Mostrar mensagens com a etiqueta eleições em França. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta eleições em França. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, abril 14, 2017

Últimas por ag(h)ora

Público (ou não publico?... publico!)_


Subida de Mélenchon 

transforma presidenciais francesas 

em corrida a quarto

Sondagens dão três pontos de diferença entre Macron, Le Pen, Mélenchon e Fillon: impossível prever quem passa à segunda volta.

Surpresas em França?!

Sem me ter aguçado o apetite (J), transcrevo o ponto 9. do Expresso curto desta manhã:

« (…)
9. Estão quase aí as eleições em França

Esta semana, e quando já faltam poucos dias para as decisivas eleições presidenciais em França, temos três textos, que fazem a abertura da seção internacional do jornal. Deixo-lhes os títulos, para aguçar o apetite:

-“Novo De Gaulle precisa-se. Pode ser Macron?” (sobre os últimos desenvolvimentos na campanha e as possibilidades de vitória dos vários candidatos)

-A tentação de uma geringonça à francesa (sobre o que se pode seguir às presidenciais em matéria de governação)

-Macron e Hamon dividem PS português (sobre a forma como os socialistas nacionais estão a olhar para o escrutínio).

(…)»

Com dois breves comentários:
·        Como se faz “informação”, sistematicamente apagando nomes que importa não lembrar (o de Mélenchon, por exemplo);
·        A forma capciosa como se refere a alternativa “à portuguesa”, para a qual, aliás, seria indispensável um PCF “à PCP”, que M. Hamon se “esqueceu” de visitar quando veio a Portugal em visita ao PS português.

E um trecho de contratexto (de El País):

·        «(…) Prova do alarme suscitado pela hipótese Mélenchon, o Le Figaro, o grande diário da direita francesa, dedicou-lhe a capa de ontem com uma manchete de impacto: “Mélenchon: o delirante projeto do Chávez francês”. Mélenchon está em sintonia com a nova esquerda europeia, do Podemos na Espanha ao trabalhista britânico Jeremy Corbyn, mas também reconhece sua inspiração na esquerda latino-americana. O Le Figaro observa que, por ocasião da morte de Hugo Chávez e Fidel Castro, ele visitou a estátua de Simón Bolívar, às margens do Sena, perto da Ponte Alexandre III. (…)»


quinta-feira, abril 13, 2017

De que cor ficará a França? (e nós...)

Ontem, a 12 deste mês de Abril, deixei aqui um "post" [Transcrições (e breves comentários) sobre eleições em França], resultado do meu interesse e informação sobre as eleições francesas do próximo dia 23. 
Esperava, hoje, encontrar no avante! reforço informativo (e daquele que procuro...) sobre essas quanto a mim tão importantes eleições. Admito que a minha formação francófona, ou seja, de outros tempos..., distorça as prioridades e hierarquias, mas estou convicto que essas eleições poderão ter grande influência nas actuais e perturbadoras mudanças na ordem política internacional.
É certo que a França parece pouco marcar a actualidade, de tal modo esta é absorvente e está pontuada por acontecimentos de enorme relevância (e perigosidade), mas, apesar das pré-cauções e atenção auto-crítica, não me sinto capaz de ignorar, ou desvalorizar, o que tanto - a nós, portugueses e, por isso, europeus - nos diz respeito.
Um PSF que, após acontecimentos insólitos que, há quatro anos, lhe  "roubaram" o candidato mais que putativo (Dominique Strauss-Kahn) e, apesar disso, ganhou essas eleições, como que se esvaziou. Para não dizer que desapareceu do actual largo leque de candidatos elegíveis, não obstante ter 3 seus ex-membros (e ministros...) entre os 5 estimados (mas não estimáveis...) para a 2ª volta.
Este facto, não dos alternativos embora produto de sondagens, veio juntar-se a um outro facto já esperado mas nem por isso menos lamentável, do apagamento, não só eleitoral, de um PCF com tradições de luta de resistência e revolucionária de notável expressão. É certo, e esperançoso (aquilo que se diz ser a última coisa a morrer...), que um candidato (Mélenchon) tem o apoio desse partido histórico e heróico, e que se pode ver, na sua inesperada ascensão, um reflexo de despertar de consciência das massas,

