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quinta-feira, novembro 07, 2019

Uma reflexão para fazer reflectir

No Expresso-curto de hoje:


São as pessoas, estúpido!

07 Novembro 2019
Bom dia

A partir de três grandes acontecimentos a decorrerem em simultâneo, comecemos com uma pergunta, sem pensar em Eça, sem recorrer a Eça: o que é Portugal? Talvez ainda outra: Qual é o país que somos e no qual nos revemos? O do glamour da feérica Web Summit, para onde escorrem milhões, de onde se esperam milhões, onde nascem sonhos e pesadelos de sociedades futuras retratados ao minuto por uma comunicação social sedenta de palcos?
O país que pára para pensar no Fórum do Futuro, a decorrer no Porto, e onde esta semana se reflete sobre os sistemas de domínio e de libertação dos indivíduos e de tudo e todos quantos habitam um planeta ameaçado pela violência imposta à natureza, bem como sobre processos de subjugação e subalternidade, preconceitos, solidariedade entre povos, valores de justiça e dignidade? 
Ou o país que somos é aquele onde alguém, apesar de ter um emprego, não consegue sair da condição de pobre? São muitas perguntas à procura de respostas ancoradas em outras questões do Fórum do Futuro, como as dos valores de solidariedade, justiça e dignidade. 
O tema é complexo. O Governo apresenta como ambição maior situar aquele salário em €750 em 2023. Na reunião da Concertação Social de ontem os patrões da indústria, turismo e agricultura já vieram deixar claro que consideram aquele valor um exagero. Ainda sem propostas concretas, embora já se fale numa base de €625 a partir de janeiro de 2020, o que torna o percurso mais difícil, os patrões preferem, para já, ouvir o que proporá o Governo na próxima semana e em simultâneo deixam claro que, qualquer subida terá de implicar contrapartidas para as empresas. 
A CGTP tem desde o dia 1 de Maio a reivindicação de um aumento geral dos salários em €90, inclusive o salário mínimo, que deveria, segundo aquela central sindical, passar para €850, mas a curto prazo e não no horizonte de três anos. A UGT avança com os €660 a partir de janeiro próximo e €800 até 2023. O Governo, a quem compete definir o salário mínimo, não apresentou nenhuma proposta concreta na reunião, embora Ana Mendes Godinho tenha reafirmado o propósito governamental de chegar aos €750 em 2023, com definição ano a ano do valor daquele salário. 
Avancemos, então, com mais uma pergunta: qual o contexto em que é feita esta discussão? É o de um país, Portugal, com um dos mais baixos salários mínimos da União Europeia, não obstante as atualizações dos últimos quatro anos. A área de restauração e alojamento é aquela em que mais trabalhadores ganham apenas os €600 brutos do salário mínimo. Em termos líquidos ficam com €504 para viverem durante um mês. 
Portugal tem 2,2 milhões de trabalhadores com um salário líquido mensal inferior a €900. Este país com 400 mil empresas, das quais mais de 99% serão PME, compete com países como Espanha, onde o salário mínimo é já de €1 050. Há aqui um risco identificado por vários especialistas. A fuga de trabalhadores especializados pode acentuar-se se não for invertida uma situação de crescente aumento do número de trabalhadores a auferirem o salário mínimo. Decorre daqui um esmagamento do salário médio, ao ponto de não ser impossível o salário mínimo começar a transformar-se no verdadeiro salário médio nacional. De onde, o salário médio será, cada vez mais, mínimo. 
Regressemos, então, ao Fórum do Futuro. Na sua memorável participação, o ator e ativista Danny Glover (“A Testemunha”, “Silverado”, “A Cor Púrpura”), dizia esta terça-feira estarmos a viver “o momento de maior desigualdade no mundo”. Depois de denunciar “o processo de ganância” em curso, numa expressão bem norte-americana em que usa a palavra “F...”, perguntava se é assim tão difícil perceber que no centro das preocupações tem de estar o (F...) indivíduo, o seu bem estar e a sua dignidade.

