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segunda-feira, maio 06, 2019

Vale a pena repetir...



 O PCP não tem dúvidas: houve um recuo de PSD e CDS. Para os comunistas, nas horas de vida que tem a atual crise política, PSD e CDS moveram-se sempre por calculismo político e nunca por convicções. “As declarações de Rui Rio e Assunção Cristas confirmam que o PSD e o CDS se moveram não pelo objetivo de dar resposta ao direito de contagem do tempo de serviço dos trabalhadores das carreiras especiais da Administração Pública mas sim por meros critérios de calculismo”, escrevem comunistas num comunicado enviado às redações depois de os dois partidos de direita terem recuado nas posições que assumiram na Comissão de Educação.
O título da própria nota é elucidativo: “Sobre o recuo do PSD e do CDS na consagração do tempo de serviço”. Apesar de tanto Assunção Cristas como Rui Rio terem evitado assumir um volte-face, o PCP não se deixou convencer com os argumentos que os dois líderes apresentaram. “PSD e CDS aprovaram na Comissão Parlamentar um texto que voltaram a defender na sexta-feira. O recuo agora assumido pelo PSD e pelo CDS confirma, como já haviam revelado no debate em comissão, a sua recusa em consagrar a valorização remuneratória devida aos trabalhadores, pode ler-se.
E como há eleições daqui a três semanas, o comunicado dos comunistas não deixa de fora a campanha, onde a estratégia para se demarcar do PS tem sido evidente. “A mudança de posição do PSD e do CDS, mais do que uma cedência ao ultimato do Governo do PS, testemunha a convergência de posições com o PS sempre que é necessário para a manutenção de cortes”. Atirar com o argumento da austeridade para cima do PS, do PSD e do CDS tem sido também parte da estratégia comunista para este ano eleitoral.
As posições assumidas este domingo quer pela líder do CDS, primeiro, quer pelo presidente do PSD, mais tarde, são para o PCP a prova de que houve um recuo que volta a colar os partidos de direita ao PS e traça a linha que separa aqueles que querem travar os cortes daqueles que os querem “manter”. Do primeiro lado da barricada, estão os comunistas, que neste comunicado falam ainda para o seu eleitorado. “O PCP prosseguirá de forma coerente a intervenção e o caminho para a solução que dê resposta a essa e outras aspirações dos trabalhadores e do povo, não se deixando condicionar por pressões”. E repete o argumento que tem vindo a proferir desde a intervenção de António Costa, na sexta-feira: “Não são aceitáveis os ultimatos e pretextos inconsequentes do PS para a demissão do Governo.
Esta é a primeira reação oficial de um partido depois de CDS e PSD terem anunciado que vão voltar atrás em relação às propostas que aprovaram quinta-feira na Comissão de Educação em conjunto com o Bloco de Esquerda e com o PCP.

domingo, maio 05, 2019

Desmentindo pretexto que são mentiras

Transcreve-se de REI DOS LEITTÕES, com agradecimento:


A colossal mentira dos 600 milhões

Uma mentira muitas vezes repetida acaba por ser aceite como verdade. Estou assustado porque quase ninguém a desmente. Registo ESTA exceção.


Contas do governo:

600 milhões / 100 000 professores / 14 meses = 428 euros de aumento mensal, em média, para cada professor.

Desmontemos a mentira com cálculos simples: não chegam a 100 mil os professores na carreira; a diferença média líquida entre escalões não chega aos 100 euros; a parte ilíquida retorna na prática aos cofres do Estado; a parte líquida, transformada em consumo ou em depósitos, também terá uma parcela convertida em impostos; os professores do 1º escalão e do 2º não terão todo o tempo para recuperar; existem milhares de docentes travados no 4º e no 6º escalão;  milhares de professores serão aposentados sem usufruir da recontagem porque o "tempo e o modo" é para "arrastar" por alguns anos...
Sem dados técnicos que nos permitam avaliar o valor destas variáveis atenuantes, que será significativo, não os tenhamos em conta. Tomando como referência a progressão máxima que poderá estar em causa e que só tocará a alguns, a subida de dois escalões, façamos um cálculo, acessível a qualquer leigo:

2 escalões x 100 euros x 14 meses x 100000 professores = 280 milhões

Mas atenção, não foi aprovado "o tempo e o modo", isto é, não se compreende onde é  que a lei quer chegar, não se percebem os tons vitoriosos dos representantes da classe, a birra do governo é uma encenação.

Sabe-se uma coisa e essa não se pode admitir: são mentirosos!

Por isso, Senhor António Costa, da minha parte, pode até substituir o Brandão pela Maria de Lurdes: ACABOU!

quarta-feira, junho 19, 2013

Quem é quem? E quem é que se autoriza a perguntar quem é quem?

