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segunda-feira, maio 28, 2018

Ainda (e por quanto tempo?...) a Venezuela!

Para: Federica Mogherini - Alta Representante de la Unión Europea para Asuntos Exteriores y Política de Seguridad/Vicepresidente de la Comisión 
       Extracto: “Grandes obstáculos a la participación de los partidos políticos de oposición y sus líderes, una composición desequilibrada del Consejo Nacional Electoral, condiciones electorales sesgadas, numerosas irregularidades reportadas durante el Día de la Elección, incluida la compra de votos, obstaculizaron unas elecciones justas y equitativas”. 

Estimada, Sra. Mogherini, 
Yo formé parte del casi centenar de Observadores de las Elecciones Venezolanas del 20 de mayo. Nos reunimos con representantes de alto rango de todos los candidatos y les hicimos planteamientos directamente. Nos reunimos con el presidente y dos vicepresidentes del Tribunal Supremos de Justicia. 
Examinamos el sistema electoral en detalle y, el día de las elecciones, observamos los procedimientos de votación en todo el país. Notamos, en particular, no solo la sofisticación del sistema de votación que, en nuestra opinión colectiva, es a prueba de fraude, sino también que cada etapa, desde la votación misma hasta la compilación de declaraciones, su verificación y presentación electrónica se realizó en la presencia de representantes de las partes contendientes. 
En cuanto a "informar irregularidades", estaríamos interesados en escuchar ejemplos, ya que el sistema de informes es excepcionalmente riguroso y libre de falsificaciones. Dudamos de que tenga alguna evidencia que respalde el reclamo de la UE de “numerosas irregularidades reportadas”. 
Fuimos unánimes al concluir que las elecciones se llevaron a cabo de manera justa, que las condiciones electorales no fueron sesgadas, que las genuinas irregularidades fueron excepcionalmente pocas y de naturaleza muy leve. No hubo compra de votos porque no hay forma de que se pueda comprar un voto. El procedimiento en sí mismo excluye cualquier posibilidad de que alguien sepa cómo un votante emitió su voto; y es imposible, como lo verificamos, que una persona vote más de una vez o que alguien vote en nombre de otra persona. 
En resumen, las afirmaciones en su comunicado de prensa son invenciones del tipo más vergonzoso, basadas en rumores y no en evidencias e indignas de la UE. No ha pasado inadvertido que la UE fue invitada a enviar observadores a las elecciones y se negó a hacerlo. Ninguna de las críticas en su comunicado de prensa de la UE, se basa, por lo tanto, en la observación directa de la UE en el terreno. 

Estaría encantado de discutir esto más a fondo con usted y ponerle a usted o a sus colegas en contacto con otros observadores, entre los que se encontraban políticos de alto rango, académicos, funcionarios electorales, periodistas y funcionarios públicos de diferentes naciones, incluyendo: España, Reino Unido, Irlanda del Norte, Alemania, Brasil, Argentina, Uruguay, Paraguay, Chile, Honduras, Italia, varios países del Caribe, Sudáfrica, Túnez, China, Rusia y los Estados Unidos. 
Atentamente, Jeremy Fox 
Escritor/ Periodista- RU -- 

Este email foi enviado para sergio_f_ribeiro@sapo.pt pela acr.secretaria@conquistasdarevolucao.pt

segunda-feira, julho 31, 2017

VENEZUELA - OUTRA INFORMAÇÃO

|VENEZUELA

abrilabril

Processo constituinte avança 

com mais de 8 milhões de votos

Mais de oito milhões de pessoas votaram, este domingo, 
nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC), 
representando uma taxa de participação de 41,53%. 
Nicolás Maduro sublinhou a grande «legitimidade popular»
lograda pelo órgão constituinte.
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A participação nas eleições para a ANC foi revelada ontem à noite por Tibisay Lucena, presidente do Poder Eleitoral venezuelano, que divulgou alguns dos nomes dos 364 eleitos a nível territorial, e referindo que os resultados a nível sectorial – são eleitos 173 de 2574 candidatos – ainda não estavam fechados.
Falando na sede central do Conselho Nacional Eleitoral, em Caracas, Lucena disse que «o balanço é extremamente positivo porque ganhou a paz e, quando ganha a paz, ganha a Venezuela», informa a TeleSur.
Lucena saudou o povo venezuelano por «esta maravilhosa participação», apesar da violência e das ameaças, e saudou também aqueles que, «não tendo ido votar, recusaram a violência, participando de forma passiva, sem violência, num quadro democrático».

