sexta-feira, julho 19, 2013

Incompetência?... mais subservi(v)ência...

Intervenção de António Filipe na 

Assembleia de República

"Este governo nem para se demitir 

é competente"


Intervenção de António Filipe no debate
da Moção de Censura ao governo
 apresentado pelo PEV.


Disssimulou!

Ex-citação... e (quase) uma angústia

«Livrarias fechadas: Portugal, Barateira, Camões, Guimarães, Diário de Notícias. Livrarias a fechar: Olisipo, Artes & Letras, Sá da Costa. Esta é a lista das livrarias que recentemente fecharam ou estão para fechar só na zona nobre de Lisboa. 
A Livraria Sá da Costa, dias depois de cumprir cem anos, vai fechar portas este sábado, é irónico. Livrarias centenárias que de um momento para o outro deixa...ram de ser viáveis? Livrarias de encontro, de tertúlia, de cultura que já não fazem sentido? Livrarias onde o espaço era público, onde nos podíamos sentar gratuitamente a ler um livro, não têm agora qualquer relevância? Lugares de identidade que nos diferenciavam de outros lugares todos iguais, franchisados, estilizados, aqui, em Madrid ou em Paris, vão ser transformados sapatarias ou padarias ao estilo francês? Livrarias que eram de todos nós ou não eram?
Alguma coisa estranha se passa nesta cidade ou melhor neste país. Um país onde cada vez menos se gosta de viver. Um país onde as políticas são feitas para o mercado e não para as pessoas. Um país onde a pobreza não nos deixa pensar noutra coisa a não ser como vamos viver no dia seguinte. Um país assim, naturalmente, não tem ânimo para a indignação, nem para a revolta. Um país assim está morto.»

Jaime Bulhosa


só a recusa, a indignação,
A LUTA, 
pode dar a volta a "isto" que estamos a viver,
e recolocar-nos no rumo da Humanidade

quarta-feira, julho 17, 2013

4ª feira, 17 de Julho. depois de algumas leituras e de ouvir alguns noticiários


O que é a luta de classes?

É - também!... - isto:


a comunicação social (ao serviço da classe dominante) 
  • ignorar tanto quanto puder 
  • deturpar até onde possível (se não puder ignorar...)

as posições do partido da classe operária e de todos os trabalhadores (o partido da classe explorada pela classe exploradora).



terça-feira, julho 16, 2013

Esta... tirei do "sapo", do "Expresso", e noutros lugares estará

Bloco propõe negociação

a PS e PCP

João Semedo quer estabelecer as "bases programáticas de um Governo de esquerda" e no "mais curto espaço de tempo".
Rosa Pedroso Lima

"Portugal está a entrar na terceira semana de uma crise governamental e política sem solução à vista", diz João Semedo Carlos Santos/Lusa


"Portugal está a entrar na terceira semana de uma crise governamental e política sem solução à vista",diz João Semedo
É a resposta do Bloco de Esquerda ao "pântano político" em que o País caiu. João Semedo faz, esta manhã, uma declaração em nome da comissão política do BE, em que apela a PS e PCP para a abertura de "um processo de discussão e aprovação das bases programáticas de um Governo de esquerda".
Depois de, ontem, o PCP ter convidado os bloquistas para negociações, a comissão política do BE responde com a proposta de negociações alargadas aos socialistas, salientando que "são precisas soluções urgentes e nenhum esforço deve ser poupado para conseguir uma resposta à crise nacional".
O convite dos comunistas mereceu um comentário do BE: "Registamos positivamente que a direcção do PCP tenha proposto a realização de uma reunião".
Sem "tempo a perder", o Bloco diz que as negociações devem fazer-se "sem condições prévias e no mais curto espaço de tempo". No entanto, o programa está já balizado: o Governo de esquerda deve "terminar a austeridade e o memorando", conseguir "a reestruturação da dívida" e "recuperar o rendimento perdido pelas pessoas".
O mote para a iniciativa bloquista foi dado com a atual situação política. "Portugal está a entrar na terceira semana de uma crise governamental e política sem solução à vista", diz João Semedo, para quem "este curso desastroso deve ser interrompido".

ele há coisas...
ver blog anterior
("outra informação"!)