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Reflicta-se, então! 








quinta-feira, junho 13, 2019

Dos melhores de nós...

Ontem, beneficiei da ajuda de Pedro Tadeu no Diário de Notícias, hoje de Valdemar Cruz, no Expresso-Curto, e do Google (para a fotografia). Assim procuro honrar memórias e testemunhos: 

«Crónicas da Idade dos Mídia
 


13 de Junho de 2019


Inspirei-me, para o título deste Curto, em Rúben de Carvalho, o histórico dirigente do PCP cujo funeral se realiza no domingo para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa. O corpo estará em câmara ardente nos Paços do Concelho da capital a partir de sábado.
(...)

Dedico este momento final do Curto de hoje a Rúben de Carvalho. É pouco. É quase nada. É uma absoluta insignificância se o que está em causa é valorizar a memória de um homem para quem o mundo era um fascinante mosaico de culturas não hierarquizadas. Cada homem era um homem em toda a sua plenitude. Cada povo era um povo em toda a sua dignidade.
Ontem, como muitas vezes fazia, resolvi regressar a uma das suas fantásticas “Crónicas da Idade Mídia”. Quem o fizer perceberá de imediato o título dado a este espaço. São incontáveis os livros, os discos, os filmes que passaram a entrar no meu imaginário por sugestão direta, mas a maior parte das vezes indireta, das intervenções de Rúben naquele seu programa transmitido durante anos na Antena 1.
Recuperei o mais antigo ainda disponível na RTP Play, intitulado “Eles escolhem…”. Tem data de 3 de outubro de 2011, embora creia que o início das emissões, nas quais tinha como interlocutora Iolanda Ferreira, remonta a, pelo menos, janeiro ou fevereiro de 2009. A pretexto da música, ou das músicas, cada emissão é uma lição. De história. De cultura dos povos. De aguda perceção de movimentos culturais e sociais, mesmo distantes. Rúben chegava ao estúdio carregado de livros e discos. Às vezes entusiasmava-se com as histórias que desencadeavam histórias que entroncavam em novas histórias, e quase se esquecia da música. Fazia-o com a elegância do saber adquirido em vivências várias. Talvez precisasse de muitas vidas para narrar os mundos que o habitavam.
A emissão de “Eles escolhem…”, cujo título se aplica na perfeição a um homem que nunca abdicou de escolher, abre com uma belíssima canção interpretada por Yves Montand, intitulada “Le temps des Cerises”. A partir dali começa uma viagem como só um trota mundos como Rúben saberia conduzir. Desde logo com a fascinante história de uma canção hoje celebérrima, interpretada ao longo dos anos por gente tão diversa como Juliette Gréco, Nana Mouskouri, Tino Rossi, que na sua origem é apenas um tema de amor, mas circunstâncias históricas diversas transformaram numa canção emblemática da Comuna de Paris (26 de março a 28 de maio de 1871). Rúben conta os detalhes da sua escrita por Jean Baptiste Clément em 1866, antes, portanto, da Comuna, e como, quando publicou um livro com as suas canções, Clément, ele próprio um “communard”, dedica a canção “à valente cidadã Louise, enfermeira da Rue de la Fontaine au Roi”, uma das últimas barricadas da Comuna a cair, no dia 26 de maio de 1871. Aqui chegados ainda vamos a um terço do programa.
Tantas histórias ainda por contar, como sucederá ao longo dos anos. A RTP Play tem 261 episódios ainda disponíveis, com emissões dedicadas a temas tão diversificados como a banda sonora da guerra do Vietnam, Ella Fitzgerald, 50 anos de música africana, Mahalia Jackson, Léo Ferré, José Afonso, Jacques Brel, ou até as marchas dos santos populares em “Cá vai Lisboa episódios 1 e 2.
Revisitar “Crónicas da Idade Mídia”, além de um mergulho profundo em múltiplas manifestações da cultura popular, é manter vivo o legado de um homem glorificado na sua morte, e que só o tremendo preconceito (ideológico) vigente em Portugal impediu de ser uma presença mais assídua nos órgãos de comunicação social enquanto vivo.
Tínhamos agendada uma conversa com vista a um trabalho em preparação para a Revista do Expresso e no qual, acredito, Rúben poderia ter um papel crucial na reconstrução de muito específicas vivências culturais e políticas em Portugal nos anos de 1960 e 1970. A distância entre o meu Porto e a sua Lisboa gerou sucessivos adiamentos. Até ser demasiado tarde.
Despeço-me com a primeira parte de mais um dos programas de Rúben
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Isaura Assunção da Silva Borges Coelho estava entre as mulheres que protagonizaram a luta contra o fascismo português. Estava a escassos dias de completar 93 anos e morreu nesta terça-feira na Parede, concelho de Cascais, onde residia com o marido, o historiador António Borges Coelho. Natural de Portimão, onde nasceu a 20 de Junho de 1926, foi presa e torturada pela PIDE pela sua atividade de resistente antifascista, que incluiu a luta pelo direito às enfermeiras se poderem casar. Em 2002 foi condecorada pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem da Liberdade

