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sábado, janeiro 22, 2022

No centenário de VASCO GONÇALVES-2

continuação


 













No centenário de VASCO GONÇALVES-1

 Do quase-diário:

22.01.2022

 Em devido tempo, que há muito foi, recebi esta informação-convite

da ACR (Associação Conquistas da Revolução), a que gosto de chamar Associação Vasco Gonçalves por, para mim, este nome simbolizar o período em que tantas conquistas houve.

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De imediato me decidi a ir a Lisboa nesse dia, visitar os netos e participar na iniciativa.

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Mas o homem põe e a idade, os quilómetros, os riscos da pandemia e outras coisas.. dispõem, e acabei por não ir.

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Recebi, ontem um mail da ACR onde se diz que a iniciativa se realizou e correu bem, e que ”… foi dado conhecimento a 498 órgãos de comunicação social (Tvs, Rádios, Semanários e Jornais). Infelizmente, com vai acontecendo, nenhum participou nem nos contactaram”.

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Ao pesar por não ter podido ir, juntou-se a indignação que é, para mal dos nossos pecados, permanente mas que tem picos que obrigam a moderar a linguagem embora exijam… informação.

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Vou, depois deste “post” de desabafo, publicar a intervenção de Avelino Gonçalves que foi, SÓ!, o primeiro Ministro do Trabalho no 1º Governo provisório depois do 25 de Abril de 1974.

segunda-feira, junho 01, 2020

Em tempos turvos, recordando o que ajuda a clarificar:


Neste dia 1 de Junho de 2020, entrou-me no computador um mail da Associação Conquistas da Revolução que recorda este discurso de Vasco Gonçalves. Como sempre, ler o que disse Vasco Gonçalves em tantas ocasiões de um período verdadeiramente empolgante da nossa História, é singularmente refrescante e consciencializador. É a serenidade ideológica em situações de enorme tensão. Tenho pena de não me ter lembrado dele em 8 de Maio, neste dia em que, todos os anos, confronto a “habilidade” farsante de se adiar para o dia seguinte a comemoração do DIA da VITÓRIA, da EUROPA, da PAZ, apagando-o ao aproveitar uma certa confusão de calendários para instaurar um dia da Europa como se esta tivesse deixado de existir para ser uma União Europeia. Lembro o discurso-lição de Vasco Gonçalves, de 8 de Maio de 1975:


Representantes dos resistentes anti-fascistas que vieram até nós.
Resistentes anti-fascistas portugueses.
Camaradas do Conselho da Revolução e do MFA.
Membros do Governo.
Representantes Diplomáticos.
Conselho Português para a Paz e Cooperação.
Minhas senhoras e meus senhores.

