Foi logo da primeiras vistas e visitas: a New York Public Library. E será, decerto, das repetidas.quarta-feira, julho 01, 2009
Reflexões lentas... sem compromisso, sempre comprometidas
Foi logo da primeiras vistas e visitas: a New York Public Library. E será, decerto, das repetidas.terça-feira, junho 30, 2009
Reflexões lentas... sem compromisso, embora comprometidas
Mais reflexões lentas muito comprometidas... mas sem compromisso
segunda-feira, junho 29, 2009
Reflexões lentas... sem compromisso
sexta-feira, junho 26, 2009
Mais reflexões lentas... e sem compromisso
Nos números destas votações (ou ausências de votações) se pode encontrar a forma como largas massas de votantes manifestaram a sua desilusão… por se terem iludido com a fachada representativa da democracia burguesa, com uso e abuso da demagogia e da manipulação, assim descredibilizando a democracia por diminuição até ao zero, ao nada, da vertente participativa.
Em reforço desta interpretação, ela parece particularmente curial se se centrar a análise nos países que do final da guerra até aos anos 80 procuraram vias de socialismo e que, depois de várias quedas (e trambolhões) e da adesão à União Europeia – com o “entusiasmo” da chegada
quinta-feira, junho 25, 2009
Reflexões lentas... e sem compromisso
Em contrapartida, no mesmo momento em que confrontamos os resultados, o outro grande grupo – o Partido Popular Europeu – não tinha tido subida correspondente, o que, se não permite, ainda!, concluir que também a bi-polarização foi penalizada pela política de direita em alternância partidária, que caracterizou o neo-liberalismo, pode ter essa “leitura”, até porque os conservadores britânicos estarão na origem de um grupo fora do PPE, o Grupo Conservador e Reformista, isto é, a direita a não "fazer grupo" com quem tem sido mais responsável pela política de direita!
Em complemento numérico, é significativo que o grupo que mais teria aumentado nestas eleições, tenha sido o dos Verdes que teria passado de 5,6% para 7,2% (1,6 pontos percentuais, isto é, quase 30%). Também neste reforço dos Verdes “europeus” se pode encontrar o voto de protesto – quando expresso – relativamente à política de direita praticada pelos partidos do “centrão”, devendo sublinhar-se a heterogeneidade entre as diferentes componentes nacionais e mesmo dentro destas, e também para o que pode servir esse voto, para canalizar descontentamento e desilusão de quem vota (ou não vota).
quarta-feira, junho 24, 2009
Uma consensualidade forjada
Ao nível da... Europa.Esta “leitura”, para além do menosprezo pelo rigor que os números lhe poderiam emprestar, assenta em pressupostos, de que, neste breve comentário, se intenta denunciar um deles. Por agora.
É ele o de que a social-democracia é de esquerda ou, até, que é a esquerda….
domingo, junho 21, 2009
Num intervalo
sábado, junho 20, 2009
Para informação
A Fundação Maurício Grabois, a Fundação Perseu Abramo, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido dos Trabalhadores (PT) e Rede IPES/Corint, da França, promoverão dias 20 e 21 junho, Seminário Internacional sobre a crise mundial. O evento será em São Paulo. O cientista político e professor da Uerj, Emir Sader, fará uma palestra inicial sobre o tema do seminário, a partir das 9h30.
Dia 20 de junho (sábado)
9h30 - Apresentação da programação: PT, PCdoB, FPA, FMG e Corint.
10h – Crise e alternativas da esquerda, com Emir Sader, cientista político, professor da UERJ.
14h - Diagnóstico da crise internacional: natureza, profundidade e extensão.
Coordenação da mesa: José Reinaldo, secretário de Relações Internacionais do PCdoB.
História e dimensões da crise: financeira, econômica, energética, alimentar, ambiental e estrutural: Jorge Benstein, economista, professor na Universidade de Buenos Aires
A crise e as interpretações marxistas do capitalismo: Sitaram Yeshuri, deputado, secretário de Relações Internacionais do PC da Índia-Marxista (PCI-M).
16h30 – Reações frente à crise: EUA, Europa e instituições internacionais
Coordenação da mesa: Iole Ilíada, diretora da FPA
Tema: A política dos Estados Unidos, Obama — qual mudança?: Luís Fernandes, cientista político, professor da PUC-RJ.
