domingo, agosto 11, 2013

Por este domingo



"Volver a los 17"

Voltar aos 17 depois de viver um século
É como decifrar sinais sem ser sábio competente 
Voltar a ser de repente tão frágil como um segundo
Voltar a sentir profundo como um menino diante de deus
Isso é o que sinto neste instante fecundo

Vai-nos envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, 
ai sim, sim, sim.

Meu passo recua quando o vosso avança
O arco iris entrou no meu ninho
Com todas as suas cores, passeou por minhas veias
E até a dura cadeia com a qual o destino nos prende 
É como um diamante fino que ilumina a alma serena

Vai.nos envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, 
ai sim, sim, sim.

O que pode o sentimento, não o pode o saber
Nem o mais claro olhar, nem o maior dos pensamentos
Tudo o muda num momento, qual mago condescendente
Nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com sua ciência nos torna tão inocentes

Vai-nos envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, 
ai sim, sim, sim.

O amor é um turbilhão de pureza original
Até o feroz animal sussurra seu doce som
Detém os peregrinos, liberta os prisioneiros
O amor com, a sua força, ao velho o torna criança
E ao mau só o carinho o torna puro e sincero

Vai-nos envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, 
ai sim, sim, sim.

De par em par, a janela se abriu como por encanto
Entrou o amor com seu manto como uma fraca manhã
Ao som de sua bela Diana fez brotar o jasmim
Voando qual serafim ao céu lhe pôs brincos
Meus anos em dezassete me converteu em querubim

Vai-nos envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, 
ai sim, sim, sim.

Estar em cima do muro...

Há semanas que não o aproveitava. Surgiu de novo o  tempo. Em tempo certo?


 

Estar em cima do muro
para que...
se ele-muro cair,
cair do outro lado,
e dar, como atestado,
o antes dito ou escrito
(e certo... embora não tudo!)
enquanto em cima do muro,
observando o "lado errado da vida",
mas em cima do muro
(de pé?),
do muro que separa
o lado errado da vida
do lado certo da vida,
do ser humano,
da humanidade,
da humana idade!

Neste domingo



Obrigado, Urbano!

sábado, agosto 10, 2013

Quando se ouve dizer TODOS

Atenção! 
Quando os "comentadores", como este



dizem TODOS, 
estão a referir-se ao PSD e ao PS.

O seu universo é muito reduzido!

Urbano Tavares Rodrigues

O que também dói - mas dói mesmo e fundo - é ver partir amigos, camaradas, companheiros de tantos anos décadas de luta. 
 
Já tanto falta nos faz o Urbano!

sexta-feira, agosto 09, 2013

As más notícias (para as gentes) não lhe doem nada! A ele...

Sei que dói, mas há boas notícias


Esta "cabecinha pensante" tem cada uma! 
Em tempos lia-o mas, por uma questão de sanidade própria, deixei de ir tão baixo. Não aprendia nada, só me irritava o tom ultra-supra-suficiente, a pesporrência. Desisiti. 
Agora, tropecei nesta "pérola". Neste ódio ao que etiqueta de esquerda. Como se as boas notícias doessem a alguém...
Sei é que não lhe dói nada... mas as notícias são péssimas. Para os trabalhadores, para os pensionistas, para o povo. Nanja para os raposos como ele. Vão aproveitando a vidinha, enquanto dói às gentes, à "populaça". Dói que haja gente assim!
Aqui fica o apontamento. A destempo e com modos... 

Agressões

Não. 
Não basta a agressão frontal, explícita, com intuitos de alimentar o susto (e o desencanto e a raiva anti-democrática!...), o "terrorismo social"
Não basta o anúncio dos cortes de 10% nas pensões (mais de 10% nalgumas... eu que o diga!), mais a publicidade ao habitual e administrativo controlo dos funcionários das escolas públicas (inundadas de precários) transformado em ameaça de despedimentos e deslocações ("requalificações"!...), e tudo o mais que é, e cobre as "manchetes" (isto é, manchas maiores).
Nada basta.
Há, ainda e sempre, a "informação"  corrente, o comentário "a escapar", o anúncio como quem-não-quer-a-coisa. Nalguns casos, "inocente", sempre tendo por detrás, e alimentando, a luta de classes.
Repare-se nestas pérolas, relativas a sondagens sobre as eleições para a câmara de Lisboa:

