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sexta-feira, setembro 02, 2022

Que dizer deste título de... reportagem?

 ... no Público

O rebanho saiu em Junho, a Festa do Avante! começa esta sexta-feira

!!!



terça-feira, novembro 23, 2021

Estes... lá dizer, disseram...

No Público de ontem: 

América Latina

Venezuela. Missão eleitoral da UE aponta melhoria de condições para a votação, mas ainda há deficiências estruturais

Eurodeputada portuguesa Isabel Santos afirmou que o alcance da missão permitiu “ter uma visão completa do processo eleitoral” e que as as eleições regionais e municipais foram “um teste crucial para o regresso da maioria dos partidos da oposição”.

Lusa

23 de Novembro de 2021, 23:02








Chefe da MOE-UE, a eurodeputada portuguesaIsabel Santos Reuters/FAUSTO TORREALBA

A Missão de Observadores Eleitorais da União Europeia (MOE-UE) às eleições regionais e municipais de domingo na Venezuela identificou melhores condições para a votação e um Conselho Nacional Eleitoral (CNE) mais equilibrado, a par da persistência de deficiências estruturais.

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“O alcance desta missão permitiu-nos ter uma visão completa do processo eleitoral. As eleições regionais e municipais foram um teste crucial para o regresso da maioria dos partidos da oposição”, refere o relatório lido durante uma conferência de imprensa em Caracas pela chefe da MOE-UE, a eurodeputada portuguesa Isabel Santos.


... mas em surdina 

... e meteram "a viola no saco"!


quarta-feira, março 24, 2021

para aula prática

 24.03.2021

 

Nas leituras matinais, (...) ao ler o editorial do director do Público tive uma reacção inhabitual.

 

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Reacção inhabitual relativamente às que me provoca o sr. director, com o pessoal gravame de tal indivíduo alimentar a minha permanente dúvida sobre a importância que tenho (ou que me dou), por nunca dar guarida e resposta (isto é, publicação) a cartas minhas.  

 

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Pois o sr. Manuel  Carvalho editorialou um bom texto de qualidade, coloca bem o dedo numa ferida de fundo da formação social em que vivemos, fruto da correlação de forças sociais.

 

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Não o subscreveria na totalidade, até porque não conseguiu fugir à sua intervençãozinha (que pretende sempre escamotear, ou que não notória seja) no jogo político batoteiro que caracteriza o tempo em que estamos (e alguns somos).

 

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Referir as “investidas” do Bloco e do PSD no plano parlamentar revela a tendência para a redução da vida cívico-política a esse plano, rejeitando como inexistentes ou irrelevantes as outras em que as investidas (!) do PCP são preponderantes.

 

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Mereceria o “caso das barragens” outro relevo que o que é dado no documento da reunião do CC do PCP de 22 de Marco – “Beneficiando de importantes apoios públicos – ao contrário do que acontece com milhares de MPME – e da perspectiva de novas transferências a partir dos recursos disponibilizados no âmbito da UE, os grupos económicos têm da parte do Governo PS a cobertura e o financiamento para decisões contrárias aos interesses nacionais. São disso exemplo: (…) a venda de seis barragens pela EDP; ou os escandalosos benefícios fiscais aos grandes grupos económicos.?

 

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Tê-lo-á decerto, mas não no quadro do superficial, espumoso, “jogo político”.

 

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Tirando esse pecadilho (quem os não tem?), o texto de MC

serviria para uma aula prática de um curso do marxismo, exemplificando como, nos fundamentos desta leitura do caminho da sociedade  –  ou seja, no Manual do Partido Comunista -, antes do que, após o mergulho nas características do funcionamento do capital como relação de produção, se acrescentou:

“... o moderno poder do Estado é apenas uma comissão que administra os negócios comunitários de toda a classe burguesa...”.

 

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De onde se partiria para o desenvolvimento, com léxico mais actual para a questão do poder político subordinado (por ausências, omissões e actos) ao poder económico dominante.

 

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Lamenta-se que, em termos de contributos para a informação que ajude à tomada de consciência dos cidadãos, tão raros sejam as denúncias de erupções epidé(r)micas de um tecido (social) de que se escondem as incuráveis úlceras.

terça-feira, fevereiro 16, 2021

Pachorra?

Tinha decidido nada tornar público sobre este episódio sórdido Marcelino da Mata, para não gastar cera com tão ruim defunto, mas o excelente texto de Manuel Loff obrigou-me à transcrição. Excelente o texto, só que não concordo (embora compreenda muito bem o desabafo) com o final. Não há pachorra? Temos de ter pachorra, toda a pachorra e mais do que pachorra! 

Uma história oficial da democracia portuguesa?

