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quinta-feira, agosto 18, 2022

... quando são coisas que são apenas...

... quando são coisas (aquelas do post anterior, e tantas outras) que são (ou apenas deveriam ser) signos sinais* da podridão daquilo a que chegou o que se chama, metaforicamente, democracia ocidental.

* - Signo Sinal - excelente título na ficção de Vergílio Ferreira 

sábado, outubro 05, 2019

A ver TV em tempo de reflexão - 2

Vejo as homenagens todas
(tantas póstumas e hipócritas)
a Freitas do Amaral
... e
(com o devido respeito pelos mortos,
que nunca deve ser superior ao respeito pelos vivos)
a memória não desiste de me lembrar           
                      que nunca ninguém teve em Portugal
                      um funeral como Cunhal!

quarta-feira, janeiro 30, 2019

Também só(r)ri!


Condecoraçōes

Marcelo pediu ao Conselho das Ordens para avaliar se Ronaldo pode manter condecorações nacionais?

Ó Sr Presidente,  agora tive de rir. O Ronaldo  ???  Tem  mesmo a certeza? 
Vou lembrar-te que: 

Zeinal Bava - Grã-cruz da Ordem do Mérito Empresarial
Valentim Loureiro - Comendador da Ordem do mérito
Hélder Bataglia - Comendador da Ordem do Infante D. Henrique 
Armando Vara - Grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique 
Macário Correia - Grande-oficial da Ordem do Mérito 
Jardim Gonçalves - A grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique 
Henrique Granadeiro - A grã-cruz da Ordem Militar de Cristo
José Sócrates - A grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique 
Miguel Horta e Costa - A grã-cruz da Ordem do Infante D. Henrique 
Manuel Espírito Santo - A grã-cruz da Ordem do Mérito Empresarial 
João Teixeira - Comenda da Ordem do Mérito
Lino Maia - Grau de grande-oficial da Ordem do Mérito 
Carlos Cruz - A medalha de grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique 
Jorge Ritto - O grande-colar da Ordem do Infante D. Henrique


Está tudo dito!

domingo, maio 17, 2015

Ah!...

... e que não há prática revolucionária 
sem teoria revolucionária...

sexta-feira, maio 24, 2013

É um outro mundo e um insulto

Almoçava sossegadamente e sobre a minha cabeça corria o noticiário, a que não dava muita atenção,  embrenhado nas leituras que levara para o restaurante. Até que uma reportagem, na sequência do noticiário, me traz um "outro mundo", o mundo de uma actividade que (ouvi!) "escapara à crise": a dos alfaiates a feitio para clientes ricos.
Dei alguma atenção, agredido pelo que mais me pareceu ser um insulto quando as notícias insistem no ataque aos salários, às pensões, aos direitos sociais. E ouvi - com estes dois que tenho, um de cada lado da cara - que alguns clientes não gostam que se lhes diga o nome mas não era esse o caso de Paulo Portas, que - feitas as contas - deve vestir fatos de custo acima de salários e pensões de muitos e muitos portugueses.
E se estava com dúvidas se não estaria, eu, numa de má disposição e miserabilismo, o que me fez saltar para este comentário foi a reacção quase indignada de um desses alfaiates que escaparam à crise, quando lhe falaram em "clientes ricos"... "ricos?!... sim de educação e de berço!".
E termino já para não sair nenhuma obscenidade.

domingo, janeiro 27, 2013

Há "coisas" que não se deviam banalizar...



Gostei desta
obrigado, Cid!


sexta-feira, janeiro 25, 2013

Uma coisa que ouvi...

... na televisão, enquanto almoçava num restaurante:

"... se bem que isto seja deles é o nosso trabalho que está aqui!"

Levantei a cabeça do prato e das notas com que vou acompanhando as refeições que faço só.
Uma cara de mulher, de trabalhadora. Que sabia o que dizia!
O tema era as destruições feitas pelo mau tempo em algumas instalações industriais.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Coisas que se dizem...