Por causa dos anacronismos e outras ambiguidades:

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP

Encontros propostos pelo PCP 

com forças políticas e sociais



1. Na sequência do convite dirigido ontem pelo PCP às forças políticas e sociais para encontros com vista à avaliação da situação política e aos seus desenvolvimentos decorrentes da crise política e institucional originada pela concretização do Pacto de Agressão, estão agendados para a próxima sexta-feira reuniões com o Bloco de Esquerda, Partido Ecologista “Os Verdes” e a Associação Intervenção Democrática respectivamente às 11h00, 15h00 e 16h30.

2. Perante a inquietante evolução e as manobras com vista a perpetuar a política de direita e o rumo de desastre nacional com os mesmos ou outros promotores, a avaliação comum da actual situação pelo conjunto de forças, sectores e personalidades norteados pelo respeito dos princípios e valores constitucionais e que inscrevem como objectivos a demissão do governo e a realização de eleições e a rejeição do Pacto de Agressão assume inegável importância.

3. O PCP reafirma a urgência de uma ruptura com a política de direita e de uma mudança na vida nacional que abra caminho à construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, constitui um imperativo nacional, uma condição para assegurar um Portugal com futuro, de justiça social e progresso, um país soberano e independente. Uma política que seja capaz de libertar Portugal da dependência e da submissão, recuperar para o país o que é do país, devolver aos trabalhadores e ao povo os seus direitos, salários e rendimentos, assente nas seis opções fundamentais apresentadas pelo Comité Central do PCP na sua reunião de 6 de Maio.

«à cause des mouches»
e da comunicação social

segunda-feira, julho 15, 2013

Estórias de futebol, adaptadas

15.07.2013

Acordei a lembrar-me de duas estórias de futebol…

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I – “Não inventa, não inventa!”

No tempo em que o futebol (o de 1ª divisão) era jogado, em Portugal, por nativos treinados por uns senhores estrangeiros, havia um destes que, ao que eu me lembro, berrava muito nos treinos: “não inventa, não inventa…”.
Queria ele dizer, no seu linguajar, que os por ele treinados não deveriam complicar as coisas, que tinham de aprender a jogar simples, bola recebida, bola passada, quanto muito um driblezito e jogo colectivo.
Porque é que me lembrei dito, hoje, que nativos são os treinadores e os treinados formam equipas que são verdadeiras sociedades das nações, em que a nação menos representada é a portuguesa, e tudo são negócios?
Por causa do Cavaco! Inventou! Tinha três saídas:
  • 1.     Dava posse ao governo PCoelho-PPortas recauchutado, isto é, “siga a dança” mais uns mesitos;
  • 2.     Demitia o governo, isto é, dissolvia a Assembleia da República e marcava eleições;
  • 3.     Não aceitava o governo recauchutado mas adiava eleições, isto é, arranjava uma fórmula de propor à AR um outro 1º ministro e seu governo.

Não tomou nenhuma delas e suas variantes. Inventou. Inventou uma “salvação nacional” escavacada, isto é, embrulhou tudo ainda mais, com gravíssimos prejuízos para a democracia, a verdadeira, aquela que ele não suporta. 
Como sempre às ordens dos mercados...
  
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II – Quando não se é capaz
de colocar a bola a 30/40 metros…

O senhor Cândido de Oliveira era… um senhor. 
Primeiro capitão da primeira selecção nacional de futebol (1921), dos fundadores do Casa Pia Atlético Clube, seleccionador nacional indiscutido, alto funcionário dos Correios… foi preso e enviado para o Tarrafal (1942-1944), acusado de espionagem a favor da Inglaterra, o país aliado de Portugal que, salazarentamente, se aliava, nazi-fascista, ao eixo Alemanha-Itália. Mas não é disto a estória que (me) quero contar, nem da fundação do jornal A Bola, ou da criação da célebre equipa dos “cinco violinos” do Sporting.
A estória é do futebol (ou do que quer que seja) como obra colectiva, é da forma de fazer uma grande equipa de futebol (ou do que for) sem ter grandes jogadores. 
Dizia Mestre Cândido “quando não se tem jogadores que coloquem a bola a 30/40 metros, usa-se o passe curto e a progressão lenta, toma lá-dá cá, com mudanças de velocidade...” *   

Pode servir-se frio, morno ou quente. E na luta de classes… do lado das massas.
__________________
* - em "Económicas", em 1957, usámos esta "táctica" e fomos campeões universitários!