Os impactos da crise na União Européia e a reação dos governos: Sérgio Ribeiro, economista, membro do Partido Comunista Português (PCP).
Os organismos internacionais frente à crise: Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (Brasil).
19h30 - Reações frente à crise: Rússia, Índia, China e África do Sul
Coordenação da mesa: Patrick Theuret, diretor da Corint
A Rússia frente à crise: Gyula Thürmer, cientista político, diretor da Fundação Hungria Neutra, de Budapeste.
A Índia frente à crise: Paulo Vizentini, professor do curso de Relações Internacionais UFRGS – Brasil.
A emergência da China no mundo contemporâneo: Wladimir Pomar, jornalista e escritor (Brasil), e representante do Partido Comunista da China (a confirmar)
A África do Sul e o continente africano frente a crise: Blade Nzimande, secretário Geral do Partido Comunista da África do Sul.
Dia 21 de junho (domingo)
9h – América Latina: lutas populares e governos progressistas frente à crise
Coordenação da mesa: Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT
A crise e a Integração latino-americana: Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Ministério de Relações Exteriores (Brasil).
Mesa-redonda “A reação de governos, partidos de esquerda e movimentos sociais frente à crise”.
Participantes: Marco Aurélio Garcia, vice-presidente do PT (a confirmar), Artur Henrique, presidente da CUT, Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB, representantes do PT e do PCdoB (Brasil) e representantes da Argentina, de Cuba, da Bolívia, do Equador, da Nicarágua, do Paraguai, do Uruguai, da Venezuela e de El Salvador
14h - Crise e alternativas socialistas, com Theotônio dos Santos, economista, professor da UFF
Coordenação da mesa: Adalberto Monteiro, presidente da Fundação Maurício Grabois
Intervenções de Carlos Lupi, presidente (licenciado) do PDT e ministro do Trabalho do Brasil (a confirmar); Roberto Amaral, vice-presidente nacional do PSB; Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT.
Às 17h45 - sessão de encerramento
(Haverá debate com o público após o encerramento de cada tema)
domingo, junho 14, 2009
Com licença...
«PR QUER ACABAR COM FESTA DO AVANTE!
Como estamos lembrados, aqui há tempos a Entidade das Contas e Financiamentos dos Partidos considerou a Festa do Avante! ilegal e enviou o seu parecer para o Tribunal Constitucional (TC).
O TC, sensatamente, não apenas não declarou a Festa ilegal, como considerou correcto o conceito de lucro do PCP e errado o conceito que a Entidade queria impor.
Recentemente, nas alterações à Lei do Financiamento dos Partidos aprovadas pela Assembleia da República, esse critério foi especificamente adoptado - daí o voto favorável do PCP.
Recorde-se, entretanto, a intensa campanha de mistificação posta em andamento nos média do grande capital. A campanha girava em torno de duas questões centrais dessas alterações: o aumento das subvenções do Estado aos partidos e o aumento dos limites para a angariação de fundos por parte dos partidos.
Recorde-se, ainda, que essa campanha de mistificação tinha como alvo preferencial o PCP, de tal forma que lendo os textos produzidos pelos comentadores de serviço, só podia concluir-se que o PCP vivia, e queria viver, à custa das subvenções do Estado - quando, como a verdade mostra, o PCP sempre esteve, e votou, contra o aumento das subvenções do Estado aos partidos.
Enfim a habitual chafurdice em que os média dominantes se sentem como peixes na água.
Agora foi, então, a vez de o Presidente da República dar a sua opinião.
E fê-lo vetando as alterações à Lei aprovada na Assembleia da República.
E entre as razões para o veto invocadas por Cavaco, lá está, uma vez mais o celebérrimo conceito de lucro.
Com efeito, Cavaco veta, entre outras razões, porque, nas alterações, «o limite da angariação de fundos passa a ter por referencial, não as receitas, mas a diferença entre receitas e despesas».Ou seja: para Cavaco, o lucro da Festa do Avante! é a totalidade das receitas da Festa e não a diferença entre as receitas e as despesas.
