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terça-feira, fevereiro 01, 2022

As eleições... peço (e tomo!) a palavra

retirado do quase-diário: 

Com tanto bicho careta a comentar as eleições, antes, durante e depois, também me está a dar vontade de fazer alguns comentários.

Um sobre a “golpaça” que elas foram, outro sobre as sondagens.

No PCP viu-se tudo, desde o início… e disse-o: o 1º ministro levou o PCP ao desespero de votar contra o OE (que outra coisa não podia fazer!) para se ver livre dos incómodos “apoios” de que precisava e tentar a maioria absoluta. E disse-o, sem eco porque a mordaça funciona no que respeita à massificação da informação.

Se alguém quiser ler o fundamento das posições – o que se disse antes e para campanha -, e se a leitura for mais fundo e mais atrás, verá com toda a clareza, que a posição do PCP era a de quem sabia os riscos enormes de umas indesejáveis eleições naquele momento, e a que se via obrigado. Foi para a luta para “minorar os estragos”. Com uma evidente - e capciosamente, para não dizer hipocritamente - aproveitada intenção de "não fechar portas".

Em contrapartida, o PS jogava (poucas vezes foi tão bem aplicado o verbo em política) a carta da maioria absoluta, com a escapatória, se nem tudo corresse bem, de poder apoiar-se a torto e a direito, conforme conveniente, tendo, do seu lado direito, partidos partidos ou sem real peso político em comportamento democrático, com uma aVenturesma a partir a loiça e a baixela, e do seu lado torto um desastrado (desgeringonçado...) Bloco, a ser manso quando deveria ser firme, a ser bruto quando deveria ser cauteloso… isto ainda com a reserva na manga, e muito ao jeito do PdaR, de um visível (ou invisível...) bloco central.

Foi quase um trimestre, no meio da pandemia a crescer em número de infectados, e com o Natalinho pelo meio, num a ver se te avias.

A tecla muito bem (es)premida dos culpados da crise, de dedo apontado, samarra para o Alentejo e muita força do lado de lá do Tejo, com a não sarada ferida  de Almada a ajudar.

Depois, o corridinho das sondagens a serem aproveitadas “à maneira”.

E este é o segundo tema… não me retenho no aspecto técnico do que se baseia em amostras a terem de ser muito bem escolhidas num universo heterogéneo e de variáveis mutantes, mas no que ou para o que serviram.

Não vou por aí, por esse lado, vou pelo outro lado: as sondagens de previsão não fazem os resultados mas os resultados são feitos pelo aproveitamento que se faz das sondagens.

Foi de mestre (o que está longe de ser elogio) a manipulação da falsa dúvida sobre quem iria ganhar, numa quase (quase?!...) absurda falsificação de uma primeiro-ministração bipolarizada do que era para eleger deputados, circulo a circulo.

Poder-se-ia ter feito melhor?, de certo que sim!, mas o mal maior vem de muito de trás, da indigência de cidadania e da pobreza conceptual de quem deveria estar preparado para a combater com as armas que não tem, e – bem pior – parece que se tem zanga a quem as procura ter.

Uma coisa é certa, e comprovada: isto só lá vai com as massas!

Não é com eleições como estas!

 

segunda-feira, janeiro 17, 2022

Publicidade enganosa e anti-democrática

(se não é redundante) 

de SEARAdeLETRAS:

(Soares Novais)

Sinais de Fogo

 PUBLICIDADE ENGANOSA

 








Rio e Costanão são candidatos a primeiro-ministro

 Rio e Costanão são candidatos a primeiro-ministro

 

Não vi o debate entre o dr. Costa e o dr. Rio. Bastou-me a publicidade enganosa, que durante toda a quinta-feira foi espalhada pelas rádios e pelos canais televisivos, para ficar cheiinho de náuseas.

Não gosto de publicidade enganosa. Logo não gosto que me digam que o dr. Costa e o dr. Rio são candidatos a primeiro-ministro. As eleições de 30 de Janeiro destinam-se a eleger deputados. Não primeiros-ministros.

A malta das rádios, dos jornais e das televisões sabe isso muito bem. Mas gostam de vender tal mentira como verdade. Eles gostam de ter os patrões de ocasião do PS e do PSD na residência oficial do primeiro-ministro.

Por vezes o tiro sai-lhes pela culatra. Como aconteceu com o pobre do dr. Passos que, em 2015, não voltou a sentar o rabinho no gabinete de S. Bento – para desespero do agora aposentado dr. Cavaco.

Também não gosto que a malta da imprensa privelegie os patrões do “Rato” e da “São Caetano” em relação aos outros candidatos a deputados. Dar-lhes o triplo de tempo é uma sacanice de todo o tamanho -uma sacanice de lesa democracia.

Por estas e por outras não vi a conversita entre o dr. Costa e o dr. Rio. Nem os comentários dos chamados comentadores, que as rádios e tevês recrutam entre os rosas e os laranjas.

Como sempre faço, refugiei-me no Canal 2. Vi “Lei e Corrupção”, série britânica que revela os meandros da máfia policial. E conclui que alguns dos patrões que passaram pelo “Rato” e pela “São Caetano” seriam personagens perfeitos para uma série portuguesa...

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Aqui em casa também estivemos a ver

"Lei e Corrupção" na 2,

com espreitadelas ao De(s)bate 

para ver se conferia...

sexta-feira, janeiro 14, 2022

As eleições de 30 de Janeiro são legislativas!

 

Solução terá que estar no Parlamento. 


