domingo, março 16, 2014

16 de Março - (algumas) efemérides no séc. XX


Falta aqui  muita coisa!
Mas dá para lembrar...

sábado, março 15, 2014

U.E. - a "união" que desfaz a força dos que menos têm! - 2

Já estamos no sábado e, antes de fechar a semana, aproveita-se o que veio de sábado passado. Como leitura e recorte. O artigo que já serviu para "post" anterior sobre a U.E., 










e como a criação do euro (e do BCE) veio agravar as desigualdades sociais e as assimetrias regionais.

Estas agravaram-se com a entrada para a União Europeia, depois de um período de convergência, no contexto dos fundos estruturais (e de coesão) que, perversamente, eliminaram quase por completo a vertente produtiva (de aproveitamento de recursos, das "vantagens comparativas") da economia nacional, e colocaram o País na dependência das finanças e banca transnacionais, e sobretudo da estratégia que teve como instrumentos o euro e o BCE, a U.E.M.
De onde resultou uma divergência real verdadeiramente insuportável.



Que de 2011 para 2014 se tornou maior. Mais insuportável!

Ucrânia - há que NOS informarmos, para além da (des)"informção"

 - Edição Nº2102  -  14-3-2014

Ucrânia

Não será possível compreender os recentes e preocupantes desenvolvimentos da situação na Ucrânia sem ter presente os acontecimentos que marcaram a evolução da situação na Europa após o fim da URSS e do campo socialista, com a autêntica cavalgada do capitalismo para Leste e suas dramáticas consequências políticas, sociais e económicas.
Nos últimos 20 anos, através do alargamento da NATO a 12 países do Leste da Europa, assim como do alargamento da União Europeia que praticamente o acompanhou, os EUA e os seus aliados, apesar de contradições, têm vindo a concretizar a sua estratégia de cerco à Federação Russa – agora sob o capitalismo –, assim como a qualquer outro país que não aceite submeter-se aos ditames e domínio do imperialismo norte-americano.
Neste sentido, os EUA e os seus aliados ambicionam, desde o primeiro momento, inserir e utilizar a Ucrânia na sua estratégia de tensão e confronto, procurando impor o seu domínio político, económico e militar sobre este país, seja através do estabelecimento de «parcerias» ou, mesmo, da sua adesão à NATO, seja através do estabelecimento de acordos com a UE.


É neste quadro que os EUA e a UE, manipulando o justo descontentamento da população ucraniana com a situação social e económica do seu país – durante as últimas duas décadas dominado por oligarcas e alvo da pilhagem levada a cabo com as privatizações, o desmantelamento do seu sector público, a exploração e empobrecimento da generalidade da população –, promoveram uma brutal ingerência e desrespeito pela soberania e a independência da Ucrânia, arquitetando e promovendo um golpe de estado que foi consumado por sectores de extrema-direita de cariz fascista e neo-nazi.
Um golpe de estado que representa um significativo passo na escalada de provocação, de intimidação e de agressão, de desrespeito de liberdades e direitos linguísticos e políticos – nomeadamente contra o Partido Comunista da Ucrânia e outras forças políticas – levada a cabo por grupos paramilitares ultra-nacionalistas, que pelos seus objectivos proclamados e acção violenta exacerbam e aprofundam divisões entre a população ucraniana, colocando em causa a integridade e unidade da Ucrânia.
EUA e UE correm agora a sustentar e «legitimar» o seu «governo interino» e a amarrar a Ucrânia a novos e gravosos acordos com o FMI – com o seu inaceitável rol de imposições, de cortes salariais, das reformas e das prestações sociais e de desmantelamento de serviços públicos – e ao acordo de livre comércio com a UE, autênticos mecanismos de dependência económica e política.


