocupar-me.

            É natural. A campanha contra nós é tremenda…

            … isso é verdade… mas tenho dúvidas…

            Oh!, camarada!,… ter dúvidas é natural… mas sobre a Festa?

resolvemos criar condições, como foi possível, para a realizar se fosse possível, 

e é… logo, realizamo-la!

            Pois… mas a campanha é terrível…

            E nós íamos desistir porque a campanha é terrível?

            Sei lá… tenho dúvidas se politicamente não é negativo teimar…

            … não é teimosia! A Festa é um acontecimento cultural, artístico.

                        desportivo, político… há condições para a fazer, faz-se.

            E se não houvesse condições, se estas não permitissem fazer a Festa,

se a tivessem proibido?

            Julgo que não a faríamos, as seríamos nós a decidir

                    e acho que não seria motivo suficiente

para passarmos à clandestinidade…(:-)

            Até à Festa, pá… já tinha a EP como título de solidariedade.


2 -       Olá, amigo… tenho aqui as EPsinhas para ti…

            Não, obrigado. Este ano não vamos…

e não acho bem que vocês façam a Festa!

            Então porquê?

            Pela situação em que estamos. Está tudo do avesso,

há regras sanitárias para todos, nalguns casos mais exigentes, 

há limitações de proximidade e de lotações…  

e vocês vêm com a Festa… com 100 mil bilhetes…

            Espera aí. Na verdade a situação é lixada mas a vida não acabou.

Preparámos a Festa de 2020 nas condições de 2020, não nas de 2019. 

Mais espaço, num total de 30 hectares,

nenhum recinto coberto, sem cidade internacional como era,

tudo o já decidido pela DGS e o mais que venhamos a combinar 

tendo em vista a segurança e a saúde públca.

            Mesmo assim. Acho arriscado, isto está complicado, bem basta…

                        E tenho lido e ouvido coisas sobre vocês… 100.000 é demais…

Claro que tens ouvido e lido, a campanha é feroz. Mas não faltam mentiras…

                        Os 100.000 não são bilhetes, é uma mão cheia de poeira para os olhos…

Eu sei, eu sei!… vou pensar e falar lá em casa e com os amigos…

Fala, fala… a falar é que a gente se entende.


3 –      Olá, amigo… espere aí…

            Claro que espero… não ia a escapar-me.

            Pois não. Você não é dos que fogem… mas isto está de fugir…

            Quem? Nós…?

            Sim, sobretudo vocês, os do Partido. Estão em maus lençóis…

            Ah, sim?! Porquê?

            Ora porquê… por causa dessa Festa que vocês querem fazer,

como todos os anos anteriores apesar da pandemia,

 ignorando as condições em que estão todas as organizações

e actividades paralelas, todos os cidadãos…

por quererem meter 100.000 pessoas num recinto e venderem bilhetes

Oh, meu amigo, alto aí…nós sempre nos entendemos apesar de, ou assumindo,

ter opções partidárias diferentes…mas agora tenho de lhe dizer,

com toda a franqueza, você ou está a gozar comigo

ou está a ser gozado pelo seu partido,

que o leva a colaborar numa feroz campanha de mentira e aldrabice,

a ser mentiroso e aldrabão ao jeito da política que o seu partido faz.

            Eh!, pá… ofender não…

            Não tenho nenhuma intenção, mas repare que você é que começou a ofender,

                        ou não é ofensivo dizer que vamos fazer igual aos anos anteriores

            o que já dissemos e mostrámos que vai ser diferente?

                        dizer que ignorámos condições que estão presentes 

                                desde o primeiro trabalho  que fizemos de construção?

                       dizer que queremos esgotar uma lotação com 100.000 bilhetes vendidos

                                    quando a EP não é bilhete, é para 3 dias e nunca se juntam todos?

                                   A EP é um título de solidariedade!

 quer mais…?

            Não se ofenda… tenha calma…

            Eu tenho calma… mas às vezes vocês exageram…

            … vá lá… venda-me um desses tais título de solidariedade!

            Com todo o gosto, e aproveite e passe pela Festa

… mas não se esqueça de levar máscara!

sábado, agosto 15, 2020

Para quem quiser vi(r)ver

Tranquilidade, segurança e liberdade

 NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP

Festa do Avante!:

Garantias de sempre, garantias reforçadas. 