Abstenção, brancos e nulos

O voto em branco atingiu valores impressionantes nestas eleições. Daria para eleger um deputado! Os eleitores, perante a lista de voto, deliberada e conscientemente, protestaram contra a situação que estão a viver – e também, inconscientemente, contra a informação que têm – e entregaram-na em branco. Quase 165 mil eleitores e de 5% dos votos expressos são um libelo contra a democracia representativa tal como o poder financeiro a utiliza ao seu serviço, e são, também, uma confissão de falta de informação. Informem-SE!
O voto nulo, que também vai crescendo votação a votação, pode ter várias causas. Algumas próximas das da abstenção e do voto nulo, outras derivadas de erros motivados por iliteracia ou falta de informação estritamente politica. A propósito, em ficções de cordel, conto mais uma história de exemplo... que, como toda a ficção, tem uma base real, vivida.
sábado, junho 13, 2009
Pormenores...
Aliás, considero que as contas têm sempre de ser feitas e refeitas. Se da luta viemos ao voto, agora as contas dos votos devem servir para reforçar a luta. E ele há tanto número e pormenor!
A CDU não elegeu 3 deputados por uma diferença de 2287 votos, isto é, 0,064% dos votantes e 0,023% dos inscritos.
Curiosamente (?), foram expressos 43.135 votos numa lista chamada PCTP/MRPP que usa como sigla, inscrita nos boletins de voto, a foice e o martelo. Contra o que, em devido tempo e reiteradamente, o Partido Comunista Português protestou. Sem êxito.
De 2004 para 2009 foram mais 6841 os eleitores que votaram nessa lista e símbolo, muito mais que os 2287 votos que faltaram à coligação PCP-PEV para ter mais um deputado, o seu 3º!

A propósito, convido-vos a ler umas "ficções do cordel", umas ditas histórias de exemplo.
quinta-feira, junho 11, 2009
Talvez masoquismo...

Quer dizer, o 3º da CDU teve, segundo o método de Hondt, 3,43 e o 9º do PSD teve 3,46, pelo que foi o 25º deputado português. Nos dois casos, por 3 centésimas se perdeu um deputado! terça-feira, junho 09, 2009
Com grande satisfação
(da Declaração Programática do PCP para as Eleições Europeias de 2009)
Resultado:
PS, PSD e CDS passaram de 83,0% dos votos em 2004 para 66,7% dos votos em 2009 e de 21 deputados para 17 deputados. Sobretudo o PS, protagonista maior da política de direita na actualidade, perdeu 566 mil votos, 18,8 pontos percentuais e 5 deputados, independentemente de menos dois deputados portugueses pois o 23º seria da CDU e o 24º seria do PSD, pelo que, a não ter havido a redução, haveria 9 deputados do PSD, 7 do PS, 3 do BE, 3 da CDU e 2 do CDS.
Observações:
1. A questão do lugar no leque partidário tem grande impacto psicológico. O 4º lugar da CDU tem de ser encarado com toda a frontalidade. Em nada pode diminuir a satisfação (e a alegria) justificada pelos resultados muito positivos da coligação em todas as outras considerações. O PCP, e as coligações que este anima, já foi 4ª força partidária em vários momentos, desde 1976, ou com o CDS ou o PRD como 3ªs. forças.
2. Analisando as votações no espaço nacional importa sublinhar que, em relação a 2004, a subida da CDU foi de 22,7%, em todos os distritos e regiões autónomas, quando em 2004, em relação a 1999, apenas a R.A. da Madeira crescera. Os 5 distritos (e R.A) de maior crescimento, acima dos 60%, são Viseu (82,9%), Vila Real (75,7%), Guarda (66,4%), Bragança (62,8%) e Açores (62,7%); entre os 5 distritos com menos crescimento, ainda assim relevante – Beja (17,2), Lisboa (12,9%), Évora (12,1%), Portalegre (11,7%) e Setúbal (7,1%) – estão os três distritos em que a CDU tem o 1º lugar (Beja, Évora e Setúbal) o que pode reflectir uma estabilidade de eleitorado CDU.
3. Não se devendo extrapolar resultados eleitorais para eleições diferentes, um mero exercício com estes números levaria a que, em legislativas, a CDU elegeria 23 deputados – 7 em Lisboa, 5 em Setúbal, 3 no Porto, 2 em Beja e 1 em Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Faro e Santarém, enquanto o BE teria menos 5 deputados.
