Excerto de texto de Javier Blas (em Londres) e James Lamont em (Nova Delhi), publicado no Finantial Times, actualizado a 4 de Novembro de 2009. O que a China e a India estão a fazer é a libertar as suas reservas das contingências monetárias das "economias ocidentais" e a valorizá-las em ouro, por via de compras maciças. Atenção aos sinais!
Compra de ouro da Índia faz o preço do ouro atingir record
Os preços do ouro continuaram a subir na 4ª-feira, atingindo os mais altos níveis de sempre que acompanharam a compra de 200 toneladas do precioso metal pelo Banco Central da Índia, trocando dólares por barras de ouro, depois do ministro das finanças do país, ter considerado que as economias dos EUA e da Europa tinham entrado “em colapso”.
A decisão da Índia de trocar 6,7 milhares de milhões de dólares por ouro, o que equivale a 8% da produção mundial mineira anual, deu o mais forte sinal de que os países da Ásia estão a afastar-se da moeda dos EUA.
Esta compra, através do FMI, empurrou os preços do ouro para um record de 1,090.90 dólares por onça”troy”, subindo 2.6% num dia, já que os “traders” apostaram que outros bancos centrais também se tornariam compradores.
O ministro das finanças da Índia, Pranab Mukherjee, disse que a aquisição reflectia o poder de uma economia que terá a 5ª maior reserva mundial: “Temos dinheiro para comprar ouro. Temos bastantes reservas em divisas”.
Ele contrapôs a força indiana à fraqueza no resto do mundo: “A Europa entrou em colapso, assim como os EUA”.
“Este é uma transacção de referência”, disse Jonathan Spall, um director na Barclays Capital e especialista em ouro. “Os bancos centrais são instituições conservadoras e a iniciativa da Índia é um sinal para outros bancos centrais e para fundos de riqueza nacionais que estão a considerar comprar de ouro”.
A aquisição de Nova Deli deu-se meses depois da China (de longe o 1º mundial em reservas) ter revelado que quase duplicou as suas reservas em ouro nos últimos seis anos.
“Traders” e executivos “mineiros” advertem que os fundos nacionais da China, Arábia Saudita e Médio Oriente se candidatam a tomar posse do resto do ouro que o FMI planeia vender.
A decisão da Índia de trocar 6,7 milhares de milhões de dólares por ouro, o que equivale a 8% da produção mundial mineira anual, deu o mais forte sinal de que os países da Ásia estão a afastar-se da moeda dos EUA.
Esta compra, através do FMI, empurrou os preços do ouro para um record de 1,090.90 dólares por onça”troy”, subindo 2.6% num dia, já que os “traders” apostaram que outros bancos centrais também se tornariam compradores.
O ministro das finanças da Índia, Pranab Mukherjee, disse que a aquisição reflectia o poder de uma economia que terá a 5ª maior reserva mundial: “Temos dinheiro para comprar ouro. Temos bastantes reservas em divisas”.
Ele contrapôs a força indiana à fraqueza no resto do mundo: “A Europa entrou em colapso, assim como os EUA”.
“Este é uma transacção de referência”, disse Jonathan Spall, um director na Barclays Capital e especialista em ouro. “Os bancos centrais são instituições conservadoras e a iniciativa da Índia é um sinal para outros bancos centrais e para fundos de riqueza nacionais que estão a considerar comprar de ouro”.
A aquisição de Nova Deli deu-se meses depois da China (de longe o 1º mundial em reservas) ter revelado que quase duplicou as suas reservas em ouro nos últimos seis anos.
“Traders” e executivos “mineiros” advertem que os fundos nacionais da China, Arábia Saudita e Médio Oriente se candidatam a tomar posse do resto do ouro que o FMI planeia vender.