Ao comemorar a derrota do fascismo na Europa não quero deixar de exprimir um sentimento de alegria reconfortante pela presença dos resistentes que vieram e que quiseram trazer ao MFA e a Portugal o seu apoio e a sua experiência.
Uma referência muito particular quero também fazer a Maria Lamas, fidelíssima combatente anti-fascista e símbolo da luta da mulher portuguesa pela sua libertação total.
Há 30 anos a Europa respirava aliviada do pesadelo fascista, renascia a esperança do homem no futuro. Esse renascimento cimentava-se na luta e no sacrifício de milhões de pessoas originárias de todos os Continentes; tal devia bastar para que a Humanidade rejeitasse duma vez por todas aquela aberração. Sítios houve, porém, onde a derrota de 1945 foi por longo tempo inconsequente. A Portugal, as liberdades conquistadas pelos povos europeus, só chegaram na madrugada de 25 de Abril de 74. O Povo Português tem, em relação à Europa, um crédito de 30 anos de liberdade a lançar na conta do fascismo.
A neutralidade na guerra de 39-45, para além dos benefícios imediatos, custou ao Povo Português um preço demasiado caro. A não participação no tremendo conflito foi ignobilmente explorada pelo governo fascista no sentido de criar num povo, mantido num estado de atraso material e intelectual deplorável, a ideia do guia esclarecido e incontestável na defesa dos interesses da Pátria.
A partir daqui todas as conquistas dos povos na sua marcha para a liberdade foram classificadas e apresentadas como passos na degradação dos valores tradicionais, como maquinações de diabólicos inimigos, fomentando-se o individualismo pessoal e o isolamento nacional como últimos baluartes da dignidade Humana.
À sombra desta enorme mistificação incentivou-se e desenvolveu-se o capitalismo mais retrógrado, num proteccionismo feroz, na exploração desenfreada das massas trabalhadoras e no comprometimento da Independência Nacional.
O fascismo português atingiu um tal grau de contradições que, criado pelo capitalismo, para seu serviço, acabou por se tomar um obstáculo ao desenvolvimento desse mesmo capitalismo, ao ponto de originar uma boa aceitação do 25 de Abril pelos seus sectores mais avançados.
Nesta perspectiva há que estar atento à realidade de que, se o fascismo foi derrubado em Portugal, as forças capitalistas não desistiram nem desistirão facilmente de tentar recuperar as suas condições de expansão.
Perdidas as esperanças no 25 de Abril como factor de readaptação a novos condicionamentos, o ataque desencadeou-se, como o provam as diversas crises atravessadas até ao 11 de Março, e continuará a desenvolver-se utilizando formas mais subtis e menos detectáveis ao nível do Povo Português.
É preciso que as classes trabalhadoras estejam conscientes dos novos perigos, que olhem a realidade de frente para além dos programas aliciantes e das propostas brilhantemente demagógicas. Os amigos, bem como os inimigos, revelam-se na prática diária e não através de verbalismos estéreis. A marcha dura dum processo político difere substancialmente do deslizar dos sonhos.
A nossa luta desenvolve-se em torno do que «é» e não do que gostaríamos que fosse. Os povos só se libertam pela luta intensa, incansável e de todos os dias contra a opressão. Quando se cansam, perdem. Para que a luta triunfe é necessário que o povo tenha consciência da sua exploração e também de quem o explora e como o explora. Só assim são aceitáveis os sacrifícios que a revolução pede, só assim aparece claramente projectado o inimigo do Povo.
Sob pena de que a revolução se perca, o Povo Português tem de saber distinguir as suas verdadeiras opções e estas são:
— Revolução ou reacção.
Não se põem neste momento, tal como desde o início, questões de pormenor. Não estamos perante problemas que digam respeito à roupagem da via para o socialismo. Tais questões podem levantar-se para camuflar o problema de fundo, para criar divisões entre os trabalhadores, para confundir as mentes. Mas o problema é ainda:
— Socialismo ou capitalismo.
O MFA não faz revoluções contra o Povo, nunca na História se fizeram revoluções contra a vontade do Povo; o que por vezes aconteceu foi classificar-se de revoluções as readaptações das classes dominantes, mas é preciso que a vontade do Povo coincida com os interesses do Povo, sem o que, essa vontade pode tornar-se objectiva e inconscientemente contra-revolucionária.
Os trabalhadores portugueses foram desde 25 de Abril de 1974 os grandes geradores da energia da revolução, sem a qual nunca se teria materializado a união POVO-MFA. Seria trágico que esses mesmos trabalhadores comprometessem todo o processo, admitindo no seu seio o divisionismo, deixando galopar o oportunismo político, lutando entre si por questões de pormenor ampliadas artificialmente para servir interesses que não são os interesses do Povo Português.
Uma revolução, por mais pura que seja a linha teórica, não sobrevive à completa degradação económica e, particularmente, a economia portuguesa não comporta mais encontrões. Quem são as vítimas principais e quem recolhe os benefícios da desintegração económica do País? É suficientemente claro, e os trabalhadores devem analisá-lo com a cabeça fria.
A consciência revolucionária do Povo, demonstrada em 28 de Setembro e em 11 de Março não deve permitir que se deixe espartilhar a revolução por baias imediatas e exclusivamente utilitárias.
Uma revolução no sentido do socialismo, como a nossa, implica o controlo progressivo dos meios de produção pelos trabalhadores bem como a garantia de que as mais-valias criadas se aplicam em benefício da colectividade. Implica também a existência duma democracia real, aberta a todas as liberdades, excepto à liberdade de explorar. Nenhuma via socialista pode assentar em benefícios salariais imediatos, nenhum povo revolucionariamente consciente pode centrar a sua luta sobre o empolamento reivindicativo de tais benefícios.
Temos uma necessidade premente de construir um aparelho produtivo sólido e o MFA tem dado sobejas provas de que esse aparelho não será posto ao serviço de classes privilegiadas mas sim ao serviço da colectividade.
A conjugação da vontade do MFA com a iniciativa criadora dos trabalhadores permitirá caminhar seguramente e eliminar à partida qualquer equívoco sobre o processo.
Para além disto, reivindicar o que a economia nacional não tem capacidade para conceder, e a economia nacional é, fundamentalmente, o somatório da economia das empresas; só poderá conduzir à contra-revolução em detrimento dos trabalhadores. E a contra-revolução, perante uma economia deteriorada, não pode deixar de desembocar no totalitarismo fascista, esse mesmo fascismo que a Europa varreu em 1945 e que não queremos que regresse à nossa Pátria.
Vivam os resistentes portugueses anti-fascistas! Vivam os resistentes anti-fascistas dos países amigos que vieram até nós!
Vivam a Paz e a Amizade entre os Povos de todo o mundo!

