quinta-feira, novembro 19, 2015

Informações...

Um mail amigo trouxe-nos esta informação que justificará divulgação. As condições institucionais têm, na aparência, um evidente paralelismo com a situação  presente em Portugal:

Extraído da Wikipédia:
"As Eleições gerais na Suécia em 2014 foi um pleito, realizado a 14 de setembro de 2014, para eleger o Parlamento - Riksdagen, as Assembleias regionais - Landstingsfullmäktige, e as Assembleias municipais -Kommunfullmäktige - do país.
Nas eleições legislativas para o Parlamento, a Aliança de Centro-direita (formado pelo Partido Moderado, pelo Partido Popular Liberal, pelo Partido do Centro e pelos Democratas Cristãos) buscava um terceiro mandado no governo. Os três principais partidos de esquerda (o Partido Social-Democrata, o Partido Verde e o Partido da Esquerda), rompendo com a história recente da Suécia, lançaram plataformas independentes uma das outras, assim como os Democratas Suecos, um partido nacionalista de extrema-direita, e a Iniciativa Feminista, um novo partido de esquerda feminista.
No final, os partidos verde-vermelhos (de centro-esquerda) obtiveram 158 assentos, e conseguiram superar a Aliança pela Suécia (de centro-direita), que atingiu 142 assentos.
Os Democratas Suecos conseguiram 49 assentos e expandiram sua representação no parlamento.

Fredrik Reinfeldt, o então primeiro-ministro, anunciou que renunciaria, abrindo caminho para a formação de um novo governo, liderado porStefan Löfven dos Sociais-Democratas.

O Parlamento da Suécia elegeu Stefan Löfven para liderar um governo de coligação verde-vermelha, constituída pelo Partido Social-Democrata, de centro-esquerda, e o Partido Verde, ecologista."

quarta-feira, novembro 18, 2015

Não há nenhuma razão, nem nenhum procedimento no respeito da Constituição ...

c anibal ismo

GR7

quem não quer ser lobby não lhe veste a pele


GR7
(andei às voltas para não veicular simplesmente ideias feitas, 
parciais, incompletas, especulativas... 
mas não deixam de ser ideias transmitidas por aí)

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O dinheiro que voa!,
enquanto se acusam "os árabes" das maiores barbaridades,
se destroem e põem a ferro e fogo países árabes 
se maltratam desumanamente povos árabes!

Nenhuma barbárie se justifica,
nenhuma barbárie justifica, 
 ou pode servir de pretexto para 
mais barbárie!

José Esteves, história e sociologia do desporto

Morreu o professor José Esteves. 
A notícia chegou ontem, pelo telefone.
Surpresa? Não pode ser surpresa a morte de um amigo com 96 anos.
Tristeza e recordações,sim. 
Lembranças. Muitas. De um homem bom, de convicções, lutador incansável pela "sua" utopia, por um mundo de Paz, sem armas, sem fardas (vestidas ou dentro de nós).
De  tantas lembranças, de tantas conversas, uma frase em resposta a umas réplicas: "... pois é, sou um lírico, melhor: sou um lírio!".
Hoje, gostaria de lhe deixar uma flor sobre a campa. Um lírio? Um cravo!




terça-feira, novembro 17, 2015

Desencontrados? Talvez sim, talvez não... depende!

 bumbum bambam

















para grandes males... ideias feitas

GR7

O Estado sou EU!


à Rádio Renascença:
«EU estive 5 meses em gestão!
EU estive 5 meses em gestão!
EU estive 5 meses em gestão!
EU estive 5 meses em gestão!
EU estive 5 meses em gestão!
                                  ...»
.
e ninguém se lembra que o pobre do homem
ainda tem de ouvir 
o Oliveira e Costa
o Isaltino Morais,
o Dias Loureiro,
o Duarte Lima
o Ricardo Salgado
e outros de igual jaez!

segunda-feira, novembro 16, 2015

"A bipolarização da política portuguesa em Direita/Esquerda é positiva?"