  • «(...) O outro vencedor líquido seria João Semedo, o líder do BE, que se deverá tornar no primeiro militante bloquista eleito para a vereação lisboeta - José Sá Fernandes concorreu como independente do Bloco de Esquerda em 2007.(...)» - Será que, no caso do BE, claro, os candidatos que encabeçam as suas listas como independentes não são seus candidatos. No caso da CDU, os independentes - e muitos são-no - das listas da CDU são candidatos CDU!
  • «(...) Com uma votação segura está o PCP, a terceira força na capital, que mantém um mandato. Os comunistas, que há quatro anos disputaram até ao último momento a possibilidade de um segundo vereador, melhoram o resultado de 2009 (8,07%). Podem assim sonhar ainda com a eleição do nº 2 da lista, liderada pelo eurodeputado João Ferreira.» - A CDU, como coligação eleitoral, não existe?, são... "os comunistas"?... E não será mais do que sonhar?, não será motivo para animar a luta, ver que de 8,07% dos votos expressos em 2009, a sondagem (sendo o que são!) passa para 8,8%, abrindo sérias perspectivas (tão-só estatísticas) da passagem a 2 vereadores?
  • Ler mais: http://expresso.sapo.pt/costa-esmaga-em-lisboa=f825152#ixzz2bScilPIp. - vale a pena?

quinta-feira, agosto 08, 2013

Aqui fica o aviso necessário: «cuidado com os "cães"!, não têm açaime.»

- Edição Nº2071  -  8-8-2013


Os cães de guarda e os donos do canil


Henrique Monteiro é um jornalista-tipo da nova ordem comunicacional congeminada após a derrota do socialismo na URSS e na Europa de Leste. É um daqueles escribas que Serge Halimi definiu como «os novos cães de guarda»: jornalistas da «reverência», da «conivência», do «mercado», cujas opiniões essenciais coincidem sempre, «milagrosamente», com as do dono do canil - o grande capital.
Como muitos dos seus colegas, Monteiro começou esquerdista-de-punho-levantado-e-revolução-já!, após o que foi fazer revolução para outro lado, vindo a assentar arraiais no Expresso – que, aliás, lhe assenta muito bem.
Enquanto voz do dono, tem como alvos preferenciais os alvos do dono, entre eles o PCP, os seus dirigentes e militantes; os sindicatos e os dirigentes sindicais… - ou seja, todos os que, sabe-se bem porquê, o dono do canil odeia.
Na última edição do Expresso, a pretexto do caso de uma dama que se divertiu a «brincar aos pobrezinhos» - e que ele considera ter sido vítima da «polícia do pensamento» da blogosfera! - Monteiro meteu a mão no velho baú do anticomunismo e, à sua maneira, sacou lá de dentro, a estafada cassete do comunismo igual a fascismo – «igualdade» que ao dono do animal interessa que seja repetida e repetida, já que, assim, mata dois coelhos com uma só cajadada: ataca o comunismo e branqueia o fascismo.
Recorde-se, a propósito, que a dita «igualdade» vai mesmo a calhar com a operação em curso de branqueamento do fascismo, levada a cabo por essa outra matilha de «cães de guarda» que são os historiadores do sistema.
Recorde-se, ainda, que o dono do canil – o actual ou qualquer seu antepassado – só começou a fingir-se antifascista após a derrota do fascismo… e sempre foi anticomunista…
E recorde-se, finalmente, que os comunistas ocuparam, sempre e em todo o mundo, a primeira fila da luta contra o fascismo – e que sem a acção do Exército Vermelho e do povo da União Soviética, o nazi-fascismo teria muito provavelmente alcançado o seu objectivo de domínio do mundo. O que em nada incomodaria os donos do canil nem, por arrasto de trela, os seus «cães de guarda».


José Casanova

avante!, hoje e todas as 5ªs.







Avante!


quarta-feira, agosto 07, 2013

Notas brevíssimas

Conselheiral:
-  desistam!; desistam desse jogo anti-democrático vampirizando a democracia 
Por memória:
- afinal não foi só a "família Cavaco" que, com o patrocínio Oliveira e Costa/BPN, esteve em especulações piramidais (de comprar a 1 e vender a 2,5)
Para registo:
Mais um que "veio da vida" e "foi à vida"... quantos são já?, quantos/as faltam?!

terça-feira, agosto 06, 2013

Rosa de Hiroshima



obrigado, Jorge

Há 68 anos - Hiroshima


68º Aniversário do bombardeamento de Hiroxima e Nagasaki:

Um apelo para a abolição de todas as armas nucleares!