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Caixa Geral dos Depósitos e escolástica

Ocupa-se, há desmedido tempo, o tempo de informação política com uma questão. Com a ajuda do Expresso-curto, muito bem “tirado” por Valdemar Cruz (A verdade como ponto de vista), procuro resumir:

Qual é a questão?
“Em causa está apurar se houve ou não acordo para isentar a anterior administração (nomeada para a CGD) de apresentar as declarações de património e rendimentos.”

Como se discute a questão?
“… entre a mentira pura e dura, a hipótese de uma sugestão de falsidade, ou a eventualidade de uma omissão da verdade, do que estamos a falar é de exercícios retóricos muito ao gosto de Nietzsche, que defendia ser impossível obter uma certeza sobre a definição do oposto de mentira.”

Pretende-se chegar à verdade?
“A verdade é, sempre foi, uma questão de poder. Do poder de quem tem o poder de fazer valer um ponto de vista. Da aceitação de um postulado deste jaez não resulta uma necessária negação de um outro princípio basilar exposto por Karl Marx, creio que nas “Teses sobre Feuerbach(*), quando rejeita a arbitrariedade ou subjetividade dos conceitos e afirma a existência de uma verdade objetiva.”

Ou pretende-se criar e alimentar um “caso de política”, no sentido perverso (e conotável) da expressão?
Problema diferente, agora já do domínio da política pura e dura, e não tanto da filosofia, é perceber se o que move CDS e PSD é tão só o rigor contido na busca da tal verdade objetiva, despida, portanto, de qualquer subjetividade, ou, tal como defendem vozes do PCP, do BE, mas também do PS, através da suposta ideia de uma exclusiva procura da verdade, que teria sido gravemente ofendida no Parlamento, não estão antes a alimentar jogos florais ancorados numa discussão bizantina.

Qual o objectivo maior da discussão?
“Como a política não é um bom lugar para exercícios de inocência, o objetivo maior, disseram-no ontem Jorge Coelho (SIC Notícias) ou João Ferreira (RTP 3), seria o de criar instabilidade num momento particularmente delicado para a CGD. Tratar-se-ia de um processo de descredibilização que dura há um ano, do qual resultaria a intenção de criar dificuldades à capitalização daquele que é agora o único banco português, e abrir caminho para a sua privatização. Seja ou não este o objetivo último, e já que estamos a debater os caminhos da verdade, parece não constituir uma sugestão de falsidade afirmar que o Governo se tem posto a jeito. (…) É demasiada trapalhada para tão escasso assunto. Logo, os pormenores serão apenas um atalho para uma caminhada mais funda.”
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(*) – seria esta? (talvez noutra tradução):
2
A questão de saber se ao pensamento humano pertence a verdade objectiva não é uma questão da teoria, mas uma questão prática. É na práxis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade e o poder, o carácter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou não realidade de um pensamento que se isola da práxis é uma questão puramente escolástica.

