terça-feira, abril 03, 2007

Deambulando... mas com rumo

Nas minhas deambulações navegantes, gosto de me deter em Open-source poetry. Apetece-me, por vezes - muitas - transcrever algumas coisas que leio. Porque não?

Dinâmicas da Pedra!
A Pedra ainda sente...

Olho para mim, sou eu...

Olho para ti, és tu...

Tento olhar para nós... será que já não somos?

posted by Zellig


fascismo nunca mais

quantos são?
à sombra do crime,
profetas das desgraças,
filhos bastardos da nação.

quantos são?
os ferros com que nos querem prender,
os calabouços frios e as mordaças,
não passarão a nossa união.
sejam fascistas cabrões,
juntos em grandes reuniões,
mas nunca serão pátria,
nem povo, e não vos valem os galões.

sejam parasitas, vermes,
invertebrados nazis,
mas a barricada que vedes,
tem por detrás um povo que grita:
fascismo nunca mais!

posted by pedras contra canhões


içar a vela

sob o cacete,
vergámos as costas,
outros, não fui eu.

sob a ira,
recebemos a dor
mas temos a vitória de uma força
que não cedeu.

temporária é certo, que importa proteger
nunca a vitória é certa
enquanto a história não crescer.

porém a luta é um mar
onde navega ao vento um povo jovem
"rumo à estrela polar".

posted by pedras contra canhões

3 comentários:

miguel disse...

não posso (nem quero) esconder o contentamento.
pena é existir uma realidade que hoje nos leve a escrever assim.

um grande abraço!

GR disse...

Gostei muito destes poemas.
Entristece-me ter que os ler, 33 anos depois de Abril!
Porém, podemos dizer: há jovens que lutam pelo futuro!

GR

Anónimo disse...

A minha avó, que era muito sensata, direi mesmo sábia e, além disso, acentuadamente de esquerda, costumava dizer que "na primeira cai quem não sabe, na segunda cai quem quer". Claro que os provérbios são, às vezes, limitados mas não deixam de traduzir alguma experiência de vida. Sérgio, obrigada por partilhares palavras tão lúcidas,fruto de duras experiências que a alguns convinha já terem sido esquecidas, mas, quando elas ficam impressas na carne,o esquecimento é impossível. E é preciso "avisar toda a gente".