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sexta-feira, dezembro 31, 2021

Novidades, reviravoltas e finais

  - Nº 2509 (2021/12/30)


Novidades, reviravoltas e finais

PCP

Este final de ano trouxe, entre outros acontecimentos que ocuparam o panorama mediático nacional, três congressos partidários, de PSD e seus sucedâneos, já que no CDS a novela interna não o permitiu. Foram três congressos em que aconteceu o que já se sabia que ia acontecer: não houve mudança na liderança nem alteração de fundo na estratégia. Se nos lembrarmos do que há um ano se disse a propósito do congresso do PCP, esperar-se-ia agora ouvir o mesmo: que não houve novidade. Mas nada disso.

Aquilo a que assistimos, antes e depois, foram horas e rios de tinta empenhados em criar acontecimento em torno da promoção e despromoção desta ou daquela figura de um lugar partidário de que nunca ouvimos falar, das vitórias e derrotas de moções temáticas. Ou seja, aquilo que no PCP é desinteressante (também houve alterações na composição dos organismos de direcção e, sobretudo, discussão sobre os problemas do País e as respostas necessárias) nos outros partidos é muito excitante. Dirão alguns nomes reputados no meio jornalístico que nos outros partidos há muito mais acção, andam todos à bulha e isso dá espectáculo, confirmando que no comando de muitas redacções já se esqueceu o papel do jornalismo, tantas vezes travestido de entretenimento.

Mas mais do que isso, o que é feito com esta opção é uma promoção desmesurada destes partidos praticada de forma activa e consciente. Nenhum mestre de propaganda desdenharia como estratégia a intensa operação de reabilitação do PSD. Rui Rio era um desastre, agora é um homem com ideias para reformar o País. Rio estava a estender a passadeira ao PS, agora é a alternativa. Rio não tinha mão no partido dele, agora é o fautor da unidade interna. E estas afirmações são ditas e escritas sem pudor pelos mesmos, antes e depois. Reproduzidas pelos mesmos meios de comunicação social, antes e depois, sem questionar.

Estas opções surgem em pleno período eleitoral, quando as três estações de televisão generalistas se preparam para repetir o modelo de debates discriminatório que adoptaram em 2019. O PCP assumiu posição pública, rejeitando discriminações e afirmando a suas disponibilidade para participar em todos os debates que se realizem em condições de igualdade. Para além dos argumentos adiantados na última edição do Avante!, está presente a mesma ideia de transformar o próprio calendário de debates num espectáculo, em que existem partidos de primeira e segunda categoria, acabando com a final – o debate dito decisivo, entre PS e PSD. De novo esqueceram-se, ou quiseram esquecer, que o seu papel é informar, não condicionar opinião.

terça-feira, novembro 23, 2021

Estes... lá dizer, disseram...

No Público de ontem: 

América Latina

Venezuela. Missão eleitoral da UE aponta melhoria de condições para a votação, mas ainda há deficiências estruturais

Eurodeputada portuguesa Isabel Santos afirmou que o alcance da missão permitiu “ter uma visão completa do processo eleitoral” e que as as eleições regionais e municipais foram “um teste crucial para o regresso da maioria dos partidos da oposição”.

Lusa

23 de Novembro de 2021, 23:02








Chefe da MOE-UE, a eurodeputada portuguesaIsabel Santos Reuters/FAUSTO TORREALBA

A Missão de Observadores Eleitorais da União Europeia (MOE-UE) às eleições regionais e municipais de domingo na Venezuela identificou melhores condições para a votação e um Conselho Nacional Eleitoral (CNE) mais equilibrado, a par da persistência de deficiências estruturais.

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“O alcance desta missão permitiu-nos ter uma visão completa do processo eleitoral. As eleições regionais e municipais foram um teste crucial para o regresso da maioria dos partidos da oposição”, refere o relatório lido durante uma conferência de imprensa em Caracas pela chefe da MOE-UE, a eurodeputada portuguesa Isabel Santos.


... mas em surdina 

... e meteram "a viola no saco"!


Aí está a resposta!