Declaração do Conselho Mundial da Paz

Há 68 anos, em 6 e 9 de Agosto de 1945, os Estados Unidos lançaram bombas atómicas sobre as cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki, matando mais de 200.000 civis inocentes. Os efeitos devastadores deste hediondo acto permanecem até aos dias de hoje. Quase sete décadas depois, o governo dos EUA ainda recusa aceitar a natureza criminosa deste acto e recompensar as suas vítimas.

Este enorme crime contra a humanidade, que até hoje continua por ser castigado, foi justificado pelo governo dos EUA como uma “necessidade militar”, cujo objectivo era “acabar rapidamente” a guerra. Mas hoje é um facto bem conhecido e documentado que esta não foi um acto para responder à “necessidade militar”, mas um acção muito bem calculada para estabelecer a supremacia militar do imperialismo americano sobre o resto do mundo.

A Humanidade continua ameaçada pelo uso de armas de destruição massiva, nomeadamente as armas nucleares
Desde o fim da 2ª Guerra Mundial, o governo dos EUA tem utilizado o seu vasto arsenal nuclear para ameaçar, intimidar e chantagear muitos Estados nucleares ou não nucleares. Estima-se que existem mais de 20.000 ogivas nucleares armazenadas em instalações militares em todo o planeta, com muitos milhares instaladas em bases militares e em frotas aero-navais, prontas a serem utilizadas.

Perante a gravidade e a ameaça dos EUA manterem, na sua doutrina militar, o direito de utilizar as armas nucleares num primeiro ataque contra Estados e “agentes” não nucleares, e face às situações de conflitos armados – nomeadamente no Médio Oriente e África – gerados pelos EUA e outras potências imperialistas ocidentais, geralmente no quadro da NATO e da UE, a sobrevivência de toda a humanidade está cada vez mais ameaçada.

A sobrevivência da Humanidade depende de um mundo livre de todas as armas nucleares e outras armas de destruição massiva. Como medidas necessárias para este fim e recordando os mártires de Hiroxima e Nagasaki, o Conselho Mundial da Paz apela para que:

-Se ponha fim às guerras imperialistas de agressão e seja respeitada a soberania e a integridade territorial de todos os Estados e nações:

-Todos os Estados respeitem os princípios da Carta das Nações Unidas e a Acta Final da Conferência de Helsínquia, o fim da ameaça e o uso da força nas relações internacionais e um compromisso universal para a resolução pacífica de conflitos internacionais;

-Todos os Estados se comprometam à proibição total de ensaios nucleares e ao desenvolvimento de armas nucleares, incluindo a proibição da militarização do espaço;

-Todos os Estados ponham fim à ameaça do uso de armas nucleares;

-Um compromisso universal para a interdição de todas as armas nucleares e outras de destruição massiva;

-Se promovam as medidas necessárias para garantir a segurança mundial, a desmilitarização das relações internacionais e o desarmamento global e controlado.

Organizações Portuguesas que até o momento se associaram a este apelo:

-Associação de Amizade Portugal-Cuba
-Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
-Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal
-Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas
-Interjovem – CGTP-IN
-Juventude Comunista Portuguesa
-Mó de Vida Coop
--Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa
-Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve
-Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local – D.R. Setúbal
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It wasn’t necessary to hit them with that awful thing...
to use the atomic bomb, to kill and terrorize civilians, without even attempting [negotiations], was a double crime.
"Não era necessário atingi-los com aquela coisa horrível... utilizar a bomba atómica, matar e aterrorizar civis, sem sequer tentar [negociações], foi um duplo crime."
General Dwight D. Eisenhower (entrevista à Newsweek em 1963)

segunda-feira, agosto 05, 2013

Caos instalado nas escolas

no sapo:


Milhares de alunos do ensino regular e profissional sem turma, centenas de professores enviados para horário zero, diretores desesperados e alunos a ser contactados pelas escolas para mudar de disciplinas.