Aliás, torna-se necessário sublinhar que a consequente e natural rejeição e resistência face ao poder imposto com o golpe de estado por significativa parte da população ucraniana – apoiada pela Federação Russa, com quem partilha uma história comum, assim como fortes laços culturais e económicos – é agora usada para procurar justificar a continuação da escalada de provocação e de confronto e branquear o assalto às instituições do Estado em curso, através de uma sistemática campanha que visa desresponsabilizar os golpistas e os seus mentores, assim como os seus violentos propósitos e acção.

A evolução da situação actual na Ucrânia é incerta e evolui com rapidez. O perigoso processo posto em marcha com o golpe de estado, assim como a ingerência e a estratégia ofensiva dos EUA e da UE que estão na sua origem, são os primeiros e principais responsáveis pela grave agudização e imediatos desenvolvimentos da situação neste país, que poderão ter profundas consequências para o seu futuro próximo.

Pedro Guerreiro

sexta-feira, março 14, 2014

U.E. - a "união" que desfaz a força dos que menos têm!

No caderno Economia do Expresso aparecem, com frequência, notas, artigos, entrevistas, extractos de estudos, que vale a pena ler. O problema é já lá se chega cansado (e muitas vezes irritado), depois da leitura do espesso semanário, o que não ajuda ao acolhimento e aproveitamento.
Estamos quase em cima de outro sábado, e só agora lemos este trabalho de João Silvestre (infografias de Carlos Esteves). 


Vêm eles dizer-nos o que já sabíamos (que a união - esta! - não faz a força), e a seu tempo o dissemos e vamos continuar a dizer... nem que a voz nos doa!
É bom vermos que tínhamos razão? Quase apetece perguntar se fica feliz uma mãe quando um filho parte uma perna por não ter ouvido a prevenção materna. Mas é claro que, neste caso, a queda foi mesmo provocada, foi um empurrão que a "criança" não teve força para evitar. Força que é preciso encontrar para evitar que o trambolhão continue, numa escalda para baixo... de desigualdades sociais e assimetrias regionais! Com os que empurram (e os que permitem que se empurre) a dizer que se tratou de erros o que foi, e é, deliberado. Estratégico.

Há mais...
e aqui se voltará!
     

Dar força aos valores de Abril e à Constituição que os consagrou



quinta-feira, março 13, 2014

O Parlamento Europeu e os "erros" das "troikas"

Estrasburgo


Parlamento Europeu 


aprova relatórios

 

sobre acção da troika


Catarina Duarte   em Estrasburgo
13/03/14 11:4


Autores esperam evitar que se cometam 

os mesmos erros e dizem que aprovação 

"é uma mensagem muito forte" 

em véspera de eleições europeias.







Os dois relatórios sobre a acção da 'troika' nos países intervencionados - Grécia, Irlanda, Portugal e Chipre - foram hoje aprovados pela maioria dos eurodeputados no Parlamento Europeu.
Os parlamentares votaram dois relatórios, um sobre a acção da 'troika' nos países sob resgate financeiro - da autoria de Othmar Karas e Liem Hoang Ngoc - e outro sobre o emprego e os aspectos sociais provocados pelas medidas impostas pela 'troika'.
Os relatores esperam que os seus relatórios possam servir de "roteiro para a próxima Comissão Europeia", para que "não se voltem a cometer os mesmos erros".
Para Hoang Ngoc a aprovação dos relatórios "é uma mensagem muito forte" em véspera de eleições europeias.
* A jornalista viajou a convite do PE
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Não foram erros!, 
mas é importante registar...

5ª feira - na 1ª página do jornal avante - avante!

Avante!Avante!

Eleições para o Parlamento Europeu 2014

Compromisso com o povo e o País

A Declaração Programática do PCP para as eleições para o Parlamento Europeu foi apresentada esta segunda-feira, 10, no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, numa iniciativa em que participaram João Ferreira, primeiro candidato da CDU, e Jerónimo de Sousa. Este documento, afirmou o Secretário-geral do PCP, é um «compromisso dos comunistas portugueses para com os trabalhadores, o povo e o País», que assenta na profunda confiança de que «o rumo de destruição económica, de empobrecimento, de regressão social e de ataque à soberania nacional não é inevitável e pode ser invertido».
 

