à espera de GODOT
domingo, julho 21, 2013
sexta-feira, julho 19, 2013
Incompetência?... mais subservi(v)ência...
Intervenção de António Filipe na
Assembleia de República
"Este governo nem para se demitir
é competente"
Quinta 18 de Julho de 2013
Intervenção de António Filipe no debate
da Moção de Censura ao governo
apresentado pelo PEV.
da Moção de Censura ao governo
apresentado pelo PEV.
Disssimulou!
Ex-citação... e (quase) uma angústia
«Livrarias fechadas: Portugal, Barateira,
Camões, Guimarães, Diário de Notícias. Livrarias a fechar: Olisipo, Artes &
Letras, Sá da Costa. Esta é a lista das livrarias que recentemente fecharam ou
estão para fechar só na zona nobre de Lisboa.
A Livraria Sá da Costa, dias
depois de cumprir cem anos, vai fechar portas este sábado, é irónico. Livrarias
centenárias que de um momento para o outro deixa...ram de ser
viáveis? Livrarias de encontro, de tertúlia, de cultura que já não fazem
sentido? Livrarias onde o espaço era público, onde nos podíamos sentar
gratuitamente a ler um livro, não têm agora qualquer relevância? Lugares de
identidade que nos diferenciavam de outros lugares todos iguais, franchisados,
estilizados, aqui, em Madrid ou em Paris, vão ser transformados sapatarias ou
padarias ao estilo francês? Livrarias que eram de todos nós ou não
eram?
Alguma coisa estranha se passa nesta cidade ou melhor neste país. Um
país onde cada vez menos se gosta de viver. Um país onde as políticas são feitas
para o mercado e não para as pessoas. Um país onde a pobreza não nos deixa
pensar noutra coisa a não ser como vamos viver no dia seguinte. Um país assim,
naturalmente, não tem ânimo para a indignação, nem para a revolta. Um país assim
está morto.»
Jaime Bulhosa
só a recusa, a indignação,
A LUTA,
pode dar a volta a "isto" que estamos a viver,
e recolocar-nos no rumo da Humanidade
quinta-feira, julho 18, 2013
quarta-feira, julho 17, 2013
4ª feira, 17 de Julho. depois de algumas leituras e de ouvir alguns noticiários
O que é a luta de classes?
É - também!... - isto:
a comunicação social (ao serviço da classe dominante)
- ignorar tanto quanto puder
- deturpar até onde possível (se não puder ignorar...)
as posições do partido da classe operária e de todos os trabalhadores (o partido da classe explorada pela classe exploradora).
terça-feira, julho 16, 2013
Esta... tirei do "sapo", do "Expresso", e noutros lugares estará
Bloco propõe negociação
a PS e PCP
Rosa Pedroso
Lima
"Portugal está a entrar na terceira
semana de uma crise governamental e política sem solução à vista",diz João Semedo
É a resposta do Bloco de Esquerda ao "pântano político" em que o
País caiu. João Semedo faz, esta manhã, uma declaração em nome da comissão
política do BE, em que apela a PS e PCP para a abertura de "um processo de
discussão e aprovação das bases programáticas de um Governo de esquerda".
Depois de, ontem, o PCP ter convidado os bloquistas para
negociações, a comissão política do BE responde com a proposta de negociações
alargadas aos socialistas, salientando que "são precisas soluções urgentes e
nenhum esforço deve ser poupado para conseguir uma resposta à crise nacional".
O convite dos comunistas mereceu um comentário do BE: "Registamos
positivamente que a direcção do PCP tenha proposto a realização de uma
reunião".
Sem "tempo a perder", o Bloco diz que as negociações devem
fazer-se "sem condições prévias e no mais curto espaço de tempo". No entanto, o
programa está já balizado: o Governo de esquerda deve "terminar a austeridade e
o memorando", conseguir "a reestruturação da dívida" e "recuperar o rendimento
perdido pelas pessoas".
O mote para a iniciativa bloquista foi dado com a atual situação
política. "Portugal está a entrar na terceira semana de uma crise governamental
e política sem solução à vista", diz João Semedo, para quem "este curso
desastroso deve ser interrompido".
ele há coisas...
ver blog anterior
("outra informação"!)