 Os vigilantes da democracia ma casa dos suspeitos

La La titular de la misión de observación de la Unión Europea, Isabel Santos, reconoció que las elecciones del 21 de noviembre tuvieron mejores condiciones que en años anteriores. | Foto: EFE

Los veedores agradecieron la acogida del pueblo venezolano y reconocieron la profesionalidad del CNE.La jefa de la misión electoral de la Unión Europea (UE) en las elecciones regionales y municipales de Venezuela, 

Isabel Santos, presentó este martes un informe preliminar sobre las acciones de veeduría en los comicios del domingo "El informe preliminar que presentamos no puede ser objeto de instrumentación política”, expresó Santos, mientras aseguró que el documento se trata de una aproximación técnica al momento electoral vivido. Y una herramienta para mejorar procesos electorales futuros. La titular de la misión indicó que combatiría el intento de interpretación de los datos a favor de intereses partidistas con los que, precisó, “no tienen nada que ver”.


POIS ESTÁ CLARO!!!!!!
E não se dar notícias de como correu,
e dos resultados?,
tem alguma coisa a ver 
... com quê?????

Venezuela - eleições autárquicas

 Enquanto se espera ver pública (e publicada!) a declaração da chefe da delegação do PE:



em 20 dos 23 circulos eleitorais ganhou o PSV!

quinta-feira, dezembro 10, 2020

As eleições na Venezuela e quem lá esteve

  - Edição Nº2454  -  10-12-2020


Venezuela bolivariana celebra triunfo nas eleições legislativas

VITÓRIA O Grande Pólo Patriótico venceu as eleições legislativas venezuelanas do passado domingo, 6, obtendo ampla maioria no parlamento, que entrará em funções em Janeiro.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, celebrou a vitória do Grande Pólo Patriótico nas eleições realizadas no domingo, 6, para a Assembleia Nacional. Num discurso no Palácio de Miraflores, sede do governo, em Caracas, Maduro qualificou a jornada eleitoral como uma grande vitória da democracia, em que o povo elegeu os seus representantes no órgão legislativo para o período 2021-2026, depois de cinco anos de legislatura dominada por sectores da extrema-direita.

A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Indira Alfonzo, indicou na terça-feira, 8, que, com 98 por cento das actas escrutinadas, o Grande Pólo Patriótico obteve cerca 68 por cento dos votos (quatro milhões, 277 mil e 926 votos). Em segundo lugar ficou a Aliança Democrática, oposicionista, com 17,52 por cento (um milhão, 95 mil e 170 votos). A Alternativa Revolucionária Popular, que integra o Partido Comunista da Venezuela conquistou seis lugares.

PCP solidário

Em nota de dia 7, o PCP destaca que estas eleições, «realizadas sob o impacto de um cruel bloqueio económico e financeiro», constituíram uma afirmação «em defesa do caminho de soberania e independência nacional, de justiça e progresso social, de desenvolvimento e cooperação por parte do povo venezuelano».

Ao mesmo tempo, denuncia operações em curso visando retirar legitimidade ao acto eleitoral, «recuperar a oposição fantoche e persistir na ingerência e violência golpista».

Reafirmando a sua exigência do «fim imediato das criminosas acções de desestabilização, sanções e bloqueio económico e financeiro» contra a Venezuela e o povo venezuelano, o PCP insta ainda o Governo português a adoptar um posicionamento «consentâneo com os princípios da Constituição da República Portuguesa e os interesses do povo português – incluindo a comunidade portuguesa na Venezuela –, dissociando-se da política de ingerência e agressão promovida pelos EUA, com a cumplicidade da UE».

Sandra Pereira: «Estas eleições foram uma grande prova de resistência»

Em que contexto é que a tua deslocação à Venezuela se realizou?

O convite para acompanhar as eleições partiu do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela e do Comando Nacional de Campanha «Darío Vivas», que congrega os partidos que integram o Grande Pólo Patriótico «Simón Bolívar», nomeadamente o Partido Socialista Unido da Venezuela. Surge na sequência de tentativas das autoridades venezuelanas garantirem a presença de observadores internacionais, incluindo da União Europeia (UE).