segunda-feira, dezembro 14, 2015

Da ameaça ao susto e ao reforço da ameaça

Não que este espaço se esteja a transformar num recipiente de artigos de outros (particularmente de origem expressa), mas há que aproveitar e divulgar o que de bom, e merecedor de divulgação, se vai publicando. No Expresso-curto de hoje:

Valdemar Cruz
Por Valdemar Cruz
Jornalista

14 de Dezembro de 2015

França livra-se (para já) a Afronta Nacional



A França tem um novo inimigo, a juntar aos vários inimigos internos e externos que tem vindo a alimentar. Melhor, uma certa ideia de França está a desmoronar-se perante a evidência do imparável crescimento da Frente Nacional (FN). A extrema-direita francesa, racista, xenófoba, demagógica, populista, anti-globalização, anti-união europeia, e o mais que se queira, não venceu em nenhuma das 13 regiões, mas recolheu ontem o voto de seis milhões e meio de franceses. Perdeu uma batalha. Porém, a causa maior pela qual luta é outra. Aí o combate assume novas proporções e, como diz hoje Joël Gombin, especialista em extrema-direita numa entrevista ao Libération, os resultados de ontem "devem garantir à FN a presença na segunda volta". Avizinha-se uma guerra. Tem data marcada, maio de 2017, e chama-se eleições presidenciais. Será o tudo ou nada para Marine Le Pen e os principais partidos políticos franceses já identificaram o problema.


Não significa que o tenham percebido. Tal como não perceberam quando, ao longo de anos, por razões estratégicas, a Frente Nacional, tida como uma bizarria de Le Pen, foi em momentos cruciais levada ao colo para o regaço de potenciais eleitores. No El País, em artigo intiulado "Un desastre anunciadio", Samir Naïr, filósofo franco-argelino especialista em emigração, recorda como a história da subida da Frente Nacional começa nos anos de 1980, com Miterrand, para lá do não cumprimento de promessas como as de acabar com o desemprego, a usar uma estratégia muito perigosa ao apostar na FN para tentar dividir a direita e impedi-la de vencer as eleições. Face a um apelo de Le Pen, que na altura não estava, sequer, a conseguir reunir as assinaturas necessárias para concorrer às presidenciais, Miterrand fez com que lhe fossem escancarados os programas de maior audiência na televisão e rádio nacionais. O próprio Le Pen chegou a afirmar que "A 'omertá' foi rompida graças a Miterrand".



Naïr poderia recuar um pouco mais e ir até Jacques Chirac, que em junho de 1991, então ainda "Maire" de Paris, ao fazer em Orléans o agora célebre discurso do "odor e do barulho" provocado pelos emigrantes, de alguma forma credibilizou muitas das teses da FN.



São palavras duras, estas. Parecerão até injustas. Sê-lo-iam se o objetivo fosse radicar na ação daqueles ex-presidentes da República a ascensão da FN. Ou acrescentar-lhes apenas o papel de Sarkozy nesta última semana, que se deslocou tanto para a direita que, em alguns casos, se tornava difícil perceber se quem falava era um ideólogo da FN ou um "republicano", como passou a chamar-se o centro-direita. É impossível afastar da análise à ascensão da FN as consequências de uma crise económica prolongada e sem fim à vista, a raiva provocada pela exponencial disparidade entre os rendimentos dos mais ricos e os dos mais pobres, os mal resolvidos problemas de emigração, o acantonamento de emigrantes em verdadeiros guetos, o dilema da segurança e como a resolver no contexto de uma sociedade democrática (tema levantado no que ando a ler). Tudo questões em geral arredadas de um debate sério e consequente no âmbito do espaço público.