Por causa dos anacronismos e outras ambiguidades:
Nota do Gabinete de Imprensa do PCP
Encontros propostos pelo PCP
com forças políticas e sociais
Terça 16 de Julho de 2013
1. Na sequência do convite dirigido ontem pelo PCP às forças políticas e
sociais para encontros com vista à avaliação da situação política e aos seus
desenvolvimentos decorrentes da crise política e institucional originada pela
concretização do Pacto de Agressão, estão agendados para a próxima sexta-feira
reuniões com o Bloco de Esquerda, Partido Ecologista “Os Verdes” e a Associação
Intervenção Democrática respectivamente às 11h00, 15h00 e 16h30.
2. Perante a inquietante evolução e as manobras com vista a perpetuar a
política de direita e o rumo de desastre nacional com os mesmos ou outros
promotores, a avaliação comum da actual situação pelo conjunto de forças,
sectores e personalidades norteados pelo respeito dos princípios e valores
constitucionais e que inscrevem como objectivos a demissão do governo e a
realização de eleições e a rejeição do Pacto de Agressão assume inegável
importância.
3. O PCP reafirma a urgência de uma ruptura com a política de direita e de
uma mudança na vida nacional que abra caminho à construção de uma política
alternativa, patriótica e de esquerda, constitui um imperativo nacional, uma
condição para assegurar um Portugal com futuro, de justiça social e progresso,
um país soberano e independente. Uma política que seja capaz de libertar
Portugal da dependência e da submissão, recuperar para o país o que é do país,
devolver aos trabalhadores e ao povo os seus direitos, salários e rendimentos,
assente nas seis opções fundamentais apresentadas pelo Comité Central do PCP na
sua reunião de 6 de Maio.
«à cause des mouches»
e da comunicação social
segunda-feira, julho 15, 2013
Estórias de futebol, adaptadas
15.07.2013
Acordei a lembrar-me de duas estórias de futebol…
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I – “Não inventa, não inventa!”
No tempo em que o futebol (o de 1ª divisão) era jogado, em Portugal, por nativos treinados por uns senhores estrangeiros, havia um destes que, ao que eu me lembro, berrava muito nos treinos: “não inventa, não inventa…”.
Queria ele dizer, no seu linguajar, que os por ele treinados não deveriam complicar as coisas, que tinham de aprender a jogar simples, bola recebida, bola passada, quanto muito um driblezito e jogo colectivo.
Porque é que me lembrei dito, hoje, que nativos são os treinadores e os treinados formam equipas que são verdadeiras sociedades das nações, em que a nação menos representada é a portuguesa, e tudo são negócios?
Por causa do Cavaco! Inventou! Tinha três saídas:
- 1. Dava posse ao governo PCoelho-PPortas recauchutado, isto é, “siga a dança” mais uns mesitos;
- 2. Demitia o governo, isto é, dissolvia a Assembleia da República e marcava eleições;
- 3. Não aceitava o governo recauchutado mas adiava eleições, isto é, arranjava uma fórmula de propor à AR um outro 1º ministro e seu governo.
Não tomou nenhuma delas e suas variantes. Inventou. Inventou uma “salvação nacional” escavacada, isto é, embrulhou tudo ainda mais, com gravíssimos prejuízos para a democracia, a verdadeira, aquela que ele não suporta.
Como sempre às ordens dos mercados...
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II – Quando não se é capaz
de colocar a bola a 30/40 metros…
O senhor Cândido de Oliveira era… um senhor.
Primeiro capitão da primeira selecção nacional de futebol (1921), dos fundadores do Casa Pia Atlético Clube, seleccionador nacional indiscutido, alto funcionário dos Correios… foi preso e enviado para o Tarrafal (1942-1944), acusado de espionagem a favor da Inglaterra, o país aliado de Portugal que, salazarentamente, se aliava, nazi-fascista, ao eixo Alemanha-Itália. Mas não é disto a estória que (me) quero contar, nem da fundação do jornal A Bola, ou da criação da célebre equipa dos “cinco violinos” do Sporting.
A estória é do futebol (ou do que quer que seja) como obra colectiva, é da forma de fazer uma grande equipa de futebol (ou do que for) sem ter grandes jogadores.
Dizia Mestre Cândido “quando não se tem jogadores que coloquem a bola a 30/40 metros, usa-se o passe curto e a progressão lenta, toma lá-dá cá, com mudanças de velocidade...” *
Pode servir-se frio, morno ou quente. E na luta de classes… do lado das massas.