Vitor Gaspar e o ar condicionado - que sempre os houve, sempre diferentes

Cá vamos lendo (muito) e (pouco) rindo. E, ao sabor do tempo - incerto, muito variável -, de vez em quando... surpresas. Algumas agradáveis. Como este texto de Gonçalo Brás (economista e doutorando na Faculdade de Economia de Coimbra) que me trouxe muitas reminiscências. Daquela Faculdade - há mais de 30 anos - e de coisas que escrevia - há mais de 40 anos - quando os jornais me davam espaço, e eu o aproveitava com prosa que passasse o crivo da censura, e o tentava com a ironia por estas áreas tidas por áridas. 


domingo, julho 14, 2013

De trapalhada em trapalhada, de mentira em mentira, um exercício permanente de hipocrisia e cinismo político


No plano da democracia representativa, os eleitos com votos bastantes para nos representarem têm vindo a praticar um exercício que seria suicidário se as suas intenções fossem as de servir a política, isto é, o trabalho de alguns ao serviço de todos, da comunidade. 
Mas não são!

Páginas de "dias de agora"

14.07.2013 (fim de tarde)

Ponto da situação (sempre desactualizado, naturalmente!):

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  • Ida de Portas e Seguro ao Clube Bilderberg
  • Demissão de Gaspar, reconhecendo falhanço
  • Demissão (irrevogável!) de Portas a pretexto de nomeação de Maria Luís
  • Passos Coelho não aceita demissão e não se demite (que era cenário possível e, talvez…, previsto por PP)
  • Em simultâneo, reacção dos mercados (aceitação de Maria Luís, e “agitação” de banqueiros, confederações patronais e bolsa)
  • Muita actividade de Cavaco, em paralelo com reuniões sucessivas de Passos e Portas
  • Declaração “surpreendente” de Cavaco que, aparentemente, não aceita remodelação governo PCoelho/PPortas e quer “salvação nacional” incluindo PS
  • PS, para as massas mantém posição de exigir eleições, mas aceita proposta de Cavaco
  • Campanha mediática dando a versão de recusa de PCP/BE/Verdes à proposta de Cavaco, que liminarmente os ignorou, como se fez desentendido das manifestações e greves
  • Procura de condições para reforço de luta de massas, com enfermeiros “em grande”, moção de censura dos Verdes, e “congelamento” destas acções na comunicação social
  • Eleições inevitáveis (depois do orçamento?), com “culpas” para os partidos que não chegaram a acordos.
  • E, claro e sobretudo, para os que recusaram as negociações e os (não) acordos para que começaram por ser recusados.
  • Tudo certo, portanto.
  • PSD, CDS e PS num “jogo de empurra”, com Cavaco a arbitrar numa permanente (e desgraçada) degradação da imagem da política na população
  • PS a dizer que quer eleições mas tudo fazendo para que elas se façam depois do odioso ficar para o actual governo, que continuará a atacar enquanto com ele (e Cavaco) pactuará em entendimentos de “sistema” (capitalista)..

  • Jogos & mais jogos, Lª., cheios de “portas falsas”, “coelhos na cartola”, “seguros mais que ambíguos”, tudo escavacado… a prazo incerto.
  • A moção de censura poderá ser... interessante.
  • ... mas o esclarecimento (boca a orelha) e a luta de massas correlativa são fundamentais!

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Pirataria aérea...


de VICMAN
em vermelho

podia ser, em vez  da Torre Eifel,
 a estilização
da Torre dos  Clérigos
ou do Castelo de S.Jorge

Para este domingo - De que lado estás tu?

a pergunta a fazer de vez em quando... todos os dias!

PETE SEEGER


Wich Side Are You On

Our father was a union man some day i'll be one too.

The bosses fired daddy what's our family gonna do?
Come all you good workers good news to you
I'll tell of how the good old union has come in here to dewll.

Chorus:
Which side are you on?
Which side are you on?

My daddy was miner and i'm a miner's son
And i'll stick with the union 'til every battles done.
They say in marlan county there are no neutrals there
You'll either be a union man or a thug for j.h. blair

Oh workers can you stand it?
Oh tell me how you can will you be a lousy scab or will you be a man?
Don't scab for the bosses don't listen to their lies
Us poor folks haven't got a chance unless we organize.

de que lado estás tu?! 