Regressava a casa, e a rádio vinha ligado num daqueles programas em que as pessoas "dizem coisas" sobre a actualidade. Coisas definitivas, claro. Como as pessoas que ali estão a dizê-las.
Discutia-se a decisão do primeiro ministro de não conceder a habitual tolerância de ponto do Carnaval. Parecia, de entre as pessoas que "dizem coisas", ninguém encontrar argumentos que justificassem tal medida. Eis senão quando ouço alguém dizer que a nação portuguesa estava na pior crise de todos os seus 9 séculos de História. E insistiu, em reforço e com palavras dele, mas próximas destas, que nunca a nação portuguesa estivera tão posta em causa, exemplificando com situações como a perda do ouro do Brasil e outras parecidas (esqueceu-se do período entre 1580 e 1640... que deve ter sido apagado com o feriado de 1 de Dezembro e a ideia da restauração da independência nacional).
... Não tive mais quilómetros para continuar a ouvir a justificação da não tolerância de ponto com a desgraça em que os portugueses estão. Todos? Há uns que não têm nada de desgraçados.
E há os que lutam, e esses também não!

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Lido... e revisto

Lido no Correio da Manhã de hoje:

Salve-se quem puder
Por: Manuel Catarino,
Subdirector

Ninguém está inocente: desde 1985, uns e outros, cada um à sua maneira, contribuíram para o Portugal de hoje – um País pobre e endividado.
Como se não nos bastasse a miséria, perdemos o último pingo de dignidade que ainda nos permitia decidir o nosso destino: a Alemanha, agora, passa a dizer como é. E o que aí vem, pelo que se adivinha, não augura nada de bom – a começar pelas funções do Estado. Esta espécie de ‘nova ordem’ vai acabar por transformar a nossa sociedade numa selva: salvam-se os mais fortes, quer tenham dinheiro ou poder; não resistem os outros. A saúde, a educação, a protecção na velhice são privilégios de alguns. Foi a isto que chegámos – caminho alegremente iniciado há 25 anos.

Revisto:
Vamos lá a ver...
Todos? Ninguém está inocente deste estado a que foi conduzido o País? Nem os que, por muitas culpas que possam ter noutras coisas, previram, preveniram, apresentaram alternativas, lutaram? (Ah!,... e não se endividaram, apesar de, agora, lhes dizerem que têm de pagar coisas como BPNs e parecidas negociatas). 
Foi só há 25 anos? Não teria sido uns anitos antes, quando se abandonou um caminho duro, espinhoso, mas de democracia a avançar, de cumprimento da Constituição, de economia que - apesar de tudo contra - estava (como disseram da OCDE) "surpreendentemente saudável", para se chamar os FMIs e a "Europa connosco"?
E agora? Salve-se quem puder? Que cada um tente escapar aos pingos da chuva quando o que vem é enxurrada?
NÃO!
Há alternativas.
E HÁ LUTA! Contra a resignação e os lamentos semelhando dignidade ofendida.

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Os países "desaparecidos" ou "intermitentes"

Há países que não saem da comunicação social. Parecem ter assinatura. Ou avença. E há outros que ou "desaparecem" ou são "intermitentes".
O caso mais notório (pela ausência...) talvez seja o da Noruega que, tendo dito (o seu povo!) duas vezes não à União Europeia (quando esta era Comunidade e quando a caminho de se crismar União) "desapareceu do mapa", apesar de, incompreensivelmente, se manter, teimoso, no 1º lugar dos indicadores de desenvolvimento humano do PNUD, das Nações Unidas.
Outro "desaparecido" é a Islândia. É verdade que é pequenino mas, ao que parece, tem algo suficientemente grande para se opor ao sistema bancário e a quem o serve, politicamente, e para pôr alguns desses em tribunal e na cadeia, observando indicadores económicos tradicionais surpreendentes.
Este caso, e o da Irlanda, que ora é país da coesão, ora é exemplo, ora é PIGS, ora volta a ser exemplo (tem dias...), aparecem referidos em foicebook, e vale a pena ver aqui.