Tranquilidade, segurança e liberdade

14 Agosto 2020

A realização da Festa do Avante! é sempre, e este ano em particular, uma importante afirmação política do exercício de direitos democráticos e de intervenção em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo.

Num momento em que, com procedimentos de prevenção de saúde pública, se retomam, natural e legitimamente, o conjunto de actividades indispensáveis à fruição da vida, prossegue a campanha contra a Festa do Avante! pretendendo a sua estigmatização, procurando impor-lhe limitações excepcionais que não vigoram nas múltiplas expressões da vida social e cultural, e pôr em causa direitos políticos que o povo português alcançou com o 25 de Abril.

O PCP realizará a Festa do Avante! com toda a responsabilidade e garantindo integralmente as condições para o seu usufruto em tranquilidade e segurança. São múltiplas as medidas já adoptadas e divulgadas (a 25 de Junho) nesse sentido, sejam as de disponibilização de materiais de higienização, do adequado funcionamento de espaços de restauração ou de regras de distanciamento físico nas diversas actividades (incluindo a criação de assistentes de plateia).

É atendendo às circunstâncias particulares em que a Festa do Avante! terá lugar que o PCP decide adoptar medidas adicionais de protecção e prevenção, ampliando ainda mais as condições de segurança garantidas aos seus visitantes.

Assim, o número de presenças em simultâneo na Festa será de ⅓ da capacidade licenciada, assegurando que os 300 mil m2 postos à disposição dos visitantes significam que cada um pode usufruir de uma área superior à que está estabelecida para a frequência de praias e que, em regra, será o dobro daquela que está fixada para espaços similares (no caso, espaço ao ar livre).

horário da Festa conhecerá, também, alterações no que diz respeito à hora limite para a entrada (e reentrada) na Festa que será fixada nas 24h00 de sexta-feira e sábado e nas 22h00 de domingo (em vez, respectivamente, da 01h00 e das 22h30).

Serão ainda adoptados um conjunto de procedimentos quanto à circulação nas imediações e no interior do recinto da Festa. Destacam-se neste domínio corredores de circulação de sentido únicoseparação de canais de entrada e saída, maior fluidez de acesso a transportes públicos.

Elementos que não só valorizarão o espaço da Festa e o seu uso como garantirão condições para fruir o seu diversificado programa cultural e artístico, nomeadamente nos três palcos principais por onde passará o melhor da música portuguesa, no Cineavante! e no Avanteatro este ano realizados ao ar livre. Elementos que conviverão com o debate político, com o livro e o disco, com a gastronomia e o artesanato.

O PCP sublinha em particular o significado e a importância política do comício que se realizará na tarde de Domingo. Um momento que a par de outros deve levar cada um, militante do Partido ou outro visitante, a marcar com a sua presença na Festa a afirmação democrática, a resposta à campanha que visa condicionar a actividade do PCP, o exercício de liberdades e a efectivação de direitos sociais e económicos, a defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, a luta por uma vida melhor e por uma sociedade mais justa.

Na Festa do Avante! estão assim reunidas as condições de protecção e segurança iguais ou superiores às de actividades e contextos que marcam a restante vida social – do acesso à praia à presença nos múltiplos espectáculos e festivais já realizados ou agendados, até à mera circulação em muitas ruas e praças do País.

A fruição da vida é hoje como sempre, a par da adopção de todas a medidas preventivas em termos de saúde pública e a pedagogia dessa prevenção, um factor não só de promoção de saúde física e mental como de bem-estar individual e colectivo. Esse é o caminho que a Festa do Avante! aponta. Esse é o caminho que o País precisa.

quarta-feira, agosto 12, 2020

posso explicar um fetiche?

Mas pode explicar-se um fetiche (passe o francesismo mas nem clinicamente encontrei melhor)?

Se calhar não. Mas pode tentar-se...

Então é assim:

O fetiche, o tabu, a bengala, o feitiço, o que lhe queiram chamar é o número 100.000 (ou cem mil)!

Vou tentar explicar coisas que poderão interessar à organização da Festa do avante!, à sra. ministra da saúde, à DGS (Direcção Geral de Saúde e não de Segurança de má memória e que a minha memória não esquece), e a todos os que (uns de boa fé, outros de má fé e nem falo de tantos que não há fé que os salve) desse número se tem servido, alguns numa campanha política indecente (vista-se como se vestir).