quinta-feira, junho 11, 2015

Vasco Gonçalves

Romagem à campa 
do General Vasco Gonçalves
no décimo aniversário 
do seu falecimento - 11 de Junho - 11.00 horas
- Cemitério do Alto de São João


      A Associação 
Conquistas da Revolução

promoveu, hoje, pelas 11.00 horas, 
uma romagem à campa do General Vasco Gonçalves, 
no cemitério do Alto de São João, 
pela passagem do 10 º ano do seu falecimento. 

Assim o fizemos todos os anos, 
e assim o queriamos ter feito neste ano, 
para assinalar, mais uma vez, Abril 
e homenagear Vasco Gonçalves,
de cujos ideais libertadores 
e transformadores foi o fiel intérprete.

Não nos foi possível! 
Mas, aqui, e daqui,
estamos com os que o puderam fazer!

domingo, outubro 05, 2014

Um congresso necessário e uma homenagem merecida... mas Vasco Gonçalves merece, de todos nós, muito mais!

A economia da Revolução
– Sérgio Ribeiro (7 minutos)









A economia nos caminhos abertos
por Abril
e pelos governos Vasco Gonçalves

O acto libertador dos capitães de Abril, laboriosamente preparado - fruto e no quadro de uma resistência que nunca desistiu -, foi o minuto histórico do tempo da euforia de respirar LIBERDADE. Logo depois - nas horas do relógio da História que se seguiram - foi o tempo de confrontar a situação de um país atrasado economicamente. Em inevitável mudança.
Um País no final do III Plano de Fomento (1968-73), que definira coisas que se impunham, como a extinção dos distritos e a criação de regiões, no arranque de um IV Plano de Fomento (1974-79) que a nada poderia dar continuidade porque nada pressupunha de mudança, no rescaldo de uma reforma industrial que derrapava, em arranjos para que a diluição da EFTA com a adesão do Reino Unido e outros à CEE, nos arrastara com a assinatura de um acordo comercial com a mesma CEE, em 1972.
Assim se entreabrira, tímida e forçadamente, a autárcica economia portuguesa dominada por um reduzido número de grupos monopolistas, num Estado (que os criara, no algodão em rama de todas as protecções), num Estado por esses grupos domesticado, orçamentalmente garrotado por uma guerra colonial que se prolongava até à derrota final e que, de certo modo – perverso… –, internacionalizara a nossa economia e punha Portugal como um dos centros de um mundo em ebulição (crise monetária, crise do petróleo, importância crescente, no contexto internacional, do “mundo socialista”, de países ex-colónias, de não-alinhados)