4. Numa Assembleia da República a partir desta votação, haveria 41 deputados (23 CDU e 18 BE) que não seriam deputados dos três partidos identificados como responsáveis pela política de direita desde 1976, o que não tem nada a ver com política de alianças mas as condições concretas em que a luta continua no contexto das decisões programáticas.
segunda-feira, junho 08, 2009
Inesgotável!
Números sem comentários....
Faltando ainda 37 consulados,
CDU: + 70377 votos, + 1,6 pontos percentuais que em 2004
sábado, junho 06, 2009
A reflectir...
todos mortos" não era "americano", mas sim o agora tão oportuno Lord Keynes, subdito de Sua Magestade britânica, e sempre muito citado quando se trata de tentar salvar o capitalismo. sexta-feira, junho 05, 2009
Pelo "trabalho decente"!
- A crise mundial agrava-se...
- ... e arrasta um risco de recessão prolongada no mercado do trabalho...
- ... o que constitui uma ameaça para a estabilidade social.
- Os países tentaram contrariar a crise adoptando medidas radicais para reanimar o sector financeiro e anunciando planos de relançamento orçamental...
- ... mas até agora os planos nõ tiveram os efeitos esperados...
- ... porque o sistema de crédito não foi redinamizado...
- ... os planos de relançamento orçamental não coolocaram suficientemente o acento no trabalho decente e,na falta de coordenação, não conseguiram dar um novo impulso à economia...
- ... soluções individualistas, desvalorizações concorrenciais e deflação salarial são outros tantos riscos para os mercados mundiais...
- ... pouca atenção foi dada à questão do desenvolvimento...
- ... e não se atacaram as causas estruturais da crise.
- Uma medida necessária: a instauração de um pacto mundial para o emprego.
- Políticas mundiais coerentes ao serviço de uma prosperidade e de um desenvolvimento partilhados.
quinta-feira, junho 04, 2009
"propaganda baixa, de manipulação rasteira, de descaro sujo, de desinformação porca"?
terça-feira, junho 02, 2009
Entre a crise e as "europeias"
de Novembro/Dezembro de 2004, e nele descobri um artigo já esquecido que pareceu vir mesmo "a calhar", a começar pelo título - Crise do capitalismo e União Europeia - e li-o com alguma curiosidade e, posso agora dizê-lo, proveito. 
"(...) A tal vai obrigando a democracia representativa, burguesa, para que a ratificação, na mão de 25 povos e/ou dos seus eleitos, não sofra qualquer revés como seria provável com uma informação isenta e objectiva do que está em causa.
segunda-feira, junho 01, 2009
domingo, maio 31, 2009
Surpreendidos? Talvez...

segunda-feira, maio 25, 2009
Sondagem anónimotest xxi

A marcha continua...

Por mais que fechem os olhos e tapem os ouvidos. Por mais que a atirem para os cantos inferiores direito de páginas pares e se vangloriem de cumprir a sua missão informativa. Por mais que façam da informação a ridícula mascarada ao serviço dos "patrões",
a marcha continua!
Eles fazem de cegos, de surdos e de mudos, eles enterram a cabeça na areia, porque estão com medo. E, com medo, a besta é perigosa.
domingo, maio 24, 2009
Com dedicatória...
sábado, maio 23, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
domingo, maio 17, 2009
Cabo Verde - Maio de 2009 - 4


sábado, maio 16, 2009
Reflexões lentas sobre política(s)... 7
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A inflexão, contra o que se diria, em terminologia tida por ultrapassada, a inflação – apesar do desemprego… –, reflecte-se de imediato na subida das taxas de juro, e na sua inflexibilidade, o que veio elevar muito os “custos” do crédito sem que verifique a sua diminuição, antes continue crescendo para substituir os necessários (face às novas necessidades) e irrealizados acréscimos salariais, agravando, paulatinamente, o endividamento, concorrendo para a sua dinâmica de imparável crescimento nas actuais condições objectivas e subjectivas.
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O prolongamento no tempo dos critérios de convergência nominativa para a instauração da moeda única, e o seu alastramento para além da “zona euro”, traduziram-se na imposição de um Pacto de Estabilidade e Crescimento, em que a vertente do crescimento é, apenas, uma palavra oca de sentido porque apenas conta, para o BCE, seu promotor e vigilante tutor ou tutelador, a estabilidade, com taxas de juros altas, e assim mantidas, ainda que claramente agravadoras do endividamento e inibidoras do crescimento económico.