Nosso pai era homem de sindicato algum dia eu vou ser um também.
Os patrões demitiram o nosso pai, que é a nossa família vai fazer?
Venham todos os trabalhadores que temos uma boa notícia boa para lhes dar
Vou dizer de como o sindicato bom e velho está aqui para ajudar.

Refrão:
De que lado estás tu?
De que lado estás tu?

Meu pai era mineiro e eu sou o filho de um mineiro
E eu vou ficar com o sindicato até todas as batalhas terminarem.

Dizem que no município de Marlan não há  gente neutra
Queres ser um homem de sindicato ou um vendido a J.H Blair

Oh trabalhadores, vocês podem suportar isso?
Oh, diz-me tu como podes ter uma doença ruim ou ser um homem são e inteiro?
Não dês ouvidos aos patrões, não acredites nas suas mentiras
Somos gente pobre e sem força, não temos qualquer futuro se não nos organizamos

sábado, julho 13, 2013

O PS aceita...


O Partido Socialista aceitou a sugestão do primeiro-ministro, feita esta sexta-feira, para que um encontro inédito com o Governo e a troika. A reunião não tem ainda dia marcado, mas será na próxima semana, com os chefes de missão para Portugal.

isto teria sido tudo combinado em Bilderberg?,
só não marcaram o dia?

sexta-feira, julho 12, 2013

O futuro vem aí... quando? ... como?

De um comentário::


Parece-me que todos se preparam para eleições: o grande capital já percebeu que o PSD e o CDS já não têm condições para assegurar a concretização do seu programa de reconstituição do capitalismo monopolista. O PS já deu garantias de que só ou ainda pior acompanhado está disponível para cumprir esse desígnio. Nos entretantos, é necessário garantir [ao grande capital] a aprovação de um conjunto de legislação que aguarda para ser aprovada pela maioria, ou como agora é moda: pelo "arco do poder" ou da governabilidade...
Parece confuso? É uma questão de opção de classe!

Obrigado, Ricardo!

até diria mais:
é a luta de classes!,
em toda a sua evidência
(escondida, escamoteada)

Ex-citações (ou o que dá a ex-citação...)






???

"Diante de um obstáculo que é impossível de superar, obstinação é estupidez."
Simone de Beauvoir

quinta-feira, julho 11, 2013

Estabilidade “à Cavaco”

Depois de muito e muitos ouvir, de muito pensar (?), de consultar o seus manuais de ciência política, Cavaco transmitiu a sua/dele solução para o País, preocupado sobretudo (e sobre todos!) com a estabilidade política, para cuja resolveu pôr uma pedra, um pedregulho…, sobre a crise.

Só que ficam algumas duvidazitas:

Vai dar posse a Portas como vice-primeiro ministro, a Pires de Lima como ministro da economia, e a Jorge não-sei-quê como ministro do ambiente?
Ou vai aceitar o pedido de demissão de Portas que Passos Coelho lhe não transmitiu?
Tão rigorosamente crítico em relação aos prazos a que obrigariam eleições-agora, em que prazos pensa Cavaco para se constituir a “salvação nacional” da “destruição final”?
Quem será a personagem misteriosa que foi referida (assim a escapar…) para fazer não se sabe o quê mas que será, decerto, muito importante para os mercados e a estabilidade?
As eleições antecipadas de 2014 serão feitas na partida da “troika” do aeroporto da Portela ou só depois desses senhores chegarem aos seus destinos de aterragem e terem aprovados os seus “debriefings”?
Nas autárquicas, o PS,PSD e CDS-PP podem concorrer separados, e os votos na CDU e no BE também contam?
E nas “europeias” de 2014?
E se o PS, o PSD e o CDS-PP, depois de longas maratonas negociais, não se entenderem, internamente e entre eles?


Dá a impressão que a “estabilidade política” de Cavaco é uma ficção (pouco) científica!    

avante, Monginho

Pequena dúvida geométrica

PS + PSD + CDS-PP

são o "salvador"
BLOCO CENTRAL?

se este é o bloco CENTRAL,
qual é a ala DIREITA da democracia política?
... já que a esquerda é dada/escavacada por inexistente


POVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOP

5ª feira... que também é dia seguinte a 4ª








quarta-feira, julho 10, 2013

Tudo visto e todos ouvi(s)tos...