Chavismo: maior votação em 18 anos

Depois do anúncio feito por Lucena, o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, falou para alguns milhares de pessoas reunidas na Praça Bolívar, na capital, salientado a «grande legitimidade popular» que assiste à ANC. «Tem a força da legitimidade, a força moral de um povo que, de maneira heróica, em condições de guerra, foi votar e dizer: queremos paz, tranquilidade», disse.
Maduro congratulou-se com o facto de o chavismo ter alcançado a maior votação dos últimos 18 anos e enalteceu a «lição de coragem e valentia» dada pelo «bravo povo». «O que vimos hoje é admirável», frisou.
O chefe de Estado revelou ainda que uma delegação do governo, liderada por Delcy Rodríguez, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, manteve reuniões ao longo de várias semanas com dirigentes da oposição, para que esta participasse no processo constituinte. Maduro chegou inclusive a propor-lhes o adiamento das eleições por um período de duas semanas para que se pudessem inscrever e fazer campanha, mas os dirigentes da oposição acabaram por recusar – atitude que o presidente da República classificou como cobarde, indica a Alba Ciudad.

Milhares votaram no Poliedro de Caracas

Ao longo do dia, muitos milhares de pessoas que não puderam votar em diversos locais da Área Metropolitana de Caracas, sobretudo na sua zona mais oriental, devido às acções de violência que ali têm ocorrido com frequência e às ameaças que sofreram por parte da extrema-direita, conseguiram exercer o seu direito ao voto num local de recurso de grandes dimensões que o CNE instalou no Poliedro de Caracas.
Deste modo, ficou bem patente que, também nas zonas mais orientais de Caracas, o apoio foi grande à Assembleia Nacional Constituinte, num processo que visa, entre outros aspectos, fortalecer a soberania e a independência da Venezuela; garantir a paz e o diálogo, face à violência da oposição de direita; ultrapassar o sistema rentista do petróleo; dar poder constitucional às comunas; proteger e ampliar as conquistas consagradas na Constituição de 1999.

GNB assassinado e ataques a 200 locais de voto

Vladimir Padrino López, ministro venezuelano da Defesa, numa conferência de imprensa em que também esteve presente o ministro do Interior, Néstor Reverol, saudou o povo venezuelano pela participação nas eleições deste domingo, que «têm como objectivo reafirmar a nossa independência», num contexto em que o imperialismo e os seus «lacaios» – também mediáticos – «atacaram duramente a Venezuela», afirmou.
Padrino López disse ter conhecimento de um grande número de ataques a sedes do CNE, incluindo a central, bem como a 200 locais de voto. Lamentou, ainda, o assassinato de um sargento da Guarda Nacional Bolivariana em La Grita, no estado de Táchira.
Por seu lado, Néstor Reverol destacou o trabalho dos 146 mil homens e mulheres das forças policiais e de segurança do Estado no processo eleitoral, contribuindo para que as acções de violência fossem neutralizadas de forma imediata, informa a Alba Ciudad.
Classificou como «acção terrorista» o ataque com explosivos, em Altamira, a agentes da Guarda Nacional Bolivariana, oito dos quais ficaram com queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, e revelou que, em todo o território venezuelano, 21 agentes foram feridos com armas de fogo. Todos estes casos estão a ser investigados pelo Ministério Público.

Solidariedade com a Venezuela Bolivariana

Por iniciativa do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), organizações que integram o Conselho Mundial da Paz «convergiram numa expressão de solidariedade com a Venezuela bolivariana», subscrevendo um texto que foi enviado ao Comité de Solidariedade Internacional (COSI) e ao presidente e ao governo da República Bolivariana da Venezuela.
Nele se repudiam «as acções de ingerência, guerra económica e agressão» contra o país caribenho e o seu povo; se condenam «os actos criminosos de extrema violência perpetrados por grupos terroristas contra o povo venezuelano e a sua liberdade, segurança e bem-estar»; e se expressa «a solidariedade às forças patrióticas, democráticas, progressistas, anti-imperialistas venezuelanas, nomeadamente ao Comité de Solidariedade Internacional (COSI), que defendem os direitos, interesses e aspirações do povo venezuelano e a independência da sua pátria – a República Bolivariana da Venezuela – e a sua Constituição».