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quarta-feira, outubro 05, 2011

Mais um "descurso" de Cavaco Silva

Um viajante acabado de chegar de Sirius, como poderia ser o meu (ou o seu) caso, ouviu com grande interesse o discurso do PR. Sim, senhor, ficou informado... Pensou "este homem  sabe do que fala!".
"Pena é" (continuou a pensar) "que só há tão pouco tempo tenha chegado à política, abandonando, por amor amor pátrio, a sua brilhante carreira universitária, segundo me parece."
"Mas achas que se teria evitado (responderam-lhe os seus botões) a situação em que este País se encontra se os seus avisados conselhos tivessem sido ouvidos atempadamente, como o próprio disse, vituperando-se... sim, porque elogio em boca própria...".
"... pois é, o que Portugal perdeu por este homem tão tarde ter chegado à política. Por não ter podido evitar os desmandos deste povo e dos governantes que ele foi escolhendo, que destruiram ou entregaram a capacidade produtiva aos estrangeiros, que gastaram à tripa forra. É ver as auto-estradas e as catedrais de consumismo... Tivesse ele sido 1º ministro no final dos anos 80 e nos anos 90 e nada disto estaria como está! Teria evitado os desmandos dos ministros, e o modo como se promiscuiram no regabofe bancário...
Os botões reagiram, saltando das casas: "É pá!... 'Tás mesmo certo do que dizes?... É que eu ouvi umas coisas sobre isso... Por outro lado, virei o discurso do avesso e só lhe encontrei cotão!"
O recém-vindo de Sirius nem ligou ao que os seus botões lhe estavam a dizer. Aliás, os botões merecem pouca atenção...
Só suss(z)urrava "Sim, senhor... grande discurso... tivesse sido ele primeiro ministro há vinte e tal anos, e Presidente da República há mais mandatos... como isto tudo seria diferente..."

sábado, outubro 01, 2011

Oportunidades e oportunismos

Cavaco incentiva investidores a aproveitarem oportunidades
Económico com Lusa
30/09/11 21:19

"Vivemos em Portugal
em situação económica delicada,
propícia a receios,
na generalidade infundados",
afirmou Cavaco Silva.


O Presidente da República exortou os investidores
a aproveitarem as oportunidades e desafios
apesar da "situação económica delicada" do país.
"Hoje, como há 100 anos, vivemos em Portugal em situação económica delicada, propícia a receios, na generalidade infundados, por parte dos investidores", afirmou o chefe de Estado, numa intervenção no jantar comemorativo do centenário da presença do Grupo Bosch em Portugal, que decorreu num hotel em Lisboa.
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Em tal jantar, Cavaco Silva atreveu-se a fazer uma incursão pela história de há 100 anos e recordou "Vivia-se então um conturbado período político, económico e social" e o papel de Roberto Cudell "nesse caso de sucesso". Mas este nome também lembra, hoje, uma entrevista que aqui se reproduziu de um outro Cudell, descendente e empresário nestes tempos de euro e de PR como este, sobre "o euro como doença crónica e as aspirinas".
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A esta hora estamos na rua, contra as oportunidades criadas para os oportunismos apadrinhados pelo PR deles.

terça-feira, setembro 20, 2011

A voz do que (às vezes) não tem voz?

no Económico:

Catroga
Madeira merecia "tratamento exemplar"
a nível penal
20/09/11
Eduardo Catroga defende que o caso da Madeira devia ter um tratamento exemplar do ponto de vista penal.
"É pena que o quadro penal da chamada responsabilidade política não esteja mais desenvolvida no nosso País, porque este caso podia merecer um tratamento exemplar", afirmou o ex-ministro das Finanças e responsável pela elaboração do programa eleitoral do PSD aos microfones da TSF.
Catroga responsabiliza, no entanto, todos os partidos políticos pela situação no arquipélago e explica que foi a Assembleia da República que deu meios a Alberto João Jardim e ao governo regional para que continuassem com a indisciplina de forma recorrente.
"Todos os partidos políticos na Assembleia da República têm as suas culpas na medida em que todos normalmente aprovam medidas em relação à Madeira e aos Açores, quase sempre por unanimidade", disse.
Catroga acrescenta que é preciso rever as regras que se aplicam às regiões autónomas e defende uma auditoria independente pelos órgãos competentes da República no sentido de esclarecer também a situação económica e financeira dos Açores.
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Quando E. Catroga aparece, há a ideia que vem fazer o que o "outro" não quer - ou não pode -, fazer. 
Quando se vai ouvir E. Catroga, a intenção é a de ouvir o que o "outro" não acha conveniente ser ele a dizer. Será este o caso?
Quando E. Catroga mete os Açores no "barulho e buraco madeirenses" não está a "dar recados" por interposto megafone?
Quando E. Catroga diz "todos os partidos políticos" sabe muito muito bem que não são todos. Deliberadamente, mete no mesmo saco os que têm responsabilidades nestes 35 anos de desgraça, e os que sempre denunciam as situações e se opõem, na AR com a força que a representação institucional lhes dá. Lá saber, sabe...

Os silêncios (e não só) do PR

Esperava-se que algo saísse da reunião de ontem do PR com o 1º ministro sobre o que enche e entope as vias de comunicação social, o "caso Madeira". Afinal...

Um silêncio comprometido. Ensurdecedor. Entupido (... e como bolo-rei, como se lhe pode chamar, a partir do Samuel-Cantigueiro).

É verdade que os eleitores portugueses (os que votaram e os que não votaram) têm culpa de termos estes senhores naqueles cargos (incluindo, claro, o que está na Madeira), mas também é verdade que o povo português (o de hoje, o dos séculos de ontem) merecia bem ter lá outra gente.

Por outro lado (?), a propósito da segunda manchete do Correio da Manhã, e para, em parte..., vir ao encontro de comentário de um visitante deste blog, que pediu para não se colocarem fotos do PR (parece que lhe provocam urticária ou coisa parecida... o que se compreende), ao que se respondeu que se passaria a colocar desenhos (e se escolheram alguns, excelentes, do Fernando Campos, do sitiodosdesenhos), aqui fica este:

domingo, julho 17, 2011

As descobertas de Cavaco Silva

Ontem, corria quilómetros no carro, e ouvi o Presidente da República falar. Não ia a conduzir, e tomei umas notas... porque não resisto a guardar as "pérolas" que Sexa. atira, de quando em vez, à escumalha que nos deve julgar:

  • Cavaco Silva “descobriu a pólvora”:
  • Desvalorize-se o euro!
  • Essa medida, de que Sexa quer ser o assumido (e semvergonha) arauto e protagonista, viria beneficiar as exportações (portuguesas e não só).
  • Até porque, diz ele, o euro é a moeda mais forte do mundo.
  • Mas não foi assim, e para isso, que ela foi criada?
  • O dr. CS parece estar “infância da arte”, nas “pré-primárias” das economias.
  • Porque destas pouco mais adiante teria ido,
  • mas sobretudo porque quer enganar os que saberiam menos que ele... que seríamos todos, evidentemente.
  • Pelo que diz, como diz, quando diz.
  • É um demo crata!