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quarta-feira, janeiro 03, 2018

De manipulação, de veto e de voto

do quase-diário:

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Entretanto, “rebentou a bomba” do financiamento dos partidos, laboriosamente armadilhada numa campanha multimédia, em que tanto cheira a esturro… e tresanda a eleições!
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A posição da direcção do PCP parece-me impecável e reproduzi-a no anónimo:

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Já antes recebera um mail, de Cristovão Monteiro -  que não (re)conheço - com observações e comentários muito certeiros e dados oportunos, que trabalhei (graficamente) para publicar aqui (e eventualmente noutros locais), a que dei um título:

De manipulação, de veto e de voto

A “CÃOZOADA” E A FALSA VIRGEM
A comunicação social fez um alarido nestes últimos dias muito sobre o «financiamento dos partidos» dizendo taxativamente que a lei foi aprovada “secretamente” pela Assembleia da República e que era um «financiamente milionário». Depois disse que o PR ia vetar a referida lei.
Pois, pois…
MAS, esta “cãozoada” escondeu INTENCIONALMENTE toda a história do financiamento dos partidos, dando a entender falsamente agora que se tratava de UMA NOVA LEI. Mentira!


Se perguntarmos a um português qualquer na rua se concorda com o financiamento dos partidos pelo Estado (ou seja, pelos nossos impostos), ele dirá que não e até se mostra revoltado.
Vamos então recordar a história do financiamento dos partidos, lembrando até que o actual PR que dizem que vai vetar as alterações à Lei, como militante do PSD e pela participação nas campanhas eleitorais do seu partido anos atrás, pagas com dinheiros públicos pela Lei de 2003, sabia e sabe muito bem quem foi a autoria desse financiamento e agora reage como “Falsa Virgem” ofendida.
 
Contemos pois toda a história desta lei:

«A  lei de financiamento dos partidos foi aprovada em 2003 (já lá vão 14 anos) e entrou em vigor mais de um ano depois. Foi o resultado de negociações ao mais alto nível entre PSD e PS (então liderados por Durão Barroso e Ferro Rodrigues), a lei contou com o acordo do CDS e o voto contra do PCP, do Bloco de Esquerda e Verdes.
A lei então preparada em 2003, dava aos partidos 3,1 euros por cada voto nas urnas das Legislativas. Nos anos em que não havia eleições, mantinha a quantia recebida dos anos anteriores por cada partido.
Em 2009 foi alterada, mas manteve os princípios básicos da lei de 2003.
O enquadramento legal então definido - que privilegiou o financiamento público, limitando os apoios de particulares legais devidamente controlados pelo Tribunal Constitucional - contou com uma forte oposição dos comunistas porque o objectivo do PS, PSD e CDS, era impedir o financiamento legal do PCP pela realização da grande Festa do Avante e pela quotização dos seus militantes.
Não houve pois segredo porque foi debatida na A.R.. A tal «esmagadora maioria do povo português» só não soube ou sabe, porque anda a dormir ou então vota no PS, PSD e CDS como se fosse nos seus clubes desportivos de coração, façam eles o que fizerem.
Esta Lei foi feita com o argumento de tornar os partidos imunes ao financiamento de grupos privados para obter regalias posteriormente.
É evidente que este argumento é falacioso e cai pela base porque os grandes grupos privados continuaram a subsidiar encapotadamente (ou ilegalmente) os partidos de governo com o objectivo de ganharem muito dinheiro quando PS, PSD e CDS chegam ao governo. É o que acontece. Só que a nossa “justiça” não funciona porque também está corrompida.
Como se sabe, cerca de 75% dos votantes em Portugal votaram PS, PSD e CDS,  quer dizer que na prática apoiaram o financiamento.
Não se pretende nesta mensagem dizer a ninguém que alterem a sua maneira de pensar eleitoralmente. Pretende-se é que se deixem de HIPOCRITAMENTE dizer que são contra o financiamento público quando o apoiam eleitoralmente.
Em declaração de voto na Assembleia República, Bernardino Soares, chefe parlamentar do PCP da altura referiu, em relação às alterações de 2009, que «se é certo que hoje foram aprovadas aqui alterações que corrigem alguns aspectos negativos, mais certo é que mesmo com elas a lei do financiamento, por cuja revogação nos batemos, continuará a ter a nossa firme oposição, por respeito com o regime democrático, a pluralidade de opções políticas e ideológicos os princípios constitucionais.».
 Então, «os partidos vão ao pote às escondidas…» como dizem certos “escribas” da comunicação social ou só aqueles que impuseram a sua maioria na A.R., o que quer dizer que a maioria do povo português que diz estar contra, SABIA E ACEITA…?
No caso do financiamento ILEGAL dos partidos é como tantos outros. Por exemplo, os célebres subsídios vitalícios aos deputados aprovados como sempre por PS, PSD e CDS e votos contra do PCP, Verdes e na altura UDP.
Há três caminhos para o financiamento dos partidos:
1 – Público – Através da quantidade dos votos recebidos nas Legislativas, pela lei de 2003
2 – Privado legal devidamente participado ao Tribunal Constitucional e podem ser fruto das quotizações dos seus militantes ou outros casos legais como a Festa do Avante (caso do PCP).
3 – Privado ilegal e condenado pelo Tribunal Constituciona e portanto pela Lei. Por exemplo, as comissões recebidas da compra dos submarinos, pagas pela empresa alemã que os fabricou e que foram condenadas pela justiça alemã e cujo caso em Portugal foi estranhamente arquivado. Mas há muitos mais casos, escondidos pela comunicação social mercenária.
Como exemplo estatístico, damos os financiamentos legais baseados na Lei de 2003 (neste caso durante o quadriénio 2001-2005):
 Afinal que se passou em Dezembro de 2017?

