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segunda-feira, dezembro 30, 2013

Em tempo de balanços

Na sua página Cem por Cento (5 do caderno Economia do Expresso), que vale sempre a pena ler, Nicolau Santos excedeu-se esta semana em ironia amarga. Dentro da sua redoma keyneseana, ele observa a realidade e vai-a comentando. Por vezes com acutilante objectividade, por vezes com irritante incapacidade para ver para fora dos limites da redoma.
Pois desta vez excedeu-se em ironia amarga, mas esta nem pode ser levada muito a sério, como é mester da ironia, precisamente pelos limites da redoma em que o autor se enferma, e lhe impõe. Isto é, (lhe) impede de acrescentar - um parágrafo que seja... - em que se vislumbrem as causas do que denuncia ironicamente. Sobre a relação de forças numa luta de classes sem quartel. 
Pelo que, ao ler, possa parecer descosido ou desligado o que já Garrett mostrava ser (para usar imagem adequada) as duas faces de uma mesma moeda.
O que NS arrola como provas de quão magnífico foi o ano - "recessão inferior ao previsto", "menor quebra do consumo", etc. -, e faz a bem-aventurança de uns poucos já e sempre bem-aventurados, não acontece por acaso, mas por obra e graça, causa e efeito. E faz com que muitos vivamos o 2013 como tendo sido horrível, no que respeita ao nível de vida do povo, aos trabalhadores, aos pensionistas, às massas. Para quem  também terá sido magnífico pelas lutas que mobilizou, pelas consciências que despertou, e ainda por ter havido quem tenha cumprido a sua obrigação de velar pelo cumprimento da lei fundamental.
Também as faces têm mais que uma face!
Que venha 2014.A luta continua!
  

domingo, agosto 01, 2010

Balanço

Há um ano, ajudaram-me a colocar, neste anónimo do século xxi, um contador de "visits" e de "page views".
Neste período de calor e férias, de menor afluência de comentários, o que poderia desmotivar-me, fiz um pequeno balanço: mais de 62 mil "visits" e mais de 111 mil "pages views" (o que comparo com os modestos, embora interessantes, 7 mil "visits" e pouco mais de 10 mil "page views" do meu ficções do cordel, este pessoal e pouco transmissível).
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Estimulante. E que responsabilidade!