... mas isso não minora o peso/pesar pelo "desaparecimento" do PCF (e pela falta que ele faz!). 
Ajuda-me esta prenda excepcional que amigos me ofereceram pelos 80 anos...



quarta-feira, abril 12, 2017

Transcrições (e breves comentários) sobre eleições em França

Acompanho com o maior interesse - até por razões pessoais, de memória viva e amizades fraternas, familiares - as eleições em França. Tenho-me contido, neste registo de informações e informação, apesar do crescente interesse e consciência da sua importância. Hoje, ao ler a actualização matinal, não resisto, antes me senti estimulado a transcrever este excerto de Expresso curto, de Pedro Santos Guerreiro. Transcrição que acompanho com comentários a vermelho (pois de que outra cor poderiam ser?)


«Daqui a semana e meia, há eleições em França. Mesmo sem se saber se muda tudo, já tudo mudou. Mudou na esquerda francesa (importa reflectir sobre o que se considera esquerda, e recuso uma consensualidade imposta sem senso... de democraticidade e pluralismo) mesmo que a direita não ganhe. Mas mudará toda a Europa se Marine Le Pen vencer. As sondagens dizem que não, que pode até ganhar na primeira volta mas perde na segunda. Mas o que acertam as sondagens?
“É inédito. Tudo pode acontecer", afirmou ontem o diretor do Departamento de Estudos do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop), citado pelo DN: quatro candidatos estão com intenções de voto próximas dos 20%: Marine Le Pen já era uma séria candidata, assim como Emmanuel Macron, mas Jean-Luc Mélenchon desatou a subir nas últimas semanas (no que vejo, com pesar, sinais da ausència de um histórico e afirmativo PCF, e com a sempre renovada esperança da tomada de consciência de massas populares) e já ultrapassou François Fillon. Ou seja, uma nacionalista de direita e um populista de esquerda (outra consensualidade que se pretende impor e que recuso!) assomam, residindo s esperanças europeias (incluindo as de Angela Merkel) em Macron (o que é isto de "esperanças europeias"?, pergunta um europeu por nascimento e convicção, que está contra essa coisa chamada União Europeia). E, como escreve o Ricardo Costa, de surpresa em surpresa um facto emerge: “o PS francês está em vias de desaparecer”.
Estas são as eleições mais importantes do ano na Europa: uma eleição de Le Pen será uma pedrada na União Europeia, que a ameaça muito mais do que o Brexit, escrevia ontem, no Público, Teresa de Sousa (com quem estou - estranhamente... mas só nisto! - de acordo).
O crescimento de partidos anti-europeus (sejam eles nacionalistas, populistas ou ambas as coisas) (valerá a pena repetir o desacordo quanto às etiquetas? vale sempre!) resulta do fracasso da UE em dar respostas aos problemas de que ela passou a fazer parte (e contribui para agravar). Esses problemas não têm apenas a ver com falta de liderança, com derivas ideológicas ou com paralisias institucionais (com opções de classe...). A esquerda (o que chamam esquerda!) deixou-se capturar pelo sistema financeiro, sendo incapaz de produzir um discurso e uma política que reaja à condição de endividados. E a direita da social-democracia (a "esquerda" que não é de esquerda!) resignou-se à condição de uma desigualdade crescente. Ainda esta semana o FMI emitiu um relatório que confirma o agravamento do fosso de distribuição da riqueza entre o capital e o trabalho, em desfavor deste. Isto é, dos salários. Aceitar este efeito colateral (colateral?) do capitalismo financeiro e globalizado como inevitável é muito mais do que não saber lidar com resgates, é ignorar uma das principais razões pelas quais o eleitorado europeu vota contra o projeto que lhe vem garantindo a paz (rejeito este pressuposto de que "o projecto garantiu a paz, porque é falso!). Mas não a prosperidade.
Faltam 11 dias para as eleições francesas e nenhumas outras fora de Portugal são este ano tão importantes para o que se passa – e passará - também connosco.»