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quinta-feira, setembro 08, 2011

O secretário-geral da NATO veio a Lisboa

Fez muitas visitas, refeições e reuniões.
Viu-se, ouviu-se e vai ler-se.
Também houve esta concentração, convocada pelo CPPC,
e apoiada por outras organizações.
E aconteceu!

sexta-feira, setembro 02, 2011

Ainda o livro de Rui Namorado Rosa... antes de

Muito há para dizer no final de uma leitura destas (em que alguns textos foram relidos).
Uma primeira coisa, e imediata, é que há que ler outra vez (ou mais uma vez). Até porque é um livro de que não se recomenda a leitura - que pode não ser fácil... às primeiras - mas de que se recomenda, vivamente, a releitura e o estudo.
Muito há para dizer. Algumas direi no lançamento, na Festa, em que me sinto honrado em participar (com Luísa Tovar). Outras se dirão, oportunamente, em referência directa ou pelo que ficou gravado no "disco rígido" cá de dentro.

Deixo, por agora e apenas, o índice
  • CEM ANOS PARA APRENDER HISTÓRIA
    • Matérias Primas e Energia na Era do Imperialismo Global
    • Uma Terra generosa mas finita
    • Cem Anos para Aprender História
  • O HOMEM EM RELAÇÃO COM A NATUREZA
    • Petróleeo e Geoplítica
    • A crise da Energia
    • O complexo agroindustrial e a alienação da relação do homem com a natureza
    • A Crise energética e alimentar mundial
    • Escassez de Recursos e Crise Imperialista
    • Jogos Diplomáticos em Alterações Climáticas
  • O MUNDO DA ECONOMIA E O IMPÉRIO DA FINANÇA
    • Os ciclos económicos longos
    • O ouro na economia e na finança
    • O império do Dólar, de 1933 a 2001
    • Produtividade e Poder
    • Uma mentira que abala o Mundo
    • As Crises em Crise: crescimento capitalista em causa
    • O desempenho das maiores empresas mundiais no período da crise 2005-2010
  • ENTRE A PAZ E A GUERRA
    • As Guerras no Mundo Contemporâneo: O meios e os fins do imperialismo
    • Pax Americana
    • A militarização da U.E.: mais uma meaça para a Paz
    • O braço armado da Estratégia de Lisboa
    • História de uma Aliança que foi Atlântica
    • O Próximo e Medio Oriente em Guerra
    • África: recursos minerais, exploração e guerra
  • IMPERIALISMO: SEUS LIMITES E ALTERNATIVAS
    • Sistema financeiro internacional
    • A produção económica mundial
    • O capital internacional
    • Os limites do imperialismo
    • A força de trabalho
    • Confrontando o imperialismo
  • CRONOLOGIA
  • BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS
  • BIBLIOGRAFIA
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • NOTAS

"Crise e Transição Política"

No final de uma etapa de uma tarefa, aqui ficam umas transcrições do livro de Rui Nmorado Rosa (sublinhados por conta e responsabilidade "da casa")::

  • «... portanto nem o espaço nem o tempo desapareceram da economia, ainda que essa possa ser a impressão de um cibernauta, e o discurso neoliberal advogue essa causa (...)» (pág. 289)
  • «Os gurus da "nova economia" anunciam a "desmaterialização" da economia; mas o que de facto se observa é a espectacular desmaterialização da finança.» (pág. 293)
  • «O objectivo dos trabalhadores não é reformar o capitalismo, nas suas várias frentes de acção interligadas, é sim ultrapassar as suas persistentes e insanáveis contradições sistémicas, pelo que as transformações a realizar são necessariamente radicais e sitémicas também. E não a mera negação de um mundo que se tornou impossível nem a mera afirmação de que outro mundo é possível. É sim a criação evolutiva mas sem perder de vista uma estratégia global, em relação dialéctica, de uma outra realidade social baseada na identificação solidária dos produtores entre si e, como decisores também, sobre a organização e o destino dos frutos do seu trabalho.» (pág. 305)
  • «É muito perigosa uma visão "moderada" que recuse ver a cumplicidade do poder do Estado com a rapacidade do poder do capital, porque visa ser assimilada pela opinião pública  para melhor a controlar. Também o BM e o FMI, desacreditados e agora mais criticados, encontraram entretanto uma táctica hábil de sobrevivência neste contexto. De um dia para o outro o FMI e o BM, os maiores responsáveis pela dívida pública e pela crise social nos países em "desenvolvimento" e em "transição", em nome de hipotética salvação económica, travestiram.se agora em  instituições caridosas cuja principal missão é supostamente "derrotar a pobreza".» (pág. 305)