De repente, depara-se com estas parangonas!
Mas não é para isso que se fazem eleições legislativas?
Esta campanha é uma fraude quando é transformada
(e nisso a comunicação social é grande responsável)
numa putativa escolha do 1º ministro.
Isto é um verdadeiro atentado à democracia!



quarta-feira, janeiro 12, 2022

DESinformação e DESpedagogia DEMOcrática

 Do meu quase-diário:

 (,,,)

Estou preocupado com a intervenção cirúrgica fo Jerónimo – de quem gosto como camarada amigo e amigo camarada – e que espero que corra bem… e que depressa regresse à primeira linha da luta.

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 Entretando, tinha ido ao correio… e só encontrei um folheto de propaganda partidária (do PSD) por onde passei os olhos pelas fotos, onde estão dois de Ourém – em 2º e 13º – e pelo texto, curto… mas com um parágrafo que é bem o exemplo da desinformação e de despedagogia cidadã.

 

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 Com que então, nas eleições legislativas não escolhemos apenas o primeiro ministro!!!

(...)




terça-feira, janeiro 11, 2022

Atenção!

 Malcom X : « Se não desconfiares dos meios de comunicação, eles far-te-ão amar o opressor e detestar o oprimido ».



  

quinta-feira, janeiro 06, 2022

Que campanha "previsível" para a "estabilidade"...

 

 - Nº 2510 (2022/01/6)

Estabilizando

Opinião

Com as eleições legislativas antecipadas no horizonte voltaram à ordem do dia, sem pejo e muito desplante, conceitos que nos últimos anos estiveram, por força das circunstâncias, mais ou menos ausentes do discurso político-mediático. Ouve-se de novo falar em «eleger o primeiro-ministro», nos «dois partidos» de governo, e sobretudo, com uma insistência cada vez maior, em «estabilidade».

Para que não nos falte nada, o Presidente da República, na sua mensagem de Ano Novo, acrescentou à lista a «previsibilidade», que como se sabe é o ingrediente da política que mais agrada ao capital, garantido quando no governo estão o que por cá se chama «partidos do arco da governação».

Depois de em 2015 a realidade ter obrigado a meter na gaveta o anacronismo de se considerar democrática a prática de ignorar que todos os votos contam, deixando claro que nas legislativas se elege deputados e não ministros, eis que a não aprovação do Orçamento do Estado para 2022 foi classificada na categoria de catástrofe a exigir medidas drásticas, como se não houvesse outras soluções a não ser a ida às urnas, de resto brandida por Belém muito a jeito de ameaça. Porque o País precisa de «estabilidade» e «previsibilidade», recorde-se. Devemos ser os únicos.

Não consta que os Países Baixos tenham passado a instáveis e imprevisíveis e que os «baixinhos» tenham perdido estatuto por terem ido antecipadamente a votos e demorado nove, NOVE!, longos meses a formar governo. Isto só para citar um exemplo, que coligações, acordos, arranjos, entendimentos entre diferentes forças políticas, com incidência governativa e/ou parlamentar, é o que não falta por essa Europa fora. Daí que, na hora de escolher, valha a pena perguntar para quem e para quê é a tal estabilidade.

Anabela Fino



terça-feira, janeiro 04, 2022

Mercedes já é banal

Do Expresso, nas condições difíceis (decerto) em que mantém a sua informação e que, por isso, justifica solidariedade: 


... 5. A venda de carros de luxo cresceu em 2021 mais de 50% em relação ao ano anterior. Marcas? De Aston Martin, Bentley, Ferrari, Lamborghini e Maserati foram vendidos 10 por mês…






lá terá, por ventura, o dito cujo
a ter de mudar a marca
 do "espada"à porta 
de um subsídiodependente RSI




 

domingo, janeiro 02, 2022

Imigrantes e "virar a página"



 



O reciclado e omnipresente PdaR, para fim do ano, escolheu o tema da imigração… veio ele falar  de solidariedade, denunciar as condições que levam a essa migração e da necessidade de melhorar as condições deshumanas em que estão a ser acolhidos (e explorados) os imigrantes? Qual quê?… veio referir a "juventude" que os imigrantes trouxeram ao nosso espectro demográfico e sublinhar, explícita e subliminarmente, a contribuição que vieram dar ao “mercado do trabalho”, isto é, a ajuda a diminuir a pressão e a luta dos trabalhadores portugueses por melhores salários e combate à precariedade, com a consequência de tornar o país, ainda mais, dos ricos.

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 Depois, virado o número do ano, entrado em 2022, o PdaR veio falar (muito fala ele…), trazer a mensagem de Ano Novo, e não encontrou melhor que lançar a palavra-chave de “virar a página”, que só pode descodificar-se como mudança de maioria parlamentar e de estratégia governamental; outra não pode ser a leitura de tal frase, como decorre de currículo de quem a adopta e não pode esconder a filiação partidária e de postura no xadrez político; "virar a página” do esforço de recuperação das consequências de uma troika que tem de ser lembrada e não apagada ou "páginas rasgadas e/ou esquecidas", colocar um fim nas estratégias marcadas por uma decisiva importância de forças políticas com a primordial finalidade de melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das populações? 

sexta-feira, dezembro 31, 2021

Campanha eleitoral:

A partir de hoje, que acaba o ano, vou começar a minha campanha eleitoral privada.
Como concidadão, entendo ser indispensável insistir no esclarecimento sobre o direito que temos, 
e como ele é maltratado pela informação massificadora sobre as eleições.
Posso não fazer mais (só se não puder!...), mas nesta mensagem vou insistir até 28 de Janeiro:


a escolha que o cidadão português vai fazer,

no dia 30 de Janeiro de 2022

(quer vote, quer não vote)

NÃO É para 1º ministro

NÃO É, não!, ou Costa ou Rio!

É, sim!, uma eleição de deputados

É a escolha dos concidadãos do seu distrito

que o vão representar na AdaR

que vai decidir muito da sua vida