Semana da CGTP-IN

Por salários direitos e alternativa

Na semana nacional de protesto e luta, a decorrer desde dia 8, as reivindicações de aumentos salariais e defesa de direitos cruzam-se com a exigência de substituição do Governo e antecipação das eleições legislativas, para abrir caminho a uma política de esquerda e soberana, que a CGTP-IN defende para responder aos interesses dos trabalhadores e do País.


PCP celebra 93.º aniversário

Um Partido coeso e determinado

O Partido Comunista Português iniciou, no fim-de-semana, as comemorações do seu 93.º aniversário em dezenas de iniciativas nas quais participaram milhares de militantes e simpatizantes. No vibrante comício de Lisboa como no grande almoço do Seixal, em que marcaram presença Jerónimo de Sousa e João Ferreira, a mesma certeza: o colectivo partidário comunista está coeso e determinado em prosseguir o seu combate de sempre contra a exploração e a opressão, pela democracia, o progresso e a justiça social.

Ucrânia

Tensão aumenta

A República Autónoma da Crimeia realiza, domingo, um referendo sobre a união à Rússia, o qual ocorre num quadro de tensão diplomática e militar envolvendo a Ucrânia. A consulta ocorre depois de o parlamento de Simferopol ter aprovado uma declaração de independência face à Ucrânia.

quarta-feira, março 12, 2014

Documentos

Que bom ter comentários que, não sendo de visitantes habituais e amigos, nos obrigam (é maneira de dizer...) a transcrever. 

 Anónimo disse...
hum... dois documentos, com o mesmo título mas com conteúdos bem diferentes.aconselho vivamente a leitura de ambos.

um deles, o dos «notáveis» (???), assinado por série de personalidades que logo à partida dizem tudo sobre o documento, nomeadamente actuais assesores de cavaco silva, ex- ministros como Baião Horta, sevinate pinto, braga da cruz, manuela ferreira leite, bagão félix, adriano moreira, representantes dos patrões (cip,ccp...), etc...etc...e, claro alguns bem-intencionados, e algumas flores social-democratas para enfeite e dar um pretenso cheirinho à esquerda (como Francisco Louçã,, por exemplo).

deve ser o tal embrião do tal desejado acordo formal (o informal já existe) PSD/PS/CDS/etc...que o Cavaco, Antº Barreto, e similares tanto desejam.

sim, o pcp apresentou uma proposta de renegociação da dívida mas que nada tem a ver com recuperação capitalista, nem de sujeição aos interesses do capital europeu e mundial.

lá diz o povo: «não se devem confundir alhos com bugalhos?»

cumprimentos,

maria luísa almeida, lisboa

Estamos de acordo com quase tudo o que aí está.
Por aqui não há confusões (dessas),
e queremos não contribuir para elas.
Mas há argumentos, previsões, prevenções que,
escoradas numa leitura da história,
são uma grande força 
(para essa leitura e suas necessárias implicações)
quando a realidade as confirma,
e obriga os que têm outra leitura da história
(ou que não têm nenhuma...)
a vir dizer, hoje e como descoberta,
o que ontem foi dito e então ignorado ou atacado. 
  


Notável!

Afirmação do primeiro-ministro no discurso de abertura da conferência organizada pelo "Jornal de Negócios", em associação com a Renascença.


Notavelmente atrasados

Recebido por e-mail (obrigado!) e dizendo tudo, além de abrir portas para onde está tudo dito, e que é necessário ir lembrando. Sempre! 

MAIS VALE TARDE

BEM VINDOS AO CLUBE.