__________________
* - em "Económicas", em 1957, usámos esta "táctica" e fomos campeões universitários!
Vitor Gaspar e o ar condicionado - que sempre os houve, sempre diferentes
Cá vamos lendo (muito) e (pouco) rindo. E, ao sabor do tempo - incerto, muito variável -, de vez em quando... surpresas. Algumas agradáveis. Como este texto de Gonçalo Brás (economista e doutorando na Faculdade de Economia de Coimbra) que me trouxe muitas reminiscências. Daquela Faculdade - há mais de 30 anos - e de coisas que escrevia - há mais de 40 anos - quando os jornais me davam espaço, e eu o aproveitava com prosa que passasse o crivo da censura, e o tentava com a ironia por estas áreas tidas por áridas. domingo, julho 14, 2013
De trapalhada em trapalhada, de mentira em mentira, um exercício permanente de hipocrisia e cinismo político
No plano da
democracia representativa, os eleitos com votos bastantes para nos representarem
têm vindo a praticar um exercício que seria suicidário se as suas intenções
fossem as de servir a política, isto é, o trabalho de alguns ao serviço de
todos, da comunidade.
Mas não são!
Páginas de "dias de agora"
14.07.2013 (fim de tarde)
Ponto da situação (sempre desactualizado, naturalmente!):
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- Ida de Portas e Seguro ao Clube Bilderberg
- Demissão de Gaspar, reconhecendo falhanço
- Demissão (irrevogável!) de Portas a pretexto de nomeação de Maria Luís
- Passos Coelho não aceita demissão e não se demite (que era cenário possível e, talvez…, previsto por PP)
- Em simultâneo, reacção dos mercados (aceitação de Maria Luís, e “agitação” de banqueiros, confederações patronais e bolsa)
- Muita actividade de Cavaco, em paralelo com reuniões sucessivas de Passos e Portas
- Declaração “surpreendente” de Cavaco que, aparentemente, não aceita remodelação governo PCoelho/PPortas e quer “salvação nacional” incluindo PS
- PS, para as massas mantém posição de exigir eleições, mas aceita proposta de Cavaco
- Campanha mediática dando a versão de recusa de PCP/BE/Verdes à proposta de Cavaco, que liminarmente os ignorou, como se fez desentendido das manifestações e greves
- Procura de condições para reforço de luta de massas, com enfermeiros “em grande”, moção de censura dos Verdes, e “congelamento” destas acções na comunicação social
- Eleições inevitáveis (depois do orçamento?), com “culpas” para os partidos que não chegaram a acordos.
- E, claro e sobretudo, para os que recusaram as negociações e os (não) acordos para que começaram por ser recusados.
- Tudo certo, portanto.
- PSD, CDS e PS num “jogo de empurra”, com Cavaco a arbitrar numa permanente (e desgraçada) degradação da imagem da política na população
- PS a dizer que quer eleições mas tudo fazendo para que elas se façam depois do odioso ficar para o actual governo, que continuará a atacar enquanto com ele (e Cavaco) pactuará em entendimentos de “sistema” (capitalista)..
- Jogos & mais jogos, Lª., cheios de “portas falsas”, “coelhos na cartola”, “seguros mais que ambíguos”, tudo escavacado… a prazo incerto.
- A moção de censura poderá ser... interessante.
- ... mas o esclarecimento (boca a orelha) e a luta de massas correlativa são fundamentais!
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Pirataria aérea...
de VICMAN
em vermelho
podia ser, em vez da Torre Eifel,
a estilização
da Torre dos Clérigos
ou do Castelo de S.Jorge
Para este domingo - De que lado estás tu?
a pergunta a fazer de vez em quando... todos os dias!
PETE SEEGER
PETE SEEGER
Wich Side Are You On
Our father was a union man some day i'll be one too.
The bosses fired daddy what's our family gonna do?
Come all you good workers good news to you
I'll tell of how the good old union has come in here to dewll.
Chorus:
Which side are you on?
Which side are you on?
My daddy was miner and i'm a miner's son
And i'll stick with the union 'til every battles
done.
They say in marlan county there are no neutrals there
You'll either be a union man or a thug for j.h. blair
Oh workers can you stand it?
Oh tell me how you can will you be a lousy scab or will you be a man?