Nesses anos de encruzilhada, o Portugal nascido teve, ainda, de confrontar, objectivamente, uma fortíssima pressão demográfica – fecho da “válvula de escape” da emigração, desmobilização militar e retorno das colónias, desemprego por ausência de investimento – que coincidiu e se juntou à fuga de capitais, ao abandono de empresas, à sabotagem, ao boicote até ao terrorismo, na ilustração da luta de classes - em que uma trincheira procura, de todas as formas, impedir a alteração da correlação de forças.
Nessa transição, é sintomático o papel de Spínola, como presidente de JSN,e depois Presidente da República, mas sempre ligado ao grande capital nacional (ao Grupo Champalimaud, de que fora secretário-geral da Siderurgia Nacional… o que é “esquecido” na biografia “oficial”), apadrinhando o MDSE[1] e iniciativas parecidas, na economia e na política, sempre a puxar (ou aempurrar) tensões para, por todos os meios (os fins a justificarem os meios…), impedir o caminhar pelos caminhos que Abril abrira.

Assim foi até à clarificação, com os governos Vasco Gonçalves. E depois, clarificadas as posições, num confronto com episódios e datas como o 28 de Setembro de 74 e o 11 de Março de 75.  

De 18 de Julho de 1974, posse do II Governo Provisório, a 6 de Setembro de 1975, data da demissão do V Governo Provisório, são os “governos Vasco Gonçalves”. Menos de 14 meses, 415 dias (mais dia, menos dia…. Quantos bastaram para que, enquanto se testava, dia a dia, hora a hora, a mudança na correlação de forças, se mudasse o País que éramos.
Como resumidamente inventariou o professor Teixeira Ribeiro:
“…desde o congelamento das rendas urbanas e a nacionalização dos bancos emissores, a que procedeu o II Governo, e a lei de arrendamento rural, obra do III, até às nacionalizações dos sectores-chave e das empresas monopolistas, decretadas quase todas pelo IV Governo, e algumas pelo V, à reforma agrária do IV Governo,  e à Lei do controlo operário, aprovado pelo V, mas que não chegou a ser promulgada…”.

E a economia portuguesa resistiu. Com a Aliança Povo-MFA, com governos – os governos Vasco Gonçalves – a apoiar o trabalho e os trabalhadores. E a resistir, nessa condição de governos da nação, a todo o tipo de ataques. Dos interesses beliscados, fossem eles económicos, de grupos nacionais ou internacionais, fossem eles de partidos com uma concepção de democracia que abandona esta à porta das empresas e tem a acumulação do capital como motor da economia, como se não fosse o trabalho o único criador de valor.
O facto é que, como de norma a quem sucede e se quer escudar na “pesada herança” que teve,
a avaliação/auditoria pedida no final de 75 e realizada por uma equipa de técnicos no âmbito da OCDE – onde se integrava o jovem Paul Krugman, hoje prémio Nobel e “guru” de tantos economistas –, considerou estar a economia portuguesa de surpreendente saúde.
Surpreendente? Talvez… para quem tivesse, e tem!, concepções de economia que assentam não no trabalho mas na exploração dos trabalhadores.

Apesar da contra-revolução na gestão dos negócios do Estado, e da indiferença perante avaliações positivas… e surpreendentes, com a alteração da correlação de forças sociais que levou à formação dos “governos Vasco Gonçalves”, e espaldou a sua acção, estes governos contribuíram para a dinâmica de massas para além da sua própria existência.
Essa dinâmica ainda conseguiu impor avanços significativos. Na reforma agrária, por exemplo,e, após eleições que pareciam poder contrariá-los, uma Constituição. Uma Constituição que veio consagrar, no seu âmago e mormente no plano económico, com a articulação dos três sectores – público, cooperativo, privado – e a prevalência do trabalho e do sector estatal na defesa do interesse geral, contrariando a tão procurada efemeridade das conquistas revolucionárias. Ao que poderia juntar, como significativo dado, o Plano de médio prazo 1976-80, com os caboucos nos 400 e poucos dias levados até uma missão plurinacional do Programa Mundial de Emprego da OIT[2], missão que elaborou esse plano chamado de emprego e necessidades essenciais, que o 1ºgoverno constitucional ainda aprovou mas meteu na gaveta, arrumando-o ao lado de um indispensável Sector Empresarial do Estado, de um IAPMEI, de uma EPPI, … do socialismo, enfim.