sexta-feira, novembro 25, 2011

A votação do OE-12 na especialidade

Será acaso masoquismo?
Ou acaso será nostalgia?
Nostalgia, sim, dos tempos em que acompanhava o Octávio Teixeira naquele "tricot" em que ele era exímio e respeitadíssimo, quando o ministro das finanças era Miguel Cadilhe e o primeiro ministro Cavaco Silva, gostando eu de brincar, cá para comigo..., trocando os nomes: Miguel Cavaco e Aníbal Cadilhe. Onde isso já vai... mas não esqueço alguns "pontinhos ganhos" que me ficaram gravados na memória.
Como atenuante, devo acrescentar que é verdade que o televisor está ligado, mas com o som baixo, e vou fazendo outras coisas. Com alguma capacidade - acaso ainda não perdida... - de fazer várias coisas ao mesmo tempo.
O facto é que vou acompanhando a AR-tv em directo enquanto do debate na especialidade do Orçamento de Estado. 
Votam-se as quase 600 propostas de alteração apresentadas, após a aprovação do OE-12 na generalidade. Como já aqui escrevi, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou muitas e fundamentadas (disse, então, serem 97... mas são 157!, e algumas bem importantes), e é, na verdade, um verdadeiro "tricotar", com a maioria PSD-CDS (por vezes com a bengala do PS) a rejeitar (quase) tudo.
Neste preciso momento, e por desfastio - até porque o trabalho exige grande concentração e pede algumas "pausas" de descontracção - o presidente da Comissão anuncia o "resultado" em que se está - PCP-2; BE-1; PS-0. Quer dizer, de algumas dezenas de propostas de alteração já votadas, só duas do PCP e uma do Bloco passaram. E lá continuam eles naquele trabalho de que resultará o OE-12, que nem com as 157 alterações do PCP seria aceitável. Mas ficaria ligeiramente menos nefasto...
(... e foram para intervalo com o PCP a "ganhar" por 3-1-0, segundo o "árbitro")
A democracia representativa tem as suas curiosidades e as suas virtualidades. Tem é de ter por detrás a democracia participativa. A dar força aos que são, verdadeira e assumidamente, representantes do povo. E apenas isso!

quarta-feira, novembro 16, 2011

Só nos saem duques!

Esta é das boas. Já a vi em vários lados, mas o samuel-cantigueiro chega-lhe bem. Ver aqui.

No Público de ontem:

“A bem da Nação”, a informação emitida pela RTP Internacional deve ser “filtrada” e “trabalhada” pelo Governo, defendeu João Duque, nesta terça-feira de manhã. Um tratamento que, acrescentou, “não deve ser questionado”.

Pelo meu lado - e é pessoal! - tenho ganas de lhe dar com os diplomas que, no Quelhas, consegui noutros tempos (em 1958!), em que ele não era director mas em que estaria bem... A bem da nação. Felizmente tive lá professores que, nesse tempo, também teriam vergonha de tal colega.

sexta-feira, outubro 21, 2011

BREVES - 1

Foi bom!
Foi bom termo-nos juntado e tertuliado.
Obrigado aos animadores desta iniciativa.
Bom trabalho. Força!

quarta-feira, outubro 12, 2011

Bom dia, Zé Gomes

"26 de Junho de 1967

Hoje, acordei assim. Magoado. A doer-me o espírito. (Ah! oxalá o destino me poupe a tremenda miséria das dores físicas!)
Vale-me tu, Mozart. Profundo Mozart! Curador de feridas!"

A saborear a leitura e releitura de José Gomes Ferreira, por gratificante "obrigação"...
Hoje, esta manhã, trata-se só de saborear. Não acordei com o espírito magoado, como por vezes amanhece. E as dores físicas são levezinhas. Falta-me o Mozart. Mas não se pode ter tudo...

sexta-feira, setembro 30, 2011

Sobre o "materialismo místico"

O sítio dos desenhos, de Fernando Campos, é lugar de passagem quase diria obrigatório (e digo "quase" porque sou avesso a obrigações...).
Pelas caricaturas, pelos textos, pela música ambiente. Pela qualidade! 
Por lá me perco e me encontro.
Deixo esta caricatura,


como convite para passarem por ali, e viverem um muito agradável e instrutivo pedaço de tempo.

sábado, setembro 17, 2011

Coisas

Hoje, em Leiria,
às 17 horas,
no Edifício Banco de Portugal

segunda-feira, setembro 12, 2011

A poeira, a agenda e "atrelamentos"

1. Começam a assentar as ondas de poeira e cinzas que, durante dias até à avalanche de ontem, invadiram as nossas casas, mandadas de Nova York, sopradas pelos "patrões"-centro-do-mundo e encaminhadas pelos seus servidores caninamente fieis.
Não podiamos fugir, a limpeza vai ser difícil porque o pó se infiltrou em tudo que é sítio, mas há que sacudir o que possa ainda estar no ar dessas núvens de "diversão" que tudo desrespeitaram, antes de mais as próximas e reais vítimas pateticamente invocadas. 