Agora que os "notáveis" já defendem a "reestruturação" da dívida pública, vale a pena ler o projeto de resolução apresentado pelo PCP no primeiro dia de funcionamento da Assembleia da República saída das eleições de junho de 2011 (21 de junho), no qual se defende a renegociação da dívida pública. Compare-se, depois, as mesmas propostas com as que os "notáveis" agora fazem... Mais uma vez, é ter razão cedo de mais. Ou não...

Cansa!
... mas compensa,
apesar de se ter de confrontar
o questionamento absurdo
(e outras coisas...)
«mas porque é que "vocês" não aderem a isto?»,
ou seja:
"nós" dizemos "aquelas coisas" no tempo certo,
fomos ignorados ou insultados por as termos dito,
mais tarde (ou muito mais tarde!) 
vêm dizer o que nós dissemos atempadamente,
e vêm acusar-nos de não aderir ao que dissemos,
depois de nos terem excluído 
para não serem conotados 
e para nos poderem atacar
dizendo que
 estamos isolados, 
que não queremos
 aquilo por que tanto lutamos:
unidade na acção,
na luta.
É notável!
(isto digo eu, claro...,
pomposamente utilizando a primeira pessoa do plural)

Coreias ou Coreia?


O "post" anterior mereceu leitura e alguns comentários. 
Ainda bem. Assim se cumpre a intenção ao publicá-lo. 
Um desses comentários justificaria o despacho: 
divulgue-se. 
Aqui fica ele!  

Ana disse...
Alguns jovens portugueses visitaram Panmunjon a linha de demarcação que divide o norte e o sul da Coreia. Dum lado a indignação e o mesmo grito: Coreia é uma!
Do outro as tropas - americanas e sul-coreanas - que fotografavam os que se atreviam a dizer Não! ao Imperialismo.
A gigantesca muralha que divide o norte e o sul é um crime hediondo construído e suportado pelos EUA, que lá (man)têm tropas e observadores.
A luta, a mesma luta, como dizes, mantém-nos unidos. É esta união dos povos pelo futuro digno, que os fantoches sabem que existe mas à custa de dizerem tantas mentiras esperam (e conseguem) que alguma coisa fique nos que se alimentam (só) desta imprensa.
Não conheço o povo do sul. Conheço o povo do norte (estive lá cerca de 20 dias) e é um povo trabalhador e ordeiro. As crianças vão para a escola sem medo de perigos. Não há gente desempregada. Os campos estão lavrados. As cidades não se encontram sujas. As montanhas são belíssimas e não ardem a fogo posto. Idosos e crianças, o mesmo respeito. E manifestam para com os estrangeiros uma imensa gemerosidade. São raras as vezes em que mostro as centenas de fotografias que lá fiz há cerca de 25 anos. Os que as vêem perguntam-me: Como são os norte-coreanos e a Coreia do Norte? E lá estou eu a explicar-lhes que a Coreia é uma. Os coreanos são como nós. Mas o que eu conheço, os do norte, são trabalhadores, ordeiros e generosos. E a saudade de ver os amigos como a Cha e o Pak é imensa. Tão imensa, que o correio trocado não é capaz de anular. E alegram-me as notícias, como a tua, que me trazem a Coreia e o povo do norte.


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Obrigado, Ana!

domingo, março 09, 2014

A mesma luta!

É - como é que se diz?... - recorrente. 
Quando, a propósito de qualquer coisa e sempre a despropósito, se quer atacar o Partido Comunista Português, vai-se buscar a Coreia de Norte. Ontem, foi o Expresso, no Cartoon de António. Que agressão (nas intenções!) mais infeliz e despropositada.












Paciência! Que é revolucionária.
Mas, agora, nestes dias de agora, e a propósito, impôs-se-nos uma recente leitura e transcrição da tradução da parte final de um texto do


com o significativo título de
"Guerra boa" e "guerra má"
- e a luta da memória contra o esquecimento
O regime que Washington criou no Sul, a “boa” Coreia, foi instalado e largamente mantido por aqueles que colaboraram com o Japão e a América.


