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sexta-feira, agosto 24, 2018

A definição do inimigo

Resposta aberta a um

Mui Caro comentador deste blog, 
li, com a satisfação de sempre, o seu comentário ao meu post em que me lembra que 
"... hoje é dia 23 de agosto e a Comissão Europeia lançou cá para fora algo:  http://europa.eu/rapid/press-release_STATEMENT-18-5041_es.htm..." 
e onde, além do abraço, junta um 
"...P.S. - trata-se de uma "provocação benigna" só para a discussão






sexta-feira, setembro 01, 2017

Comunicado nº 8

CDU2017.jpg

CDU – autárquicas de 2017
COMUNICADO nº 8
INTERVALO?
(para quê?, para quem?)

Enquanto outras campanhas se enovelam em actos e entre-actos, parecem paralisadas na expectativa do que possa vir de fora ou de interpretações e decisões de bastidores, se mostram por festas e feiras, preparam acções de espavento, a CDU-Ourém vai cumprindo o seu roteiro eleitoral com os meios que dispõe, e cumpre os seus objectivos.

No domingo, 27 de Agosto, foi a apresentação da lista de candidatos à Assembleia de Freguesia de Fátima, no mercado local.
O primeiro candidato da lista à Câmara de Ourém fez a intervenção de abertura, começando por breves palavras sobre o significado da apresentação de uma lista em Fátima, pelo que representa a presença da CDU neste lugar de enorme relevância social, e pela necessidade do estudo que ele merece para melhor e mais responsavelmente se agir. Depois, apresentou os candidatos presentes da lista cujo primeiro nome é o de Helena Cardinali, com assinalável e reconhecida intervenção sindical, também o terceiro nome da lista para o executivo camarário.
Nessa lista, com idades entre os 23 anos e os 81 anos, com a média de 42 anos entre os 13 efectivos, estão 6 mulheres e 7 homens, e 6 são independentes de organizações partidárias.

A seguir, a primeira da lista para a Assembleia Municipal, Brígida Batista, fez uma intervenção em que, citando Sérgio Ribeiro, que é o segundo dessa lista, sublinhou a importância da democracia participativa, e adiante disse:
«(…)Fátima, com a sua especificidade e crescente importância no País e no mundo, tem uma dinâmica muito particular e única, potenciadora de desenvolvimento local, social e económico, torna mais evidente ainda a carência de um plano estratégico global, cuja falta está na origem de um Município dividido em dois, com necessidades que se duplicam e oportunidades desaproveitadas, que podiam beneficiar o conjunto e as populações.
«Fátima é uma realidade e um local diferente de outros. Mas é – também - um local onde vive e trabalha muita gente. Que merece toda a nossa atenção e que queremos bem representar e ajudar a fazer participar nos seus próprios destinos. Propomo-nos por isso como uma escolha DIFERENTE, como vêem o voto na CDU, nunca é um voto perdido, nunca é um voto em vão!
«O voto na CDU é um voto que reforça o lado participativo da democracia, é um voto no TRABALHO, HONESTIDADE E COMPETÊNCIA. O que não se afirma como um slogan ou demagogia, mas como maneira de estar na vida e na política.»
Depois, falou Helena Cardinali:
«…Fátima é um mundo. É também um mundo de trabalho, uma terra de muitos trabalhadores. Que têm os problemas de todos os trabalhadores e a que só unidos, solidários, podem procurar dar resposta.
«Sou trabalhadora. Sou sindicalista. E sei que há situações que são de todos os trabalhadores, sejam eles católicos ou não, só por serem trabalhadores. Porque há patrões que, sendo católicos ou não, sendo instituições religiosas ou não, são patrões e que, por isso, por vezes se “esquecem” das leis do trabalho.
«Somos trabalhadores. Somos sindicalistas. Apenas queremos defender os nossos direitos, que sempre tanto custaram a ganhar.
«Nestas eleições autárquicas, os trabalhadores têm de saber quem os defende, e têm de estar com esses. Como um simples gesto de defesa, ao lado dos outros trabalhadores, sem intenção de atacar ninguém.
«Eu estou com a CDU. De cara levantada e sem receios, sem medos. «Estou com a CDU. Porque estou com os que defendem o mesmo que eu. Que sou trabalhadora. Que sou sindicalista.
«Se no dia 1 de Outubro derem força à CDU... se no dia 1 de Outubro me derem força, no dia 2 de Outubro usarei essa força na Assembleia de Freguesia de Fátima para fazer – também ali! – o que procuro fazer em todos os sítios onde estiver: trabalhar com honestidade e competência, defender os meus direitos, os direitos dos trabalhadores e das populações em geral!»
Para terminar abriu-se um espaço de debate em que Brígida e Sérgio esclareceram aspectos relacionados com as eleições de 1 de Outubro.