Don't scab for the bosses don't listen to their lies
Us poor folks haven't got a chance unless we organize.
de que lado estás tu?!
Nosso pai era homem de sindicato algum dia eu vou ser um também.
Os patrões demitiram o nosso pai, que é a nossa família vai fazer?
Venham todos os trabalhadores que temos uma boa notícia boa para lhes dar
Vou dizer de como o sindicato bom e velho está aqui para ajudar.
Refrão:
De que lado estás tu?
De que lado estás tu?
Meu pai era mineiro e eu sou o filho de um mineiro
E eu vou ficar com o sindicato até todas as batalhas terminarem.
Dizem que no município de Marlan não há gente neutra
Queres ser um homem de sindicato ou um vendido a J.H Blair
Oh trabalhadores, vocês podem suportar isso?
Oh, diz-me tu como podes ter uma doença ruim ou ser um homem são e inteiro?
Não dês ouvidos aos patrões, não acredites nas suas mentiras
Somos gente pobre e sem força, não temos qualquer futuro se não nos organizamos
sábado, julho 13, 2013
O PS aceita...
PS aceita reunião com Governo e troika (SOL)
O Partido Socialista aceitou a sugestão do
primeiro-ministro, feita esta sexta-feira, para que um encontro inédito com o
Governo e a troika. A reunião não tem ainda dia marcado, mas será na próxima
semana, com os chefes de missão para Portugal.
isto teria sido tudo combinado em Bilderberg?,
só não marcaram o dia?
sexta-feira, julho 12, 2013
O futuro vem aí... quando? ... como?
De um comentário::
Parece-me que todos se preparam para eleições: o grande capital já percebeu que o PSD e o CDS já não têm condições para assegurar a concretização do seu programa de reconstituição do capitalismo monopolista. O PS já deu garantias de que só ou ainda pior acompanhado está disponível para cumprir esse desígnio. Nos entretantos, é necessário garantir [ao grande capital] a aprovação de um conjunto de legislação que aguarda para ser aprovada pela maioria, ou como agora é moda: pelo "arco do poder" ou da governabilidade...
Parece confuso? É uma questão de opção de classe!
Obrigado, Ricardo!
até diria mais:
é a luta de classes!,
em toda a sua evidência
(escondida, escamoteada)
Ex-citações (ou o que dá a ex-citação...)
quinta-feira, julho 11, 2013
Estabilidade “à Cavaco”
Depois de
muito e muitos ouvir, de muito pensar (?), de consultar o seus manuais de
ciência política, Cavaco transmitiu a sua/dele solução para o País, preocupado
sobretudo (e sobre todos!) com a estabilidade política, para cuja resolveu pôr uma pedra, um pedregulho…, sobre a crise.
Só que ficam
algumas duvidazitas:
Vai dar
posse a Portas como vice-primeiro ministro, a Pires de Lima como ministro da
economia, e a Jorge não-sei-quê como ministro do ambiente?
Ou vai aceitar o pedido de demissão de Portas que Passos Coelho lhe não transmitiu?
Ou vai aceitar o pedido de demissão de Portas que Passos Coelho lhe não transmitiu?
Tão
rigorosamente crítico em relação aos prazos a que obrigariam eleições-agora, em
que prazos pensa Cavaco para se constituir a “salvação nacional” da “destruição
final”?
Quem será a
personagem misteriosa que foi referida (assim a escapar…) para fazer não se
sabe o quê mas que será, decerto, muito importante para os mercados e a
estabilidade?
As eleições antecipadas
de 2014 serão feitas na partida da “troika” do aeroporto da Portela ou só
depois desses senhores chegarem aos seus destinos de aterragem e terem
aprovados os seus “debriefings”?
Nas
autárquicas, o PS,PSD e CDS-PP podem concorrer separados, e os votos na CDU e
no BE também contam?
E nas “europeias”
de 2014?
E se o PS, o
PSD e o CDS-PP, depois de longas maratonas negociais, não se entenderem, internamente e entre eles?
Dá a
impressão que a “estabilidade política” de Cavaco é uma ficção (pouco)
científica!
Pequena dúvida geométrica
PS + PSD + CDS-PP
são o "salvador"
BLOCO CENTRAL?
se este é o bloco CENTRAL,
qual é a ala DIREITA da democracia política?