O Presidente da República Portuguesa passou a maior parte do seu aguardado tempo de antena a explicar aos portugueses porque não fazia aquilo que o Presidente da República Portuguesa deveria fazer  face à situação. O PdaRP não negou a situação provocada nos portugueses pela governação saída da maioria parlamentar de há dois anos. Maioria que já não tem qualquer base de apoio social, político, eleitoral. 
O Presidente da República Portuguesa veio justificar porque, sendo Presidente da República Portuguesa, não fazia o que o Presidente da República Portuguesa tinha de fazer. Veio dizer que há um compromisso tomado por três partidos que tem de ser cumprido pelos portugueses. Compromisso para com entidades estrangeiras que impuseram uma estratégia que, no seu obediente cumprimento, apenas agravou a situação, acresceu a dívida, destruiu o que restava da economia produtiva portuguesa, diminuiu brutalmente o nível de vida dos portugueses, fez os portugueses que trabalham (ou trabalhavam...) pagarem todos os desvarios de uma especulação e ganância desvairada. Que continua!
Tudo visto, todos ouvidos, tudo e todos reconhecendo o que chamam erros e falhanço - até os próprios autores e executores da estratégia -, o Presidente da República Portuguesa recusou dar a palavra ao povo. No resto do discurso, sempre com os sacrossantos mercados a sobreporem-se a qualquer consideração sobre a necessidade de se rever e negociar o que foi um desastre económico e social, o PdaRP juntou à assumpção da cumplicidade do que aconteceu a proposta-ordem de que os três partidos da "troika", únicos existentes para ele, se entendam numa "salvação nacional" que leve até ao fim o que tem sido a "destruição nacional".

Portugal ainda existe! E os portugueses têm de o provar.

A última assinatura de Gaspar....

O último acto de Vitor Gaspar como ministro das Finanças foi um roubo a todos os trabalhadores portugueses. A Portaria 216/A/2013 foi publicada em 2 de Julho, no mesmo dia em que V. Gaspar se demitiu do Ministério das Finanças. 
É assinada tanto por ele como por Mota Soares, que na altura também considerava demitir-se. Essa portaria passou quase desapercebida em meio a crise política que se seguiu. No entanto, é gravíssima pois concretiza as ameaças do governo ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS). 
O referido diploma ordena ao Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS) que proceda à substituição dos activos em outros estados da OCDE por dívida pública portuguesa até ao limite de 90% da carteira de activos do Fundo. Ou seja, o dinheiro pertencente aos trabalhadores, acumulado naquele Fundo para servir a Segurança Social, será lançado à voragem do financiamento da impagável dívida pública portuguesa
Este governo moribundo até o último minuto cumpre as imposições da "troika". E o governo recauchutado que eles pretendem seria a continuação deste.

Alienação...




A coordenadora da CDU/Torres Novas, vai realizar uma Conferência de Imprensa na próxima SEXTA FEIRA,12 DE JULHO às 17H30 junto à entrada do Hospital de Torres Novas, com o objectivo de denunciar o perigo da alienação do Hospital, pois tal situação nunca foi tão real como hoje.

terça-feira, julho 09, 2013

Aos Utentes dos Serviços de Saúde

Um comunicado do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses:


UTENTES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

ESTA INFORMAÇÃO É PARA SI!

A 9 E 10/JULHO 
OS ENFERMEIROS ESTÃO EM GREVE,

TAMBÉM POR SI, 
PELOS SERVIÇOS DE SAÚDE,

PELA SUA SEGURANÇA, PELO SNS!

É nosso dever alertá-lo para as consequências da politica do governo, no seu hospital e no seu centro de saúde.
Os cortes efetuados pelo governo já ultrapassou em cerca de 300 milhões de euros o que estava previsto. Isto significa que todas as instituições estão a ter cada vez mais dificuldade em dar as respostas que o Sr.(a) precisa e tem direito. O GOVERNO ainda quer “cortar” mais!

Os serviços têm hoje menos enfermeiros que há dois anos atrás pondo em causa a qualidade dos cuidados, a sua e a nossa segurança. O GOVERNO pretende despedir enfermeiros!

Os enfermeiros, há muito que têm um horário de trabalho norma de 35 horas semanais porque está provado que esse é o tempo indicado para lhes permitir o descanso físico e psicológico para estarem disponíveis para si, para cuidar de si. 
O GOVERNO pretende aumentar este horário para as 40 horas, pondo em causa, mais uma vez a sua segurança e a nossa!