... perguntaram-me do Região de Leiria (que já julgava que se tivesse esquecido de mim... mas a "bipolarização" veio lembrar). Respondi assim, cumprindo escrupulosamente o número de caracteres indicado:

domingo, novembro 15, 2015

Foi há um ano!

Como há pouco ouvíamos dizer ao Eduardo Galiano, e por aqui deixámos para que mais o ouçam e ao significado profundo da frase
.
nos estamos viendo!


Mas a presença viva do Zé, amiga, pedagógica, sempre com a palavra e o gesto certos, necessários, faz-nos tanta falta. 
Imprescindível, dizia o Brecht

Nos estamos viendo...





"Na época mais louca da História da Humanidade!"

... "pelo pretexto"
que os há bons... 
de amizade, de solidariedade, de cumplicidade!

Para este domingo - visita a Sophia de Mello Breyner Andresen. e não só!

Neste últimos tempos
Nestes últimos tempos é certo a esquerda fez erros
Caíu em desmandos confusões praticou injustiças

Mas que diremos da longa tenebrosa e perita
Degradação das coisas que a direita pratica?

Que diremos do lixo do seu luxo  -- de seu
Viscoso gozo da nata da vida -- que diremos
De sua feroz ganância e fria possessão?

Que diremos de sua sábia e tácita injustiça
Que diremos de seus conluios e negócios
E do utilitário uso dos seus ócios?

Que diremos de suas máscaras alibis e pretextos
De suas fintas labirintios e contextos?

Nestes últimos tempos é certo a esquerda muita vez
Desfigurou as linhas do seu rosto

Mas que diremos da meticulosa eficaz expedita
Degradação da vida que a direita pratica?

                                        Julho de 1976

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN


Obrigado, Luís

sábado, novembro 14, 2015

É tudo tão simples!

O almoço corria bem. Calmo, sem atropelos nem tempos mortos. Até que um dos camaradas descortinou um sorriso irónico no outro.
- Qu'é que foi?...
- É que nisso que estás pr'aí com contas e complicações, a minha filha, ontem, mandou-me um mail que põe tudo a claro.
- Como assim?
- Dizia-me ela:
Suponhamos que aqui, na Universidade, temos quatro cursos,  um director e um Conselho. Na prática democrática, o director foi eleito por toda a comunidade universitária e o Conselho também, e houve agora eleições. Com campanha em toda a Universidade. Foram eleitos 45 elementos da Faculdade A, 35 da Faculdade B, 10 da Faculdade C e 10 da Faculdade D. Para a constituição do executivo da Universidade, o Director propôs elementos da Faculdade A; os 55 eleitos das outras Faculdades rejeitaram a proposta e afirmaram preferir um executivo tal como proposto pela Faculdade B, com a concordância dos eleitos da faculdades C e D. Têm todo o direito!, e tem o Director o direito de não o aceitar? Isto não é política, isto é democracia.
- Boa malha. A tua filha tem cá uma pinta... Vou aproveitar o exemplo e fazer um "post".
O almoço continuou a correr bem Melhor...

Tudo ficção? Olhem que não, olhem que não!

NA CURVA

Entre os muitos biscates por que me perco e encontro (e nenhum tacho, nem um...) está uma recente colaboração semanal com um jornal digital (mediotejo.net). Muito me agrada fazê-lo. Pelo convite, pela receptividade aos textos que envio, pela qualidade das ilustrações escolhida pela redacção do jornal. 
Segue amostra, graficamente adaptada:

“NA CURVA” 

 
Estamos perante uma curva (ou duas, ou mais) à escolha. De quem?
Antes de a darmos, estamos parados numa espécie de encruzilhada. Numa pausa dependente de uma vontade, numa pausa voluntária, desnecessária, prejudicial, perigosa.
Um de nós, mais dado à literatura, à poesia, iria pedir ajuda ao Drummond de Andrade e servir-se-ia da ladaínha “E agora, José?”. Mudaria umas coisas, adaptaria, a começar pela apóstrofe e perguntaria

“E agora, Aníbal?”