Como todos os anos, e como muitos mais o fazem, comprei uma quantidade de papeis coloridos chamados correntemente EP 


EP quer dizer entrada permanente e quem disponha deste colorido papel tem direito a entrar no espaço da Festa do avante! nas condições que forem convencionadas. Mas é, também, como se diz no verso um título de solidariedade.  Das EP que adquiri, umas distribui pela família, outras ofereço para que quem for beneficiado pela minha generosidade (!?) faça o que quiser, haverá algumas  que serão trocadas pelo valor me euros que me custaram e que serão usadas para entrada na Festa ou não, as que sobrarem ficam como o que também são: títulos de solidariedade.

Só mais uma pequena informação: cada EP dá direito a entrada na Festa, repete-se: nas condições que forem convencionadas, e há quem as utilize para ir os três dias à Festa, mas, por exemplo, quem for em excursão organizada usa-as só para um dia, o dia em que se realize a excursão, e são muito raros os que fazem como tenho feito desde sempre: é Festa os 3 dias!

Que tem isto a ver com 100.000? Se 100.000 quiser dizer bilhetes para um concerto, um comício, e respectiva lotação não tem nada a  ver com EPs; se quiser dizer lotação que um espaço pode albergar num dado horário de entrada e saída de um dia, também não tem nada a ver com EP.

EP é diferente... porque o PCP é diferente. Por isso, é a entidade que organiza a Festa do avante!. 

A FESTA!
  

 

Campanha a suscitar entre indignação e repugnância

A ministra da saúde foi OBRIGADA a falar da Festa do avante!

Entre outras coisas, disse que "não será permitido o que está proibido, nem proibido o que está permitido" e que "lotação da Festa do avante! terá de ser inferior à capacidade total".

Como é que o Público chamou o leitor em on-line?, assim: 

"lotação da Festa do avante! terá de ser inferior à capacidade total", diz a ministra da Saúde?

Como é que arranjou o título da peça?

Assim: 

Lotação da Festa do Avante! terá de ser inferior à capacidade total, diz ministra da Saúde

Marta Temido assegurou que “não será permitido o que está proibido nem proibido o que está permitido” à organização do evento do PCP. 

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ISTO NÃO É INFORMAÇÃO!

ISTO É 

POLÍTICA AO MAIS BAIXO NÍVEL!

segunda-feira, agosto 10, 2020

uma razão de muito peso

Se aqui há uns meses que somam anos me dissessem que iria publicar o que quer que seja do autor que estou, agora a antologiar, diria que estavam a brincar comigo. E deixei de o ler. Não havia margem para conversas... mesmo que muito goste de conversar e reflectir em conjunto, independentemente de estar ou não em acordo de princípio. Com o que não coexisto é com sectarismo.

Pois faço-o com uma razão a somar às razões que H. Raposo arrola para uma questão que tem estado a ser tratada de forma execrável, de ódio cego. Foi uma surpresa que tive. E fiquei contente...

É tão saudável reflectir com quem não pensa como nós em muitas coisas... mas pensa! 

Avante!: dez razões para a festa avançar

10.08.2020 às 11h53

Primeira. A cultura de um país não pode ficar congelada por tempo indeterminado. A “guerra à covid” não pode ser como a “guerra ao terror”, isto é, a perpetuação por tempo indeterminado de estados de excepção arbitrários que colocam em causa a liberdade e, neste caso, a cultura. Quando é que isto acaba? Se não acabar, corre o risco de se perpetuar como qualquer outra máquina burocrática que se alimenta do medo. Por exemplo, quando voltarem a morrer 3 mil portugueses de gripe num espaço de poucos meses (2018/19), os fanáticos do #ficaremcasa voltarão a pedir medidas draconianas.

Segunda. Quando falo de cultura, não estou apenas a defender a sobrevivência económica do meio cultural (do artista ao carpinteiro), estou a defender o coração da sociedade. O belo e o bom estão cancelados. Uma sociedade que não vai ao teatro, ao futebol, à festa da aldeia ou ao cinema não é uma sociedade, é um agregado de indivíduos amedrontados sem laços entre si e a gerar o pior vírus do elenco virologista: o ódio e a desconfiança entre seres humanos. O homem é o grande vírus do homem. As famílias estão a partir. A sociedade está a partir. A empatia está a morrer. Neste momento, o olhar nacionalista contra o "outro" é maioritário, porque o "estrangeiro" é uma potencial ameaça viral.