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E chega-se a uma situação muito delicada no funcionamento do sistema em que o fosso entre as “finanças” e a “economia” se alarga desmesuradamente, por crescimento das finanças e por travão à economia, ao mesmo tempo que deixa de se ter em atenção o critério nominativo da dívida pública por monopólio do critério do défice orçamental.
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O que tem uma explicação ideológica para quem vê, na desideologização, a face de uma ideologia, ou a máscara da ideologia a que se dá o nome de “economia de mercado”; agora, neste “tempo de crise”, as correntes sociais-democratas culpam outros como responsáveis pela “crise”, por terem sido essoutros – que não eles... – os fautores do neo-liberalismo de que são tão ou mais responsáveis, como se pode comprovar pelas presenças nos órgãos de poder quando as decisões mais neo-liberais (e gravosas socialmente) foram tomadas.
sexta-feira, maio 15, 2009
Assim se ideologiza a luta de classes:
1. "Há alturas em que até o PCP tem mais bom senso do que (...)";
2. "(...) e o PCP, que apesar de tudo ainda não perdeu o contacto com as realidades (...)"
Aquele até o e aquele apesar de tudo são... o que são!
quinta-feira, maio 14, 2009
Álvaro Brasileiro - um amigo, um camarada

Reflexões lentas - 6
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Como foi também uma outra, nova e dita “revolução industrial” – informática, televisão, telefone, as “auto-estradas da comunicação” –, que outras coisas não são que saltos no desenvolvimento incessante das forças produtivas, como os livros (e a vida) nos ensinam, a partir dos originais ou nas traduções do alemão e do russo.
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E, como está tudo ligado, com as forças produtivas a darem saltos e a abrirem necessidades novas aos humanos mortais, que se sentem com direito a satisfazê-las – até porque delas informados –, eis as contradições a virem à tona e a explodirem, com expansão (e socialização) de capacidades e de direitos, por um lado, e restrição (e privatização) no modo de usar umas e de concretizar outros, por outro lado.
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Ora, no processo de financeirização crescente, avassalador, com os grupos financeiro-banqueiro-especulativos a dominarem a economia (real), logo as contradições se resolvem, não com o aumento de meios-salários (que seria a “saída” real ou síntese), mas com o aliciamento para crédito a aliciantes taxas de juro.
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Mais: o aparecimento de variados “produtos” novos, imateriais, vindos da esfera financeiro-bancária vem tornar toda esta dinâmica mais clara, até pela criação de novas e artificiais necessidades, resultantes da publicidade, a juntar às necessidades que reais são por resultarem da evolução da economia real.
Cabo Verde - Maio de 2009 - 3
As viagens ensinam. Nelas, quando há guias, são estes que teriam a obrigação profissional de ensinar. Acontece é que, por vezes, alguns desaprenderam. Digo isto sem qualquer animosidade pessoal relativamente ao “provocador” desta croniqueta. O rapaz que nos acompanhou na ida ao Tarrafal nem seria profissional, o autocarro não tinha amplificação de som, ele percorria o corredor esforçando-se. "Ali é a casa onde Amílcar Cabral viveu com os pais". Era perto da Assomada, em Santa Catarina. E disse-o com respeito. Só. E as máquinas dispararam guardando o lugar e a memória:
E por aí se ficariam as suas informações políticas. Explícitas. Porque no meio das falas, entrecortadas, às tantas vieram as palavras ditadura e democracia e referiu-se ao “novo PAICV”.Faço o "resumo da História" misturando o dito e as palavras-“etiquetas” com dados objectivos:
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O que impressiona – e assusta… – é esta “globalização” em que a democracia é de “modelo único”: crescentemente representativa, até à exclusão de formas históricas, “naturais” e participativas.
Os passadores de atestados de democraticidade (e de "outras coisas" e negócios) vão veiculando as suas versões da História, até por via de "guias" a que nem houve o cuidado de alertar para quem estavam a falar, injectados (e infectados) pelas versões únicas, consensuais, indiscutíveis.