Sua palavra agreste,
seus momentos de febre,
sua fúria recalcada,
sua reforma de ouro e queixa,
seus juros e suas juras
sua biblioteca sem livros,
sua gula de pão de ló,
seu fato malfeito,
sua coerente incoerência,
seu ódio, sim! seu ódio
– e agora?

Com a chave na mão,
não quer abrir a porta,
a que existe,
que outras não há;
quer morrer no mar,
mas o mar você secou;
quer, talvez…, elefantes,
elefantes são de outro Aníbal;
quer continuar em Belém,
mas só há Boliqueime,
Belém não há mais.
Aníbal, e agora?

Um outro de nós (ou o mesmo), mais voltado para as coisas da política – que são as de todos nós –, perguntaria
(a José, a Aníbal, a Pedro, a Paulo,
a António, a Catarina, a Jerónimo, a Heloísa,
a ti, a mim, a nós)

“Que fazer?”

E pediria, a todos, que respondêssemos à pergunta e não ao nome de quem a fez e quando a fez e como e a quem a fez: 
que fazer? Só!
Cá por mim, não tenho dúvidas. Eu, que sempre tenho dúvidas e tantas vezes me enganei e engano, desta vez não hesitaria. Faria a curva e continuaria o caminho, que só pode ser de luta.
Por futuro menos cifrão e mercado, mais humano. Tenha as curvas que tiver que ter.

de desastre em desastre pela estrada da desHumanidade e do horror

O que está a viver-se em Paris, em França, que entra em nossas casas e dentro de cada um de nós, é horror, é tragédia.
É um episódio de uma escalada a que parece não se saber pôr fim, antes se estimula, se acirra.
Dizem-se coisas, dizem-nos coisas, no calor da emoção sincera, da indignação justificada, que são também explicação, catarse e revelação. De medo e impotência nossas. Do dito Ocidente.

Vamos ripostar como corpo agredido, ferido, massacrado? Vamos retaliar o que, no fundo, é retaliação pelo que temos sido e temos feito, somos e fazemos como corpo e civilização?
Mas... que corpo?, que civilização una e definitiva somos nós, que nas armas se funda, na violência e na guerra se consolidou, e que quer dar lição e exemplo? 
Sofremos a pequena e trágica história do momento em que esse corpo é ferido, massacrado, chacinado, e recuamos apenas para tomar balanço para ripostar, na escalada da violência, do massacre, da chacina... mas a coberto do manto da civilização, da civilização das armas, do poder de retaliação, em nome dos direitos humanos que são, evidentemente!, os que nós definirmos e que de trincheira mistificadora sirvam. Vamos invocar (e mobilizar) a sagrada sigla da NATO contra os outros que não quisemos que fossem nós, que não queremos que sejam nós, que são... os outros de que nós nos servimos para que sejamos apenas nós e não - também! - os outros.
Há tantas Paris, há tantas França, o Ocidente é - só! - um ponto cardeal na cosmografia da Humanidade.
A História nos julgará por querermos ser tudo sendo tão pouco! 

(sentimento de um ocidental,
Cesário Verde sempre comigo)

sexta-feira, novembro 13, 2015

Quem quer e quem não quer eleições antecipadas?

Uma jogada baixa. Suja. 
De quem arrota democracia. 
Que da democracia se aproveitou, e quer continuar a aproveitar.
Para manipular. 
Para possibilitar que se explore até ao osso dos explorados. 
Que asco! 

aponta mentes e/imprestáveis

No cruzamento indestrinçável da procura de mim e de estar e comunicar com os outros (que eu sou), voltei à escrita da espécie de diário dias de agora, e para aqui aproveitarei alguns trechos.

(...)
E aqui estou, a aproveitar uns pedaços de toalha de papel que há dias (dois ou três) espera “passagem a limpo”, à maneira de Joaquim Namorado em AVISO À NAVEGAÇÃO

OS DONOS
            DO DINHEIRO
            DAS COISAS
            DE TUDO QUE NÃO É HUMANO
                        SALVO A FORÇA DE TRABALHO
(isto é, OS DONOS DE NADA,
porque nada tem dono!)
ESTÃO ASSUSTADOS,
VISLUMBRAM RISCOS
NAS SUAS POS(S)ES DE TUDO SEREM E TEREM
                                                            QUE É NADA!