Sabia que os enfermeiros por estarem 24 sobre 24 horas nos serviços, por trabalharem por turnos, não terem horas para comer estão mais sujeitos a riscos como: contrair doenças infetocontagiosas, doenças articulares e musculares e cancro no estomago?
Sabia que o aborto espontâneo é mais frequente nas enfermeiras que em qualquer outra profissão?
Sabia que o contacto permanente com a dor, o sofrimento e a morte, a elevada responsabilidade, o medo de errar e das consequências que esses erros podem ter na sua vida ou de um seu familiar ou amigo, a exposição à agressividade, a necessidade de estar em constante aprendizagem fazem com que muitos enfermeiros tenham depressões.

Estamos em luta contra as propostas do governo.
Estamos em luta para defender os seus serviços de saúde e as nossas condições de trabalho.

Estamos consigo, esteja connosco!
A luta pelo Serviço Nacional de Saúde é de todos os portugueses!

A fadiga mata 
pode matá-lo(a)
também!
A profissão de
enfermagem é
essencialmente
feminina!
Sabia que a
esperança de
vida das
mulheres, em
Portugal, é de
82,2 e que a
maioria das
enfermeiras não
chegará aos 65
anos de idade?

... menos um dia

E aqui estamos nós. Na aparente espera, que também tem de ser luta.
Na expectativa do que vai decidir o Presidente da República, com tudo a correr como se ele não existisse, ou como se estivesse por detrás de tudo, a cumprir os preceitos que é o primeiro a desrespeitar.
É uma situação insólita. Mas o que não o é? Insólito, caricato, "ridículo e vexatório" (como se dizia quando eu andava no liceu).
Há que dimensionar. Estes dias são, apenas, dias. Em caminhos de anos, de décadas, de séculos.
Só lembrar (para nós mesmos) que este governo tem dois anos e assentou sobre a coligação de dois partidos, a participação nele das suas figuras cimeira e escorado sobre três pilares: um "comissário político" -Relvas -, um "mago das finanças", muito cotado nos mercados, até pela sua experiência nos sistema bancário-fictício-creditício - Vitor Gaspar - e a descoberta (ou invenção) de um "génio(zinho) da economia", importado de universidades e aparentados da Canadá, com um super-ministério - o Álvaro Santos Pereira. Todos sob a batuta empunhada por uma "troika" externo (introduzida pela "troika" interna), que neles confiava e a que eles eram servis.

Teria falhado tudo. Como foi previsto e prevenido. Mas será que tudo falhou? Não teve, tudo, as consequências-custos sociais que, além de previstos e prevenidos, eram finalidades estratégicas? Empobrecimento para as massas e emigração para os que mais cá precisos eram para outra política. 

Agora, nestes dias de agora, espera-se a cavacal decisão para a negociada recauchutagem, sem Relvas, Gaspar e Álvaro. Com FMI pouco "troiko"? Com Pires de Lima para efeitos intestinos (CDS-PP) e internos (economia capitalista no âmbito local) e Portas dos negócios estrangeiros para os negócios troikulentos e as finanças menos evidentes mas igualmente determinantes? Como os banqueiros e os mercados mandam.

Só há que continuar a luta. Que a reforçar. Sempre na perspectiva que não choca com os muros do curto prazo. Do beco em que se/nos meteram  



Mais um dia...

Sobre o encontro do PCP com o Presidente da República


A pedido do Presidente da República, realizou-se hoje um encontro com uma delegação do PCP, composta pelo seu Secretário-geral, Jorge Cordeiro e Fernanda Mateus (membros da Comissão Política do CC).
No final do encontro, em declarações à comunicação social, Jerónimo de Sousa afirmou que foi transmitida a posição de fundo do PCP, perante a crise social, económica e política, perante um governo inevitavelmente enfraquecido e derrotado, de exigência e necessidade de demitir o Governo, convocar eleições e dissolver a Assembleia da República.
O Secretário-geral do PCP sublinhou que “Esta proposta parte da realidade nacional, dos problemas que estão colocados ao nosso país, ao nosso povo”, relembrando o Presidente da República que, há sete meses atrás, o PCP afirmou, no encontro de então, que “estaríamos a caminhar para o desastre, a continuar esta política, este Pacto de Agressão, e passados sete meses, a vida deu razão ao PCP. Vivemos uma situação insustentável, no plano económico e social, agravada agora com estes últimos acontecimentos”.
O Secretário-geral do PCP referiu que não se trata da mera demissão de Vítor Gaspar ou de Paulo Portas, mas “da afirmação do falhanço desta política”, salientando a cumplicidade do Presidente da República, caso permita o prosseguimento desta política e das suas consequências, lembrando que é no povo que reside a soberania. Jerónimo de Sousa terminou com a afirmação de que é urgente uma nova política, patriótica e de esquerda.