Cabo Verde faz o seu caminho. Nada fácil. Algum o é?
quarta-feira, maio 13, 2009
Os fios da meada
Foi reacção em conversa caseira, com a minha “opinião pública”, e sublinhe-se que não fiz do caso motivo de outras conversas. Que o tempo corresse... e nada me apelava a comentar os eventos noutras paragens que não as domésticas.
Como isso foi há meses, agora que tanto me convida a trazer o tema a este espaço, dir-me-ão que – mais uma vez!? – me enganei. E eu direi que não, que – desta vez!? – não.
Como sempre faço, e não é por defesa própria ou "caldos de galinha", fujo a dizer prazos. A dimensão tempo é elástica. Quem já viveu décadas tem uma medida, umas escalas, que são incompreensíveis para quem, de adulto, está na infância ou adolescência.
Acabo de "ouver" o debate na AR com o primeiro-ministro, e venho aqui dizer que não há primeiro-ministro e governo que resista ao “caso Freeport” e seus desenvolvimentos. E não só ele. Também o ministro da justiça, e os outros que em ministros estão.
Podem ripostar-me com sondagens ou, até, num futuro próximo, com resultados eleitorais. Está bem… fico na minha! Não têm safa nenhuma. Já só estrebucham. Por quanto tempo? Sei lá. Sei que já estão na História. E não é pelo Tratado de Lisboa, nem pelo jogging.
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[1] - ou lobrigar ou outro verbo qualquer…
[2] - não sei se os verbos adequados serão bloquear e desbloquear mas também não importa muito e o facto é que estou reticente quanto a verbos…
[3] - não é só com os verbos que estou reticente… faltam-me as palavras indiscutivelmente certas.
Reflexões lentas - 5
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Na passagem à UEM, o passo da definição das condições das transferências das competências nacionais para órgão federal (BCE) reveste a maior importância na adopção de câmbios que se tornavam definitivos para os Estados-membros da “zona euro”.
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E aqui se encontra um dos mais significativos “passos em falso” de quem, tendo o dever constitucional de defender interesses portugueses, as especificidades deste Estado-nação, aceitou sem titubear a excessiva valorização do euro e, neste, do escudo, na falácia de uma moeda forte, prejudicando seriamente actividades ligadas à exportação, promovendo a importação na senda da destruição da actividade produtiva, mormente o aproveitamento de recursos naturais em que o mar é (ou deveria ter sido) determinante, prejudicando o turismo e beneficiando os nacionais com possibilidades de serem turistas. E etc.
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Tudo em prol da financeirização da economia, em detrimento/esquecimento da economia real, sempre contra o trabalho produtivo, e os trabalhadores e os seus direitos específicos e constitucionais.
segunda-feira, maio 11, 2009
Reflexões lentas - 4
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Essa mediatização faz da política espectáculo e serve o espectáculo da política; antes de mais, esconde a natureza de classe das políticas, enuncia/anunciando objectivos sociais, a bem dos cidadãos (ou seja, dos povos), quando, instrumentais, têm o objectivo real de servir a classe dominante nas condições ajustadas à/pela relação de forças (de classe).
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Nesta caminhada “europeia” de passos e saltos, o passo da UEM, com o €uro e o Banco Central Europeu, não foi bem o salto pretendido… mas foi o salto possível, porque a ratificação do Tratado de Maastrich foi difícil, porque a relação de forças, ainda que com outras capas e máscaras com que a expressão ideológico-desideologizante da luta de classes tudo pretende baralhar, a isso obrigou.
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A Dinamarca (os dinamarqueses) votou não a Maastrich, tiveram de usar artes e manhas para transformar esse não em sim, e ela e o Reino Unido inauguraram o estatuto especial do “opting out”; a Suécia (os suecos) decidiu ficou de fora da moeda única, até com o argumento bem criativo e acutilante de não quererem que o Banco Central da Suécia se tornasse num mero balcão do BCE...
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Mas o rolo compressor da liberalização federalizante, conduzido pelas transnacionais financeiras, não podia parar e a instauração da UEM, ou seja, a criação da moeda única e do BCE, era indispensável para que continuasse o seu caminho, preparando o salto para a União Política.
sábado, maio 09, 2009
À volta das palavras
A primeira será ódio. Não sei se a incluia o guião encenado para o “palco do Martim Moniz”, local a que se atraiu a comunicação social, mas o modo como correu o ensaio geral logo a fez saltar. E, depois, num talvez mimetismo curioso, foi usada a palavra a várias vozes. Dela não me afasto – já… – mas, se ódio vislumbro, ele está nos que usam a palavra. Para agredir. Não este ou aquele putativo agressor, se agressores houve, mas um colectivo, um partido. De classe. Será, assim, talvez sem o saberem, um ódio de classe. Contra quem se atreve – ainda! – a ser da/defender a classe operária e os trabalhadores.