Foi como deputada do PCP no PE e como vice-Presidente da Assembleia Parlamentar Euro-Latino-Americana (EUROLAT) que o convite foi dirigido, endereçado também a outros deputados no PE, nomeadamente do Grupo Confederal GUE/NGL. Acompanharam as eleições cerca de 300 representantes de forças sociais e políticas, jornalistas, deputados e outras personalidades da América Latina, África e Europa. Numa clara posição de boicote prévio às eleições, a UE decidiu em Setembro não enviar observadores.

Durante a tua estadia na Venezuela que contactos políticos e partidários mantiveste?

Nos vários encontros, expressámos a nossa solidariedade com a luta do povo Venezuelano pela defesa da sua soberania e contra as ingerências e agressões externas de que é alvo.

No plano institucional, destacaria o encontro com o presidente Nicolas Maduro, no dia anterior às eleições, no Palácio de Miraflores, e as reuniões com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, que expressaram o reconhecimento pela presença dos acompanhantes internacionais. Ainda no plano institucional, realizámos um encontro com a primeira vice-presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Tania Rodriguez, e creio que é justo destacar, ainda antes da chegada à Venezuela, o apoio e cuidado dos embaixadores da Venezuela em Portugal, e também no México (onde fizemos escala).

No plano partidário, contactámos forças revolucionárias e progressistas venezuelanas. Foi o caso dos encontros realizados – antes e depois das eleições – com Carolus Wimmer, responsável pelas relações internacionais do Partido Comunista da Venezuela, bem como dos encontros com dirigentes do PSUV, nomeadamente Jorge Rodriguez, do comando de campanha «Darío Vivas» e candidato às eleições.

Na segunda-feira após as eleições, participámos na conferência Diálogo entre Civilizações, onde estavam Jorge Arreaza, Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai) e Rafael Correa (Equador), com quem reunimos posteriormente para abordar a situação no Equador e as perspectivas para as próximas eleições, em 2021.

Que balanço fazes do processo eleitoral?

As eleições decorreram normalmente, ainda que num contexto de bloqueio económico e financeiro dos EUA e no quadro da epidemia, que naturalmente cria limitações. Podemos afirmar que as condições para o povo venezuelano se poder expressar livremente estavam garantidas. Isso foi visível nos vários postos eleitorais que visitámos em Caracas, Caraballeda e La Guaira.

Nas várias mesas havia representantes de diferentes forças políticas que também nos foram garantindo que estava tudo a decorrer de forma organizada e democrática. Em alguns postos havia filas e as pessoas falavam connosco, agradecendo a nossa presença e sublinhando a sua importância, nestas eleições. Foram vários os que se nos dirigiram para ligar a realização das eleições à defesa da soberania e independência da Venezuela.

Que consequências terão estes resultados eleitorais no futuro imediato da Venezuela?

Com estes resultados, há uma maioria de deputados na Assembleia Nacional favorável ao processo bolivariano, e isso poderá garantir maior estabilidade. Esta maioria permitirá ao governo desenvolver políticas económicas e sociais, necessárias para fazer face a vários problemas, muitos deles decorrentes das sanções e do bloqueio. E o que acho notável é que apesar de reais dificuldades, continua a haver avanços sociais, como por exemplo o transporte público, que passou a ser gratuito, ou a continuada política de garantia do direito à habitação – ainda recentemente, foram entregues mais habitações, perfazendo já no total três milhões e 300 mil.

Apesar da recusa em enviar observadores, a UE poderá reconhecer os resultados eleitorais?

Logo na segunda-feira, o denominado Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Joseph Borrel, anunciou que a UE não reconhece os resultados desta eleição. A declaração não é surpreendente, uma vez que a recusa em aceitar participar com observadores já previa uma posição destas, a estratégia era essa. O desrespeito pela soberania deste país chegou ao ponto de a UE tentar impor o adiamento das eleições, ou seja, que o governo da Venezuela desrespeitasse a Constituição que jurou cumprir. Também não surpreende a posição do Governo português que, ao pedir a repetição das eleições, confirma a sua inaceitável submissão à cartilha dos EUA e da UE. Posição que, é importante sublinhar, contraria os interesses da comunidade portuguesa na Venezuela.