Manuel Loff

16 de Fevereiro de 2021, Público

Nas páginas deste jornal, João Miguel Tavares (J.M.T.) lamentou que “a maior parte dos portugueses não faça a menor ideia de quem foi Marcelino da Mata” que morreu há dias, aos 80 anos. Afinal, ele era, diz J.M.T., o “militar mais condecorado do Exército português”, por feitos cometidos durante a Guerra Colonial (e só) que Vasco Lourenço, que o conheceu bem, assegura terem sido “crimes de guerra” (PÚBLICO, 19.7.2018). J.M.T. limita-se a dizer que “é muito possível que tais crimes tenham acontecido. Não sei com exatidão quais foram, mas em bom rigor também não tenho forma de saber”. É natural: como nunca foi julgado nenhum dos responsáveis pelos massacres de Batepá (1953), Pidjiguiti (1959), Mueda (1960), Luanda (1961) e Norte de Angola (os contramassacres de 1961), Wiryamu e mais quatro aldeias (1972), só para citar os mais conhecidos, seria surpreendente conhecer em detalhe, pelo contrário, o que fez Marcelino da Mata. O que a J.M.T. interessa dizer é que “o seu perfil é triplamente incómodo para aquilo que se impôs como a narrativa oficial do Estado Novo, da guerra colonial, da descolonização ou das conquistas de Abril” por ter sido “um negro que lutou ao lado dos portugueses na guerra colonial; um herói do Estado Novo; um militar barbaramente espancado por militares de extrema-esquerda ligados ao MRPP, em Lisboa, já em plena democracia. É um triplo desconforto, triplamente silenciado.”

Há de tudo neste arrazoado. Nem vou perder tempo com o último argumento; linhas abaixo, os “militares de extrema-esquerda” passaram a ser a “revolução” como um todo ("uma revolução libertadora tortura[va] tão barbaramente quanto uma ditadura"), que é como quem diz que qualquer espancamento que ocorra hoje em Portugal é responsabilidade da democracia. O que é inaceitável é esta insinuação manipuladora que uma pretensa narrativa oficial da democracia silencia a guerra e o colonialismo! Como se fosse incómodo saber que “um guineense preferi[u] Portugal ao PAIGC”, que colonizados lutaram do lado do colonizador contra quem lutava contra o colonialismo. Onde está a novidade? Não foi o goês Casimiro Monteiro um dos assassinos de Humberto Delgado em 1965? Também ele “preferiu Portugal” à democracia.

Se a preocupação de J.M.T. é o reconhecimento do valor dos combatentes africanos na tropa colonial portuguesa, que lugar acha ele que devem ter na memória da democracia os Flechas organizados pela PIDE, sob a direção do inspetor Óscar Cardoso? Falemos das operações em que se envolveram! Em 1992, quando Cavaco, por proposta do Supremo Tribunal Militar, louvou Cardoso por “por serviços excecionais e relevantes”, Francisco Sousa Tavares descreveu-o como “um insulto feito a Portugal e a cada um de nós. E eu devolvo-o [a] essa trupe de generais e de almirantes” (DN, 14.11.1992). Falemos de história oficial, a escrita por Cavaco! Já lançado, porque não propõe J.M.T. à França, à Holanda, à Bélgica, à Rússia, à Polónia, à Ucrânia, à Croácia, à Lituânia que homenageiem (nestes três últimos casos, é verdade, já o fazem...) os voluntários (salvo os que foram à força) das Waffen-SS e da Wehrmacht que, durante a II Guerra Mundial, lutaram ao lado dos nazis contra os seus próprios compatriotas, muitos deles envolvidos nas operações de extermínio de judeus, ciganos, comunistas, resistentes?

Não faço ideia quanto a J.M.T. lhe toca sinceramente o caso de Marcelino da Mata. Percebe-se é que as vítimas dele nada lhe dizem. Na realidade, há um só objetivo em tudo isto: insinuar que a democracia portuguesa inventou uma história e a tornou oficial. O homem que Marcelo nomeou para o oficialíssimo cargo de presidir às cerimónias do Dia de Portugal (2019), um dos opinadores profissionais que mais espaço tem para se ouvir a si próprio, há muito que faz este número do outsider incómodo, debitando a mesma cartilha bolsonarista da ditadura cultural da esquerda que silencia a verdadeira memória do passado.

Também aqui, novidade zero: é o que desde 1945 fazem as direitas extremas ao falarem de uma história dos vencedores da II Guerra Mundial, como se em Nuremberga os Aliados tivessem inventado os crimes contra a Humanidade praticados pelos nazis, como se Auschwitz fosse uma invenção dos sobreviventes dos campos, como se o fascismo fosse uma invenção dos antifascistas e os anticolonialistas tivessem inventado o colonialismo. Já não há pachorra!


sexta-feira, janeiro 15, 2021

Inocentes? Não!... indecentes!