A segunda palavra é traidor. Ela serviu de irrefutável prova da origem (de classe) dos agressores. Estes seriam os que se sentiriam traídos por aquele que agrediam (se tivesse havido agressão). Mas, de duas uma, ou lamentavelmente perderam as estribeiras os já julgados e condenados, e com pena de expulsão!, por identificação e provas ínsitas na palavra usada – como alguém com enormes responsabilidades éticas o fez irresponsavelmente, e outros logo aproveitaram –, ou foi mesmo uma provocação bem encenada com o móbil (todo o crime o tem) de um protagonismo que estava a fazer falta ou estava do avesso.
A terceira palavra é hipocrisia. Não encontro outra para qualificar um artigo (de opinião) que traz o título traição e que se escreve sobre o “episódio”, sabendo o autor, de certeza certa, que quem usou a palavra foi um seu confesso e confessado colega de partido (ou lá o que é), e não alguém daqueloutro partido (que o é há 88 anos) sobre o qual, hipocritamente, o autor constrói filosofia barata com intuitos de deixar conotações explícitas ou implícitas a partir das palavras, esticando a “corda da novela”... que começa por dizer estar demasiado esticada... E fá-lo desde o título ou, até, para quem só ler o título.
Já agora, para desanuviar (?) e para terminar, respondo(-me) a um para quê com a citação de um porquê em que persisto:
"Enquanto conversávamos, pensei no longo e persistente trabalho do Sérgio, paciente como um beneditino, essa incansável maneira que ele tem de regressar às questões que o preocupam, com a ideia obsessiva de que é preciso deixar tudo claro e de que se para isso tiverem faltado algumas palavras, essas não serão as suas.” (José Saramago, Cadernos de Lanzarote, Diário-I, 1994)
Os centrões
Cabo Verde - Maio de 2009 - 2
Está a realizar-se, de 5 a 9 de Maio, a reunião da “troika ministerial desta parceria.

Importa lembrar que, no período colonial, o arquipélago de Cabo Verde era o “arquipélago da fome”, que o paludismo era endémico, que o aparelho administrativo colonial português aproveitara e fomentara a “qualidade dos recursos humanos”, tendo-se criado um lastro cultural absolutamente notável. E, aparentemente, contraditório.
Depois, em 1974-75, Cabo Verde seria um País que não era viável. Das ex-colónias que acediam à independência conquistada com a luta, era aquele em que menos se acreditava. Pobre, paupérrimo. Sem riquezas naturais.
E as gentes não contam para a riqueza das nações?
Cabo Verde provou, nestas três décadas, que contam e muito. Os que formam a sua diáspora, ancorada como poucas à Pátria, e os que ficaram, lutando todos por um País de todos. Mais que viável, credível; exemplar sem ser exemplo, modo sem ser moda.
Não faço juízos de valor – não que não os tenha – sobre alguns aspectos deste processo, sobre o modo exemplar – não moda, nem exemplo, repito – como Cabo Verde se moveu no xadrez internacional, e nas suas contingências, mas sublinho que não só é um País que, a partir dos indicadores aplicáveis, descolou dos países mais atrasados do mundo e do endémico subdesenvolvimento.
A diferença entre a República de Cabo Verde em que trabalhei há quase 30 anos e esta que agora visitei provoca a estranha coexistência de um sentimento de nostalgia, de reconhecimento da sua identidade como Estado livre e independente, e de admiração por um Povo que (aqui e lá fora) faz crescer um País em que quase ninguém acreditava.
E, note-se, tenho lá ido de vez em quando, e a última vez apenas há 5 anos.

sexta-feira, maio 08, 2009
Cabo Verde - Maio 2009 - 1
A ida com a URAP ao Tarrafal, e a passagem pela República de Cabo Verde (Santiago, S. Vicente, Sal), foi uma mistura de recuar uns anos, da nossa luta e meus, actualizar-me vertiginosamente sobre a situação do País, vislumbrar perspectivas.