2. Retomemos a agenda. Que não largámos, mas que também serviu para sacudir o que nos queria avassalar. E façamo-lo chamando a atenção para um muito oportuno aviso de Cid Simões, no seu aspalavrassaoarmas, que nos alerta, com pertinentes lembranças, para o facto de que Angola está na agenda. Pode (e será muito útil) ler aqui.

3. E feche-se outro episódio. Que, eventualmente, se terá de vir a reabrir.
A muita cera gasta com o "jornalista" Ribeiro Ferreira e a sua vontade de "partir espinhas", desenterrou umas fotos a que tivemos acesso, e são muito curiosas, fazendo parte do "album" do blog absorto, em que se registam para memória várias refeições (decerto de animado convívio) com que se foi extinguindo o chamado Movimento da Esquerda Socialista (MES), que tão revolucionário apareceu depois de 25 de Abril de 1974, aglutinando vontades e procurando subtrair à revolução tudo o que fizesse perigar a democracia burguesa (pequeno e média). A alegoria que me assalta é a de vagonetas, sempre prontas a encher-se de gente (alguma cheia de boas intenções... daquilo que pavimenta os infernos) e a atrelarem-se aos processos históricos para evitar descarrilamentos no comboio da História.
Pois aqui fica uma dessas fotos em que o dito "jornalista" confraterniza com os membros da DORL (?!) do MES, em jantar de passamento desta.
Duas curiosidades (haverá mais, decerto). Uma, é a de que faz parte do grupo o ex-ministro de algumas pastas Vieira da Silva, e que a data do repasto foi em 7 de Novembro de 1981, tendo a legenda  o cuidado de ressalvar que foi só por "mera coincidência com o aniversário da revolução bolchevique, na Rússia, em 1917". 

Este homem ter-se-á, então, atrelado, e continua a mostrar a sua permanente disponibilidade para se atrelar. Sempre contra o mesmo inimigo.

segunda-feira, julho 25, 2011

Coisas que me passam pela cabeça - III








5.
Em vez de abanar a cabeça ou os ombros encolher
temos de gritar basta!

Há, pois, que dar o nome aos bois:
chamar exploração à exploração
(que é de "eles" o alimento);
chamar especulação à especulação
(que é  a sua droga-medicamento);
chamar luta de classes à luta de classes
(que é a História em movimento);
dizer que é de capitalismo o tempo em que estamos
(que só o é enquanto o consintamos).

Coisas que me passam pela cabeça - II






3.
Não há tectos para tanta gente que vive (?) sem abrigo

Ao mesmo tempo que não há gente para tanta casa construída
para dar lucro ao construtor
(que construiu com empréstimo bancário,
que os bancos pediram aos bancos)
Entretanto, não há empresas micro, pequenas ou médias
para tanta loja vaga e para tanto pavilhão vazio


4.
Não há restos e sobras de tanta abastança de alguns
que matem a tanta fome de tanta gente.

Ao mesmo tempo que não há produção e venda
que chegue para manter empregos e dar lucro ao patrão
Entretanto, há que gritar basta!
em vez de abanar a cabeça ou encolher os ombros
(porque está nas nossas mãos,
e não nas cabeças - e bolsos/as! - de "eles")

sábado, julho 23, 2011

Coisas que me passam pela cabeça - I











1
A culpa é deles, por terem sido paridos
A culpa é nossa, por ainda estarmos vivos
Como foi nossa, por termos nascido
Como será deles se teimarem sobrevivos


2
Não há segurança social que resista a tais longev idades
Não há trabalho decente que chegue para tantos licenciados
Não há tectos para tanta gente que vive (?) sem abrigo
Não há restos e sobras da cada-vez-maior abastança de alguns
que matem tanta fome a crescer em sempre-mais
(e um seria demais!).