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terça-feira, maio 23, 2017

Quando o "nosso catoonista" se rende à matemática,,,


Obrigado, GR7

... ou milagres e santificações 
em equações

sábado, maio 13, 2017

Despacho: divulgue-se!



A vinda do peregrino Francisco a Fátima trouxe, sem dúvida, muito a muita gente. Muito sentimento diferente a muita gente diferente. 

Pensava nisto, ontem ao fim do dia - em que não liguei a televisão... mas tive o zumbido dos helicópteros toda a tarde e começo de noite dentro da minha cabeça -, quando li esta crónica do Pata Negra. Diria, à maneira Mia Couto, que me proporcionou um sono abensonhado. Tanto assim que começo o dia de hoje com a tarefa (sim, tarefa!) de agradecer a crónica ao autor (e, indirectamente, ao Papa Francisco, cuja visita a provocou), por ser das melhores "peças" que me foi dado ler nos últimos tempos. 

Agradecer... e divulgar pelos meus limitados meios, a começar pela minha privada conselheira e censora literária, que apoia a avaliação:   


Ir a Fátima e não ver o Papa


- JÁ CHEGA!


(Este post destina-se apenas àqueles que hoje não ligaram a televisão)

Contava contar-vos hoje uma visão que tive de madrugada. Via eu uma multidão de homens e mulheres, populares, à volta duma virgem, via um ancião vestido de branco acenando a todos e a este e àquele, via gente abrindo os braços em sinal de louvor, gente de mãos erguidas pedindo isto e aquilo e saúde, via lágrimas de sofrimento e emoção, sorrisos de felicidade e de graças, portanto, uns contentes outros nem tanto, via Fátima. Contava também agradecer a não sei quem - se à Senhora de Fátima, se ao Papa, se ao António Costa, se à Assunção Cristas -  a tolerância que me deram sem eu a pedir.
Mas eis que os comandos da televisão não resistem a um dia em casa e, para meu espanto, a minha visão perdia qualquer valor porque acontecia em todos os canais - honrosa exceção para o Sport TV e para o Vénus. Fiquei chateado! Talvez tivesse adormecido a ver televisão e a minha visão não passasse dum sono leve no sofá e não duma revelação de ordem sobrenatural! 
(Irritou-me também a devoção às virgens porque lembrou as relações históricas entre cristianismo e islamismo e aqueles que, segundo a televisão, se fazem explodir porque, por o fazerem, serão recebidos no céu por dezenas de virgens. Esta fixação dos homens, castos ou varões, pela virgindade das mulheres é uma coisa que não cabe na minha civilidade! Que me perdoem as irmãs e os machões!)

No meio de tudo isto surgiu a minha filha. Aconselhada por mim a seguir a vida religiosa desafiou-me quando, sem o meu consentimento, se fez militante da JCP. Pensei: de mal o menos! Duma forma ou de outra não terá um namorado da JS ou da JSD! Mas eis que premiada, pelo pai remediado, com uma lambreta, por ter concluído o 12ºano apenas com negativa a Religião Moral, hoje me disse:
- Pai, eu vou a Fátima ver o Papa!
E passei eu todo o meu santo dia a ver se via a minha filha na televisão - tentativa frustrada - para me chegar ela agora a casa, depois do jantar, e completar-me o vão do dia:
- Pai, corri Fátima toda de mota e não vi o Papa!
E eu, sempre paternal e amigo, santo pai:
- Manda lixar o papa, tens aqui o papá! Este ano iremos à Festa do Avante e vais ver o Marcelo Rebelo de Sousa! Por tua causa já vi hoje mais televisão do que no dia do funeral do Mário Soares!
Come e cala-te, de papa JÁ CHEGA!

quinta-feira, maio 11, 2017

Fátima. Hoje. E aqui.

