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terça-feira, abril 16, 2013

IDH - as diferenças entre o "monetarizado" e o "não-monetarizado"

O IDH (índice de desenvolvimento humano), criado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e objecto de um relatório anual há mais de 20 anos, procura ponderar os habituais indicadores económicos e financeiros com indicadores e referências à saúde e à educação (e a outras situação) dos países escrutinados, que são 187. Todos os anos se procura estudar os relatórios, tendo o de 2012 saído já em 2013, no mês passado. 
Uma informação que se estima muito relevante resulta do confronto entre a ordem dos países segundo o PIB (produto interno bruto) ou o RN (rendimento nacional) por cabeça, isto é, divididos pela população de cada país, com a ordem dos IDH, ou seja, depois de ponderados com os indicadores de saúde e educação.
Um outro ordenamento que se faz anualmente é o dos países apenas pelo IDH excluindo-se os indicadores monetarizados, os habitualmente usados para todos os confrontos. Assim se pode ver qual a diferença entre a ordem no que respeita aos IDH, que inclui os indicadores monetarizados, e a ordem que teriam se se usassem apenas os indicadores de saúde e de educação, que se baseiam em anos de vida, mortalidades, estados sanitários, anos de escolaridade, níveis de formação, e outros.
Com base nesses dados - e usando a versão francesa por ter a expressão explícita "IDH não-monetarizado" -,viu-se a diferença entre os dois ordenamentos e ordenou-se por essa diferença.
Assim, o país em que essa diferença é maior é Cuba (59º no IDH e 26º no IDH não-monetarizado) e o último, entre os 60 primeiros do IDH, é o Qatar (36º no IDH e 59º no IDH não-monetarizado).
Três observações particulares (e por nossa conta e risco):
  • os países que passaram por anos de estruturas nacionais fundadas em objectivos de construção de sociedades já em socialismo têm, claramente, posições de maior diferença entre os dois ordenamentos, em resultado, decerto, de políticas valorizando os domínios da saúde e da educação das populações sem (ou com menos) predomínio das vertentes à dimensão monetarizada da economia enquanto satisfação de necessidades de toda a população;
  • aqueles países em que os seus recursos (petrolíferos ou outros) e onde se localizam "paraísos financeiros" e de especulação têm maiores diferenças pela negativa em relação aos indicadores de saúde e educação;
  • Portugal desce 3 lugares no confronto entre os dois ordenamentos.   


sexta-feira, abril 05, 2013

IDH (índice de desenvolvimento humano) não monetário


Este primeiro quadro é extraído do relatório de 2013 do PNUD, e dele se extrairão outros dados e quadros. (adoptou-se a versão francesa por se preferir a designação IDH non monétaire... e não poder colher a acusação de se fazerem escolhas de tradução sem fundamento) 

IDH non monétaire 

Valeur de l'IDH calculée uniquement à partir des indices d'espérance de vie et d'éducation.
Source : Calculated based on data in columns 2, 3 and 4.
Les données figurant dans les tableaux sont celles dont disposait le Bureau du Rapport sur le développement humain au 15 octobre 2012, sauf indication contraire.

20082009201020112012

Développement humain très élevé
0.9170.9210.9240.9260.927

Développement humain élevé
0.7650.7720.7780.7790.781

Développement humain moyen
0.6450.6520.6570.6590.661
Développement humain faible0.4660.4760.4820.484

0.487



Na passagem aos países 
há verificações muito interessantes.
Ainda hoje se editarão algumas.

quinta-feira, abril 04, 2013

IDH - confronto de dois indicadores para os 1ºs 60 países (1ª página)

Na sequência da leitura e tanscrição da tabela1, e apenas de parte da primeira página, podem conrontar-se os indicadores de IDH, que ponderam os habituais índices monetarizados e per capita com índices relativos à saúde e à educação das populações, com o chamado  (em má tradução) "IDH de não rendimento" (Nonincome HDI porque o índice monetarizado é o GNI-gross national income), que se refere a um indicador de que este índice se excluiu.

Deste confronto, e sobretudo da ordenação dos "valores" do "IDH de não rendimento", e sua desagregação, há muito para dizer. Continuaremos...

segunda-feira, abril 01, 2013

IDH - Mais um infeliz 1º lugar!

No relatório do PNUD sobre o Desenvolvimento Humano, publicado em Março, tem Portugal mais um infeliz destaque.
Entre os 187 países escrutinados, Portugal foi o que mais desceu no "ranking" de indicadores de   desenvolvimento humano (IDH) sendo o único a baixar 3 lugares,  de 40º para 43º. Do lado das subidas, há a anotar a insólita (e por motivos de correcção estatística nas séries) da Líbia, 87º para 64º, sendo "normais" as subidas de 3 lugares, em apenas dois casos (Geórgia, de 75º para 72º, e da Indonésia, de 124º para 121º), mantendo-se todas as outras oscilações nos 1 ou 2 lugares para mais ou para menos.

(clicar sobre o quadro para ver melhor) 

domingo, março 31, 2013

O IDH - Indicador de Desenvolvimento Humano-2013 - 1ª de algumas mensagens


Já o esperava. Como, agora, espero disponibilidade para me dedicar a ele.Ao relatório que deveria ter saído em 2012 e foi adiado para Março de 2013. 
É, todos os anos, um documento de trabalho (de trabalho de informação que também é de gosto/gozo de "brincar" aos dados...). Como todos os anos, neste com alguns meses de atraso, actualizo-me. Como ele próprio, o relatório, actualiza as suas séries, e escolhe um tema central. Para este ano de 2012/13 o do "despertar do Sul" (traduzido como "A ascensão do Sul"... talvez por estarmos na Páscoa)), como já se referiu em anterior "post", antes da série que se inicia com este. 
Não há nenhum plano, vai-se folheando o relatório, acompanhando a realidade, deixando dados e comentários. 
Antes de todas as observações, o relevo para a importância de uma "ferramenta", que procura libertar(-nos) um pouco das grilhetas dos dados monetarizados (PIB, RNB e outros), ajustando informações sobre saúde, educação - sempre - e outros "valores". Ferramenta que traz a garantia (chamemos-lhe assim...) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e de uma equipa de técnicos de grande qualidade e e com a consciência do peso e da distorção das tais grilhetas.
Para (re)começar, retoma-se um confronto entre dois países, que já vem de trabalho sobre relatórios anteriores:











clicar sobre o quadro
para ver melhor