Terceira. Temos de começar a fazer experiências-piloto com espetáculos com público, do futebol aos concertos. Sem público, a arte e os espetáculos não fazem sentido cénico e não são rentáveis. Sem arte e espetáculos, a sociedade vai morrendo. Neste sentido, parece-me que um evento organizado pela instituição mais habituada a multidões é o melhor caminho. A capacidade organizativa do PCP e o imenso espaço da Atalaia são dois argumentos fortes para deixarmos esta experiência-piloto avançar.

Quarta. Se querem proibir o Avante!, então têm de ir fechar as praias, porque praias cheias e caóticas são mais perigosas do que uma festa organizada pela mão de ferro do PCP.

Quinta. A bolha do medo tem de ser furada. A sociedade entrou num torpor que é, em si mesmo, mais perigoso do que o vírus. Olhe-se para o estado da saúde. O cancro mata cerca de 70 portugueses por dia, mas a oncologia está mortalmente atrasada devido ao pânico do #ficaremcasa. Ao contrário da covid, o sarampo é muito perigoso em crianças. Pois bem: por causa do #ficaremcasa, 13 mil bebés portugueses não receberam nos últimos meses a vacina do sarampo.

Sexta. Abrir o Avante! e outros festivais é um risco? Pois é. Não há vida sem risco. Só que o #ficaremcasa também é um risco. Aliás, é um risco superior à abertura. A fatura do #ficarmecasa está à vista de todos, e crescerá no futuro próximo. Porque é que há tantos centros de saúde ainda fechados? Porquê? As pessoas só não podem morrer de covid? Podem morrer à vontadinha de outras doenças? O #ficaremcasa trocou mortes inevitáveis por mortes evitáveis. Uma senhora de 85 anos com várias comorbidades vai morrer em breve, com ou sem covid. Uma mulher de 40 anos saudável só vai morrer de cancro da mama (ou outro), porque a oncologia foi bloqueada pelo #ficaremcasa, o mesmo #ficaremcasa que matou à sede os velhotes de Reguengos.

Sétima. É preciso abrir a prisão psiquiátrica que o #ficaremcasa criou no coração da sociedade e de cada lar, e que não afeta apenas pessoas com autismo ou Alzheimer.

Oitava. Os maiores defensores do #ficaremcasa fazem parte do funcionalismo público, ou seja, têm sempre o seu rendimento garantido. É por isso que não compreendem (ainda) a crise que já está aí. Para uma parte esmagadora deste país, a crise é uma "crise dos outros", como dizia há dias João Vieira Pereira. Os "outros? Aqueles que dependem da economia a funcionar, aqueles que dependem do fluir normal do público nas suas empresas e lojas.

Nona. É talvez o ponto mais repugnante destes meses. A sociedade dividiu-se entre as pessoas que se sentem protegidas numa bolha que permite o #ficaremcasa e as pessoas que têm mesmo de #sairdecasa para sobreviver. E o sector protegido esmagou os sectores desprotegidos. Também por isso vale a pena apoiar a festa do Avante!, uma festa que, em teoria, é daquelas que têm de #sairdecasa. Mas, já agora, gostava de recordar uma coisa às pessoas que se sentem acima ao crise como se fossem um avião voando acima do clima: se não voltarmos a uma economia normal, a austeridade (isto é, cortes salariais na função pública) será inevitável. Um eterno #ficaremcasa mata a economia; com a economia estagnada, a receita fiscal baixa e, nesse cenário, mesmo com acesso aos mercados da dívida, a austeridade será inevitável.

Décima. A liberdade. É incrível a forma como a sociedade aceitou acriticamente os estados de emergência e as restrições. É urgente reforçar o lado da rebeldia e da liberdade numa sociedade tão paralisada, tão medrosa, tão obediente. Até vos digo uma coisa: se não tivesse a Iniciativa Liberal no boletim de voto, votaria PCP nas próximas eleições.