Fátima mexe connosco.
Não só com os crentes. Não só com os que interiorizaram o que lhes foi dito ter sido visto.
Não só com os que aceitaram a versão para o que lhes foi sendo fabricado e contado como tendo acontecido naquele sítio e por aqueles dias.
Fátima mexe connosco.
Não só com os vizinhos do lugar que, de ermo passou a ser, num curto espaço de tempo, povoado, aldeia, vila, cidade. E, em certas ocasiões, sobrepovoado!
Não só com os que, em Fátima e por Fátima, procuram no sobrenatural curas para maleitas e males, que não encontram por seus meios e ajudas de seus próximos e semelhantes.
Fátima mexe connosco.
Não só com os que, não crentes ou crentes, buscam o que são, o que os outros seus iguais são e o que a vida é.
Não só com os que vêem a dinâmica da História nas massas, e da informação delas, das suas lutas, o cerne da humanização ou o travão ao que as desumaniza.
Fátima mexe connosco.
Não só com os que tudo traduzem em cifrões com ou sem conteúdo material, só obedecendo a leis do negócio.
Não só com os que lêem, estudam, buscam a semente da verdade (ou a erva daninha da mentira) na palha das palavras escritas ou ditas.
Fátima é, sem dúvida – mas prenhe de dúvidas – um fenómeno social.
Como o é Meca, por exemplo.

Perguntaram-me coisas sobre Fátima. Porque quase em Fátima nasci, moro perto, conheci protagonistas. Às perguntas que me fizeram respondi em amena e simpática conversa com destino a jornal dito de referência. Sem peias nem cálculos de espaço.
A jornalista editou no seu blog o que tirara – e trabalhara – do gravador, e um extracto num caderno de publicação regional. E preveniu-me (e a toda a gente…) de problemas derivados da extensão da nossa conversa e da inelastecidade dos jornais, tendo o cuidado de sublinhar que a versão integral da entrevista estava no seu blog O Barulho das Luzes.
Numa pausa de outros quefazeres, confrontei o que o DN publicou com a versão integral. Como seria de esperar, estimei alguns pedaços do que não saiu o que mais gostaria de ter visto publicado.
Então o que se transcreve parece-me essencial para a compreensão da minha posição. Discutível, mas minha e bebida em boas fontes.





A seguir a “Depois de a Igreja começar a aceitar, Fátima foi muito bem aproveitada pelo Estado Novo, naquele “casamento” Salazar-Cerejeira” disse eu (como tiro do blog da jornalista):

Quem quer ter uma perspetiva histórica, vê que há uma fase inicial entre 1917-1930 (em que a igreja toma posição, lentamente, enquanto ia comprando terrenos à volta). Depois é a fase a seguir aos anos 30 em que é a Igreja e o Estado Novo; vem a fase do anticomunismo, com o Papa Pio XII, com o aproveitamento da mensagem de Fátima, já firmada com o aval da Igreja, e com todo o apoio político do fascismo. A terceira fase é a da universalidade, a peregrinação da imagem pelo mundo todo, é a mensagem do terceiro segredo, é o anticomunismo que ganha grande força.

Muito mais coisas disse. Que, se as estimo importantes, não teriam a importância deste trecho. Por isso o reproduzo. Aqui. E hoje.

E pergunto: estaremos a entrar numa quarta fase?

terça-feira, maio 09, 2017

Com os outros, aprende-se sempre...

Dada a vizinhança e outras proximidades, Fátima diz-me coisas. Aliás, tenho de passar por Fátima para chegar à A1 ou ir tomar o expresso da Rodoviária... Algumas dessas coisas são, para mim, de enorme relevância, como as que me foram ditas por Artur de Oliveira Santos ou o meu pai, como as lidas em Tomás da Fonseca, Rodrigues Miguéis, Filipe Torgal. 
Ainda agora estive quase uma hora (roubada à sesta...) a ouvir testemunhos sobre Fátima, a minha vizinha numa campanha promocional desmesurada. Que chorrilho! Que condição humana! Desde os maiores disparates (que a fé desculpará) a alguns sinais e expressões curiosos. 
De Zita Seabra não falo (podia queimar a língua...) mas retive a citação de Malraux por Adriano Moreira e a sua referência à vinda  a Fátima de Paulo VI, em contraste com o traste de Paulo Portas que sublinhou a importância que teria, para Portugal, a vinda de 3 Papas a Fátima... esquecendo-se da vinda desse mesmo Paulo VI, depois de ter recebido os representantes dos três movimentos de libertação nacional (PAIGC, MPLA, FRELIMO) a que o governo de Portugal respondia com guerra colonial! Que significativo!

Acabou a pausa de sesta...

sexta-feira, abril 14, 2017

As contas do Santuário

 de SAPO 24 com Lusa :


Qualquer contribuinte, seja crente ou não - e a autarquia! - teria motivos para se sentir perturbado e... alguns, zelosos das suas obrigações perante o Estado (os outros, ao fim e ao resto!), indignados.