...e os professores
- os mal-afamados e vilipendiados professores -
em "trabalhos forçados"
a ver se conseguem recuperar alguma coisa
do caos inatalado pelo Ministério

domingo, agosto 04, 2013

"dias de agora" - extractos


(...)
… mas é assim a vida!
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A vida, e as eleições, e a actividade política.
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Nelas estamos. Na vida, nas eleições, na actividade política.
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E começo por insistir na afirmação prévia (e persistente) de que a tal actividade política não se reduz às eleições e respectivos períodos, de trabalho preparatório, de campanha, de voto, de contagem e análise.
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Embora sejam um sinal muito significativo, e actos com efeitos determinantes.
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Mas têm de ser encarados, apenas, como uma parte da democracia, e da democracia representativa.
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Repeti-lo-ei até à exaustão, esperando nunca chegar a esta.
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A democracia, para o ser, tem de ter uma vertente participativa, que vai muito para além do acto de escolher quem nos represente, a nós cidadãos, nas ditas instâncias ou instituições do poder.
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Repeti-lo-ei até à exaustão, mesmo que a voz me doa..., a exemplo da distinção entre o verbo ser e o verbo estar, da “original” definição de juventude (e de velhice).
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E os actos eleitorais (e suas fases) podem até, ao invés de servir e fortalecer a democracia, ser instrumentos que, objectivamente, a combatem e diminuem.
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Escrevi – e sublinhei – “objectivamente” porque isso pode acontecer, ou por vontade (subjectiva) de que assim seja, ou por perversão de boas intenções (ainda que apenas afirmadas e propaladas).
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Confrontamos – todos! –, neste período de preparação das autárquicas, a ilustração do que quero dizer.
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As questões financeiras e a burocracia de que se rodeia esta fase, estendida pela da campanha, têm consequências contrárias a um caminho de democratização, quer representativa, quer participativa. 
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São de tal ordem as exigências que se vêm somando, algumas com uma capa de muito saudáveis intenções democráticas, que contribuem para as desigualdades objectivas, a profissionalização não militante, e para a desmobilização.
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A algumas dessas exigências, ou à forma que tomam, só podem responder partidos i) com uma organização militante (com verdadeiros sacrifícios pessoais) muito forte, ou
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ii) grandes máquinas de aparelhos partidários profissionalizados, e com capacidade de acesso a recursos a que raríssimos podem recorrer (e alguns, se pudessem, não deveriam).
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É gritantemente visível a diferença de meios!, basta olhar para as rotundas… e as exigências de controlo financeiro em nada estarão a contribuir para a diminuir, antes quase impedem as forças políticas que não são do «arco do poder (económico-financeiro ou do “arco da velha”)» de concorrer em todo o lado a que poderiam se tais exigências – assim postas – não existissem.
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(ainda esta semana, tive de participar, pessoalmente, na abertura de contas bancárias com todas as deslocações e todo o rol de formalidades que tal exige).
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Mas, para não me alongar demasiado, vou deixar – aqui nos “dias de agora” e onde entenda útil – uma anotação sobre a “questão da paridade”.
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Prezo-me de ter estado sempre (desde os anos 60, pelo menos) na frente de luta contra a discriminação pelo sexo e servindo a exploração do ser humano por outros seres humanos, 
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pelo que só posso apoiar as intenções de se criarem condições para que sejam mais mulheres a participar na vida política (representativa ou participativa).  
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No entanto, a imposição da regra dita “da paridade”, com a exigência de não haver três candidatos seguidos do mesmo sexo pode ter consequências perversas pelas dificuldades que pode levantar à formação de listas nalguns sítios.
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Poderia abundar em exemplos, até pessoais mas, por agora, fico-me por aqui.
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Com um fundo sentimento de solidariedades para com todos os/as camaradas e companheiros/as que sacrificam a totalidade do fim-de-semana para que amanhã as listas estejam em condições de ser entregues nos tribunais.

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(...)

Para este domingo

sábado, agosto 03, 2013

Olhem que não fui eu...