O artigo é de John Pilger, e foi publicado a 13 de Fevereiro de 2014.
Depois de uma abertura em que denuncia como a história tem sido escrita pelos se assenhoriaram do poder, ou pelos seus serventuários, o A. refere autores que têm procurado contrariar esse contar do passado - E.P.Thompson, Howard Zinn, Eduardo Galeano, Richard Overy.
E termina essa abertura sublinhando que hoje, mais do que nunca, essas clarificações são necessárias, pela força da informação e porque se quer fazer crer "que nós vivemos, como afirma o jornal Time, “num presente eterno”, no qual a reflexão é limitada ao Facebook e a narrativa histórica é o espólio de Hollywood (e como no seu) 1984, George Orwell escreveu:“quem controla o passado controla o futuro, quem controla o presente controla o passado”
Logo depois pode (e deve!) ler-se:

«O povo da Coreia compreende bem isto. A carnificina na sua península a seguir à Segunda Grande Guerra é conhecida como “a guerra esquecida”, cujo significado para toda a humanidade há muito vem sendo escondido por histórias militares e de espionagem de guerra fria de"bons"contra"maus".
Acabei de ler A Guerra Coreana: uma História,  de Bruce Cumings (2010), professor de História na Universidade de Chicago. Primeiro vi Cumings ser entrevistado no extraordinário filme de Regis Tremblay  Os fantasmas de Jeju, que documenta o levantamento em 1948 na ilha sul coreana de Jeju, e a campanha dos seus actuais habitantes para impedir a construção da base de mísseis dos EUA apontados provocadoramente para a China.
Tal como a maioria dos coreanos, as famílias de agricultores e pescadores protestaram contra a divisão sem sentido da sua nação entre Norte e Sul, em 1945 – uma linha desenhada ao longo do paralelo 38 por um oficial americano, Dean Rusk, que tinha “consultado um mapa por volta da meia-noite ao dia seguinte a termos destruído completamente Nagasaki com uma bomba atómica”, como escreve Cumings. O mito de uma Coreia “boa” (o Sul) e uma Coreia “má” (o Norte) estava
inventado.
De facto a Coreia, Norte e Sul, tem uma notável história de resistência do povo ao feudalismo e à ocupação estrangeira, particularmente à do Japão no séc.XX. Quando os Americanos derrotaram o Japão em 1945, ocuparam a Coreia e frequentemente etiquetararam os que resistiram aos japoneses como “commies” (forma abreviada, popular e depreciativa de comunistas) . Em Jeju, cerca de 60.000 pessoas foram massacradas por milícias apoiadas  e, em alguns casos, comandadas por oficiais estado-unidenses.
Esta e outras atrocidades não relatadas foram um prelúdio “esquecido” para a guerra da Coreia (1950-53), na qual foram mortas mais pessoas do que os japoneses que morreram durante toda a Segunda Grande Guerra. Cumings faz um cálculo impressionante do grau de destruição nas cidades do norte: Pyongyang 75%, Sariwon 95%, Sinanju 100%. Foram bombardeadas grandes barragens no norte, a fim de causar tsunamis internos. Armas “anti-pessoal”, tais como napalm, foram testadas em civis. A excelente investigação de Cumings ajuda-nos a compreender por que a Coreia do Norte de hoje parece tão estranha: um anacronismo sustentado por uma longa atitude defensiva.  “A avalanche de bombas incendiárias foi visita do Norte durante três anos” escreve ele, “produzindo uma terra de ninguém e um sobrevivente povo toupeira que aprendeu a amar o refúgio de caves, montanhas, túneis e redutos, um mundo subterrâneo que se transformou na base de reconstrução de um país e uma recordação que levou ao surgimento de um ódio feroz na população. A sua verdade não é um conhecimento frio, antiquado e ineficaz”.  Cumings cita Virginia Wolf para descrever como o trauma deste tipo de guerra “confere memória”.
O líder guerrilheiro Kim Il-sung começou a lutar contra o militarismo japonês em 1932. Todas as características ligadas ao regime que ele fundou – “comunismo, estado nocivo, inimigo diabólico” – deriva de uma resistência implacável, brutal, heróica: primeiro contra o Japão, depois contra os EUA, que ameaçaram atacar com armas nucleares os escombros deixados pelos seus bombardeiros.  Cumings revela como propaganda a noção de que Kim Il-sung, líder da Coreia “má”, era um fantoche de Moscovo. Em contrapartida, o regime que Washington inventou no Sul, a  Coreia "boa", era dirigido maioritariamente por aqueles que tinham colaborado com o Japão e a América.
A guerra da Coreia teve uma especificidade não reconhecida. Foi nas ruínas ardentes da península que os EUA se voltaram para o que Cumings chama “um arquipélago do império”. E quando a União Soviética ruiu nos anos 1990, foi como se todo o planeta fosse declarado americano – ou quase.
Mas agora há a China. A base que está a ser construída na Ilha de Jeju ficará em frente da metrópole chinesa de Xangai, a uma distância de menos de 300 milhas, e do coração industrial do único país cujo poder económico irá provavelmente ultrapassar o dos EUA. “A China”, diz o Presidente Obama num documento público, “é a nossa ameaça estratégica de mais súbita emergência”. Por volta de 2020, quase dois terços de todas as forças navais estado-unidenses no mundo serão transferidas para a região Ásia-Pacífico. Num arco desenhado desde a Austrália até ao Japão e além deste, a China estará rodeada por mísseis e força aérea nuclear dos EUA. Será também “esquecida” esta ameaça para todos nós?»