Uma alteração à Lei em vigor, que não aumentou nem um euro a contribuição do Estado, tinha a ver com o IVA que deveria estar isento exclusivamente para actividades  políticas.
Das alterações agora introduzidas não resulta aumento das subvenções ou encargos públicos para com os partidos políticos, havendo sim a possibilidade de maior iniciativa própria na recolha de fundos com todo o tipo de controlo existente. Importa ainda esclarecer que relativamente à devolução de IVA, já consagrada, se visa pôr fim à discricionaridade de interpretações que tem existido por parte da Autoridade Tributária, ao mesmo tempo que se mantém o pagamento para tudo o que não tem a ver com actividade política.
Exclusivamente por estas alterações, votaram a favor, PS, PSD e PCP.
O CDS, que depende em 96% dos dinheiros públicos, votou contra. Porquê? Porque está contra a Lei de 2003 em vigor e da qual depende em 96% do financiamento LEGAL? Estão eles dispostos na Assembleia da República em propôr a anulação da Lei de 2003, conjuntamente com BE, PCP e Verdes, que sempre defenderam que cada partido político não deve receber NADA do ESTADO?
Claro que não! O CDS não quer dar “um tiro nos pés”.
E está o CDS e o PR dispostos a incentivar a criminalização pela JUSTIÇA EFECTIVA  (em vez dos corrompidos arquivamentos) dos financiamentos ILEGAIS, como sejam as comissões dos Submarinos e ademais armamento de guerra, as comissões da construção do empreendimento Turístico em plena reserva do Tejo protegida por Lei ou dos dinheiros recebidos pela Tecnoforma de Passos Coelho?

O objectivo do voto contra do CDS (e do PR) é dar a entender, com a ajuda da comunicação social mercenária dominante, que era uma NOVA LEI em que os partidos que aprovaram queriam “roubar o Estado”. UMA MENTIRA CONSTRUÍDA COM A COMUNICAÇÂO SOCIAL MERCENÁRIA POR RAZÕES ELEITORALITAS E MUITA DEMAGOGIA.
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Este caso é por demais ilustrativo do papel nuclear da “informação” nos tempos deste agora.