Os próximos dias serão pródigos na produção de análises ou contributos para perceber como foi possível um movimento durante anos visto como apenas umas excentricidade se ter tornado na terceira força política francesa, com praticamente a mesma percentagem (28%) de votos do PS (29%). No jornal Público, Jean-Yves Camus, diretor do Observatoire des Radicalités Plitiques da Fundation Jean Jurés, autor de vários livros sobre a extrema-direita, assegura que a "França nunca esteve tão à direita como hoje".



É uma evidência patente, desde logo, no modo como funcionou esta espécie de aliança republicana contra a FN. O método em si mesmo nem é novo, com todos os riscos implícitos para o PS, que ficará todo um mandato sem qualquer presença nos órgãos políticos de várias regiões. A grande diferença, que dá substância à afirmação de Camus, reside no facto de, não há muitos anos, esta disciplina republicana ser materializada em desistências recíprocas, à segunda volta, dos candidatos do PS e do Partido Comunista Francês para vencerem a direita. Desta vez não houve reciprocidade. O PS desistiu em várias regiões em favor do colocado melhor colocado, mas Sarkozy, determinado em assegurar uma posição forte para entrar na corrida às presidenciais, não tomou a mesma atitude em favor da esquerda. A abstenção diminuiu (41%), Sarkozy venceu (40,7%), mas radicalizou o discurso à direita. Criou anti-corpos no seu próprio partido. Seguiu uma estratégia perigosa, mesmo aos olhos dos seus correligionários, por pressentirem que está a facilitar o caminho de François Hollande.



O presidente, de resto, não está também isento de críticas, pela suspeita de que poderá estar a atuar em função das presidenciais de 2017. O modo como o poder reagiu aos atentados terroristas de 13 de novembro em Paris foi caracterizado pelo excesso, segundo vários analistas, com declarações de guerra, estado de emergência prolongado, anúncio de mudanças constitucionais, mudanças na lei da atribuição de nacionalidade. O Estado acaba por adotar como suas algumas propostas passíveis de reforçarem o clima de medo e a deriva securitária tão ao gosto da FN.



Muito vai estar em jogo na política francesa a partir de agora, com óbvias repercussões na Europa. Está tudo em aberto e pejado de incógnitas sobre a evolução do eleitorado até 2017. Como se percebe, já ninguém ousa lançar a pergunta que demasiadas vezes muitos quiseram colocar em tom jocoso: C'est qui, Marine Le Pen?

(...)

Para descomprimir, vamos lá abandonar a França e ouvir um pouco de rádio em português, onde, já agora, a música francesa tem um lugar de relevo. Ainda se lembra daqueles programas tão cativantes e tão envolventes que o tempo parecia correr à velocidade da luz? Já não existem, dirá. Não é verdade. Experimente sintonizar a Antena 1 às 0h00 das terças-feiras e terá uma enorme surpresa. Prepare-se para ouvir algo raro. Chama-se "Crónicas da Idade Mídia" e é uma invenção de Ruben de Carvalho, muito bem acompanhado por Iolanda Ferreira. Ruben é uma enciclopédia de conhecimento, de saber. Iolanda é, sem ofensa, uma excelente facilitadora de conversas. Trata-se de uma hora de viajam no tempo, durante a qual se contam histórias grandiosas, umas, deprimentes outras, sempre a partir da relação que tiveram com a música, ou vice-versa. Já por lá passaram programas sobre a Belle Époque, Nelson Mandela, as histórias das músicas de Natal, Edith Piaf, fados e desgarradas, pubs irlandeses, as músicas associadas à Revolução Francesa, ao 25 de abril em Portugal. A lista é gigantesca e inclui grande espaço para uma das paixões de Ruben de Carvalho, a música popular norte-americana, nas suas múltiplas vertentes, dos blues ao rock, do jazz ao folk. Experimente entrar porque inúmeros programas já emitidos continuam disponíveis na página da Antena 1.
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Já cá voltaremos, nós...