Mas não se trata de arquivo morto!
(como o pode demonstrar esta edição da Organização Internacional do Trabalho, Nações Unidas
para memória futura: Employment and basic needs in Portugal, 1979)

e sobretudo 
porque houve governos Vasco Gonçalves, 
porque Vasco Gonçalves, 
o companheiro Vasco, está vivo em nós,
porque tudo temos vivo em nós
e vivo vamos transmitir aos que nos continuam.





[1] - M de Movimento, D… de Democrático?... não!, de Dinamizador, S… de Social ou Socialista?... não!, de Sociedade, E… de Económico?... não!, de  Empresa!
[2]  - com base num modelo econométrico com um nome curioso PORNO – de Portugal- Noruega – e que nos fazia sorrir, ainda mais pensando na Secretária de Estado do Plano, Manuela Silva, que veio a demitir-se. 

sexta-feira, outubro 03, 2014

Congresso Conquistas da Revolução - 4




CONGRESSO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO
Homenagem ao Companheiro Vasco – Primeiro-ministro dos trabalhadores e do povo

Manhã de 05.10 - 10h

Painel 3

Mesa da Presidência: Manuel Begonha, José Capucho, Joaquim da Ponte, Modesto Navarro e Beatriz Nunes, que preside.

A contra-revolução – A resistência. Perspectivas futuras.
1 – Mandantes e executantes, métodos e práticas. Os ataques à Constituição, aos direitos, à democracia, à independência e soberania nacional. As Conquistas destruídas.
2 – 38 anos de resistência e luta dos trabalhadores e do povo. – os valores de Abril, fonte de força essencial da resistência e da luta.
3 - O contributo de Vasco Gonçalves para a defesa da democracia e das Conquistas da Revolução.
4 – Abril é o futuro. Derrotar a política da contra-revolução e conquistar uma política inspirada nos valores de Abril.

Intervenções proferidas por membros dos órgãos sociais da A.C.R.:
1 – O processo contra-revolucionário - A contra-revolução institucional – Modesto Navarro (15 minutos)

2 – O contributo de Vasco Gonçalves para a defesa da democracia e das conquistas da revolução – Joaquim da Ponte (15 minutos)

3 – Abril é o futuro – os valores e os ideais de Abril no futuro de Portugal – José Capucho (15 minutos)


Outras intervenções e temas de oradores já inscritos:

1 - A ofensiva contra a reforma agrária – Vítor Rodrigues (7 minutos)

2 - Poema de José Gomes Ferreira, «Em memória de José Caravela e António Maria Casquinha, mortos em Montemor-o-Novo pela Guarda» - Fernando Tavares Marques (2 minutos)

3 - A política das troikas e o estado da nação – que democracia temos /que democracia queremos? – Manuel Gouveia (7 minutos)

4 - A resistência dos trabalhadores e do povo à ofensiva contra-revolucionária e as perspectivas futuras- João Torres –  (7 minutos)

5 - O processo revolucionário no Porto - Jorge Sarabando (7 minutos)

6 - A REVOLUÇÃO DE ABRIL E O PORTUGAL DE HOJE- José Brinquete(7 minutos)

7 - RESISTIR NA DEFESA DE ABRIL- Lima Coelho(7 minutos) 

8 – Poema do Ary, «O Futuro» (Isto vai, meus amigos, isto vai) - Fernando Tavares Marques (2 minutos)

Intervenção de encerramento – Manuel Begonha:
Resumo do Congresso e Conclusões.

(as Conquistas da Revolução no caminho do futuro de Portugal)

Congresso Conquistas da Revolução - 3




CONGRESSO CONQUISTAS DA REVOLUÇÃO
Homenagem ao Companheiro Vasco – Primeiro-ministro dos trabalhadores e do povo

Tarde de 04.10 - 15 horas

Painel 2

Mesa da Presidência: Vítor Lambert, Baptista Alves, Henrique Mendonça, José Sucena e Valdemar Santos, que preside.

O processo revolucionário
1 – Aliança Povo-MFA, força motriz da Revolução
2 – Conquistas da Revolução – conteúdo e significado
3 – A acção e o papel do Primeiro-ministro Vasco Gonçalves à frente dos quatro governos provisórios
4 – O carácter e o alcance da Revolução de Abril – A Constituição da República Portuguesa, retrato da Revolução e matriz de uma democracia avançada rumo ao socialismo.