... já que a esquerda é dada/escavacada por inexistente
POVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOPOVOP
quarta-feira, julho 10, 2013
Tudo visto e todos ouvi(s)tos...
O Presidente da República Portuguesa passou a maior parte do seu aguardado tempo de antena a explicar aos portugueses porque não fazia aquilo que o Presidente da República Portuguesa deveria fazer face à situação. O PdaRP não negou a situação provocada nos portugueses pela governação saída da maioria parlamentar de há dois anos. Maioria que já não tem qualquer base de apoio social, político, eleitoral.
O Presidente da República Portuguesa veio justificar porque, sendo Presidente da República Portuguesa, não fazia o que o Presidente da República Portuguesa tinha de fazer. Veio dizer que há um compromisso tomado por três partidos que tem de ser cumprido pelos portugueses. Compromisso para com entidades estrangeiras que impuseram uma estratégia que, no seu obediente cumprimento, apenas agravou a situação, acresceu a dívida, destruiu o que restava da economia produtiva portuguesa, diminuiu brutalmente o nível de vida dos portugueses, fez os portugueses que trabalham (ou trabalhavam...) pagarem todos os desvarios de uma especulação e ganância desvairada. Que continua!
Tudo visto, todos ouvidos, tudo e todos reconhecendo o que chamam erros e falhanço - até os próprios autores e executores da estratégia -, o Presidente da República Portuguesa recusou dar a palavra ao povo. No resto do discurso, sempre com os sacrossantos mercados a sobreporem-se a qualquer consideração sobre a necessidade de se rever e negociar o que foi um desastre económico e social, o PdaRP juntou à assumpção da cumplicidade do que aconteceu a proposta-ordem de que os três partidos da "troika", únicos existentes para ele, se entendam numa "salvação nacional" que leve até ao fim o que tem sido a "destruição nacional".
Portugal ainda existe! E os portugueses têm de o provar.
A última assinatura de Gaspar....
O
último acto de Vitor Gaspar como ministro das Finanças foi um roubo a todos os
trabalhadores portugueses. A Portaria 216/A/2013 foi publicada em 2 de Julho,
no mesmo dia em que V. Gaspar se demitiu do Ministério das Finanças.
É assinada
tanto por ele como por Mota Soares, que na altura também considerava
demitir-se. Essa portaria passou quase desapercebida em meio a crise política
que se seguiu. No
entanto, é gravíssima pois concretiza as ameaças do governo ao Fundo de
Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS).
O referido diploma ordena
ao Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS)
que proceda à substituição dos activos em outros estados da OCDE por dívida
pública portuguesa até ao limite de 90% da carteira de activos do Fundo. Ou
seja, o dinheiro pertencente aos trabalhadores, acumulado naquele Fundo para servir
a Segurança Social, será lançado à voragem do financiamento da impagável dívida
pública portuguesa.
Este governo moribundo até o último minuto cumpre as imposições da "troika". E o
governo recauchutado que eles pretendem seria a continuação deste.
Alienação...
A
coordenadora da CDU/Torres Novas, vai realizar uma Conferência de Imprensa na
próxima SEXTA FEIRA,12 DE JULHO às 17H30 junto à entrada do Hospital de Torres
Novas, com o objectivo de denunciar o perigo da alienação do Hospital, pois tal
situação nunca foi tão real como hoje.
terça-feira, julho 09, 2013
Aos Utentes dos Serviços de Saúde
Um comunicado do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses:
UTENTES DOS SERVIÇOS DE SAÚDE
ESTA INFORMAÇÃO É PARA SI!
A 9 E 10/JULHO
OS ENFERMEIROS ESTÃO EM GREVE,
TAMBÉM POR SI,
PELOS SERVIÇOS DE SAÚDE,
PELA SUA SEGURANÇA, PELO SNS!
É nosso dever alertá-lo para as consequências da politica do governo, no seu hospital e no seu centro de saúde.
Os cortes efetuados pelo governo já ultrapassou em cerca de 300 milhões de euros o que estava previsto. Isto significa que todas as instituições estão a ter cada vez mais dificuldade em dar as respostas que o Sr.(a) precisa e tem direito. O GOVERNO ainda quer “cortar” mais!
Os serviços têm hoje menos enfermeiros que há dois anos atrás pondo em causa a qualidade dos cuidados, a sua e a nossa segurança. O GOVERNO pretende despedir enfermeiros!