Com a eleição de uma nova Administração nos EUA, há na Venezuela alguma expectativa de melhoria das relações entre os governos venezuelano e norte-americano?

Não sentimos que os venezuelanos acreditem que a política externa dos EUA vá mudar relativamente ao seu país. Mas o fim do bloqueio e das sanções reafirma-se como uma exigência fundamental, de modo a facilitar o progresso social dos venezuelanos e da comunidade portuguesa.

Daquilo que é conhecido até agora, creio que, infelizmente, o sentimento dos venezuelanos está correcto. A alteração da posição dos EUA, da UE e do Governo português vai depender essencialmente de dois aspectos: a capacidade de resistência daquele povo – e estas eleições foram uma grande prova de resistência – e a nossa solidariedade, que tem de continuar e intensificar-se.

segunda-feira, setembro 23, 2019

De Maio a Setembro, na Madeira

Conhecidos os resultados mas eleições na Madeira, fomos confrontá-los com trabalhos feito após as "europeias" de Maio, a que chamámos "Sondagem nas urnas", e completámos o quadro então feito, com uma estimativa para a votação no JPP em que considerámos a votação anterior com uma margem de segurança a partir a sua votação nessas eleições:
 Deu o seguinte;
Entre essas "sondagens" - de Maio - e esta votação, observamos o seguinte:
  • uma bi-polarização evidente neste curto espaço de tempo (e em eleições bem diferentes);
  • o PSD manteria os 21 deputados que teria nas eleições de Maio, perdendo a maioria absoluta;
  • o PS aumentou 4 ou 5 deputados aos que conseguiria com as votações de Maio, à custa de 3 ou 2 deputados do BE  e de manutenção ou perda de 2 deputados do JPP, e de 1 deputado do CDS;
  • a CDU - entre Maio e Setembro - manteria o seu deputado, embora das eleições regionais tenha tido 2 e a poucos votos de 3, 

terça-feira, setembro 10, 2019

absurdos semióticos


  1. dizem umas certas leituras das estatísticas que tem sido um partido chamado Partido Social-Democrata (PSD) a impedir a maioria absoluta do PS... que é partido social-democrata!
  2. quando parecia estarem de "contas certas" vem um Bloco de Esquerda" baralhar tudo e dizer que também é social-democrata, isto é, ele é tudo que dê votos...
  3. e quantos votos de eleitores do partido da foice e martelo se têm desviado ou perdido, desde 1975 (há 44 anos e dezenas de actos eleitorais!), por ter sido colocado a cruzinha onde está uma "coisa" que usa a foice e o martelo como símbolo?


                             e
















segunda-feira, maio 28, 2018

Ainda (e por quanto tempo?...) a Venezuela!

Para: Federica Mogherini - Alta Representante de la Unión Europea para Asuntos Exteriores y Política de Seguridad/Vicepresidente de la Comisión 
       Extracto: “Grandes obstáculos a la participación de los partidos políticos de oposición y sus líderes, una composición desequilibrada del Consejo Nacional Electoral, condiciones electorales sesgadas, numerosas irregularidades reportadas durante el Día de la Elección, incluida la compra de votos, obstaculizaron unas elecciones justas y equitativas”. 

Estimada, Sra. Mogherini, 
Yo formé parte del casi centenar de Observadores de las Elecciones Venezolanas del 20 de mayo. Nos reunimos con representantes de alto rango de todos los candidatos y les hicimos planteamientos directamente. Nos reunimos con el presidente y dos vicepresidentes del Tribunal Supremos de Justicia. 
Examinamos el sistema electoral en detalle y, el día de las elecciones, observamos los procedimientos de votación en todo el país. Notamos, en particular, no solo la sofisticación del sistema de votación que, en nuestra opinión colectiva, es a prueba de fraude, sino también que cada etapa, desde la votación misma hasta la compilación de declaraciones, su verificación y presentación electrónica se realizó en la presencia de representantes de las partes contendientes. 
En cuanto a "informar irregularidades", estaríamos interesados en escuchar ejemplos, ya que el sistema de informes es excepcionalmente riguroso y libre de falsificaciones. Dudamos de que tenga alguna evidencia que respalde el reclamo de la UE de “numerosas irregularidades reportadas”. 
Fuimos unánimes al concluir que las elecciones se llevaron a cabo de manera justa, que las condiciones electorales no fueron sesgadas, que las genuinas irregularidades fueron excepcionalmente pocas y de naturaleza muy leve. No hubo compra de votos porque no hay forma de que se pueda comprar un voto. El procedimiento en sí mismo excluye cualquier posibilidad de que alguien sepa cómo un votante emitió su voto; y es imposible, como lo verificamos, que una persona vote más de una vez o que alguien vote en nombre de otra persona. 
En resumen, las afirmaciones en su comunicado de prensa son invenciones del tipo más vergonzoso, basadas en rumores y no en evidencias e indignas de la UE. No ha pasado inadvertido que la UE fue invitada a enviar observadores a las elecciones y se negó a hacerlo. Ninguna de las críticas en su comunicado de prensa de la UE, se basa, por lo tanto, en la observación directa de la UE en el terreno. 