Intervenções proferidas por membros dos órgãos sociais da A.C.R.:
1 - A aliança Povo-MFA, força motriz do processo revolucionário – Vítor Lambert (15 minutos)

2 – Conteúdo e significado das Conquistas da Revolução – Baptista Alves (15 minutos)

3 - Os governos provisórios presididos por Vasco Gonçalves – Henrique Mendonça (15 minutos)

4 – Poema «O Comum da Terra», Eugénio de Andrade - Fernando Tavares Marques (2 minutos)

5 – O carácter e o alcance da Revolução Portuguesa –   A Constituição da República, retrato da revolução e matriz da Democracia de Abril – José Sucena (15 minutos)

Outras intervenções e temas de oradores já inscritos:

1 – O papel do movimento operário e popular – Américo Nunes (7 minutos)

2 - A reforma agrária - António Gervásio - (7 minutos)

3 - Nacionalizações e controlo operário – Anselmo Dias - (7 minutos)

4 – A dinamização cultural –Ana Saldanha - (7 minutos)

5 – O Poder Local Democrático – Abílio Fernandes (7 minutos)

6 – Cantar a Revolução – Samuel Quedas (7 minutos)

7 – A economia da Revolução – Sérgio Ribeiro (7 minutos)
  •  A economia nos caminhos abertos por Abril e pelos "governos Vasco Gonçalves"

8 – O impacto da Revolução de Abril no mundo –  Rui Namorado Rosa  (7 minutos)

9- As mulheres e a luta pela igualdade –Maria José Mauricio(7 minutos)



quinta-feira, outubro 02, 2014

Congresso Conquistas da Revolução - 2





Congresso Conquistas da Revolução
Homenagem ao Companheiro Vasco – Primeiro-ministro dos trabalhadores e do povo

Manhã de 04.10 - 09h30m

Sessão de Abertura

Mesa da Presidência: Manuel Begonha, José Emílio, Nuno Lopes, Vieira Nunes e Avelãs Nunes.

Intervenção de abertura: António Avelãs Nunes, Presidente da Assembleia Geral da ACR.

Painel 1
Preside Vieira Nunes

O derrubamento da ditadura fascista
1 - Meio século de resistência antifascista
2 - O Movimento das Forças Armadas e o 25 de Abril de 1974 – golpe militar, levantamento militar e levantamento popular.

 Intervenções proferidas por membros dos órgãos sociais da A.C.R.:
1 – O regime fascista: 48 anos de exploração e repressão; 48 anos de resistência -  Nuno Lopes (15 minutos)

2 – Poema de Ary, «Soneto Escrito na Morte de Todos os Antifascistas Assassinados pela PIDE» - Fernando Tavares Marques (2 minutos)
Outras intervenções e temas de oradores já inscritos:

1 – Os intelectuais na resistência ao fascismo – do movimento neo-realista à participação activa nas acções da Oposição Democrática – Filipe Diniz (7 minutos)

2– Poema de Joaquim Namorado, «Cantar de Amigo» - Fernando Tavares Marques (2 minutos)

3 - Os estudantes na luta antifascista – a luta estudantil desde os anos 40 até ao derrubamento do fascismo - José Manuel Jara (7 minutos)

4– O MFA e o 25 de Abril. Levantamento militar e levantamento popular. Derrubamento do governo de Marcelo Caetano – Diniz de Almeida

5– A luta dos assalariados rurais da zona do latifúndio - a conquista das oito horas - António Gervásio (7 minutos)

6 – Poema de Papiniano Carlos, «Canção» - Fernando Tavares Marques (2 minutos)

7 – A Juventude no combate ao fascismo (MUD-Juvenil, UJP, MJT) – Adilo Costa (7 minutos)

8 – A acção sindical desde a proibição dos sindicatos livres e a imposição de sindicatos fascistas, até à criação da Intersindical - José Ernesto Cartaxo (7 minutos)


9- A resistência ao fascismo dentro dos quartéis do regime e a luta contra a guerra colonial – Armando Myre-Dores (7 minutos)