 Coreia do Norte e PCP - a mesma luta?
Não será, antes, o povo coreano e o povo português 
- a mesma luta?
Ou os povos do mundo - a mesma luta?
Ou, já agora..., sociais-democratas, liberais, fascistas - a mesma luta?
(a sobrevivências do capitalismo!),
 com as suas profundas divisões e antagonismos.?
...matai-vos uns aos outros?
 A questão é que, matando-vos, a nós nos matam!

Para este domingo



TEM GENTE COM FOME 

Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Piiiii

Estação de Caxias
de novo a correr
de novo a dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome

Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar

Só nas estações
quando vai parando
começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer

Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuu.

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Dos dias de agora:

(...)
Agradecendo-lhe a “lembrança”, quis surripiar o Ney Matogrosso de 1979 do post do Cid para este domingo: agora há fome, há a fome de 1979 e de 1800 e de 1700, há a fome de quem tem fome!, a fome da gente com ontem, que se “recupera” e se soma  às “fomes” que  o processo histórico e o  progresso social trouxeram aos humanos.

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Às “fomes” resultantes da insatisfação das necessidades a que os seres humanos teriam direito por, como seres humanos, as terem criado na sua relação dialéctica com a natureza.

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A estas “fomes” – de conhecimento, de cultura, de tempos livres e libertadores, de relações sociais humanas – se está a  juntar, desumanamente regressando de onde já teria sido erradicadas, a FOME, a fome que noutros lugares ainda persiste por ainda não ter sido satisfeita por obstaculização das relações sociais impedindo o acesso aos caminhos da humanização, ao início da História.

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 É o tempo que estamos a viver. De luta contra todas as fomes.

sábado, março 08, 2014

Cuba -solidariedade com os 5


Informação/deformação/ideologia/luta de classes

2 ou 3 informações para fazerem pensar!:

Dia Internacional da Mulher
 
PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
 Clara Zetkin


Na Wikipédia
Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.
Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres.
Desenho de prisão
de Álvaro Cunhal

sexta-feira, março 07, 2014

A manifestação das forças de segurança de ontem

Manifestação dos polícias

o outro lado do mesmo lado
um passo no caminho que se faz passo-a-passo