domingo, julho 07, 2013

Ex-citações antológicas

  • de Rei dos Leittões ("post" de Pata Negra)
Quinta-feira, 4 de Julho de 2013

Há tanto tempo que esperava este momento


Tínhamos acertado que um dia voltaríamos à terra da avó dela à Gramatinha, montaríamos a tenda no quintal, limparíamos a velha casa abandonada a umas centenas de metros da velha aldeia e ali ficaríamos distantes do mundo por uns dias.

E assim foi. Partimos no domingo, chegámos hoje.
Para recordar ou respeitar verdadeiramente a memória dos nossos antepassados é aconselhável que nos coloquemos, tanto quanto possível, na pele deles: sem água canalizada, sem energia eletrica, sem comunicações e sem contraceptivos.
Que bons foram estes dias sem ouvir o telemóvel, sem ouvir o filho pedir "ó pai quero um aipode", sem me irritar com o ruído de fundo da geladeira, sem a filha me acabar com a água quente, sem cartas de contas para pagar, sem me cruzar com a minha colega de trabalho, sósia da miss pig.
Vivemos tão intensamente que nos esquecemos que existia outro Portugal, o Portugal que paciente, aguenta a teimosia de Passos, que ignorantemente observa a competência de Gaspar, que humildemente suporta a vaidade de Portas, que se conforma com a imortalidade do Américo de Tomás.
Só um recolhimento como o destes dias me podia trazer a vontade de escrever estas linhas. Termino aqui, vou ver as notícias para ver se por cá também aconteceu alguma coisa, cinco dias sem comunicações foi um bom momento. Perdi alguma coisa?

  • de avante! (excerto de O estoiro, de Henrique Custódio
«(...) Na segunda-feira de manhã a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, realiza o breefing com os jornalistas – uma luminosa invenção do ministro Poiares Maduro – e nada diz sobre o que horas depois lhe desabou em cima: a demissão do ministro Vítor Gaspar e a sua ascensão ao lugar vago. No dia seguinte, o Presidente da República adverte que não contem com ele para derrubar o Governo, empurrando a decisão para a Assembleia da República, e marca a tomada de posse da nova ministra das Finanças para as 17 horas. Mas, uma hora antes, Paulo Portas anuncia a sua demissão e dá a estocada final na coligação e no Governo, o que não impediu Cavaco Silva de, grotescamente, «dar posse» à nova ministra e aos respectivos secretários de Estado.
Conclui-se que os protagonistas andaram afincadamente a aldrabar-se uns aos outros, seja Portas a ludibriar Passos e Cavaco Silva, seja Passos a driblar Portas e o Presidente, seja este último a enganar o País.(...)»




É isso mesmo: patético!

Conferência de Imprensa, Jorge Cordeiro, membro do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central do PCP, Lisboa

As encenações de Portas e Passos 

não iludem a derrota do Governo 

 e a necessidade de eleições



Por mais encenadas e patéticas que sejam as declarações em que PSD e CDS se desdobram, nada ilude as duas questões essenciais que estão colocadas perante o país:
- a de que estamos perante um governo politicamente derrotado e socialmente isolado, um governo que, apesar de obcecadamente agarrado ao poder, é já parte do passado.
- e a de que, perante um governo e uma maioria que há muito deviam ter sido demitidos, perante um governo e uma maioria ilegítimos que agem à margem da lei e contra a Constituição, não há nenhuma outra saída digna e democrática que não seja a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições.

O Presidente da República assume, nas actuais circunstâncias, a inteira responsabilidade de todas as consequências que resultem do prolongamento deste caminho para o abismo económico e social.
O país não compreenderá – sobretudo, não aceitará – que, perante o inaceitável percurso e espectáculo de degradação política, perante o não regular funcionamento das instituições, o Presidente da República não assuma as suas competências constitucionais, aquilo que jurou cumprir e se transforme em mero parceiro da coligação.