Um/o Homem na/da Revolução























É uma homenagem. Uma das muitas que o companheiro Vasco merece. Temos de estar à altura de quem tanto merece. E a sua/nossa memória exige!
4 e 5 de outubro. No ISCTE.




terça-feira, junho 26, 2012

segunda-feira, junho 11, 2012

domingo, junho 19, 2011

Correcção a tempo

Um comentário ao "post" sobre a assembleia constituinte da associaçã Conquistas da Revolução, leva-me a corrigi-lo ("não temo o erro porque estou sempre pronto a corrigi-lo" - Bento de Jesus Caraça).
Na verdade, não houve conferência de imprensa... mas estava lá imprensa, a imprensa que não é conquista da revolução porque foi parte dela, porque ajudou a revolução a ser e a alcançar as suas conquistas, por elas lutou antes do 25 de Abril e depois e o continua a fazer, o avante!
A "outra" imprensa é que faltou.
E - apetece dizer... - revelando ingratidão. Em obediência às "vozes dos donos", fazendo-se esquecida que a liberdade de imprensa foi uma das conquistas da revolução e assim, hoje, vê-se como foi comprada, isto é, como vendeu a sua liberdade, que foi uma das conquista da revolução.

sábado, junho 18, 2011

Fomos 140!

Fomos 140 os constituintes.
Foi um acto formal, cumprindo obrigações legais, buroráticas.
Aprovaram-se os estatutos, depois de propostas e de consensos. Houve votações do que tinha de ser votado, quase sempre por unanimidade, nuns raros casos com uma abstenção e por unanimidade na votação final.
Num ambiente de grande determinação e solidariedade, foi claro que a associação nascia por e para e de modo nenhum contra. 
Foi, depois, proposta a formalização da comissão promotora para a tomada de iniciativas e para organização da assembleia geral, no quadro estatutário, para eleição dos corpos sociais.
Deveria seguir-se uma conferência de imprensa... mas não havia imprensa.
O fascismo, a resistência, o 25 de Abril, as conquistas revolucionárias (sociais, culturais, políticas, económicas), Vasco Gonçalves?...
A associação Conquistas da Revolução nasceu.
E vai estar viva!
Para lembrar e fazer viver! 
Pela tomada de consciência!

sábado, junho 11, 2011

Vasco Gonçalves - 11 de Junho de 2011

E porque hoje é 11 de Junho (um dia depois de 10 de Junho!):

Havia uma palavra esvaziada, oca, ou cheia do que era o seu contrário.
E havia quem lutasse heroicamente (subversiva, clandestinamente) pelo verdadeiro sentido da palavra contra o seu esvaziamento, a sua criminosa mistificação.
Mas foi feita nascer a manhã de um dia 25 de Abril para a luta de um povo. E a luta de classes - sempre a ser a História - ganhou forma, perdeu ambiguidade.
As palavras deixaram de ser vazias, ocas, mentiras. Embora alguns a usassem para as combater, para as sabotar. Sobretudo... aquela palavra. 

Com o seu exemplo, um homem encheu a palavra. De homens e de mulheres de Portugal.
E aquela palavra foi devolvida a todos os que lutavam - e lutam! - pelo seu fundo sentido, pela sua total identificação com um povo, o seu passado histórico, o seu futuro socialista.
A palavra: Pátria.
O homem: Vasco Gonçalves. 

(um texto de 1975,
recuperado hoje
com algumas alterações)

domingo, maio 22, 2011

Registo

Neste desdobrar de acções - por vezes alucinante -, em que a todas dou uma grande (pessoal) importância, a iniciativa no âmbito da criação da associação Conquistas da Revolução, com intenção de lembrar Vasco Gonçalves e o seu papel histórico, de não deixar que o consenso que se pretende impor oscile entre o esquecimento e a calúnia, vilipendiador, ocupou-me muito. O tempo e o espírito.
Num painel muito estimulante e exigente, fui encarregado de falar de economia nos 35 anos da Constituição e no quadro da acção dos governos presididos por Vasco Gonçalves. Consultei livros e papeis antigos mas sempre "à mão", estudei, fui-me propondo, e comigo discutindo, vários esquemas de abordagem, escrevi umas linhas de introdução à intervenção (estão aí num "post"... sobre 415 dias), até que, na esplanada do Martinho da Arcada, no regresso da grande manifestação entre o Lago do Calvário (houve quem tivesse saído de S, Bento!) e Belém, alinhavei o guião definitivo (!).
Ele aí está, para (meu) registo, com alterações que fui introduzindo enquanto ouvia as excelentes intervenções dos companheiros de mesa, recuperado porque me pediram o... texto lido, e tive de "passar a limpo" e tentar reconstituir o que e como disse.