Nas minhas vizinhanças de criança e enquanto andei pelas escolas como estudante, o meu nome próprio era raro, para não dizer que Sérgio havia só um, eu e mais nenhum (no liceu até me arranjaram a alcunha de Sargeta, não com intenções malévolas - acho eu... -  mas por causa da raridade do nome.). 
Depois, foi-se vulgarizando o nome, e para tal contribui pois fui padrinho de alguns Sérgios, em certos casos ficando-me a dúvida se a escolha privilegiava o nome ou o padrinho. E, para compensar alguma eventual incerteza quando à bondade de quem me chamava Sargeta, tenho a alegria da amizade de quem me trata por Serioja.
Vem isto a propósito de ver o meu nome - e completo: Sérgio Ribeiro - pelas  ruas da amargura. O acaso de folhear um jornal desportivo, trazido por um amigo e vizinho, deu-me a conhecer que um tal Sérgio Ribeiro foi alvo sanções drásticas, na sua profissão, decerto por drásticos crimes cometidos. Destarte (por essas malas artes), Sérgio Ribeiro tem de dizer adeus ao ciclismo profissional, modalidade em que, ao ganhar etapas, já suscitara alguns mails de parabéns a mim dirigidos por amigos que, sabendo que isso de andar de bicicleta foi chão que já deu uvas há muitas décadas, gostam de brincar comigo.
Tenho pena... 
Tenho pena de não ter ganho etapas nessas voltas que se dão por aí, pelas estradas da vida, e do Sérgio Ribeiro que o conseguiu o ter feito de maneira que mancha o nome que é comum de dois (e mais do que de dois). 

Dias de agora (em permanente correcção...)

“Se não receio o erro
é porque estou sempre disposto a corrigi-lo”
Bento de Jesus Caraça

Afinal, ainda que não tivesse valido a pena (mas valeu…) teria de voltar a estes números de eventual melhor conhecimento sobre as autárquicas e as assembleias de freguesia, mesmo antes das considerações que, essas sim, são decerto necessárias.
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E tenho de voltar para corrigir um erro e não é masoquista esta satisfação de corrigir erros…
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Quer dizer que se arriscou, se avançou sem temer os erros, e que se está disposto a corrigi-los se eles se tiverem verificado.
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E verificaram-se.
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Nas contas feitas, algumas no carro conduzido pela Zé e na calculadora do telemóvel, não contei com a freguesia da Freixianda como freguesia em que a CDU apresentou lista para a respectiva assembleia em 2009.
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É verdade que foi uma lista quase só para marcar presença, é certo que, na formação das Uniões de freguesias, após a extinção das que vieram a ser substituídas por essas uniões (nacionais?!) se escondeu a anterior freguesia da Freixianda, é verdade e é certo… mas o erro é meu e devo corrigi-lo porque mudou os números e alterou um pouco (pouco!) as conclusões.
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Veja-se o quadro – agora retirado do excel!, no remanso caseiro – e corrija eu os números que adiantei…
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… ao mesmo tempo que, com este quadro, se fica já à espera dos resultados do final de Setembro.
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Autárquicas 2013
(assembleias de freguesias)
2009
2013

Recens.
Votos CDU
Recens.
Votos CDU
Alburitel
1073
29
1057
--
Atouguia
2354
55
2341

Caxarias
2198
23
2168

Fátima
8821
--
9501

Misericórdias
4655
129
4486

Piedade
5885
183
6228

Seiça
2068
30
1955

Urqueira
2050
36
1900

Formigais
486
--


Freixianda
2831
24


Ribeiro Fárrio
924
87
3933






OURÉM
43907

43198

CDU
24038
596
32512

% participação
54,7

75,3


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Quer dizer, agora correctamente (se não houver outros erros...):
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Em relação a 2009, os eleitores das extintas freguesias de Fátima e Formigais dispõem, nestas eleições de 2013, de listas para votar CDU para as suas assembleias de freguesia.
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Ou ainda, continuando as “habilidades” habituais mas em que não abundamos, além das listas para a Assembleia e Câmaras municipais, para as Assembleias de freguesias concorremos a 8 de 13 (61,5%), o que é mais que 9 de 18 (50%), o que tem ainda maior significado noutros termos quantitativos: em vez dos 54,7% de 2009, em 2013 concorremos a 75,3% da população recenseada.
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 Mais 20,6 pontos percentuais (+ 37,7%!) da população recenseada.
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Com o enorme significado qualitativo do grande aumento quantitativo se dever à apresentação de uma candidatura pela freguesia de Fátima.
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