Que nome dar a esta fantochada?... (além de fantochada, claro!)

notícias de sapo(s):


Líder do CDS será vice-primeiro-ministro, coordena áreas económicas e reforma do Estado e "rouba" às Finanças as renegociações do memorando.

... no que será assessorado
pela ministra Maria Luís
(creio eu...)!,
a não ser que esta tome uma decisão
inevitável  i e revogável...

 


sábado, julho 06, 2013

Dias de agora, ou "questões de moral", ou a História (como a vivemos e como escrita será)

06.07.2013
A política (mal dita) “ao mais alto nível” atingiu o mais baixo nível.
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Embora não surpreenda que ainda mais baixo desça.
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 Do ponto de vista moral, ético – o que se lhe queira chamar… – esta “jiga-jogas” Gaspar-Passos-Maria Luís-Macedo-Portas-Cavaco & mais plantel (agora com Pires de Lima e mais não sei quem em protagonistas), são absolutamente execráveis.
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Surpreende? Não. Indigna!
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Sobretudo preocupa pelo que provoca de descredibilização da política nas massas!
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E dá vontade de ir tomar um duche… ou de ir ler textos nossos sobre moral (de Marx, de Cunhal), em que tudo está explicadinho.
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 Fica para outra altura, porque há que ir à concentração!
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Mas, a propósito de acasos, ainda transcrevo três trechos de A História: Acaso ou Lei, com que ocupei a espera antes de uma tomada de sangue para umas análises que o médico me exigiu.
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sexta-feira, julho 05, 2013

CONCENTRAÇÃO, amanhã, em Belém

CGTP mantém concentração 

mas cancela desfile 

devido a temperaturas elevadas

Lisboa, 06 jul (Lusa) -- A CGTP decidiu alterar o programa relativo ao protesto convocado para sábado, em Belém, devido às temperaturas elevadas previstas para Lisboa, disse hoje à Lusa o representante da Intersindical, Armando Farias.

Dias de agora (e "de brasa")

Nestes "dias de brasa", muito se teve de ouvir e ler, muita informação se cruzou e enredou. Do que viemos acompanhando, retiram-se excertos de uma espécie de diário, "dias de agora":

05.07.2013
Tendo dormido mal, pelo calor (...), não vou deixar que elas (preocupações) se sobreponham e apaguem as que vieram ontem com o acordar.
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São notas que considero de não se perderem neste vendaval de informações e contra-informações.
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De tudo o que vi e ouvi, e muito foi, guardei pedaços da entrevista com Adriano Moreira como se tivesse assistindo a algo insólito.
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Não ouvi e reouvi os nomes mais que badalados, mas ouvi ideias e considerações sobre o que é Portugal hoje, o que poderia ser e o que poderá vir a ser.
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Com relevância para a questão da plataforma continental e posição estratégica de Portugal, para o espaço da CPLP desafunilando da “Europa” e do Atlântico Norte.
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Adriano Moreira continua, lá para os 90 anos, lúcido, culto, inteligente, com dimensão de “homem de Estado” (queira isto dizer o que se queira).
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E não posso deixar de lamentar que o CV deste homem me faça lembrar que foi ele que assinou, como ministro do fascismo, abertura do Tarrafal, do "campo da morte lenta".
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Mas foi o único comentador, entre aqueles muitos que ouvi (não sei se escreva que consegui ouvir, ou que tive de ouvir) de que quero deixar aqui registo.
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Por outro lado, anoto o que considero “acasos” ou coincidências curiosas.
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No Expresso que antecedeu a semana da saída de Vitor Gaspar, e toda a “campanha” para a sua substituição por Paulo Macedo, a capa da Revista e a sua entrevista central com este ministro da saúde, não pode ser um mero acaso…

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Como não o terá sido a escolha deste mesmo ministro para representar o governo no debate parlamentar de ontem sobre questões financeiras.
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Assim como não é mero acaso, decerto, o roda-pé televisivo e a 1ª página do Correio da Manhã com a notícia do desemprego-demissão do marido da tão polémica ministra das finanças, depois de ter sido empregue na EDP, em que cuja privatização a respectiva esposa teve protagonismo.
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Retive, também, a informação de uma refeição em que os participantes teriam sido, Relvas, Macedo e Salgado, um dos banqueiros que tomaram posição clara (como confederações patronais), embora não muito mediatizada, contra a realização de eleições… e a defenderem a estabilidade política que tão mal se descortina.