quinta-feira, maio 19, 2011

Para hoje

O que me anima é que o 25 de Abril aconteceu em Portugal
e foi feito por portugueses.
O país existe, as pessoas também,
"fermento" não falta, e do bom.
Portanto...
Campaniça

Foi pouco mais de um ano. Foram cerca de 14 meses. Entre 18 de Julho de 1974 e 11 de Setembro de 1975. precisamente 415 dias! (escreveu Armando Castro).
«… desde o congelamento das rendas urbanas e a nacionalização dos bancos emissores, a que procedeu o II Governo, e a lei de arrendamento rural, obra do III, até às nacionalizações dos sectores-chave e das empresas monopolistas, decretadas quase todas pelo IV Governo, e algumas pelo V, à reforma agrária do IV Governo, e à Lei do controlo operário, aprovado pelo V, mas que não chegou a ser promulgada…» (lembrou o prof. Teixeira Ribeiro).
Foram 415 dias. E o antes e o depois desses 415 dias.
Mas foi nesses 415 dias que houve Povo-MFA, que houve "um homem na revolução".
Vasco Gonçalves e cada um de nós que quis ser Povo e Futuro.  




Assim começarei o meu contributo.

Vasco Gonçalves


"O socialismo que queremos consiste também na possibiliaade de cada cidadão ser um homem de lisura, um homem limpo, um homem transparente."
(no "célebre" discurso de Almada)

quarta-feira, maio 18, 2011

Ler e pensar...

Estou a estudar. Tenho "testes" amanhã »(:-)...
Estou a rever matéria, no meio de muita indormação a chegar, e de que quereria ser útil trampolim ou ponto de passagem (>>---<<<).
Entretanto, fico parado a reflectir sobre o que leio:

«(...)
- Se Maquiavel tivesse ao seu discurso de Almada, não hesitaria em sublinhar inúmeras das suas afirmações com uma gargalhada à italiana.
- Sim? Porquê? 
- Não insistiu dessa vez que a política e a moral são inseparáveis?
Baixando os olhos, num esgar vagamente melancólico, o general respondeu.
- De facto é isso que penso, mas é possível que eu seja um pouco ingénuo.
De súbito, porém, o semblante iluminou-se-lhe:
- Vou dizer-lhe uma coisa. Há dias, passando os olhos, por acaso, num texto de Lénine, encontrei uma formulação do mesmo género. Fiquei muito contente, sabe? Sendo aquele homem tão diferente de mim, tão sábio e tão calejado em lutas violentísimas, neste caso pensava, exactamente, como eu, que a política e a moral tinham muito a ver uma com a outra. Se eu imaginase que haveríamos de ter esta conversa, teria marcado a passsagem. Agora nem me lembro sequer em que livro é que vi isso.
(...)»

(de entrevista de Vasco Gonçalves, realizada por Carlos Coutinho, pág. 15 de Companheiro Vasco, Inova, 1977)


Conquistas da Revolução - Vasco Gonçalves

Debate - 35 Anos da Constituição da República.
Acção e papel dos Governos de Vasco Gonçalves

19 de Maio – 21h00
 Casa do Alentejo

Intervenientes

• Duran Clemente - Capitão de Abril
• Modesto Navarro - Escritor
• Ernesto Cartaxo - Sindicalista
• Oliveira Batista - Min.Gov.de Vasco Gonçalves
• Manuel Gusmão - Deputado constitucionalista
• Sérgio Ribeiro - Economista

Moderador
Manuel Begonha - Capitão de Abril