(de um texto-comunicação de 2004)

quarta-feira, agosto 31, 2011

"Crise e Transição Política" e... Líbia

Na leitura do livro de Rui Namorado Rosa, em boa hora forçada por tarefa para a Festa do Avante!, frequentemente aparece o apelo a parar e a comunicar a outros o que a leitura traz.
E acontece não resistir.
Transcrevo dois mapas, das páginas 266 e 267, que ajudam muito a perceber a importância da Líbia., importância estratégia e alvo privilegiado (há outros!) da "guerra de recursos" em que o imperialismo e o capitalismo fnanceiro não dá tréguas, e não recua perante desastres humanitários, sempre com a hipócrita destrinça entre vítimas boas e vítimas más, mas - sempre! - vítimas.



terça-feira, agosto 23, 2011

Crise e Transição Política


"Um olhar sobre a importância da energia no funcionamento da economia global é indispensável para apercebermos todas as dimensões, algumas menos visíveis, da nossa vulnerabilidade."
(pag. 173)

lançamento na Festa do Avante!,
Feira do Livro, sábado às 19h

segunda-feira, agosto 22, 2011

«Crise e Transição Política: Metabolismo Social e Material»

Do livro de Rui Namorado Rosa, a ser lançado na Festa do Avante!, já aqui se transcreveram dois trechos (e de mais se fará o mesmo).
O último foi o começo de um capítulo, O planeta Terra tem uma história, em que autor abunda na sua pedagógica explicação de que a transformação de que o ser humano é agente sobre o planeta tem retroactividade da parte deste, e impõe limites de que o ser humano tem de ter consciência. E sublinha que se trata de uma "questão de eficiência da formação social", sendo, no limite, uma "questão de sobrevivência da espécie humana".

Ilustrando a quota parte de responsabilidade da formação social, pela sua super-estrutura de classe, bem diferente foi a posição do secretário de Tesouro dos Estados Unidos na abertura da Conferência que, em 1944, 44 países promoveram com o objectivo de discutir o funcionamento da economia no pós-guerra, em Bretton Woods, e de onde saíu o FMI e do BIRD, e o sistema monetário internacional basado no padrão ouro/dólar, na relação 35US$=1 onça de ouro, e na sua convertibilidade (que se manteve até 15 de Agosto de 1971, e que terminou por decisão unilateral dos EUA, não tendo sido substituído por qualquer outro sistema monetário internacional).

Disse então esse (ir)responsável que se estava a criar "uma economia mundial dinâmica, na qual os povos de cada nação terão a possibilidade de realizar suas potencialidades em paz e de gozar mais dos frutos do progresso material, numa Terra abençoada por riquezas naturais infinitas".

Por detrás destas belas palavras (como falsas e carregadas de ideologia reaccionária), estava o interesse dos Estados Unidos em garantir o "livre comércio", sem barreiras para os seus produtos, num momento em que era o único país “ocidental” em condições de dele beneficiar.

Passaram 67 anos. Tantos e apenas!

quinta-feira, agosto 18, 2011

Antologia

do livro de Rui Namorado Rosa «Crise e Transição Política: Metabolismo Social e Material», a ser lançado na Festa do Avante!:

«O planeta Terra tem uma história

O planeta Terra comporta seus mecanismos de transformação e tem uma longa e acidentada história. O Homem é um episódio singular no elenco de espécies que alguma vez povoaram a biosfera terrestre, e esta biosfera é um dos fundamentais objectos e agentes dessa história planetária. O Homem tem-se revelado um dos mais poderosos agentes dessa transformação. Mas a Terra é tanto o suporte da sua subsistência como o seu habitat. Sendo certo que o trabalho humano (manifestação da consciência e do conhecimento adquirido sobre a natureza) exercido sobre o planeta (seus recursos naturais utilizados como matérias primas finalmente convertidos em resíduos e efluentes) é um entre muitos outros dos mecanismos de transformação actuantes no planeta, também é certo que essa transformação actua retroactivamente sobre o Homem e impõe limites às transformações que este pode exercer sobre o planeta. Em primeira instância é uma questão de eficiência da formação social, no limite é uma questão de sobrevivência da espécie humana. (...)» (pág. 87)