 




O Público resolveu, na sua cobertura das presidenciais 2021, fazer uma secção Sete temas, Sete candidatos. Nenhuma objecção, antes pelo contrário. No entanto, bem mais que objecção!, há abjecção face ao critério de "arrumação" dos candidatos. 
Na paginação, poderia ter sido escolhida a ordem alfabética, separar o recandidato (em funções) dos outros, qualquer outro critério... Mas a escolha, o critério, foi, escandalosamente, o de adoptar pressupostos que  agridem a deontologia! 
Sub-liminarmente, no bem aprendido em técnicas de marketing, fez-se i) uma separação que pressupõe a hipótese de uma 2ª volta, e colocaram-se num outro plano (e página) Marcelo e Ana Gomes; ii) colocaram-se os "outros" por uma ordem que obedece aos resultados de umas sondagens. 
Técnicas de manipulação da informação que em nada são inocentes, mas que são indecentes!
  


domingo, novembro 08, 2020

segunda-feira, outubro 05, 2020

Comenta dor: É a isto que se chama democracia?!

 Por vezes, o caricato director do Público excede-se. Ontem, tropeçou em si mesmo. Na costumeira promoção do Bloco de Esquerda, de que é um dos muitos paladinos, começou logo por afirmar, peremptório, que “O Bloco de Esquerda está a um pequeno passo de vencer as negociações em torno do Orçamento de 2021”. E destila, duro e fero, o seu veneno sobre o inimigo de predilecção: “Com o PCP de regresso às sua muralhas de aço que o colocam mais perto dos delírios soviéticos do que das democracias europeias” como, abusiva e delirantemente, interpreta ter sido assinalado no editorial do dia anterior, que não foi de sua autoria. Depois, enumera o que o seu protegido teria conseguido: um rol de travões e exigências de um caminho que teria levado o BE ao “pequeno passo” de ser o "Grande (e vitorioso) Negociador". Só que, como qualquer analista ou comentador com o mínimo seriedade descobre é que, em muitos casos, o BE vai atrás, ou até copia ou transcreve, o que PCP reivindica, quer em negociações em gabinetes e hemiciclo, quer à frente/com as gentes, as pessoas, os trabalhadores, nas ruas e nos locais de trabalho. Mas adiante... porque a prosa de manuel.carvalho@público.pt não justifica mais comentário. O que já o justificará é o seu “grand finale”. Escreveu ele: “Chama-se a isto democracia.” Assim. Ponto final... sem ponto de exclamação ou de interrogação. 

É caso para perguntar, lembrando a sua tirada inicial, inclemente e definitiva, sobre o PCP e o seu afastamento das democracias europeias: 

É a isto que se chama democracia?




terça-feira, junho 09, 2020

A saída de Centeno...

 do Público:

COMENTÁRIO

O último dia de Mário Centeno

Um ministro das Finanças popular já de si é uma raridade. Um Governo a fazer uma remodelação pouco mais de seis meses depois de tomar posse, prescindindo do seu ministro mais popular, também não é comum. A saída de Mário Centeno ficará para a história pela sua originalidade.

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... para onde?

sábado, maio 02, 2020

No dia seguinte ao 1º de Maio


02.05.2020

Anoto, e sublinho – e tentarei divulgar –, a minha satisfação pela forma como a CGTP assinalou o 1º de Maio.

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Foi inteligente, foi mobilizadora, foi firme, foi (e teve classe!).

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Gostei de ver, no Público:

Era na página 20, mas pouco tempo poderia durar a satisfação… porque, na mesma página, o contraditório director tem um editorial inqualificável – e escrevo inqualificável não por estar em desacordo com ele, mas pelo tom auto-suficiente, sobranceiro, ofensivo e ao mesmo tempo vazio pois as palavras juntam ideias e frases feitas, usam ironia postiça, falsifica posições e afirmações.

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O título é elucidativo





Dá vontade de dizer que arcaica é a tia dele…para não meter a mãezinha (coitada da senhora!) na conversa, porque não vale a pena argumentar perguntando onde é que alguém, da CGTP ou da classe de todos os trabalhadores, sugeriu que não é a catástrofe sanitária a origem dos problemas, ou que esta está n’“o dolo de um patronato facínora que esfrega as mãos com a oportunidade”?

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É falso que há “um aproveitamento que alguns fazem do virus para acentuar a exploração”?

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Aquele alguns dito pela Isabel Camarinha não é confirmado pelo que o próprio director do Público reconhece quando escreve que “houve abusos inaceitáveis e aproveitamentos que justificam o duro braço da lei”... alguns  abusaram , alguns estão a fazer aproveitamentos  inaceitáveis!

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E enquanto o “duro braço da lei” demora a mexer-se, ou está paralítico, ou é travado, ou paralisado como tão bem se sabe fazer… as vítimas que aguentem, que se resignem, que lamentam ou peçam milagres para atenuar a “catástrofe sanitária”?

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Não!, a CGTP soube dizer o não, firme e adequado, assim o soubessem mais, incluindo os que vêm … arcaísmos no comportamento dos outros por se lhes terem partido os espelhos!