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Como se manipulam as massas!, como se deforma uma criada (e sempre reinventada...) “opinião pública”, como um Marcelo II manobra entre exibições de afetos, votos de boas festas e vetos de má-fé.

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Batalhas decisivas da luta de classes travam-se na inFormação.

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segunda-feira, março 06, 2017

Dias loucos em termo de semana louca (recortes de diário)

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Vim, da cama, da noite adormecida e da manhã acordada, com um projecto de registo talvez tão louco como os tempos últimos: registar, para exemplo, o trazido no que consegui ler ou tão-só aperceber-me que “há que ler isto!”
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Leio sempre o avante! e o Expresso (ou apenas por eles passo os cansados olhos), para além de tudo que vou espreitando, vendo, ouvindo e lendo, em passagens de fugida.     
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Capa do avante!:

PCP responsabiliza PSD/CDS

Dez mil milhões fora de controlo

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Página 3:
CRÓNICA INTERNACIONAL
Integração capitalista
• Pedro Guerreiro
para juntar ao que já registei aos “post”s colocados ainda na 5ª, em que avulta o comentário do João Ferreira “O futuro da UE” da página 24:

quinta-feira, março 02, 2017

"O futuro da Europa" e "O futuro da UE",
futuros que não coincidem!
e
A propósito de futuros (na esteira do post anterior)
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Página 4:
ACTUAL
Das supervisões…
• Ângelo Alves 
A teia
• Vasco Cardoso
De que, do primeiro fiz um “post”.
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Mas ainda há (além do mais que escapou ou escapa):
 
 
e
A TALHE DE FOICE
A desvergonha
• Henrique Custódio
e
TVISTO
ou o elogio da traição
• Correia da Fonseca 
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Depois, foi o serão televisivo, que deu isto na 6ª feira, antes de começar as "viagens":
sexta-feira, março 03, 2017

A tampa saltou

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Que ainda teve uma adenda
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E regresso tardio ao Zambujal (…) e ao Expresso.   
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O que mais me interessa (para aqui a seguir ao que está atrás) começa na pág.3, em que o Pedro Santos Guerreiro pede desculpa e diz não estar fora de si… mas parece – “(peço desculpa, não estou fora de mim, estou fora daquilo)”… – e tudo “aquilo” justifica que um homem fique fora de si!...
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Em que a parte final é mesmo de alguém fora de si:



   




















E é saudável, e estimulante!, sentir esta indignação.
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Mas é, também, algo frustrante; porque é uma indignação com endereço pessoal, individualizado.
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E que, por isso, não chega ao destino, ao que devia ser o alvo.
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E apetece dizer: caro Pedro, não há uns homens que nascem puros e outros que nascem impuros… todos (homens e mulheres) nascemos com qualidades e defeitos; há, isso sim, um sistema de relações sociais que contamina, que divide, que envenena, que empola defeitos animais e esmaga qualidades também animais mas já humanas.   
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Mas vou voltar ao “trabalho de casa”, até porque isto é… conversa de velho com o seu cronista!
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Logo ao lado, na mesma página 3, temos este trabalho de duas jornalistas – Cristina Figueiredo e Susana Frexes – com informações interessantes, mas em que se valoriza a iniciativa do “eurodeputado do CDS Nuno Melo”, que aproveitou a oportunidade para tentar levar a uma comissão de inquérito do PE sobre os Panamá Papers o actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (porque não o anterior?) e, havendo mais 2 deputados portugueses nessa comissão (um do PS e outro do PSD) e 4 deputados portugueses no grupo Esquerda Unitária (3 do PCP e 1 do BES), transcreve a opinião de um espanhol deste grupo.
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E muito mais se poderia retirar deste pequenino balanço do “saltar da tampa” que se quer (que se tem de) acompanhar, no meu caso a partir de leituras de fim-de-semana, mas apenas se referem dois.
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O primeiro, relembrando o que no começo desta semana me levou a reagir, em “post”, à coluna a que João Vieira Pereira dá o título bloco de notas e que rascunha todos os sábados, no caderno Economia.
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É que no sábado passado (26-02) o tema escolhido foi o dos offshores, e JVP iniciou a sua perlenga a anatematizar, como loucos ou ignorantes, os que querem discutir o que é legal.
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Estava curioso em ver como é que, ao fim de uma semana que se pôs em causa até a legalidade dos “paraísos fiscais”, JVP reagiria.
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Como se não fosse nada com ele, “fez a agulha”, sempre muito certeiro nos seus alvos, pelo que o deixo em paz (?!) com o que faz Marcelo.
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O outro – e último – apontamento é sobre a revista do mesmo Expresso de ontem-sábado, que tem um tema de capa e recheio verdadeiramente aliciante e oportuno:


Com tratamento que logo na capa se sugere:

LUCROS PRIVADOS
PREJUÍZOS PÚBLICOS


 



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Não há dúvida que há tampas a saltar!
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Mas também não se tenha dúvidas que há esforços para tapar muita coisa e quem faça muita força para tapar o que está a saltar fora dos testos e dos textos.

domingo, dezembro 27, 2015

Reflexões em (quase) diário - factos i relevâncias

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Ontem, como de costume, ainda ouvi o Eixo do Mal e ainda li um bocado bom do Expresso... depois de  feita a higiene, a minha e a da loiça do jantar.

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Por isso, os meus dormires, sendo sempre repousados e de nunca menos de 6/7 horas, são também agitados (por dentro, lá no fundo das meninges), e acordo cheio de “coisas para escrever”.

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Depois… fica sempre muito por escrever!

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Mas… voltando aos “eixos do mal” e quejandos, a sessão de ontem foi verdadeiramente um espectáculo.

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Que se junta a outros que nos estão a ser oferecidos por “quadraturas do círculo” e (muitos) outros comentadores, e melhor se grafaria comenta dores –  incluindo o comentador-mor que agora é o mor-candidato.

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No “eixo” de ontem, aqueles inteligentes, preclaros, espirituosos, protagonistas, que 5 são, funambularam em grande. 

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Diria que passaram o testemunho do título com que se apostrofam para um trio que, esse sim, eixo do mal seria, formado por Passos Coelho-Maria Luís-Carlos Costa, verdadeiros mafarricos no caso Banif, com a cobertura da capa negra-rubra da Comissão Europeia para que fosse limpa a “saída da troika” e melhores os resultados eleitorais, quando tudo fazia prever (e prevista foi!) o desastre banifento, documentado há meses que somam anos dispensando ter de se fazer um desenho.

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No entanto, depois de identificados os verdadeiros “maléficos do eixo” (a que se pode juntar o terem somado essa figura sombria e incontornável de Cavaco Silva), ainda sobrou tempo, aos detentores do tempo de antena, para tratarem – e de que maneira! – Paulo Portas, merecidamente chamado de “artista” abaixo de toda e qualquer consideração ou atenuante, uma verdadeira vergonha, e para umas bicadas para a Madame Lagarde.

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A imagem que guardei, e alindei durante as horas de sono-repouso, foi a de estar aquele quarteto/quinteto, com a sua superioridade e brilhantismo intelectual, cultural, polítical (ou politiqueiro) a "surfar" na onda do Banif e demais bancaria, não em cima de pranchas mas no convés de um iate, em cadeiras de bordo e copo na mão.

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Mas as ondas estão altas!

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E confirmo a firme convicção de que a realidade se impõe, até a quem quer fechar os olhos a ela, obnubilados pelo nevoeiro nos seus iates ou torres de marfim e muita erudição e demasiado (e selecionada) informação

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… mas que há uma fronteira que não passam!

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A fronteira que pode fazer viajar até às causas fundas, a uma “leitura da história” que os leve a relê-la e a re-escrevê-la sem esquecerem o contributo de Marx.

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À especulação (irmã adoptada da exploração da mercadoria força de trabalho) e à luta de classes que estão nos caboucos da realidade que os rodeia, em que vivem.