CUIDADO!
AS BESTAS FERAS ASSUSTADAS SÃO PERIGOSAS!  
PELA POSSE DO NADA DE QUE SÃO DONOS
                                     SÃO CAPAZES DE TUDO!

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Ficam mais por transcrever (“passar a limpo”)… 

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Só temos, colectivo que somos, a força que nos derem!
(que nos dermos…)
Não nos deram força bastante, ontem e hoje?
(não nos demos…)
Lutemos para que no-la dêem amanhã!
(para que a tenhamos...)
(...)»

A luta continua, contÍnua!

 - Edição Nº2189  -  12-11-2015

A luta continua!

A concentração de anteontem em frente à Assembleia da República foi um momento pleno de significado, emoções e alegria. Ali confluíram muitas vontades e muitas lutas e ali se abriram muitas portas à esperança num futuro melhor para o nosso povo. Não foi à toa que nos últimos anos o PCP tem vindo a insistir nos conceitos de «força do povo» e de «esperança e confiança». São elementos fundamentais para que no plano subjectivo e das consciências se possam operar transformações sociais. O dia 10 de Novembro foi um passo importante nesse processo. Agora, será a força do povo, a força que emana da confiança, da esperança e das justas aspirações, e a luta que permite dar conteúdo e forma material a esses sentimentos, que não só continuarão, mas serão ainda com maior peso, o motor fundamental da transformação do nosso País.
Ao escrevermos estas linhas ainda não sabemos dos desenvolvimentos ulteriores a dia 10, nem conhecemos as decisões do Presidente da República. Mas independentemente disso tudo o que se passou já foi de uma extraordinária importância. E só foi possível por duas razões fundamentais:
1 - Porque durante todos estes anos, e especialmente nos últimos quatro, houve muitos que nunca desistiram de lutar. Os desenvolvimentos políticos são inseparáveis do aprofundamento da luta social e dos resultados concretos dessa luta que foram bem visíveis. É caso para dizer que «resistir é já vencer» e que «lutar vale a pena».
2 - Porque o PCP é uma força política única no panorama político nacional. Porque este Partido é verdadeiramente um Partido revolucionário que sabe em cada momento ler quais são as principais prioridades e etapas necessárias para fortalecer num determinado período a luta revolucionária. Porque soube ler a realidade e dialogar democraticamente com vistas a uma posição conjunta que não era, nem é, um fim em si próprio, mas antes um instrumento para encontrar uma solução política que dê resposta a alguns dos mais urgentes problemas dos trabalhadores e o povo.
A todos aqueles que se emocionaram de alegria no dia 10, é agora importante dizer que será a sua acção e luta que irá determinar o quão longe pode chegar o caminho de esperança aberto no dia 10 de Novembro. Sempre pelo povo, com o povo e para o povo, a luta continua!

Ângelo Alves 



quinta-feira, novembro 12, 2015

SEMPRE FORA DA LEI!

Passos rejeita formação 

de executivo do PS 

que considera "um golpe político"

LUSA

«(...)
O primeiro-ministro nomeou todos os partidos que derrubaram o Governo PSD/CDS-PP na Assembleia da República - "refiro-me evidentemente ao PAN, ao PEV, ao Bloco de Esquerda, ao PCP, ao Partido Socialista" - e acusou-os de terem com esse gesto cometido "o seu pecado original".(...)»

O golpista anti-Constituição
a chamar golpistas aos outros
... e a promover "golpes de Estado"
contra a Assembleia da República!
Ao que leva o desespero!!!

Sem vergonha e despudorados!

... e em Público (de hoje)!

ao primeiro, perguntar-se-ia
para quê o acrescento de
"do Ocidente"?,
é "um ocidental sem vergonha" 
e... pronto, tudo dito!;
ao segundo, informar~se-ia
que Cavaco não tem que dar posse,
tem, antes, de indigitar,
e, antes de tudo, de cumprir a Constituição
que jurou 
e no/para cumprimento da cuja está onde está!