Os enfermeiros, há muito que têm um horário de trabalho norma de 35 horas semanais porque está provado que esse é o tempo indicado para lhes permitir o descanso físico e psicológico para estarem disponíveis para si, para cuidar de si.
O GOVERNO pretende aumentar este horário para as 40 horas, pondo em causa, mais uma vez a sua segurança e a nossa!
Sabia que os enfermeiros por estarem 24 sobre 24 horas nos serviços, por trabalharem por turnos, não terem horas para comer estão mais sujeitos a riscos como: contrair doenças infetocontagiosas, doenças articulares e musculares e cancro no estomago?
Sabia que o aborto espontâneo é mais frequente nas enfermeiras que em qualquer outra profissão?
Sabia que o contacto permanente com a dor, o sofrimento e a morte, a elevada responsabilidade, o medo de errar e das consequências que esses erros podem ter na sua vida ou de um seu familiar ou amigo, a exposição à agressividade, a necessidade de estar em constante aprendizagem fazem com que muitos enfermeiros tenham depressões.
Estamos em luta contra as propostas do governo.
Estamos em luta para defender os seus serviços de saúde e as nossas condições de trabalho.
Estamos consigo, esteja connosco!
A luta pelo Serviço Nacional de Saúde é de todos os portugueses!
A fadiga mata
pode matá-lo(a)
também!
A profissão de
enfermagem é
essencialmente
feminina!
Sabia que a
esperança de
vida das
mulheres, em
Portugal, é de
82,2 e que a
maioria das
enfermeiras não
chegará aos 65
anos de idade?
... menos um dia
E aqui estamos nós. Na aparente espera, que também tem de ser luta.
Na expectativa do que vai decidir o Presidente da República, com tudo a correr como se ele não existisse, ou como se estivesse por detrás de tudo, a cumprir os preceitos que é o primeiro a desrespeitar.
É uma situação insólita. Mas o que não o é? Insólito, caricato, "ridículo e vexatório" (como se dizia quando eu andava no liceu).
Há que dimensionar. Estes dias são, apenas, dias. Em caminhos de anos, de décadas, de séculos.
Só lembrar (para nós mesmos) que este governo tem dois anos e assentou sobre a coligação de dois partidos, a participação nele das suas figuras cimeira e escorado sobre três pilares: um "comissário político" -Relvas -, um "mago das finanças", muito cotado nos mercados, até pela sua experiência nos sistema bancário-fictício-creditício - Vitor Gaspar - e a descoberta (ou invenção) de um "génio(zinho) da economia", importado de universidades e aparentados da Canadá, com um super-ministério - o Álvaro Santos Pereira. Todos sob a batuta empunhada por uma "troika" externo (introduzida pela "troika" interna), que neles confiava e a que eles eram servis.
Teria falhado tudo. Como foi previsto e prevenido. Mas será que tudo falhou? Não teve, tudo, as consequências-custos sociais que, além de previstos e prevenidos, eram finalidades estratégicas? Empobrecimento para as massas e emigração para os que mais cá precisos eram para outra política.
Agora, nestes dias de agora, espera-se a cavacal decisão para a negociada recauchutagem, sem Relvas, Gaspar e Álvaro. Com FMI pouco "troiko"? Com Pires de Lima para efeitos intestinos (CDS-PP) e internos (economia capitalista no âmbito local) e Portas dos negócios estrangeiros para os negócios troikulentos e as finanças menos evidentes mas igualmente determinantes? Como os banqueiros e os mercados mandam.
Só há que continuar a luta. Que a reforçar. Sempre na perspectiva que não choca com os muros do curto prazo. Do beco em que se/nos meteram
Mais um dia...
Sobre o encontro do PCP com o Presidente da República
Segunda 8 de Julho de 2013
A pedido do Presidente da República, realizou-se hoje um encontro com uma
delegação do PCP, composta pelo seu Secretário-geral, Jorge Cordeiro e Fernanda
Mateus (membros da Comissão Política do CC).
No final do encontro, em declarações à comunicação social, Jerónimo de Sousa
afirmou que foi transmitida a posição de fundo do PCP, perante a crise social,
económica e política, perante um governo inevitavelmente enfraquecido e
derrotado, de exigência e necessidade de demitir o Governo, convocar eleições e
dissolver a Assembleia da República.