Andam por aí uns jovens (de "cartão de cidadão"...) que, francamente, me causam repulsa e preocupam. São os obsoletos liberalões que se maquilharam de liberalíssimos, e se enfarpelam de modernismo intelectualoide
Escrevem "expressamente" e peroram onde são sempre bem-vindos, porque isto de haver esquerda e direita tem de ser remetido para o passado, e há que lançar nuvens de fumo para tapar a evidente luta de classes.
Entre os que mais avultam nessa fauna há um tal Henrique Raposo, em que se tropeça em cada revista ou página de... cultura (talvez com k). Teve, agora, uma resposta que bem merece, ao perguntar, irónica e acintosamente, quem é Mário Nogueira.
Com muito gosto (e gozo) a reproduzo: 


A MODO E A DESTEMPO 
(Com um agradecimento 
ao senhor Henrique Raposo)

Não vou perguntar quem é Henrique Raposo, simplesmente porque não me interessa conhecer quem, à falta de argumentos políticos, se dedica a ataques pessoais. Mas quero esclarecer o senhor Raposo, em primeiro lugar a propósito da pergunta que faz: quem sou eu; depois, sobre uma questão que, para ser compreendida, obriga a perceber o que é a democracia... mas tentar não custa.

Admitindo que não lhe interesse saber onde nasci, a minha filiação, as minhas habilitações académicas, a minha ficha clínica ou o nome do meu gato, limitar-me-ei a esclarecê-lo sobre três coisas:

1) A minha presença na atividade sindical decorre de processos eleitorais legais e democráticos, sendo que o cargo de Secretário-geral da FENPROF é por mim exercido há apenas dois mandatos. Iniciei o terceiro há pouco mais de um mês, na sequência de um Congresso Nacional que elegeu a direção da FENPROF. Dos 650 delegados presentes, 500 foram eleitos nas escolas pelos professores sindicalizados, tendo sido inequívoca a votação que elegeu esta direção.

2) A lei sindical a que a FENPROF e os seus dirigentes se sujeitam não é exclusiva para nós. É a mesma que se aplica a outras organizações respeitáveis como, no caso da Educação, a FNE, ou, num âmbito mais geral, as confederações sindicais CGTP e UGT;

3) A avaliação a que me sujeitei não se me dirige em particular. É a mesma que se aplica a todos os que, não estando na escola por desempenharem cargos fora dela, têm, contudo, de ser avaliados. Chama-se "ponderação curricular" e aplica-se aos dirigentes sindicais, aos deputados, aos membros do governo, aos autarcas, presidentes de câmara ou vereadores a tempo inteiro, e a outros docentes que em âmbitos diversos, exercem atividade fora da escola.

Feita a explicação, perguntar-se-á: pensaria Henrique Raposo que o país tinha uma lei especial para a FENPROF e, em particular, o seu Secretário-geral? Não parecendo ser assim, cabe então perguntar: por que não escolheu outro dirigente sindical, de outra organização, por exemplo, ou um deputado (há muitos que são professores), ou um presidente de câmara, ou um membro do atual governo ou até um dos seus muitos assessores que são professores?

A pergunta é retórica, claro, porque a resposta é óbvia: não lhe interessava. Em primeiro lugar porque, provavelmente, para si, a democracia só tem um lado, o do poder; depois, porque mesmo no que, eventualmente, considerará o lado oculto da democracia, eram a FENPROF e o seu Secretário-geral que pretendia atingir. Saiba o senhor Raposo que, sendo o ataque feito de forma tão pouco inteligente que deixa a nu o propósito, o que procurava ser um insulto acaba por ser deferência. A precisão da escolha significa que a FENPROF está a chegar onde era pretendido, pelo que, desorientados, os que se sentem atingidos deixam de reagir politicamente para desferirem ataques pessoais. São ótimos esses sinais e dão-nos ainda mais força para continuarmos. Fica, por isso, o agradecimento.



Ler mais (quem quiser): http://expresso.sapo.pt/mario-nogueira-responde-a-henrique-raposo=f814731#ixzz2WfsDaWE3

Ora toma!
Tau!, tau!
E hoje não tens sobremesa, ó Raposo!  

terça-feira, junho 18, 2013

Professores, exames, e aquilo que a falta de vergonha leva um mini stro a fazer e a dizer...

Com tanto - mas tanto!... - para dizer, aproveite-se o que nos parece mais importante que fique guardado... por agora:

domingo, junho 09, 2013

09.06.2013, domingo e actualizando (continuação)