Estaría encantado de discutir esto más a fondo con usted y ponerle a usted o a sus colegas en contacto con otros observadores, entre los que se encontraban políticos de alto rango, académicos, funcionarios electorales, periodistas y funcionarios públicos de diferentes naciones, incluyendo: España, Reino Unido, Irlanda del Norte, Alemania, Brasil, Argentina, Uruguay, Paraguay, Chile, Honduras, Italia, varios países del Caribe, Sudáfrica, Túnez, China, Rusia y los Estados Unidos. 
Atentamente, Jeremy Fox 
Escritor/ Periodista- RU -- 

Este email foi enviado para sergio_f_ribeiro@sapo.pt pela acr.secretaria@conquistasdarevolucao.pt

quinta-feira, março 29, 2018

Eleições de que não se fala... ou de que se fala noutra "língua"-3


de Granma:

As mulheres no Parlamento...
(de Cuba!)

Enquanto a presença de mulheres nos orgãos deliberativo de muitos países diminuiu, o Parlamento cubano, com 53,22%, ocupa o segundo lugar no mundo no que respeita a participação feminina.

Quando, em 1993, Fidel analisava a composição da Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP) e a participação de um número crescente de diplomas universitários, de negros e de mestiços e de mulheres... tirava a conclusão de que esse facto testemunhava "o avanço gigantesco do nosso povo no decurso da Revolução" e representava também "a maneira como a desigualdade e a discriminação tinham desaparecido no nosso país".
Desde então, cada um desses sectores viu aumentar o números de lugares no Parlamento, não com o simples fim de respeitar quotas de representação, mas resultado do valor e da formação dos candidatos que, com as suas características, foram eleitos pelo povo.
Nos 605 deputados eleitos a 11 de Março 53,22% são mulheres, o que faz do Parlamento cubano o segundo do mundo tendo a maior participação feminina, só ultrapassada pelo Ruanda com 61,3%.
Em contrapartida, o panorama internacional não é tão encorajante, se se considerarem os dados recentemente publicados pela União interparlamentar (UIP), organismo que agrupa os orgãos legislativos de 178 países. Segundo as suas estatísticas, a participação das mulheres estagnou entre 2016 e 2017, apenas aumentando 0,1%.
É certo que no ano passado, os lugares ocupados pelas mulheres a nível mundial atingiram 23,4% enquanto tiveram uma taxa de participação record, além de terem obtido mais lugares que nos períodos precedentes, com 27,1%. Mas o saldo entre entradas e saídas de mulheres não foi positivo e impediu que haja mais mulheres parlamentares em exercício de longo prazo.
O continente americano, por exemplo, registou um aumento de 0,3% da representação parlamentar feminina em 2017, se bem que as mulheres ocupem 28,4% dos lugares. A Argentina (38,1%), o Ecuador (38%) e o Chile (22,6%) apresentam os melhores indicadores. Há que assinalar que desde 2013, o Parlamento cubano, na sua 8ª legislatura, cujo mandato termina em Abril, teve uma representação feminina de 48,86%.
Actualmente, a caminhada emancipadora da mulher cubana, além de a ter tornado maioritária na Assembleia nacional, tem ainda contas a regular em termos de equidade e de autonomia, e há ainda que acabar com velhos preconceitos.
Mas ninguém pode pôr em dúvida esta certeza de Fidel que "ao longo destes anos difíceis, não houve qualquer tarefa económica, social e política, não houve sucesso científico, cultural e desportivo, não houve contribuição para a defesa do nosso povo e da soberania da nossa Pátria que não tivesse contado com a presença invariavelmente entusiasta e patriótica da mulher cubana".
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 SUR LES 322 FEMMES DÉPUTÉS