E se tanto me baseei no trabalho em Cabo Verde para a tese de doutoramento, este País continua a ser, e não só para mim, um caso muito especial. Daria, hoje, para outra tese de doutoramento… E para algumas estará a dar. Inevitavelmente.
Vou deixar só duas ou três notas a partir de dois factos.
1. A visita ao Tarrafal, ao cemitério e ao campo
Foi o motivo central da visita. E confrontei, de novo, quer o enorme significado daquele lugar, quer a muito peculiar forma como os caboverdeanos continuam o legado de Amílcar Cabral, por vezes parecendo contrariar irremediavelmente o seu relevante contributo ideológico por via de um pragmatismo que é o oposto da prática social que escora o seu pensamento.
O campo de concentração do Tarrafal é um símbolo, e ter sido o lugar onde se realizou um simpósio internacional da Fundação Amílcar Cabral com a finalidade de contribuir para que o campo de concentração venha a ser património da Humanidade, tem o maior significado.
Embora à margem do seminário e um pouco atribulada – por motivo de horários de viagem e percursos –, a presença da URAP no cemitério e a declaração lida na sessão de encerramento do seminário, foi um aspecto que se releva numa iniciativa em que havia, da parte de alguns participantes, a costumada intenção de ter uma memória excessivamente selectiva.
Não será por idiossincrasia que muito me desagrada que a consulta ao “aparelho de busca” da net para saber informações sobre a Fundação Amílcar Cabral caia, sistematicamente, na Fundação Mário Soares-Dossier Amílcar Cabral…
E Mário Soares estava lá. Talvez sem as honrarias a que se julga com direito. Pelo menos da nossa parte, nem uma...
Tornando informação acessível
Não é nada agradável ver a minha cara nas páginas da blogosfera acompanhada do epíteto mediocridade e ler chamarem ovelha a quem procurou, primeiro serenamente, depois em crescendo de irritação, rebater o que teria levado um cavalheiro a assim me/nos tratar.
E, se resolvera não voltar ao assunto e desconhecer o fulano e suas elucubrações e insultos, ao desconhecimento junto desprezo… mas… mas o incidente, prolongado até à náusea, levou-me a fazer contas, com base na única fonte e na única abordagem possíveis.
Embora quando se atira barro (ou matéria semelhante) à parede algo lá possa ficar agarrado, não o faço para “me limpar”. Faço-o para tornar acessível informação, com rigor e sem intenção de auto-avaliação. Com toda a objectividade, deixo, neste quadro, os dados desta legislatura até 11 de Janeiro de 2005, data em que saí do Parlamento Europeu, relativos aos deputados portugueses, com duas notas prévias, sem comentários e apenas duas observações.
- Notas prévias
- a única fonte credível são os números insertos nos documentos do Parlamento Europeu;
- a única abordagem possível é quantitativa – por pouco que valha –, pois não é aceitável comparar um relatório com uma pergunta, uma intervenção com uma assinatura numa proposta de resolução, e menos ainda que se avalie o trabalho dos deputados pelas intenções ou resultados que teve, tantas vezes diferentes ou até antagónicas.


quarta-feira, maio 06, 2009
... os suspeitos do costume...
segunda-feira, maio 04, 2009
Reflexões lentas sobre política(s) - 3
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sábado, maio 02, 2009
Tele-gramo para VM
Parabéns.
Objectivo alcançado.
Aqui, na capital de Cabo Verde, ao pequeno almoço, os 40 da URAP que vieram homenagear os tarrafalistas, apenas falavam da tua provocão e dos pedidos de desculpa do CdaS.
Se por aqui encontrar o "mestre " Mário Soares, encontro de que fujo, dir-lhe-ei do bom aluno que mostras ser.
Breve nos encontraremos e dir-to-ei de viva voz, com a certeza que, da minha parte, não responderei a provocações tuas.
sexta-feira, maio 01, 2009
Reflexões lentas sobre política(s) - 2
Assim seria se, no processo histórico, fosse possível encarar o Estado-nação como a macro-estrutura final, a cúpula que já terá sido, ou próxima de o ser, numa construção europeia endocêntrica... e estariam as "cartas na mesa".