09.06.2013 (continuação)
Mais temas há (se há…).
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Pode ser o da greve dos professores e das declarações Cratoinas (na aparência).
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A afirmação de que, neste diferendo entre sindicatos e ministério, os sindicatos estão a fazer reféns os estudantes é de intolerável má-fé…
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… afirmação que tive de ouvir ontem do ministro Crato, em noticiários sucessivos e enquanto “papava” quilómetros.
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Com acompanhamento de outras afirmações igualmente intoleráveis, algumas delas em que o seu passad(i)o esquerdista tinha de vir à baila (ou ao baile).
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Não por virem de quem vêm… mas também por virem de quem vêm.
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Em qualquer negociação, quando uma parte decide avançar com as suas posições sem ter o acordo da outra, é porque se considera com força para o fazer.
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E se a outra parte reage, com a força que estima ter, e decide usá-la, indo até a formas extremas como são a greve, isto é: “assim, não!, assim, não brinco!”, quem é que rompeu, quem é que quebrou negociações com todas as consequências que isso pode implicar?
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Mas há aqui uma evidente má-fé quando a parte que corta a negociação vem, perante terceiros, atirar as culpas da reacção da outra parte para cima desta.
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Traduzindo: se, relativamente aos exames (ou ao que for), os estudantes estão reféns de alguma parte não é da que teria decidido a greve mas da que rompeu a negociação com os representantes dos professores e quis impor a sua vontade.
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E, por isso mesmo, multiplica-se a má-fé quando se usam truques sobre truques e se procura, sobretudo, “informar a opinião pública”, manipulando a comunicação social, e não só se ignoram alternativas que de si dependiam se como minimizam todas as partes interessadas, até as que do seu lado poderiam estar mas que estão do outro.
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Em suma, trata-se de continuar esta estratégia contumaz deste governo (ao serviço de outras estratégias a que obedece) de dividir os portugueses.
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Os trabalhadores e os desempregados, os trabalhadores e os reformados, os jovens e os não-jovens, os trabalhadores da função-pública e os que não são da função-pública, a opinião pública e os professores, os imigrantes e os convidados a emigrar, e por aí fora.
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E ainda se tem o toque de humorismo (involuntário) do primeiro ministro vir sugerir, ou convidar a que os professores reforcem a greve geral, a que certamente não faltarão muitos, em vez de fazerem esta que decidiram... 

domingo, janeiro 27, 2013

A manifestação dos professores - informação complementar


Aqui, pelo anónimosecxxi, verificou-se tardiamenete que a informação deixada sobre a grande manifestação dos professores ficara incompleta e, até, possibilitando eventuais leituras ambíguas.
É que, aqui, foi dito que ".... nem os porcos impediram...", e para quem não tenha estado lá, ou não tenha visto a televisão à noite poderia pensar que se estava a escrever em sentido figurado e que "os porcos" seriam alguns agentes contra-manifestações ou pró-manifestações outras que não aquela que foi (e tão grande foi) que tivessem procurado perturbá-la. 
Não. Aqueles porcos a que aqui se fazia referência eram literalmente porcos, suínos  bácoros, recos. Eram uns pobres animais que vinham (eventualmente) para um matadouro e que tiveram um acidente, espalhando-se às centenas (os muitos que sobreviveram) pela A1, criando um caos no trânsito que, com alguma estranheza, se prolongou até à noite.
Disso fomos testemunhas no nosso regresso a casa, já passava das 21 horas, e vimos a reportagem já em casa, instalados no sofá da televisão, com mais "tempo de antena" que a manifestação dos professores, como hoje de manhã a "primeira" do DN...

sábado, janeiro 26, 2013

Uma grande manifestação dos professores!

Fui a Lisboa por duas razões. Uma muito pessoal e aniversariante. 
Mas a de ter estado, professor reformado, nesta manifestação, teria sido suficiente. Ter-me-ia dado, de novo, a grande satisfação de ter sido mais um. Activamente solidário. Em luta.


... nem os porcos impediram 
que esta fosse uma grande manifestação!
A luta continuaRÁ!

segunda-feira, novembro 12, 2012

sexta-feira, julho 29, 2011

A avaliação dos professores e os cata-ventos


AR: Maioria chumba suspensão
de avaliação de professores
29 de Julho de 2011, 16:04

PSD, CDS-PP e PS chumbaram hoje projetos do PCP e do Bloco de Esquerda para suspensão do modelo em vigor de avaliação de professores (...).

O comentário que gostaria de fazer, sobre o silêncio ensurdecedor (e suspeito) à volta desta votação, está aqui, no rei dos leittões, de que, sendo sintético, retiro esta síntese, à minha responsabilidade:

"(...) Hoje, sobre a votação de diplomas idênticos, em situações idênticas, paira um silêncio suspeito! Idênticas, quer dizer, o governo já não é o mesmo e, pior que isso, já nem há sinais dos tradicionais opinadores. No parlamento foi assim:
- O PCP, igual a si próprio, adaptou às circunstâncias um novo diploma e desmascarou o PSD.
- O BE, como é seu hábito, pegou na iniciativa do PCP e acenou aos media.
- O PS, com sentido histórico, deixou claro que continua a não ir com os professores.
- O CDS, à sua maneira, desenfiou um nim para não desagradar ao noivo.
- O PSD, igual a si mesmo, confirmou que ganhou o jeito de desdizer o que dizia há meses.(...)"