55,59 % sont des déléguées de base
87,5 % ont un niveau d’études supérieures
13, 66 % sont âgées entre 18 et 35 ans. La moyenne d’âge des femmes députés, de même que celle de l’ensemble du Parlement, est de 49 ans, alors que la plus jeune d’entre elles a 19 ans
24,5 % (79) appartiennent aux organes du Pouvoir populaire : 37 sont présidentes d’un Conseil populaire, c’est-à-dire qu’elles sont en relation directe avec le peuple
51,8 % sont des Noires et des métisses
6,8 % sont dirigeantes d’une organisation de masse et 5,2 % d’une organisation politique
15,8 % ont un emploi dans la production et les services
3,10 % appartiennent au secteur paysan et coopératif
17,7 % travaillent dans les secteurs de la santé et de l’éducation.
3,72 % se consacrent à la recherche.


Eleições de que não se fala... ou de que se fala noutra "língua"-2


Para quem goste de números, com a cautela de não tornar a democracia numa estatística...


segunda-feira, março 19, 2018

Eleições de que não se fala... ou de que se fala noutra "língua"


Comisión Electoral Nacional certifica resultado finales de las elecciones del 11 de marzo (+ Listado de diputados y votación)
19 marzo 2018  

El 85,65 % del total de electores –7 399 891– ejerció su derecho al voto, informó la Comisión Electoral Nacional (CEN), como parte de sus resultados finales y luego de la compatibilización de los datos con el Registro de Electores.

Tal y como había afirmado en conferencia de prensa Alina Balseiro Gutiérrez, presidenta de la CEN, los 605 candidatos a diputados a la Asamblea Nacional del Poder Popular resultaron electos, pues alcanzaron más de la mitad de los votos válidos emitidos de acuerdo con los términos regulados por la Ley; hecho validado por la Comisión en cada uno de los territorios.
Terminada la elección e informados los resultados preliminares, la CEN dio continuidad al trabajo para la conclusión de las informaciones generadas el propio día de las elecciones, que incluyó la citada compatibilización.
Ese proceso permitió evitar las repeticiones en el Registro de Electores, a partir de las inclusiones realizadas en cada colegio, en especial en cuanto a las inscripciones excepcionales de electores que se encontraban en la lista de su lugar de residencia permanente, pero ejercieron el derecho al voto en un colegio diferente al que les correspondía.
También se excluyeron las personas fallecidas después de la actualización, impresión y entrega de las listas de electores, por el Registro, a las comisiones electorales municipales para el día de las votaciones.
La mencionada compatibilización, una vez revisada la posible duplicidad de 336 215 inclusiones excepcionales, permitió concluir con una lista actualizada de 8 639 989.
El 94,42 % de las boletas depositadas en las urnas se declararon válidas, al reunir los requisitos establecidos por la Ley, cifra superior a la registrada en la primera etapa de este proceso, donde se eligieron los delegados a las asambleas municipales del Poder Popular, y también a la obtenida en las elecciones del 2013.
La CEN destacó el trabajo de las autoridades electorales a todos los niveles, la decisiva colaboración de los factores en los territorios y, especialmente, la participación del pueblo, muestra palpable del reconocimiento al Sistema Electoral Cubano, que permite la elección transparente de quienes por un periodo de cinco años dirigirán la nación.
(Tomado de Granma)
(...)

sexta-feira, março 22, 2013

... e agora?...

Bem..., agora só falta o Tribunal Constitucional!
Se chegar a tempo.
E espera-se que sim. Para "ajudar" ao depois. Ao depois do adeus.
A quê?... Tem de ser a ESTA POLÍTICA!