O Secretário-geral do PCP sublinhou que “Esta proposta parte da realidade
nacional, dos problemas que estão colocados ao nosso país, ao nosso povo”,
relembrando o Presidente da República que, há sete meses atrás, o PCP afirmou,
no encontro de então, que “estaríamos a caminhar para o desastre, a continuar
esta política, este Pacto de Agressão, e passados sete meses, a vida deu razão
ao PCP. Vivemos uma situação insustentável, no plano económico e social,
agravada agora com estes últimos acontecimentos”.
O Secretário-geral do PCP referiu que não se trata da mera demissão de Vítor
Gaspar ou de Paulo Portas, mas “da afirmação do falhanço desta política”,
salientando a cumplicidade do Presidente da República, caso permita o
prosseguimento desta política e das suas consequências, lembrando que é no povo
que reside a soberania. Jerónimo de Sousa terminou com a afirmação de que é
urgente uma nova política, patriótica e de esquerda.
domingo, julho 07, 2013
Ex-citações antológicas
- de Rei dos Leittões ("post" de Pata Negra)
Há tanto tempo que esperava este momento
Tínhamos acertado que um dia voltaríamos à terra da avó dela à Gramatinha, montaríamos a tenda no quintal, limparíamos a velha casa abandonada a umas centenas de metros da velha aldeia e ali ficaríamos distantes do mundo por uns dias.
E assim foi. Partimos no domingo, chegámos hoje.
Para recordar ou respeitar verdadeiramente a memória dos nossos antepassados é aconselhável que nos coloquemos, tanto quanto possível, na pele deles: sem água canalizada, sem energia eletrica, sem comunicações e sem contraceptivos.
Que bons foram estes dias sem ouvir o telemóvel, sem ouvir o filho pedir "ó pai quero um aipode", sem me irritar com o ruído de fundo da geladeira, sem a filha me acabar com a água quente, sem cartas de contas para pagar, sem me cruzar com a minha colega de trabalho, sósia da miss pig.
Vivemos tão intensamente que nos esquecemos que existia outro Portugal, o Portugal que paciente, aguenta a teimosia de Passos, que ignorantemente observa a competência de Gaspar, que humildemente suporta a vaidade de Portas, que se conforma com a imortalidade do Américo de Tomás.
Só um recolhimento como o destes dias me podia trazer a vontade de escrever estas linhas. Termino aqui, vou ver as notícias para ver se por cá também aconteceu alguma coisa, cinco dias sem comunicações foi um bom momento. Perdi alguma coisa?
- de avante! (excerto de O estoiro, de Henrique Custódio)
Conclui-se que os protagonistas andaram afincadamente a aldrabar-se uns aos outros, seja Portas a ludibriar Passos e Cavaco Silva, seja Passos a driblar Portas e o Presidente, seja este último a enganar o País.(...)»
É isso mesmo: patético!
Conferência de Imprensa, Jorge Cordeiro, membro do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central do PCP, Lisboa
As encenações de Portas e Passos
não iludem a derrota do Governo
e a necessidade de eleições
Sábado 6 de Julho de 2013
Por mais encenadas e patéticas que sejam as declarações em que PSD e CDS se
desdobram, nada ilude as duas questões essenciais que estão colocadas perante o
país:
- a de que estamos perante um governo politicamente derrotado e
socialmente isolado, um governo que, apesar de obcecadamente agarrado ao poder,
é já parte do passado.
- e a de que, perante um governo e uma maioria que há
muito deviam ter sido demitidos, perante um governo e uma maioria ilegítimos que
agem à margem da lei e contra a Constituição, não há nenhuma outra saída digna e
democrática que não seja a dissolução da Assembleia da República e a convocação
de eleições.
O Presidente da República assume, nas actuais circunstâncias, a inteira
responsabilidade de todas as consequências que resultem do prolongamento deste
caminho para o abismo económico e social.
O país não compreenderá – sobretudo, não aceitará – que, perante o
inaceitável percurso e espectáculo de degradação política, perante o não regular
funcionamento das instituições, o Presidente da República não assuma as suas
competências constitucionais, aquilo que jurou cumprir e se transforme em mero
parceiro da coligação.
Que nome dar a esta fantochada?... (além de fantochada, claro!)
notícias de sapo(s):
Portas passa a ser o interlocutor da troika (Expresso)
Líder do CDS será vice-primeiro-ministro, coordena áreas económicas e reforma do Estado e "rouba" às Finanças as renegociações do memorando.
... no que será assessorado
pela ministra Maria Luís
(creio eu...)!,
a não ser que esta tome uma decisão
sábado, julho 06, 2013
Dias de agora, ou "questões de moral", ou a História (como a vivemos e como escrita será)
06.07.2013
A política (mal dita) “ao mais alto nível” atingiu o mais baixo nível.
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Embora não surpreenda que ainda mais baixo desça.
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Do ponto de vista moral, ético – o que se lhe queira chamar… – esta “jiga-jogas” Gaspar-Passos-Maria Luís-Macedo-Portas-Cavaco & mais plantel (agora com Pires de Lima e mais não sei quem em protagonistas), são absolutamente execráveis.
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Surpreende? Não. Indigna!
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Sobretudo preocupa pelo que provoca de descredibilização da política nas massas!
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E dá vontade de ir tomar um duche… ou de ir ler textos nossos sobre moral (de Marx, de Cunhal), em que tudo está explicadinho.
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Fica para outra altura, porque há que ir à concentração!
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Mas, a propósito de acasos, ainda transcrevo três trechos de A História: Acaso ou Lei, com que ocupei a espera antes de uma tomada de sangue para umas análises que o médico me exigiu.
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(...)
(...)
(…)
sexta-feira, julho 05, 2013
CONCENTRAÇÃO, amanhã, em Belém
CGTP mantém concentração
mas cancela desfile
devido a temperaturas elevadas
Lisboa, 06 jul (Lusa) -- A CGTP decidiu alterar o programa relativo ao protesto convocado para sábado, em Belém, devido às temperaturas elevadas previstas para Lisboa, disse hoje à Lusa o representante da Intersindical, Armando Farias.
Dias de agora (e "de brasa")
Nestes "dias de brasa", muito se teve de ouvir e ler, muita informação se cruzou e enredou. Do que viemos acompanhando, retiram-se excertos de uma espécie de diário, "dias de agora":
05.07.2013
Tendo dormido mal, pelo calor (...), não vou deixar que elas (preocupações) se sobreponham e apaguem as que
vieram ontem com o acordar.
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São notas que considero de não se perderem neste vendaval de informações e contra-informações.
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De tudo o que vi e ouvi, e muito foi, guardei pedaços da entrevista com Adriano
Moreira como se tivesse assistindo a algo insólito.
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Não ouvi e reouvi os nomes mais que badalados, mas ouvi ideias e considerações sobre
o que é Portugal hoje, o que poderia ser e o que poderá vir a ser.
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Com relevância para a questão da plataforma continental e posição estratégica
de Portugal, para o espaço da CPLP desafunilando da “Europa” e do Atlântico Norte.
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Adriano Moreira continua, lá para os 90 anos, lúcido, culto, inteligente, com
dimensão de “homem de Estado” (queira isto dizer o que se queira).
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E não posso deixar de lamentar que o CV deste homem me faça lembrar que foi
ele que assinou, como ministro do fascismo, abertura do Tarrafal, do "campo da morte lenta".
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Mas foi o único comentador, entre aqueles muitos que ouvi (não sei se escreva
que consegui ouvir, ou que tive de ouvir) de que quero deixar aqui registo.
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Por outro lado, anoto o que considero “acasos” ou coincidências curiosas.
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No Expresso que antecedeu a semana da saída de Vitor Gaspar, e toda a “campanha”
para a sua substituição por Paulo Macedo, a capa da Revista e a sua entrevista central
com este ministro da saúde, não pode ser um mero acaso…
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Como não o terá sido a escolha deste mesmo ministro para representar o governo
no debate parlamentar de ontem sobre questões financeiras.
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Assim como não é mero acaso, decerto, o roda-pé televisivo e a 1ª página do Correio
da Manhã com a notícia do desemprego-demissão do marido da tão polémica ministra das finanças,
depois de ter sido empregue na EDP, em que cuja privatização a respectiva esposa
teve protagonismo.
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Retive, também, a informação de uma refeição em que os participantes teriam
sido, Relvas, Macedo e Salgado, um dos banqueiros que tomaram posição clara (como confederações patronais), embora
não muito mediatizada, contra a realização de eleições… e a defenderem a estabilidade política
que tão mal se descortina.
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